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TÓPICO 2 – TRIBUTAÇÃO SOBRE FOLHA DE PAGAMENTO

2.1 INSS

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) é um órgão do Governo Federal que preserva, com o objetivo de pagamento mensal aos contribuintes que, de acordo com a legislação vigente, já alcançaram o tempo de contribuição para receberem a aposentadoria ou para garantir o recebimento de uma remuneração baseada nas contribuições apresentadas, caso o empregado apresente, sem condições temporárias ou permanentes, de continuar a atividade.

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) é um órgão do Governo Federal criado com o objetivo de pagamento mensal aos contribuintes que, de acordo com a legislação vigente, já alcançaram o tempo de contribuição para receberem a aposentadoria ou para garantir o recebimento de uma remuneração baseada nas contribuições apresentadas, caso o empregado apresente, sem condições temporárias ou permanentes, de continuar a atividade.

É muito importante que você observe ao contribuir para o INSS, pois é com base nestas contribuições mensais que você poderá, futuramente, usufruir do benefício da aposentadoria, baseando-se em critérios estipulados e valores calculados pelo órgão.

A base de cálculo da contribuição social previdenciária dos segurados do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) é o salário de contribuição, observados os limites mínimo e máximo que são apresentados anualmente na tabela de contribuição dos segurados empregado e trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir do primeiro dia de cada ano, para o ano de 2014, observe o quadro a seguir:

QUADRO 5 – CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADO, EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1° DE JANEIRO DE 2018

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) RECOLHIMENTO AO INSSALÍQUOTA PARA FINS DE

até R$ 1.693,78 8%

De R$ 1.693,73 a R$ 2.822,90 9%

De R$ 2.822,91 até R$ 5.645,80 11%

FONTE: Disponível em: <https://www.inss.gov.br/servicos-do-inss/calculo-da-guia-da-previdencia-social-gps/tabela-de-contribuicao-mensal/>. Acesso em: 1 jul. 2018.

Com base na tabela vigente, considere que o empregado A percebe uma remuneração mensal de R$ 2.500,00, com base neste salário, utiliza-se a alíquota de 9%, obtendo-se o cálculo do INSS:

Logo, o empregado A realizará um recolhimento mensal de R$ 225,00 para o INSS.

Caso o empregado A percebesse um aumento em seu salário-base e este passasse a ser de R$ 5.800,00, o cálculo para encontrar o valor do INSS sobre este salário seria realizado sobre o teto máximo que a previdência permite realizar o recolhimento, ou seja, mesmo o empregado A percebendo um salário de R$ 5.800,00 mensalmente, ele recolheria o INSS sobre o valor de R$ 5.645,80, pois esta é a contribuição máxima que a previdência social remunerará o segurado, caso venha a se aposentar ou receber algum benefício.

Assim, o cálculo do valor do INSS do empregado A com salário-base de R$ 5.800,00 será:

• Salário: R$ 5.645,80 (multiplica-se) x 11% (alíquota vigente) = R$ 621,04.

Logo, o empregado A realizará um recolhimento mensal de R$ 621,04 para o INSS.

Considerando que não só as empresas são contribuintes do INSS, mas todo e qualquer trabalhador que não apresenta vínculo também pode realizar a contribuição, assim, mesmo que se realizem trabalhos autônomos, há a possibilidade de contribuir com o INSS para tornar-se um segurado deste órgão, a fim de utilizar os benefícios que ele proporciona.

FIGURA 6 – MODELO DE GUIA DE GPS

MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL – MPS INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL – GPS

3. CÓDIGO DE PAGAMENTO 4. COMPETÊNCIA 5. IDENTIFICADOR

1. NOME OU RAZÃO SOCIAL/ FONE/ ENDEREÇO: 6. VALOR DO INSS

7. 8. 9. VALOR DE OUTRAS ENTIDADES 2. VENCIMENTO

(Uso do INSS) 10. ATM, MULTA E JUROS

ATENÇÃO: É vedada a utilização de GPS para recolhimento de receita de valor inferior ao estipulado em Resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar valor inferior deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos meses subseqüentes, até que o total seja igual ou superior ao valor mínimo fixado.

11. TOTAL

12. AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA

DICAS

Com o advento do eSocial, o modelo da guia de Previdência Social pode sofrer alterações, e os códigos de pagamento devem ser consultados no sítio eletrônico da Receita Federal do Brasil. Acesse <www.receita.fazenda.gov.br> e confira!

Para os contribuintes individuais, assegurados que não estão vinculados ao INSS por meio de um CNPJ de empresa, mas que realizaram a inscrição através do Número de Identificação do Trabalhador (NIT), algumas considerações e orientações serão repassadas, como veremos a seguir.

