A questão dezesseis denota que os munícipes orleanenses escolhem seus candidatos pelas pessoas que são e não pelo partido que representam nas eleições.
Gráfico 8 – Quando você escolhe um candidato para votar, você vota nele pela pessoa que ele é ou pelo partido político que ele é filiado?
Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA CATARINENSE LTDA, 2010.
Prova disto é a expressividade do percentual resultante do item dezessete, que é uma clara demonstração da realidade política de Orleans, onde poucos são filiados à partidos políticos, assim veja-se:
Gráfico 9 – Qual partido você é filiado?
A questão dezessete é ratificada, inclusive, pela resposta que emerge da questão dezoito, a seguir:
Gráfico 10 – Qual partido você é simpatizante?
Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA CATARINENSE LTDA, 2010.
Pelo fato de predominar o número de munícipes que são apartidários, nem sequer simpatizantes e que escolhem seus candidatos pela pessoa que são, seria bastante provável que os munícipes orleanenses considerassem irrelevante a troca de partido político pelos mandatários enquanto ocupassem seus cargos políticos. Mas, a resposta dos cruzamentos das questões que seguem retratam justamente o contrário.
Tabela 4 – O voto que você deu para seu candidato nas eleições de 2008 teve influência de alguma pessoa ou foi escolha própria sem opinião de ninguém?/Você é a favor ou contra o prefeito trocar de partido político durante seu mandato?
Influência/Prefeito
trocar de partido A favor Contra Indiferente TOTAL
Influência de alguém 8,7% ( 2) 69,6% ( 16) 21,7% ( 5) 100% ( 23) Escolha própria 14,1% ( 53) 66,1% (249) 19,9% ( 75) 100% (377)
TOTAL 13,8% ( 55) 66,3% (265) 20,0% (80) 100% (400)
Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA CATARINENSE LTDA, 2010.
Tabela 5 – O voto que você deu para seu candidato nas eleições de 2008 teve influência de alguma pessoa ou foi escolha própria sem opinião de ninguém?/Você é a favor ou contra o (a) vereador (a) trocar de partido político durante seu mandato?
Influência/Vereador
trocar de partido A favor Contra Indiferente TOTAL
Influência de alguém 8,7% ( 2) 65,2% ( 15) 26,1% ( 6) 100% ( 23) Escolha própria 13,8% ( 52) 65,8% (248) 20,4% ( 77) 100% (377)
TOTAL 13,5% ( 54) 65,8% (263) 20,8%( 83) 100% (400)
Tabela 6 – O voto que você deu para seu candidato nas eleições de 2008 teve influência de alguma pessoa ou foi escolha própria sem opinião de ninguém?/Você é a favor ou contra o político que foi eleito para cumprir seu mandato se licenciar para ocupar outra função ou concorrer a novas eleições?
Influência/Se licenciar A favor Contra Indiferente TOTAL
Influência de alguém 13,0% ( 3) 69,6% ( 16) 17,4% ( 4) 100% ( 23) Escolha própria 23,9% ( 90) 61,0% (230) 15,1% ( 57) 100% (377)
TOTAL 23,3% ( 93) 61,5% (246) 15,3% (61) 100% (400)
Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA CATARINENSE LTDA, 2010.
Deste modo, o que se percebe é que, em termos gerais, os munícipes estudados levam em consideração o fato de que os eleitos representam o povo, independente de partido - que é só um intermediário nas eleições-; o que foi assunto discutido no segundo capítulo do presente trabalho e que por ora se confirma.
Quanto à aplicabilidade do instituto da fidelidade partidária abranger o sistema eleitoral proporcional e também o majoritário, Lago defende:
Todavia, o tratamento jurídico é diverso no caso do sistema eleitoral majoritário. Tem-se, ao menos quanto às eleições para os cargos de chefe do Poder Executivo, a escolha de um candidato, obrigatoriamente, e não de uma legenda. Elege-se um candidato, e não um partido. A própria Constituição da República assenta isso quando consigna que ‘será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos’ (CF, art. 77, § 2º). Reitere- se: quem é eleito é o candidato, apesar da obrigação de ter sido indicado por um partido.
