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Um questionário (apêndice D) foi utilizado para que os bibliotecários pudessem avaliar

o produto educacional gerado ao longo da pesquisa, o Curso Introdutório de Serviço de

Referência em Bibliotecas. Os profissionais avaliaram o conteúdo programático, a linguagem

empregada, a apresentação gráfica e a possibilidade de utilização do conteúdo do curso nas

práticas do setor. Os nove profissionais tiveram acesso ao curso, porém apenas oito navegaram

no conteúdo programático e responderam às questões avaliativas ao final.

Questão 1: “O curso é um instrumento capaz de provocar a participação dos auxiliares

de bibliotecas em ações de serviço de referência nas bibliotecas do IFS?”

Figura 27 Respostas da questão 1

Fonte: Elaborado pela pesquisadora com base em respostas do questionário (2019)

O gráfico acima (figura 27) demonstra que, nessa primeira questão, 75% dos

respondentes concordaram totalmente com o enunciado e 25% concordaram na maior parte. A

última e mais longa unidade do curso foi especialmente dedicada às ações específicas do serviço

de referência. Além de conceituar o serviço, falou-se de seu histórico, suas características e

exemplos de atividades no setor. Oito possíveis ações foram explicadas, incluindo-se as suas

vantagens e desvantagens de acordo com o número de profissionais na equipe ou com o perfil

dos usuários.

Um trecho do curso, retirado da Unidade III, pode evidenciar a forma como o conteúdo

foi exposto: “O serviço de referência tem a função de dinamizar o uso das coleções da

biblioteca. Conforme Mangas (2007), um pesquisador da área, as funções do serviço devem ser

basicamente quatro: acolher, informar, formar e orientar”. De acordo com o recorte, cuidou-se

para que o curso fosse sustentado por informações oriundas de fontes confiáveis na área de

Biblioteconomia, além de incluir reflexões sobre as vivências comuns às bibliotecas do IFS,

sempre amparadas por referencial teórico. Logo, acredita-se que tal conteúdo tenha

fundamentado as respostas a esta questão. Ademais, ficou comprovado, por meio das entrevistas,

que os auxiliares de bibliotecas do IFS não realizam cursos de capacitação para atuar na área.

Nesse cenário, os bibliotecários tendem a valorizar a apresentação de conteúdos teóricos que

possam instigar a participação dos profissionais em certas atividades.

25%

75%

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% CONCORDO NA MAIOR PARTE

Questão 2: “O conteúdo do curso é relevante para estimular as práticas de bom

atendimento aos usuários das bibliotecas do IFS?”

Figura 28: Respostas da questão 2

Fonte: Elaborado pela pesquisadora com base em respostas do questionário (2019)

.

Conforme o gráfico 2 (figura 28), 87,5% dos respondentes concordaram totalmente que

o curso pode estimular o bom atendimento aos usuários, enquanto 12,5% concordaram na maior

parte com o enunciado. Um resultado tão positivo leva a crer que os respondentes valorizaram

a presença das Leis de Ranganathan (TARGINO, 2010), assunto presente na Unidade II. Cada

uma das leis aborda um aspecto importante acerca do uso das bibliotecas e seus acervos: educar

os leitores para o uso adequado do espaço e seu acervo; suavizar as regras para circulação de

exemplares; cuidar para que cada usuário tenha acesso à informação que necessita; evitar a

subutilização do acervo; poupar o tempo dos usuários. As diretrizes da RUSA (2013), por sua

vez, demonstram como é imprescindível o bom atendimento aos usuários para o sucesso ou

fracasso de uma biblioteca. Saber acolher, ouvir, orientar e acompanhar o público tende a

encantar e fidelizar os usuários, possibilitando o alcance do maior objetivo do setor: a satisfação

das necessidades de informação de todos os que a buscam.

12,5%

87,5%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

CONCORDO NA MAIOR PARTE CONCORDO TOTALMENTE

Questão 3: “A linguagem empregada no curso é clara?”

Figura 29: Respostas da questão 3

Fonte: Elaborado pela pesquisadora com base em respostas do questionário (2019)

O que se pode observar no gráfico 3 (figura 29) é que 87,5% dos bibliotecários

concordam totalmente que a linguagem do curso é clara. Apenas 12,5 % concordaram na maior

parte com a questão. Buscou-se empregar no curso uma linguagem de fácil compreensão, que

pudesse esclarecer ao máximo os temas, tendo em vista que se trata de um curso a distância,

onde o contato com a tutora para esclarecimentos de dúvidas não se dá imediatamente.

Observa-se que, na opinião dos respondentes, esObserva-se objetivo foi alcançado.

