CAPÍTULO III – METODOLOGIA DA PESQUISA
III. 2 Instrumentos de Coleta e Análise de Dados
Os instrumentos de coleta de dados utilizados na pesquisa foram:
Questionário – para Direção, Coordenação, Alunos e seus respectivos Pais ou Responsável (ANEXO E, F, G),
Entrevista Semiestruturada – para os Professores de Química (Roteiro - ANEXO H) e Observação das aulas do 1º e 3º Ano do Ensino Médio de Química das escolas
mencionadas anteriormente (ANEXO A).
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A pesquisadora com receio da greve da rede estadual de ensino se prolongar por meses finalizou a coleta de dados na escola 2 dias antes da greve ser iniciada.
A escolha por esses instrumentos é explicada pela existência de diferentes participantes e o número elevado da amostra. Optou-se por estas ferramentas com o intuito de alcançar os objetivos de maneira mais específica. Os questionários utilizados apresentam questões objetivas e subjetivas e exceto para os pais dos alunos, os quais o questionário da pesquisa foi enviado via aluno, a aplicação foi por contato direto da pesquisadora com os participantes.
Na Tabela 3 abaixo, são descritas as informações de todos participantes da pesquisa que responderam ao questionário.
Tabela 3 - Participantes da pesquisa por meio de questionário.
Sujeitos Quantidade
Diretores (as) 2
Diretor (a) Administrativo 1
Coordenadores (as) 2
Coordenadores (as) pedagógicos 2
Coordenador (a) do Ensino Médio 1
Pais (Pai ou Mãe ou Responsável) 27
Alunos 27
Os participantes desta pesquisa são representantes da: direção, coordenação, os alunos, seus respectivos pais ou responsável e os professores de Química das escolas.
A pesquisa teve o total de sessenta e quatro sujeitos que contribuíram para a coleta de dados, sendo sessenta e dois por meio dos questionários e dois professores com entrevista.
Foram utilizadas nesta pesquisa as duas técnicas que compõem uma observação direta intensiva, as quais são apresentadas por Marconi e Lakatos (2008) como sendo a Observação e a Entrevista. A observação realizada é classificada como sistemática, não participante e individual, devido à pesquisadora já saber o que desejava, faria parte do ambiente, entretanto não participaria dele. A observação foi realizada em ambas as escolas e turmas, sendo o ambiente da sala de aula o foco. Na Tabela 4 estão os dados com relação aos ambientes, quantidade e período das observações realizadas nas duas escolas.
Tabela 4 - Informações gerais de ambas as escolas.
Escola 1 Escola 2 Turmas 1º Ano C 3º Ano A 1º Ano A 3º Ano A
Total de Alunos 40 37 40 54 Alunos Participantes da Pesquisa 6 7 7 7 Aulas Observadas 24 26 10 09 Aulas semanais 3 3 2 2 Período de Observação 28/01/2013 a 02/04/2013 26/03/2013 a 14/05/2013
A escola 2, apresenta menor carga horária semanal para a disciplina de química e para o terceiro ano a sala de aula apresenta um maior número de alunos.
A entrevista é uma técnica importante que permite o desenvolvimento de uma estreita relação entre as pessoas. “[...], a entrevista é uma comunicação bilateral” (RICHARDSON, 2008, p. 80). É um instrumento básico de coleta de dados o qual proporciona dentre outras coisas a captação imediata e corrente da informação desejada. (LUDKE e ANDRÉ, 1986).
A entrevista foi não estruturada com o intuito de a pesquisadora ter liberdade no decorrer do diálogo e explorar ao máximo os pontos de maior importância. Ela foi escolhida para ser aplicada aos professores, pois os docentes são vistos como protagonista neste trabalho, o qual busca identificar e descrever as relações existentes entre os participantes da pesquisa como descrito na Figura 2.
Figura 2* - Relações pesquisadas entre os sujeitos.
Fonte: Própria autoria.
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*Na Figura 2, a terceira relação descrita como Professor – Escola deve-se considerar Escola como Direção e Coordenação.
As entrevistas foram realizadas com os dois professores de Química no ambiente de trabalho – Sala dos Professores – opção feita por eles. A entrevistadora os deixou livres para escolherem o melhor dia, local e horário. Após as entrevistas foram feitas as transcrições das entrevistas do Professor 1 e Professor 2 (ANEXO I e J, respectivamente) e análises.
Para as transcrições das entrevistas foram empregados alguns critérios presente no material de uso didático do Professor Pedro S. Rossi*, como:
( ) – Incompreensão de palavra ou segmento. (Hipótese) - Hipótese do que se ouviu.
Letras MAIÚSCULAS - Entonação Enfática, Nomes Próprios, Siglas. ? – Interrogação.
... - Qualquer pausa. (...) - Fala interrompida.
:: - prolongação de vogal e consoante.
Para análise dos dados utilizou-se como referência principal a Análise de Conteúdo apresentada por Bardin (2009), o qual a define como sendo:
Um conjunto de técnicas de análise de comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos ao não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens. (BARDIN, 2009, p. 44).
O uso da análise de conteúdo possibilita compreender a mensagem, o entendimento do entrevistado sobre determinado tema. Para a realização deste diagnóstico é preciso organizar os dados obtidos. Bardin (2009) descreve a existência de fases para tal, sendo: a pré-análise; a exploração do material; o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação.
Estas fases são momentos que compõem o conjunto e caracteriza a análise de conteúdo. Iniciando pela organização, ou seja, preparação do documento que será submetido a análise, sua leitura. Seguida do período de codificação, fase concreta da análise. Por fim, tem- se o tratamento dos dados para a obtenção de resultados pertinentes.
A categorização apresenta-se como etapa não obrigatória da análise de conteúdo. Entretanto, a mesma possui importância no desenvolvimento e apresentação de resultados.
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* Material disponível na internet, identificado nas referências como $ormas para transcrição de entrevistas
Neste processo é preciso que haja a separação dos elementos e organização das mensagens.
Para que se obtenham boas categorias é preciso exibir algumas qualidades que segundo Bardin (2009) são:
a exclusão mútua – um determinado elemento deve pertence apenas a uma categoria; a homogeneidade – a análise deve ser única em sua organização;
a pertinência – as categorias definidas precisam estar adequadas a investigação
proposta;
a objetividade e a fidelidade – a codificação deve ser realizadas da mesma maneira
para todas as partes distintas do material analisado, as categorias precisam ser claras e objetivas;
a produtividade – a possibilidade de obter novas hipóteses, inferências a partir dos