• Nenhum resultado encontrado

EXCERTO 36 – Aulas diversificadas Marina

3. METODOLOGIA: PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

3.2 Contexto da pesquisa: procedimento para a coleta de dados

3.2.3 Instrumentos de pesquisa: coleta de dados

Para a realização do presente trabalho, foram utilizados quatro instrumentos para a coleta de dados: um questionário de escala Likert, uma entrevista semiestruturada, as observações das aulas e, por último as notas de campo.

3.2.3.1 Questionário de escala Likert

O primeiro instrumento utilizado foi o questionário de autorrelato com questões fechadas usando a escala Likert para aquisição do perfil motivacional dos alunos. A escala Likert é uma escala de resposta psicométrica usada frequentemente em questionários de pesquisas de opinião. Ao responderem a este questionário é possível especificar seu grau de concordância ou discordância para uma determinada afirmação. A escala tem nome de Likert, devido à publicação de um relatório explicando seu uso por Rensis Likert em 1932 (LIKERT, 1932).

Foi utilizada a escala Likert neste trabalho, com 21 afirmações relacionadas com a pergunta: “Por que estudo japonês?”. Os alunos não apenas respondem se concordam ou não com as afirmações, mas também assinalam o seu grau de concordância ou discordância com cada afirmativa. No questionário foi abordado os seis níveis de motivações: desmotivação, regulação externa, regulação introjetada, regulação identificada, regulação integrada e motivação intrínseca.

O quadro a seguir apresenta os construtos e os itens correspondentes aos tipos de motivação.

Quadro 2 – Construtos correspondentes aos tipos de motivação

Fonte: Elaborada pela autora

Construto Itens

Desmotivação

1. Eu já tive boas razões para estudar japonês, mas, agora tenho dúvidas sobre continuar

2. Eu realmente sinto que estou perdendo meu tempo na universidade estudando japonês

Motivação extrínseca -

Regulação Externa

1. Venho as aulas de japonês porque a presença é obrigatória

2. Ver meus amigos é o principal motivo pelo qual venho à universidade 3. Venho as aulas para não receber faltas

Motivação extrínseca -

Regulação Introjetada

1. Para mostrar a mim mesmo que sou uma pessoa inteligente

2. Venho à universidade porque me sinto culpado quando falto às aulas 3. continuo estudando japonês para provar a mim mesmo que sou capaz de completar o meu curso

4. Gosto que as pessoas saibam que faço um curso superior Motivação

extrínseca - Regulação Identificada

1. A cobrança de presença é necessária para que os alunos levem o curso a sério

2.Estudo japonês porque é importante para o meu futuro

3. Frequento as aulas de japonês porque é necessária para a aprendizagem

Motivação extrínseca -

Regulação Integrada

1. Porque estudar japonês amplia os horizontes de trabalho 2. Porque estudar em ensino público é um privilégio

3. Venho ao curso de japonês porque é isso que escolhi para mim

Motivação Intrínseca

1. Porque o japonês me permite sentir uma satisfação pessoal 2. Porque o japonês me permite sentir uma satisfação acadêmica 3. Porque me sinto bem quando aprendo coisas novas

4. Pelo prazer que tenho quando me envolvo em debates interessantes com os professores

5. Porque gosto muito de participar das aulas de japonês

6. Porque os estudos permitem que eu aprenda muitas coisas que me interessam

3.2.3.2 Entrevista semiestruturada

O segundo instrumento utilizado foi a entrevista semiestruturada com os alunos de japonês. Foi adotado este modelo para criar um ambiente onde os participantes pudessem ter mais liberdade de expor as suas opiniões e seus pontos de vista, assim é possível recolher informações a respeito das questões motivacionais nas aulas de japonês.

Para Gil (1999, p.117), a entrevista é uma técnica de coleta de dados “em que o investigador se apresenta frente ao investigado e lhe formula perguntas com o objetivo de obtenção de dados que lhe interessam à investigação”.

Segundo Denzin e Lincoln (2000), para entender melhor os seres humanos, a entrevista é uma das técnicas mais poderosas. Essa situação pode ser justificada pela citação abaixo:

A entrevista é um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional. É um procedimento utilizado na investigação social, para a coleta de dados ou para ajudar no diagóstico ou no tratamento de um problema social. (MARCONI; LAKATOS, 1996, p.84)

Apesar de possuir um esquema básico de perguntas, na entrevista semiestruturada o entrevistador não precisa se manter fiel ao roteiro. Este tipo de entrevista dá mais flexibilidade, permitindo assim, que faça algumas correções ou adaptações. Segundo Ludke e André (2003), são as correções, esclarecimentos e adaptações que tornam a entrevista mais eficaz na obtenção das informações desejadas.

Os roteiros de entrevista semiestruturada utilizados em 2° semestre de 2015 e 1° semestre de 2016 estão, respectivamente, nos apêndices C e D.

3.2.3.3 Observação de aulas

Com o intuito de ter um contato mais direto com a realidade, o terceiro e último instrumento utilizado foi a observação de aula. As observações de aula baseiam-se na documentação sistemática dos acontecimentos dentro da sala de aula, na qual foram realizadas as anotações relevantes para o objetivo da investigação.

A observação é uma técnica de coleta de dados para conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que se desejam estudar. (LAKATOS e MARCONI, 2003, p. 190)

Quanto a participação, a observação foi o não participante. Ou seja, o observador não interfere na situação, ele apenas observa as ações dos sujeitos e não mantém nenhuma interação com eles.

As observações de aula foram realizadas em dois semestres. O primeiro iniciou em 2015, de agosto a setembro totalizando 10 horas de aulas observadas e o segundo em 2016 que foram divididas em duas etapas. Primeiro momento foi de março a abril, totalizando 8 horas de aula e o segundo momento no final de maio a início de junho. As observações do ano de 2016 foram divididas em duas etapas, com a intenção de identificar se houve alteração na motivação dos alunos no início do semestre e no final do mesmo.

3.2.3.4 Notas de Campo

Todas as observações foram acompanhadas por notas de campo que nada mais é do que registros coletados daquilo que o investigador ouve, vê, experiência e pensa durante uma observação.

Para Ludke e André (1986), é fundamental que o pesquisador tenha um planejamento prévio do que deve ser anotado e observado para que as anotações estejam de acordo com o objetivo da pesquisa.

Documentos relacionados