Outro fator que merece atenção em relação à linguagem é o uso de saudações e algumas

falas que buscaram criar um ambiente menos formal, que pudesse provocar a aproximação dos

estudantes com a tutora, como se pode notar no trecho a seguir, retirado da Unidade I: “Registre

em nosso fórum o resultado de suas buscas, descrevendo um ou mais serviços oferecidos nos

locais que você pesquisou. Não vale pesquisar no próprio IFS. Boa pesquisa!”. Para Diedrick,

Valério e Rigo (2017), o professor precisa simular uma interação face a face com os alunos,

inserindo no texto elementos que promovam uma atmosfera de interação, a fim de criar um

efeito de proximidade com os estudantes. A linguagem interacional foi utilizada, principalmente

no início de cada módulo e nas atividades.

12,5%

87,5%

0% 20% 40% 60% 80% 100%

CONCORDO NA MAIOR PARTE CONCORDO TOTALMENTE

Questão 4: “A apresentação gráfica do curso é agradável para a leitura?”

Figura 30: Respostas da questão 4

Fonte: Elaborado pela pesquisadora com base em respostas do questionário (2019)

O gráfico 4 (figura 30) evidencia que a maioria dos respondentes se mostrou satisfeita

com a apresentação gráfica do curso, pois 87,5% concordaram totalmente com o enunciado. No

entanto, 12,5% dos bibliotecários concordaram apenas moderadamente com a afirmação.

Segundo o projeto A Rede Educa (2016, p.1), diversas ferramentas podem ser empregadas em

cursos que adotem o sistema Moodle, o mesmo utilizado no Ambiente Virtual de Aprendizagem

do IFS. De acordo com o projeto, o “Moodle é um sistema modular baseado em plugins, que

são como peças que você une para construir o que quiser. Existem plugins para diferentes tipos

de conteúdo e plugins para todos os tipos de atividades de colaboração”. É possível montar a

estrutura do curso em módulos, o que facilita o controle do andamento do curso pelo estudante.

Também é permitido inserir vídeos, fotos, gráficos e outras imagens. No curso para os auxiliares,

foram utilizados diversos recursos a fim de criar um ambiente agradável para o estudo. Além

da organização dos conteúdos em módulos, foram inseridos vídeos de apresentação de assuntos,

fotografias das bibliotecas do IFS, entre outras imagens paradas ou em movimento para ilustrar

diversos temas.

12,5% 87,5% 0% 20% 40% 60% 80% 100% CONCORDO MODERADAMENTE CONCORDO TOTALMENTE

Figura 31: Resumo da avaliação do curso conforme as questões fechadas

Fonte: Elaborado pela pesquisadora com base em respostas do questionário (2019)

Conforme os dados do gráfico 5 (figura 31), que resume as respostas das questões 1 a

4, é possível afirmar que o curso foi bem avaliado pelos bibliotecários nas perguntas fechadas.

A resposta Concordo totalmente foi escolhida em 84,38% das vezes, Concordo na maior parte

foi selecionada em 12,49% das respostas e Concordo moderadamente foi identificada em

apenas 3,12% das escolhas. Os motivos dessa avaliação podem ser mais bem esclarecidos a

partir dos comentários extraídos da questão seguinte:

Questão 5: “Por favor, registre a sua percepção do curso. Críticas e sugestões são

bem-vindas. O seu comentário é muito importante para a avaliação do produto educacional.”

Os comentários dos avaliadores variaram muito em relação aos aspectos que desejaram

destacar. Porém, as observações versaram principalmente acerca da qualidade do conteúdo

programático, conforme é possível notar nas respostas a seguir:

A apresentação é bastante intuitiva, prática e simples. B1

O curso expõe de forma clara e objetiva desde a instituição na qual estamos

inseridos, expondo o histórico não apenas do Instituto, mas de áreas da

Biblioteconomia, baseando-se em importantes autores, contemplando as

diversas etapas pertinentes ao bom atendimento no serviço de referência. B2.

Muito bom, bem elucidativo. B3.

A escolha dos tópicos para a parte introdutória abrange exatamente os assuntos

base para aqueles que efetuam a função de atendimento ao público. B4.

Excelente conteúdo. B6.

É um curso prático, objetivo e que, com certeza, irá prender a atenção dos

auxiliares de biblioteca, pois não é maçante e nem tem conteúdo extenso. B7.

O curso possui linguagem clara e conteúdo relevante. B8.