Nas eleições proporcionais, bem ao contrário, é possível que um candidato venha a ocupar uma cadeira no parlamento mesmo sem ter conquistado um único voto nominal. A hipótese pode parecer absurda, mas a história recente registra um caso em que isso passou perto de ocorrer. Nas eleições 2002, foram eleitos pelo estado de São Paulo cinco deputados federais cuja votação não ultrapassou o primeiro milhar. Isso se deu porque o PRONA, partido pelo qual disputaram as eleições, alcançou votação consagradora, com mais de um milhão de votos, capitaneado pelo então candidato, eleito deputado federal, Enéas Carneiro, que disputara a presidência da República em algumas eleições anteriores. Bastava ao partido obter alguns votos a mais que não teria candidatos suficientes a ocupar as cadeiras que conquistou na Câmara dos Deputados.
É flagrante a diferença de tratamento pela Constituição da República entre os cargos do Poder Legislativo e do Poder Executivo, não se podendo equipará-los para a finalidade de estender aos cargos alcançados pelo sistema majoritário o mesmo entendimento aplicado nas eleições proporcionais, quanto à desobediência ao princípio da fidelidade partidária.4
Não obstante, a defesa do doutrinador acima citado, o resultado obtido com a pesquisa de opinião é no sentido da aplicabilidade do instituto para ambos os sistemas eleitorais, conforme vislumbra-se por meio dos seguintes gráficos:
4 LAGO, 2010.
Gráfico 11 – Você é a favor ou contra o prefeito trocar de partido político durante seu mandato? Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA CATARINENSE LTDA, 2010.
Gráfico 12 – Você é a favor ou contra o (a) vereador (a) trocar de partido político durante seu mandato? Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA CATARINENSE LTDA, 2010.
Gráfico 13 – Você é a favor ou contra o político que foi eleito para cumprir seu mandato se licenciar para ocupar outra função ou concorrer a novas eleições?
Importante estabelecer, ainda, os resultados correspondentes aos cruzamentos feitos na pesquisa, nos itens 13 a 15, na relação entre as trocas de partidos políticos durante os mandatos eletivos e o nível de instrução dos pesquisados.
Tabela 7 – Você é a favor ou contra o prefeito trocar de partido político durante seu mandato?/Grau de instrução?
Grau de
Instrução/Prefeito trocar
de partido A favor Contra Indiferente TOTAL
Analfabeto 30,8% ( 4) 38,5% ( 5) 30,8% ( 4) 100% ( 13) Ensino fundamental 12,0% ( 30) 66,5% (167) 21,5% ( 54) 100% (251) Ensino médio 16,2% ( 19) 65,8% ( 77) 18,0% ( 21) 100% (117) Ensino superior/Pós- graduação 10,5% ( 2) 84,2% ( 16) 5,3% ( 1) 100% ( 19) TOTAL 13,8% ( 55) 66,3% (265) 20,0% ( 80) 100% (400)
Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA CATARINENSE LTDA, 2010.
Tabela 8 – Você é a favor ou contra o (a) vereador (a) trocar de partido político durante seu mandato?/Grau de instrução?
Grau de
Instrução/Vereador
trocar de partido A favor Contra Indiferente TOTAL
Analfabeto 30,8% ( 4) 38,5% ( 5) 30,8% ( 4) 100% ( 13) Ensino fundamental 11,6% ( 29) 66,1% (166) 22,3% ( 56) 100% (251) Ensino médio 16,2% ( 19) 65,0% ( 76) 18,8% ( 22) 100% (117) Ensino superior/Pós- graduação 10,5% ( 2) 84,2% ( 16) 5,3% ( 1) 100% ( 19) TOTAL 13,5% ( 54) 65,8% (263) 20,8% ( 83) 100% (400)
Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA CATARINENSE LTDA, 2010.
Tabela 9 – Você é a favor ou contra o político que foi eleito para cumprir seu mandato se licenciar para ocupar outra função ou concorrer a novas eleições?/Grau de instrução?
Grau de Instrução/Se
licenciar A favor Contra Indiferente TOTAL
Analfabeto 38,5% ( 5) 46,2% ( 6) 15,4% ( 2) 100% ( 13) Ensino fundamental 19,5% ( 49) 62,6% (157) 17,9% ( 45) 100% (251) Ensino médio 30,8% ( 36) 58,1% ( 68) 11,1% ( 13) 100% (117) Ensino superior/Pós- graduação 15,8% ( 3) 79,0% ( 15) 5,3% ( 1) 100% ( 19) TOTAL 23,3% ( 93) 61,5% (246) 15,3% ( 61) 100% (400)
Fonte: INSTITUTO DE PESQUISA CATARINENSE LTDA, 2010.
