Das infrações, penas e fiscalização de obras e do processo de execução das penalidades e multas
Art. 209. Será obrigatório manter no local da obra cópia do projeto, alvará de demolição, de reforma ou de movimentação de terra, licenciados pela Prefeitura Municipal para acompanhamento, vistoria e fiscalização bem como, em caso de construções, reformas ou ampliação, placa com o nome do responsável técnico pela obra.
§ 1º. Em caso de infração ao disposto no caput deste artigo, o fiscal notificará o responsável pela obra, para que no prazo de 2 (dois) dias úteis a contar do primeiro dia útil seguinte à fiscalização apresente o projeto ou alvará licenciado. Considera-se o proprietário como responsável pela obra. Na impossibilidade de identificação do mesmo, considerar-se-á respectivamente o profissional técnico e quem estiver exercendo os serviços no local. (Lei 34/2013)
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ESTADO DE SÃO PAULO2º - Não sendo apresentada a documentação no prazo estipulado, será emitido o Termo de Embargo e o Auto de Infração e Imposição de Multa. Os serviços permanecerão embargados até que haja a aprovação. (Lei 34/2013)
§3º - Fica instituído o valor de 40 UFMPs (Quarenta Unidades Fiscais do Município de Pindamonhangaba) para as infrações constatadas pela fiscalização de obras. (Lei 34/2013)
§4° - (Revogado pela Lei 34/2013)
Art. 210. O descumprimento do embargo acarretará multa reincidente com valor dobrado.
Parágrafo Único. O sujeito passivo da multa será o proprietário da construção, possuidor ou o titular de domínio.
Art. 211. Aplicada a multa não ficará o infrator desobrigado do cumprimento das exigências legais, bem como, não estará isento do cumprimento das obrigações contidas nesta lei.
Art. 212. Consiste infração a esta Lei Complementar as seguintes ações ou omissões:
I – iniciar qualquer, edificação, demolição ou reconstrução sem projeto licenciado; (Lei 34/2013) II - a construção, a reforma e a ampliação em desconformidade com o projeto ou alvará; (Lei 34/2013)
III – a movimentação de terra, a reforma e a demolição sem prévia licença da Prefeitura Municipal. (Lei 34/2013)
Embargos
Art. 213. As obras ou serviços serão embargados quando: (Lei 34/2013)
I – estiverem sendo executados sem projeto ou alvará devidamente licenciados; (Lei 34/2013) II – desrespeitar o alvará em qualquer de seus elementos; (Lei 34/2013)
III – não forem observadas as diretrizes de alinhamento, recuo ou nivelamento;
IV – for iniciada sem a responsabilidade de profissional registrado na Prefeitura Municipal; V – estiver em risco sua estabilidade, com prejuízos para pessoas ou para terceiros;
VI – contrariar as normas do presente Código de Edificações. (Lei 34/2013) § 1º. O embargo previsto neste artigo será imposto por escrito após vistoria.
§ 2° Só cessará o embargo após vistoria, pagamento da multa e a regularização da obra. (Lei 34/2013)
VII - Não atender ao requisitado pela fiscalização municipal através da Notificação Preliminar dentro do prazo estabelecido.
VIII- Estiverem em área pública. (Lei 34/2013) Interdição
Art. 214. O prédio ou qualquer de suas dependências será interditado com o impedimento de sua ocupação provisória ou permanente, nos seguintes casos: (Lei 34/2013)
I – (Revogado Lei 34/2013)
II – se estiver em divergência com o projeto licenciado ou alvará concedido; (Lei 34/2013) III – se não atender aos requisitos de higiene e segurança estabelecidos na legislação vigente; IV – estiver em ruínas;
V – ameaçar ou expor pessoas, e bens de terceiro a risco. Parágrafo único. (Revogado Lei 34/2013)
Demolição Compulsória
Art. 215. A demolição compulsória total ou parcial do prédio será imposta nos seguintes casos: I – quando houver risco iminente de ruir;
II – quando não for respeitado o alinhamento, recuo ou o nivelamento determinado; III – quando o projeto não for observado em seus elementos essenciais;
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ESTADO DE SÃO PAULOV – quando não houver projeto licenciado pela Prefeitura Municipal; (Lei 34/2013) VI- quando se tratar de invasão de área pública. (Lei 34/2013)
§1º. A demolição prevista neste artigo será imposta pelo Secretário de Planejamento, após o devido processo administrativo, a qual encaminhará o processo à Secretaria de Obras para execução da demolição.