3,12% 12,49%

84,38%

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90

CONCORDO MODERADAMENTE CONCORDO NA MAIOR PARTE CONCORDO TOTALMENTE

Além de abordarem assuntos que já foram discutidos nas questões anteriores, como

qualidade geral do conteúdo, linguagem ou apresentação gráfica do curso, algumas falas trazem

algo mais. B2, por exemplo, cita especificamente o fato de o curso tratar do histórico das

bibliotecas do IFS, enquanto B4 elogia a escolha dos temas introdutórios. O curso tratou

principalmente do serviço de referência. Porém, não se mostrava prudente abordar o tema sem

antes introduzir assuntos essenciais à reflexão acerca da história e peculiaridades das bibliotecas

onde tais profissionais atuam, e principalmente, dos seus papéis como partícipes do processo

educativo. Conforme ressaltado por Pereira (2016), os profissionais das bibliotecas devem se

considerar educadores porque, entre outros fatores, compartilham informações que têm o poder

de transformar a sociedade. Sob essa visão, fez-se necessário incluir determinados temas no

conteúdo programático do curso.

B7 aborda uma característica importante do curso: “[…] não é maçante e nem tem

conteúdo extenso”. O curso foi planejado para despertar o interesse dos auxiliares, de modo que

todos tendessem a realizá-lo por completo. Pensou-se, primeiramente, com base nos teóricos,

que seria necessário utilizar um ambiente virtual de qualidade, inserir ferramentas para maior

engajamento e interação, como fóruns e dicas de atividades (A REDE EDUCA, 2016). E isto

foi feito. No entanto, chegou-se à conclusão, com base nas experiências pessoais da

pesquisadora, que também seria importante reunir os vários temas em textos enxutos,

reservando o aprofundamento dos temas aos livros e artigos acessíveis apenas por meio de links.

Isso tenderia a gerar uma impressão de que o conteúdo programático é menos extenso e,

consequentemente, menos cansativo. Essa estratégia também foi posta em prática e, então,

percebida por B7.

Figura 32: Características do curso segundo os avaliadores

Fonte: Elaborado pela pesquisadora com base em respostas do questionário (2019)

Características do curso segundo os avaliadores:

CONTEÚDO RICO

LINGUAGEM CLARA E OBJETIVA

APRESENTAÇÃO ATRATIVA

A satisfação dos respondentes com a possibilidade de capacitação dos auxiliares

também ficou evidente:

Acho importante a realização do curso para os auxiliares, muitas vezes sem

pré-qualificação na área. B1.

Achei fantástica a ideia de elaborar um curso para aqueles que auxiliam na

Biblioteca. B4.

[O curso] se mostra como ferramenta de grande importância para treinamento

e qualificação desses profissionais. B8.

[O curso irá] contribuir para provocar nos auxiliares de bibliotecas uma maior

consciência do engajamento deles nos serviços e ações oferecidos pelas

bibliotecas. B9.

A preocupação com a falta de capacitação dos auxiliares de bibliotecas foi um tema

recorrente nas entrevistas realizadas. Quase todos os coordenadores das bibliotecas

apresentaram queixas quanto ao número limitado de profissionais nas equipes e à falta de

formação apropriada destes. Logo, compreende-se o fato de os respondentes utilizarem a

questão aberta do questionário para expor a sua satisfação com a possível realização da

capacitação ora proposta. Vale ressaltar que houve uma preocupação de incluir no curso alguns

assuntos ligados especificamente à qualidade do atendimento ao público nestes ambientes. Algo

sugerido pela RUSA (2013) e certamente muito valorizado pelos coordenadores das bibliotecas.

Por fim, alguns bibliotecários fizeram excelentes sugestões para o aperfeiçoamento do

curso. B1, por exemplo, sugeriu que sejam inseridos vídeos com situações do cotidiano de quem

atua no serviço de referência, apresentando possíveis problemas e suas soluções. B2 salientou

que o curso poderia ser mais dinâmico, apontando os jogos de memória ou de perguntas e

respostas como opções para uma melhor fixação dos conteúdos. As duas sugestões, quando

aplicadas ao curso, poderão ampliar o nível de atenção dos auxiliares aos temas, tornando o

aprendizado ainda mais leve e produtivo.

A análise dos dados coletados trouxe evidências do entendimento dos bibliotecários

acerca do papel que desempenham nas bibliotecas do IFS e de quais ações e serviços são

disponibilizados por estas unidades. Também foi obtido um panorama da realidade das práticas

de serviços de referência no âmbito das bibliotecas e dos modos de ação de seus bibliotecários.

Tal análise contribuiu para a reunião de informações necessárias para a elaboração do produto

educacional.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao finalizar a investigação, observou-se que o seu principal objetivo foi alcançado. Foi

possível analisar as práticas educativas do serviço de referência nas bibliotecas do IFS com

base nas entrevistas realizadas com nove coordenadores de bibliotecas. Por meio deste

instrumento, foram reunidas as informações que permitiram o alcance dos objetivos específicos

da investigação.