O que ficou claramente demonstrado após a aplicação da pesquisa quantitativa, carreada no Anexo C, é que uma vez eleito por determinado partido, o candidato -
independentemente de ser pelo sistema majoritário ou proporcional - ali deve permanecer até o final de seu mandato.
Sendo assim, por tudo que consta no presente trabalho, visualiza-se que a percepção sócio-política dos munícipes de Orleans acerca do instituto da fidelidade partidária é confirmatória da insegurança sócio-política que a infidelidade partidária propicia aos eleitores quando passa desapercebidamente pelos olhos do Judiciário e das autoridades a quem compete tomar providências.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após um estudo aprofundado sobre o presente tema, o que se percebe é que o instituto da fidelidade partidária, depois de todas suas alterações no contexto normativo brasileiro, permanece no ordenamento jurídico em razão da previsão da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Com sua previsão ampla e genérica, a Constituição Federal de 1988 conferiu aos partidos políticos livremente fixarem suas estruturas, organizações e funcionamentos, inclusive disposições acerca da fidelidade partidária. Contudo, nem a Lei Constitucional, nem os partidos políticos fixaram regras acerca da perda do mandato eletivo daqueles que infringissem seus regulamentos partidários a tal ponto que configurasse infidelidade partidária.
Em decorrência da ausência de previsão da perda do mandato eletivo por infidelidade partidária, restou aos Tribunais Pátrios “legislarem” acerca do tema por meio de decisões. Restando, portanto, a edição da Resolução nº 22.610/2007 do Tribunal Superior Eleitoral, sendo ratificada pelos demais Órgãos Julgadores.
Contudo, mesmo com o advento da citada Resolução, a implicância do assunto por ora destacado é a percepção sócio-política do povo a respeito da fidelidade partidária, por ser de conhecimento comum que a maior parte dos casos de infidelidade partidária fica a mercê do Judiciário.
Portanto, valendo-se de pesquisa de campo quantitativa aplicada aos munícipes de Orleans, concluiu-se que o povo, na proporção pesquisada e considerada como fatia representativa da Nação, considera sim como infidelidade partidária a desvinculação ou troca de partido político durante o mandato eletivo, seja eleito pelo sistema proporcional ou majoritário.
Sendo assim, pode-se afirmar por derradeiro, que a possibilidade conferida pela norma de desligamento ou troca de partido político nos termos acima refutados fere a soberania popular, por contrariar visivelmente a ideologia do povo, uma vez que este é o responsável pela representatividade conferida aos exercentes de mandatos políticos em nome do povo e para o povo.
REFERÊNCIAS
ANDERSEN JUNIOR, Dirceu A.. Projeções e observações acerca da decisão do STF
sobre a fidelidade partidária. Disponível em:
<http://www.abdir.com.br/doutrina/ver.asp?art_id=&categoria= Eleitoral>. Acesso em: 29 mar. 2010.
AURICCHIO, Luiz Carlos de Souza. Passado e futuro da fidelidade partidária. Disponível em: <http://www.esdc.com.br/publicacoes/artigo_fidelidade_luiz.htm>. Acesso em: 7 dez. 2009.
BONAVIDES, Paulo. Ciência política. 10. ed. rev. e atual. São Paulo: Malheiros, 2003.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao.htm>. Acesso em: 6 abr. 2010.
______. Consulta nº 1.398, de 27 de março de 2007. Disponível em:
<http://www.tse.gov.br/sadJudLegislacao/pesquisa/actionBRSSearch.do>. Acesso em: 28 maio 2009.
______. Consulta nº 1.407, de 16 de outubro de 2007. Disponível em:
<http://www.tse.gov.br/sadJudSadpPush/ExibirPartesProcessoJud.do>. Acesso em: 28 maio 2009.
______. Consulta nº 1.439, de 30 de agosto de 2007. Disponível em:
<http://www.tse.gov.br/sadJudSadpPush/ExibirPartesProcessoJud.do>. Acesso em: 13 maio 2010.
______. Lei 4.737, de 15 de julho de 1965. Código Eleitoral. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4737.htm>. Acesso em: 8 abr. 2010.
______. Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995. Lei dos Partidos Políticos. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9096.htm>. Acesso em: 8 abr. 2010.
______. Resolução nº 22.610, de 25 de outubro de 2007. Disponível em:
<http://www.tse.gov.br/internet/partidos/fidelidade_partidaria/res22610.pdf>. Acesso em: 15 abr. 2009.
______. Resolução nº 22.526, de 27 de março de 2007. Disponível em:
<http://www.tse.gov.br/eje/arquivos/julgados_evidencia/RESOLUCAO_22526.PDF>. Acesso em: 15 abr. 2009.
______. Resolução nº 22.733, de 11 de março de 2008. Disponível em: <http://www.tre- mg.gov.br/legislacao_jurisprudencia/resolucoes/res_tse_22733.htm>. Acesso em: 13 maio 2010.
______. Supremo Tribunal Federal. Fidelidade partidária e vazamento de informações
sigilosas na pauta do STF. Disponível em:
<http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=98734>. Acesso em: 9 dez. 2009.
______. Temas selecionados do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em:
<http://74.125.47.132/search?q=cache:0hcWz3niuBsJ:www.tse.gov.br/servicos_online/catalo go_publicacoes/jurisprudencia_eletronica/livros/coligacaoconvencao/person_jur.htm+conceit o+coliga%C3%A7%C3%A3o&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: 3 jun. 2009.
______. Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em:
<http://www.tse.gov.br/sadJudSjur/pesquisa/actionBRSSearch.do?toc=true&docIndex=0&htt pSessionName=brsstateSJUT10214972§ionServer=TSE>. Acesso em: 9 maio 2010.
CERQUEIRA, Thales Tácito Pontes Luz de Pádua. Fidelidade partidária e a insegurança jurídica. Revista Jurídica Consulex. Ano XII, n. 268, p. 32-38, mar. 2008.
______. CERQUEIRA, Camila Medeiros de Albuquerque Pontes Luz de Pádua. Fidelidade
partidária e perda de mandato no Brasil: temas complexos. São Paulo: Premier Máxima,
2008.
COSTA, Adriano Soares da. Instituições de direito eleitoral. 7. ed. rev., ampl. e atual. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008.
DECOMAIN, Pedro Roberto. Elegibilidade e inelegibilidades. 2. ed. São Paulo. Dialética, 2004.
FELIPPE, Donaldo J. Dicionário jurídico de bolso. 12. ed. rev. e ampl. Campinas: Bookseller, 1997.
FERNANDEZ, Fernando Francisco Afonso. Fidelidade partidária no Brasil: análise sob a óptica da política jurídica. Florianópolis: Conceito Editorial, 2008.
FERREIRA, Pinto. Código Eleitoral comentado. 3. ed. ampl. e atual. São Paulo: Saraiva, 1991.
INSTITUTO DE PESQUISA CATARINENSE LTDA. – IPC. Pesquisa Quantitativa (In)
Fidelidade Partidária Orleans – 2010. Criciúma: 2010.
JURISWAY. Eleições municipais: introdução, conceitos e noções. Disponível em: <http://74.125.47.132/search?q=cache:FzTUIr-
lisoJ:www.jurisway.org.br/v2/vermenu.asp%3Fid_titulo%3D9520%26id_curso%3D738%26i d_pagina%3D000%26tipocurso%3DJurisSimples%26formato%3Dtexto+conceito+elei%C3% A7%C3%A3o&cd=4&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: 3 jun. 2009.
LAGO, Rodrigo. A infidelidade partidária e os mandatos de chefe do Poder Executivo. Os
Constitucionalistas. Disponível em: <http://www.osconstitucionalistas.com.br/a-
infidelidade-partidaria-e-os-mandatos-de-chefe-do-poder-executivo>. Acesso em: 25 jan. 2010.
LEI E ORDEM. STF mantém resolução do TSE sobre fidelidade partidária. Disponível em: <http://www.leieordem.com.br/stf-mantem-resolucao-do-tse-sobre-fidelidade-
partidaria.html>. Acesso em: 9 dez. 2009.
MACIEL, Eliane Cruxên Barros de Almeida. Fidelidade partidária: um panorama institucional. 2004. Disponível em:
<http://www.senado.gov.br/conleg/textos_discussao/texto9%20- %20fidelidade%20partidaria.pdf>. Acesso em: 8 abr. 2010.