§2º No caso previsto no inciso VI deste artigo, quanto se tratar de edificações que caracterizem finalidade comercial, será notificado o proprietário para que no prazo de 05 (cinco) dias, contados da notificação, promova a demolição e não sendo identificado o proprietário será publicado no jornal local edital para comparecimento no Departamento de Licenciamento, no prazo de 05 (cinco) dias, contados da publicação, para que promova a demolição.
§3º Nos casos previstos no §2º deste artigo, não havendo o comparecimento será promovida a demolição sumária, independentemente de auto de infração ou de outros procedimentos e sem indenização ao infrator. (Lei 34/2013)
Fiscalização de obras
Art. 216. Qualquer obra, mesmo sem caráter de edificação, deverá ter seu acompanhamento e vistoria pela fiscalização municipal.
§ 1º. O encarregado da fiscalização mediante apresentação da sua identidade funcional terá imediato ingresso no local dos trabalhos, independentemente de qualquer formalidade ou espera. § 2 º. Tratando-se de obra licenciada, verificará se a execução está ou não sendo desenvolvida em conformidade com o projeto licenciado. (Lei 34/2013)
Auto de Infração e Imposição de Multa
Art. 217. O auto de infração e Imposição de Multa será feito em formulário destacado do talonário próprio no qual ficará cópia com ciente do notificado contendo os seguintes elementos: I – nome do notificado ou denominação que o identifique;
II – endereço do imóvel ou descrição da localização; III – dia, mês, ano e lugar da lavratura da notificação;
IV – descrição do fato que a motivou, com a indicação do dispositivo legal infringido e a declaração de embargo, se for o caso;
V – as penalidades a que estará sujeito caso não regularize a situação nos prazos desta lei complementar;
VI – assinatura do notificante;
VII – a intimação ao infrator para pagar as multas devidas ou apresentar a defesa no prazo de 5 (cinco) dias úteis.
§ 1º. Caso o notificado da infração recuse a assinar a notificação preliminar, a autoridade competente procederá à devida averbação no próprio talonário.
§ 2º. Ao notificado dar-se-á cópia do auto de infração.
§ 3º. A recusa do recebimento será declarada pela autoridade fiscal, ocasião em que será encaminhada cópia da notificação por correio ao titular do imóvel constante no Cadastro Físico do Município.
§ 4º. Os infratores analfabetos ou impossibilitados de assinar o documento da fiscalização e os incapazes na forma da lei não estão sujeitos a fazê-lo.
§ 5º. O agente fiscal competente indicará o fato no documento da fiscalização. § 6º. A notificação da infração poderá ser efetuada:
I – pessoalmente, sempre que possível na forma prevista nos artigos anteriores;
II – por carta, no endereço constante no Cadastro Físico do Município acompanhada da cópia da notificação com aviso de recebimento;
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ESTADO DE SÃO PAULO§ 7º - Julgada improcedente a defesa, haverá a imediata aplicação da multa imposta, e esta não sendo paga, será encaminhada para inscrição em divida ativa e respectiva cobrança judicial.
Representação
Art. 218. Qualquer do povo será parte legítima para representar contra toda ação ou omissão contrária às disposições da presente Lei Complementar.
Parágrafo único. Recebida a representação, a autoridade competente providenciará imediatamente as diligências para verificar a respectiva veracidade e, notificará o infrator, autuá-lo ou arquivará a representação.