Quanto à existência de serviço de referência estruturado nas bibliotecas, as análises das

entrevistas revelaram que as ações não são planejadas, além de não haver pessoal em número

suficiente para que um bibliotecário, ou mesmo um auxiliar, possa se dedicar às atividades

específicas de referência. Dessa forma, as atividades são realizadas, geralmente, pelos próprios

coordenadores das bibliotecas, à medida que as demandas vão surgindo. Alguns bibliotecários

orientam superficialmente os auxiliares para que estes desenvolvam ações básicas, como

loca-lizar livros nas estantes ou acolher o público. Apenas em relação aos equipamentos os

bibliote-cários se mostram satisfeitos, pois o número de computadores disponíveis nos setores se mostra

suficiente para a demanda.

A despeito de não haver uma adequada estruturação do setor, na maioria das bibliotecas

ocorre alguma ação pertinente ao serviço. As principais atividades identificadas foram o

aco-lhimento aos usuários; a promoção de capacitação do público para uso de sistemas e bases de

dados; a disseminação seletiva da informação, geralmente para atender a pedidos dos docentes;

orientações aos usuários e as visitas guiadas. Nesse quesito, também ficou evidente que a falta

de planejamento e de pessoal suficiente no setor tem limita o o número de ações e a

continui-dade destas ao longo do tempo.

Os participantes da pesquisa afirmaram que qualquer ação do serviço de referência deve

ser considerada educativa. No entanto, foi curioso notar que quase todos citaram os cursos de

capacitação para uso de bases de dados e do sistema de gerenciamento do cervo da biblioteca

como exemplos da ação educativa. Isso demonstra que existe uma certa tendência a se enxergar

como educativa apenas a ação que se assemelha à do professor na sala de aula.

Os profissionais relataram que veem como importante que os bibliotecários a serviço de

instituições educativas sejam considerados educadores. No entanto, grande parte deles tem um

perfil tecnicista, resultado da formação acadêmica que receberam. A formação tecnicista de

muitos pode acabar se mostrando como um atributo positivo diante da realidade que as

biblio-tecas do IFS apresentam. Cabe apenas ao bibliotecário inúmeras tarefas técnicas, como a

cata-logação, entre outras de cunho administrativo. Logo, o tempo disponível para as demais

ativi-dades é muito reduzido. No entanto, ficou evidente para a autora da pesquisa que muitos

bibli-otecários passaram, a partir de suas próprias falas, a refletir sobre a forma como atuam, sobre

suas capacidades e acerca dos fatores limitantes que enfrentam, o que se mostra muito positivo.

Elaborar um curso introdutório de serviço de referência para os auxiliares de

biblio-teca, a fim de possam apoiar as atividades de referência do setor foi mais um objetivo

alcan-çado. O Curso Introdutório de Serviço de Referência em Bibliotecas foi elaborado pela autora

e disponibilizado para os sujeitos da pesquisa no Ambiente Virtual de Aprendizagem do IFS.

O curso recebeu uma excelente avaliação dos bibliotecários nos quesitos conteúdo, linguagem

e apresentação gráfica. Vale ressaltar a satisfação que todos os profissionais demonstraram com

a proposta de capacitação das equipes. As críticas e sugestões ao produto educacional

provoca-ram reflexões e certamente servirão de base para alterações nas formas de interatividade do

curso.

De certo modo, o produto será uma construção coletiva dos bibliotecários do IFS, pois

à medida que forem surgindo novas críticas ou sugestões, o produto poderá ser alterado.

Espera-se que a participação dos profissionais na avaliação do produto, antes mesmo de ele Espera-ser

dispo-nibilizado para o público alvo, amplie o incentivo dos coordenadores das bibliotecas para a

realização da capacitação por todos os auxiliares dos campi.

Espera-se que este estudo tenha reunido dados suficientes para instigar ou ampliar a

conscientização dos profissionais acerca da importância de os bibliotecários enxergarem a si

próprios como participantes ativos do processo educativo. Tanto por meio dos relatos das

en-trevistas, quanto pelos resultados da avaliação do produto já foi possível notar que muitas

re-flexões e avaliações das próprias práticas surgiram durante esse processo. O fato de os

biblio-tecários se mostrarem inquietos com a realidade que enfrentam nas bibliotecas, com as

dificul-dades que limitam as suas práticas é um dado que merece atenção especial da Diretoria de

Bibliotecas.

As informações resultantes desta pesquisa poderão facilitar a tomada de decisões por

parte da DGB, um setor fundamental para o planejamento conjunto de ações que proporcionem

o atendimento que os usuários das bibliotecas do IFS necessitam. Sugere-se, então, que seja

estabelecida uma comissão no âmbito das bibliotecas para se discutir os resultados desta

pes-quisa com o intuito de desenvolver um projeto de serviço de referência para as bibliotecas.

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