2.3 REDES DE COMPUTADORES
2.4.4 Instagram e seus recursos
2.4.1.16 Instagram Marketing
Quando o Instagram foi criado, em 2010, ele era usado apenas para
compartilhar momentos e histórias, como outras redes sociais que existiam na
época, mas, com o passar dos anos, tornou-se uma das e mais completas
plataformas de marketing para as marcas, passando a liderar a preferência do
público e das empresas. Cada vez mais, ele tem sido usado como uma ferramenta
poderosa nessa área, com mais de 1 bilhão de usuários. Com dados tão atrativos,
as empresas foram enxergando nele uma oportunidade para se aproximar do
público, expandir sua visibilidade, estreitar relacionamentos e facilitar os negócios.
3 PROCESSO DE COMUNICAÇÃO E MIDIATIZAÇÃO DO EVANGELHO
A finalidade deste capítulo é apresentar o processo de comunicação e como
ele pode ser utilizado para a disseminação da mensagem do evangelho, a partir da
aplicação de mídias sociais, uma vez que o ato comunicativo é provido de códigos
que requerem dos sujeitos não apenas a decodificação, mas a sua interpretação.
A título de introduzir o assunto, a palavra comunicação vem do latim
communicatione, que significa “tornar comum uma mensagem”, conforme Fernandes
e Luft (1993, s/p). A comunicação acontece por meio de uma troca de informações
entre transmissor e receptor, e requer que os envolvidos tenham percepção do
significado. No entendimento de Berlo (1970, p. 30), toda comunicação tem alguma
fonte, uma pessoa, ou um grupo de pessoas com um objetivo, uma razão para
empenhar-se em comunicar.
Dessa forma, o processo de comunicação ocorre quando há uma troca de
informações entre aquele que transmite e aquele que recebe. Segundo Berlo (1970,
p.30), uma mensagem é enviada pelo emissor ao receptor, por meio de um canal,
que pode ter recebido ou não, ou pode ter chegado com algum tipo de barreira; a
partir do recebimento, a mensagem é interpretada para, posteriormente, ser dado o
feedback, completando, então, o processo.
Da necessidade de uma sociedade capitalista, surgida a partir da
globalização, é alavancado o processo que iria realizar toda maturação e
convergência de tecnologia de informação e comunicação, o que resultou na
ampliação das possibilidades de interação, relação e comunicação nos diversos
espaços sociais.
Nesse novo cenário, os meios de comunicação social, até então tradicionais,
passaram a ocupar um novo espaço, ocorrendo um redimensionamento da sua
atuação, passando a fazer uso de mecanismos associados aos sistemas digitais. Já
os atores individuais ou coletivos, que não têm origem no campo social midiático,
passaram a utilizar as tecnologias midiáticas em suas práticas diárias, o que resultou
em uma utilização como fonte mediadora, passando a fazer parte até das relações
particulares desses atores.
Segundo Fausto (2006, s/p), a sociedade na qual se engendra e se
desenvolve a midiatização é constituída por uma nova natureza
sócio-organizacional, que vai passando de estágios lineares para aqueles descontínuos,
em que noções de comunicação, associada a totalidades homogêneas, dão lugar às
noções de fragmentos. Continuando, ele enfatiza que essa nova vida tecno-social é
originada no novo ambiente, que instituiu na sociedade um novo tipo de real, que,
por sua vez, está ligado a todos os mecanismos de produção de sentido.
As religiões passaram a utilizar esse novo ambiente de midiatização, com a
finalidade de divulgação do evangelho. Há pouco tempo, nem sequer imaginariam a
prática religiosa sendo propagada de forma digital, fora dos templos. Mas as
experiências de fé no ambiente virtual permitem uma experiência que está
desconectada do espaço físico e do tempo, é o mundo virtual possibilitando um
ambiente de vivência da fé virtual.
A religião também passa a existir nessa nova cultura, tentando, aos poucos, remodelar suas estruturas para as novas processualidades midiáticas, reconstruindo e ressignificando práticas religiosas tradicionais de acordo com os protocolos32 da internet. Ou seja, em uma sociedade em midiatização, o religioso já não pode ser explicado nem entendido sem se levar em conta o papel das mídias. Por isso é relevante analisar que religião nasce da mídia, e, por outro lado, perceber o que a religião em uma sociedade em midiatização revela acerca da mídia (SBARDELOTTO, 2011 p.5-6).
Para Sbardelotto (2012, p. 124),a religião, diante de todo avanço da
tecnologia, tem procurado adaptar-se ao novo cenário, logo, ela quer adequar-se,
trabalhando na ressignificação das práticas tradicionais, em busca de protocolos que
atendam às exigências da internet. No processo de midiatização do fenômeno
religioso, começam a surgir novas modalidades de experimentação da fé, a partir do
momento que as práticas religiosas se deslocam para a internet, que é um novo
ambiente comunicacional.
Ainda de acordo com Sbardelotto (2012, p. 124), esse deslocamento das
práticas religiosas para a internet é uma nova maneira que as organizações
religiosas
33encontraram para divulgar as mensagens do evangelho. Mas todo esse
32 É uma convenção ou padrão que controla e possibilita uma conexão, comunicação, transferência de dados entre dois sistemas computacionais. De maneira simples, um protocolo pode ser definido como “regas que governam” a sintaxe, semântica e sincronização da comunicação. Disponível em: https://sites.google.com/site/profsuzano/redes/protocolos.
33São entidades de direito privado, formadas pela união de indivíduos com o propósito de culto, por meio de doutrina e ritual próprios, envolvendo, em geral, preceitos éticos. Nesse conceito, enquadram-se desde igrejas e seitas até comunidades leigas, como confrarias ou irmandades. Nota-se que a liberdade de organização religiosa é uma das formas de expressão da liberdade religiosa, coexistindo com a liberdade de crença e de culto. Disponível em: https://www.direitonet.com.br/dicionário/exibir/2106/Organiza coes-religiosas.