MARCOS, Ramayana. Direito eleitoral. 8. ed. São Paulo: Impetus, 2008.
MATSUURA, Lilian. Os infiéis. Consultor Jurídico. Disponível em:
<http://www.conjur.com.br/2007-mar-31/stf_mostrou_favor_fidelidade_partidaria>. Acesso em: 29 mar. 2010.
MELO, Gilvan Cavalcanti de. As bases autoritárias do sistema partidário. 2005. Disponível em: <http://64.233.163.132/search?q=cache:6vg1SaSm-
rUJ:www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx%3Fcodigo%3D760+evolu%C3%A7%C3 %A3o+fidelidade+partid%C3%A1ria+brasil&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: 29 mar. 2010.
MEZZAROBA, Orides. Introdução ao direito partidário brasileiro. 2. ed. rev. Rio de Janeiro: Lúmen JÚRIS, 2004.
MICHELS, Vera Maria Nunes. Direito eleitoral. 6. ed. rev. e atual. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2008.
MONTALVÃO, Antonio. Declaração da perda do mandato por infidelidade. Disponível em: <http://www.abdir.com.br/doutrina/ver.asp?art_id=&categoria= Eleitoral>. Acesso em: 29 mar. 2010.
______, Antonio Fernando Dantas. Filiação partidária no Direito Eleitoral. Disponível em: <http://www.abdir.com.br/doutrina/ver.asp?art_id=&categoria= Eleitoral>. Acesso em: 29 mar. 2010.
______, Fernando. Infidelidade partidária e o mandato parlamentar. Jus Vigilantibus, Disponível em:
<http://64.233.163.132/search?q=cache:8C60rTn5rbgJ:jusvi.com/artigos/24369+evolu%C3% A7%C3%A3o+hist%C3%B3rica+fidelidade+partid%C3%A1ria&cd=2&hl=pt-
BR&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: 7 dez. 2009.
MORAES, Alexandre de. Direito constitucional. 21. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
______. 5. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Atlas, 1999.
NERY JUNIOR, Nelson. Constituição Federal comentada e legislação constitucional. 2. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2009.
PAULO, Vicente; ALEXANDRINO, Marcelo. Direito constitucional descomplicado. 4. ed. rev. e atual. São Paulo: Método, 2009.
PONTES, Helenilson Cunha. Insegurança jurídica. Disponível em:
<http://www.abdir.com.br/doutrina/ver.asp?art_id=&categoria= Eleitoral>. Acesso em: 29 mar. 2010.
SANTA CATARINA. Tribunal Regional Eleitoral. Disponível em: <http://www.tre- sc.gov.br/site/fileadmin/arquivos/legjurisp/acordaos/2008/22073_.pdf>. Acesso em: 13 maio 2010.
______. TRESC analisa 12 processos sobre fidelidade partidária. Disponível em:
<http://www.tre-sc.gov.br/site/noticias/noticias-anteriores/lista-de-noticias-anteriores- tre/noticia-arquivo-tre/arquivo/2007/novembro/artigos/tresc-analisa-12-processos-sobre- fidelidade-partidaria/index.html>. Acesso em: 13 maio 2010.
SANTOS, Leticia Pimenta Madeira. A regulamentação da fidelidade partidária à luz do ativismo judiciário . Jus Navigandi, Teresina, ano 12, n. 1748, 14 abr. 2008. Disponível em: <http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=11156>. Acesso em: 29 mar. 2010.
SILVA, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo. 23. ed. rev. e atual. São Paulo: Malheiros, 2004.
______. 29. ed. rev. e atual. São Paulo: Malheiros, 2007.
SILVA, Plácido e. Vocabulário Jurídico. 27. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2008.
SOARES, Carlos Dalmiro da Silva. Evolução histórico-sociológica dos partidos políticos no Brasil Imperial . Jus Navigandi, Teresina, ano 2, n. 26, set. 1998. Disponível em:
APÊNDICE A – Instrumento de coleta de dados – questionário
O presente questionário destina-se à coleta de dados para elaboração do trabalho de conclusão de curso do Curso de Direito.
1 – Qual seu grau de instrução?
(...) Analfabeto (...) 1º Grau completo (...) 2º Grau completo (...) 3º Grau completo ___________________________________________________________________________ 2- Você é filiado(a) a algum partido político?