A contribuição social previdenciária do segurado contribuinte individual, para fatos geradores ocorridos a partir de 1º de abril de 2003, observadas as orientações da Receita Federal (2015, s.p.), o limite máximo do salário de contribuição é de:

a) 20% (vinte por cento), incidente sobre:

a. 1) a remuneração auferida em decorrência da prestação de serviços a pessoas físicas;

a. 2) a remuneração que lhe for paga ou creditada, no decorrer do mês, pelos serviços prestados à entidade beneficente de assistência social isenta das contribuições sociais;

a. 3) a retribuição do cooperado, quando prestar serviços a pessoas físicas e à entidade beneficente em gozo de isenção da cota patronal, por intermédio da cooperativa de trabalho;

b) 11% (onze por cento), em face da dedução prevista no § 1º no art. 65 da IN RFB nº 971/2009, incidente sobre:

b. 1) a remuneração que lhe for paga ou creditada, no decorrer do mês, pelos serviços prestados à empresa;

b. 2) a retribuição do cooperado quando prestar serviços a empresas em geral e equiparados à empresa, por intermédio de cooperativa de trabalho;

b. 3) a retribuição do cooperado quando prestar serviços à cooperativa de produção;

b. 4) a remuneração que lhe for paga ou creditada, no decorrer do mês, pelos serviços prestados a outro contribuinte individual, a produtor rural pessoa física, à missão diplomática ou repartição consular de carreiras estrangeiras.

O salário de contribuição do condutor autônomo de veículo rodoviário (inclusive o taxista), do auxiliar de condutor autônomo, do operador de máquinas e do cooperado filiado à cooperativa de transportadores autônomos, corresponde a 20% (vinte por cento) do valor bruto auferido pelo frete, carreto, transporte, não se admitindo a dedução de qualquer valor relativo aos dispêndios com combustível e manutenção do veículo, ainda que parcelas a este título figurem discriminadas no documento.

Estes trabalhadores também estão sujeitos ao pagamento da contribuição destinada ao Serviço Social do Transporte (SEST) e para o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT). A empresa tomadora de serviços, ao contratar tais segurados, deverá reter e recolher a contribuição devida ao SEST e ao SENAT, observadas as seguintes regras:

a) a base de cálculo da contribuição corresponde a 20% (vinte por cento) do valor bruto do frete, carreto ou transporte, vedada qualquer dedução, ainda que figure discriminadamente na nota fiscal, fatura ou recibo (caput e § 2º do art. 55 da Instrução Normativa RFB nº 971/2009).

b) o cálculo da contribuição é feito mediante aplicação das alíquotas de 1,5% (SEST) e 1,0% (SENAT), conforme o código “FPAS 620” e o código de “terceiros 3072”.

c) não se aplica à base de cálculo o limite máximo do salário de contribuição (caput e § 2º do art. 54 da Instrução Normativa RFB nº 971/2009).

d) na hipótese de serviço prestado por cooperado filiado à cooperativa de transportadores autônomos, a contribuição deste será descontada e recolhida pela cooperativa.

e) na hipótese de serviço prestado à pessoa física, ainda que equiparada a empresa, a contribuição será recolhida pelo próprio transportador autônomo, diretamente ao SEST e ao SENAT, observado o disposto no item “b”.

Sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada a empregados e trabalhadores avulsos, a cooperativa de transportadores autônomos contribui para a Previdência Social e terceiros, mediante aplicação das alíquotas previstas no Anexo II, Instrução Normativa RFB nº 971/2009, de acordo com o código FPAS 612 e o código de terceiros 4163.

De maneira geral, conforme a Lei nº 8.212/1991, em seu artigo 22-A, informa os percentuais de Terceiros para o cálculo do INSS:

• Salário-Educação: 2,5% • INCRA: 0,2%

• SENAI/SENAC/SENTAT: 1,0 • SESI/SESC/SEST: 1,5% • SEBRAE: 0,6%

IMPORTANTE

IMPORTANTE

Resumido, para calcular o percentual do INSS da empresa quando esta for do Lucro Presumido ou Real, ou mesmo do Simples Nacional em tabelas específicas:

INSS parte da empresa: 20% SAT (ver o grau de risco de 1 a 3%) Parte de TERCEIROS: Salário-Educação: 2,5% INCRA: 0,2% SENAI/SENAC/SENAT: 1,0 SESI/SESC/SEST: 1,5 SEBRAE: 0,6

A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição previdenciária do trabalhador a seu serviço, mediante desconto na remuneração paga, devida ou creditada a este segurado, e recolher o produto arrecadado com as contribuições a seu cargo até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da competência ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário naquele dia, conforme determina a alínea "b" do inciso I do art. 30 da Lei n° 8.212/1991.

RAT 1% RAT 2% RAT 3%

INSS empresa: 20% Parte de TERCEIROS: Salário-Educação: 2,5% INCRA: 0,2% SENAI/SENAC/ SENAT: 1,0 SESI/SESC/SEST: 1,5 SEBRAE: 0,6 INSS empresa: 20% Parte de TERCEIROS: Salário-Educação: 2,5% INCRA: 0,2% SENAI/SENAC/ SENAT: 1,0 SESI/SESC/SEST: 1,5 SEBRAE: 0,6 INSS empresa: 20% Parte de TERCEIROS: Salário-Educação: 2,5% INCRA: 0,2% SENAI/SENAC/ SENAT: 1,0 SESI/SESC/SEST: 1,5 SEBRAE: 0,6

Total: 26,8% Total: 27,8% Total: 28,8%

FONTE: A autora

Você deve atentar, ainda, para as empresas que se baseiam no regime de tributação e atividade, pois a maneira de apuração do INSS também pode ser alterada. Assim, empresas que podem optar pelo regime de tributação do Simples Nacional recolhem percentuais reduzidos, exceto algumas tabelas do Simples Nacional, o INSS em algumas situações não incide o percentual adicional da parte da empresa como ocorre com as empresas dos demais regimes de tributação do Lucro Presumido ou o Lucro Real.

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