Direito de defesa
Art. 219. O infrator terá o prazo de 5 (cinco) dias úteis para reclamar contra a ação dos agentes fiscais, contados do recebimento do auto ou da publicação do edital.
§ 1º. A reclamação far-se-á por petição dirigida ao Diretor de Licenciamentos, sendo facultada a juntada de documentos.
§ 2º - Antes do julgamento da defesa ou impugnação a que se refere o parágrafo anterior, a autoridade julgadora deverá ouvir o servidor autuante, que terá o prazo de 5 (cinco) dias para se pronunciar a respeito.
§ 3º - São vedados o cancelamento de Auto de Infração, a relevação e a redução de multa, nos casos em que inexista recurso voluntário. Excluem-se das disposições deste parágrafo os casos em que, flagrantemente, tenha havido erro de aplicação da legislação pertinente.
§4º Não ocorrendo manifestação do infrator no prazo determinado, a atuação realizada pela fiscalização municipal será considerada procedente quanto aos fatos que a motivaram. (Lei 34/2013)
Decisão em primeira instância
Art. 220. As reclamações contra a ação dos agentes fiscais serão decididas pelo Diretor de Licenciamentos, a qual terá prazo de 30 (trinta) dias para proferir a decisão.
§ 1º. O Diretor apreciará livremente as provas, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, devendo indicar em sua decisão os motivos que lhe formaram o convencimento. § 2º. A decisão redigida com simplicidade e clareza, concluirá pela procedência ou improcedência do auto de infração ou da reclamação, definindo expressamente os seus efeitos. § 3º. Não sendo proferida decisão no prazo legal, nem convertido o julgamento em diligência, poderá a parte interpor recurso voluntário, como se fora procedente o auto de infração ou improcedente a reclamação, cessando, com a interposição do recurso, a jurisdição do Diretor do Departamento.
Recursos
Art. 221. Da decisão de primeira instância caberá recurso junto ao Secretario de Planejamento. Art. 222. O recurso deverá ser interposto, pelo autuado ou representante legal, no prazo de 10 (dez) dias corridos, contados da data da ciência da decisão da primeira instância.
Parágrafo Único – Não haverá pagamento de taxas, emolumentos, custas, preparo, ou qualquer outra forma de cobrança para interpor recursos.
Art. 223. O recurso far-se-á por petição, facultada a juntada de documentos.
Parágrafo único. É vedado reunir numa só petição, recursos referentes a mais de uma decisão, ainda que versem sobre o mesmo assunto e alcancem o mesmo autuado ou recorrente, salvo quando proferidas em um único processo.
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ESTADO DE SÃO PAULOArt. 224. Os processos administrativos ainda sem despacho decisório, protocolados anteriormente à data de publicação desta lei complementar, que não se enquadrarem nas disposições ora instituídas, serão decididos conforme a legislação anterior.
Art. 225. Esta lei complementar entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Art. 226. São competentes para a lavratura de Termos de Embargo, Notificações Preliminares, Autos de Infração e Imposição de Multa os fiscais de Obras da Secretaria de Planejamento – Diretoria de Licenciamentos. (Lei 34/2013)
Parágrafo único - os servidores mencionados neste artigo poderão, observadas as formalidades legais, inspecionar o interior de residência e estabelecimentos, para a verificação do cumprimento das leis e regulamentos de obras do Município.
Art. 227. A autoridade que determinar a lavratura de Auto de Infração, por despacho em processo ou em conseqüência de representação, ainda que verbal, ordenará que o autuante proceda à prévia verificação da matéria de fato, antes da lavratura do auto.
Pindamonhangaba, 16 de dezembro de 2008.
João Antonio Salgado Ribeiro Prefeito Municipal
José Maurício Puppio Marcondes Secretário de Planejamento
Registrada e publicada na Secretaria de Assuntos Jurídicos em 16 de dezembro de 2008.
Luiz Gustavo Ramos Mello Secretário de Assuntos Jurídicos