( ) Sim ( ) Não
___________________________________________________________________ 3- Você é simpatizante de algum partido político?
( ) Sim ( ) Não
___________________________________________________________________ 4- Você lembra em quem votou na última eleição municipal?
Prefeito(a): ( ) Sim ( ) Não ___________________________________________________________________ Vereador(a) ( ) Sim ( ) Não ___________________________________________________________________
5- Quando da escolha de seu candidato, você o fez pelo candidato ou pelo partido ao qual ele era filiado?
( ) candidato ( ) partido
___________________________________________________________________
6 – Você sabia que os eleitos pelo sistema proporcional (vereadores) podem ser eleitos mesmo com número insignificante de votos, em razão do partido ao qual estão filiados?
(...) Sim (...) Não
___________________________________________________________________ 7- Você sofreu alguma influência externa na escolha de seu candidato?
( ) Sim ( ) Não
8- O candidato que você votou se elegeu? ( ) Sim ( ) Não
___________________________________________________________________ 9- Você está contente com o mandato que seu candidato vem fazendo?
Prefeito(a): ( ) Sim ( ) Não ___________________________________________________________________ Vereador(a) ( ) Sim ( ) Não ___________________________________________________________________ 10- Você é contra ou a favor da troca de partido político durante o mandato eletivo? Prefeito (sistema majoritário)
( ) contra ( ) a favor
Vereadores (sistema proporcional) ( ) contra ( ) a favor
APÊNDICE B – Entrevista com o juiz eleitoral Dr. Paulo da Silva Filho
1 Nome:
Paulo da Silva Filho
2 Profissão:
Juiz de Direito e Juiz Eleitoral
Já atuou como Juiz Eleitoral em várias oportunidades e comarcas
3 Tempo de exercício na profissão:
11 anos. Desde 1999.
4 Já atuou como juiz eleitoral:
Sim
4 Se sim, por quanto tempo:
Desde o início da carreira, em 1999.
5 Se sim, em Orleans:
Em Orleans desde que assumiu a titularidade da comarca em 2007
6 Tem conhecimento se na Comarca tramita ou tramitou algum procedimento de (in)fidelidade partidária, ou foi encaminhado para órgão competente (TER/SC):
Tenho conhecimento sim. Na comarca não tramitam procedimentos de (in)fidelidade partidária.
7 Já teve algum contato concreto com o instituto da fidelidade partidária:
Não tive contato concreto com o instituto da fidelidade partidária, apenas na doutrina e jurisprudência, além da Resolução que trata da matéria.
8 Relato (opinião) geral a respeito do tema (fidelidade partidária):
O Supremo Tribunal Federal já pacificou o entendimento de que é constitucional os termos da Resolução nº 22.610/2007, bem como a competência do TSE para disciplinar a matéria. Partilho do entendimento do STF de que o mandato pertence ao partido.
Ainda que o candidato tenha alcançado o coeficiente eleitoral sozinho, deve-se manter o mesmo entendimento, posto que, para ter concorrido à cargo público tinha que se encontrar filiado a algum partido político, eis que o vínculo partidário é condição de elegibilidade. A princípio, o rol de justa causa parece adequado e suficiente. Contudo, defendo a realização de debates, talvez para inclusão de outras causas que tenham aparecido na prática, embora não reconhecidas pela jurisprudência. Como no caso de o sujeito ser impedido por seu partido a
concorrer a um cargo público que sempre almejou, com o partido apoiando um outro sujeito. Pode parecer haver justa causa, embora não seja reconhecido na jurisprudência. A discriminação dentro do partido. Eventual perseguição. Mudança contínua do programa partidário (filosofia do partido) também poderiam ser causas justas. Por isso, é válida a discussão.
9 O mandato pertence ao partido ou ao eleito:
Ao partido.
10 Concorda com a Resolução nº 22.610/2007/TSE:
Sim.
11 Concorda com o rol de justa causa ensejadora da desfiliação partidária durante o mandato eletivo:
Concordo. Porém o tempo deve ensejar a inclusão de mais causas conforme a necessidade, por se tratar de assunto recentemente regulamentado.
12 A desfiliação injustificada deve acarretar perda de cargo ou outras formas de punição:
Sim.
13 Se sim, quais:
A perda do cargo é uma forma de punição estabelecida. Pode não ser a mais adequada.