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4. CONSTRUCTOS TEÓRICOS DAS VARIÁVEIS ANALISADAS

4.1 Assimetria de informação

6.2.1.2. Instrumentos de pesquisa e coleta de dados

Primeiramente, para o desenvolvimento da pesquisa quantitativa, como instrumento para obtenção dos dados, utilizou-se a técnica classificada como survey, a qual “se caracteriza pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer” (GIL , 1999, p.70). Utilização de survey é adequada nos casos em que o pesquisador deseja responder a questões acerca das relações entre características de pessoas ou grupos (MARTINS; THEÓPHILO, 2009).

Como instrumento para coleta de dados, utilizou-se questionário contendo questões fechadas, elaboradas com base nas referências teóricas que tratam do tema. Após leitura das obras, o questionário foi elaborado a partir dos estudos, com o intuito de alcançar o objetivo estabelecido nessa pesquisa. O instrumento de coleta de dados elaborado para essa pesquisa consistiu de 42 questões, envolvendo uma escala de cinco pontos, cuja escala varia entre “concordo totalmente” e “discordo totalmente”. O questionário construído possibilitou analisar fatores de seis dimensões da prática da gestão do orçamento, quais sejam: i) reserva orçamentária; ii) participação orçamentária; iii) ênfase orçamentária; iv) controle e monitoramento; v) metas orçamentárias; vi) assimetria de informações. O referido questionário encontra-se na íntegra no Apêndice A deste trabalho.

Por meio do questionário utilizado, buscou-se a mensuração das variáveis, com o intuito de estabelecer a associação entre as mesmas. A estrutura do instrumento de coleta de dados é detalhada no Quadro 8.

Quadro 8: Descrição do instrumento de coleta de dados Fonte: Elaborado pela autora

.Construtos Finalidade Mensuração Autor/Ano

Reserva Orçamentária

Verificar o nível de reserva orçamentária dos gestores das empresas.

Foram expostas 10 assertivas em uma escala de 1 a 5. Em 5 significa excesso de folga e 1 inexistência de folga Onsi (1973); Dunk (1993); Starosky Filho (2012); Buzzi et al. (2014); Beuren e Verhagem (2015); Teixera, Codesso e Lunkes (2016). Participação orçamentária Identificar o nível de participação dos gestores dessas empresas no processo orçamentário.

Foram expostas 7 assertivas em uma escala de 1 a 5, sendo que 5 indica alto nível de participação e 1 inexistência de participação. Milani (1975) e Lópes, Stammerjohan e Mcnair (2007); Buzzi et al. (2014) Ênfase orçamentária Averiguar o nível de ênfase no orçamento dessas empresas.

Foram expostas 4 assertivas em uma escala de 1 a 5, sendo que 5 indica alto nível de ênfase no orçamento e 1 baixo nível de ênfase orçamentária Hopwood (1972); Buzzi et al. (2014) Controle e monitoramento Averiguar o nível de controle rígido no orçamento dessas empresas. Verificar a capacidade para detectar folga com base na quantidade de informação que o gestor recebe.

Foram expostas 10 assertivas em uma escala de 1 a 5, sendo que 5 indica alto nível de controle rígido no orçamento, 1 baixo nível de controle rígido no orçamento e 3 assertivas indica alto nível de monitoramento, e 1 inexistência de monitoramento.

Van Der Stede (2000); Wrubel e Fernandes (2014), Onsi (1973); Beuren e Verhagem (2015) Metas orçamentárias Averiguar o nível de dificuldade das metas orçamentárias.

Foram expostas 5 assertivas em uma escala de 1 a 5, sendo que 5 indica alto nível de dificuldade das metas e 1 baixo nível de dificuldade das metas.

Van Der Stede (2000); Souza e Aguiar (2010)

Assimetria de informações

Verificar o nível de assimetria da informação dos gestores em relação aos seus superiores.

Foram expostas 6 assertivas em uma escala de 1 a 5, sendo que 5 indica alto nível de assimetria e 1 inexistência de assimetria.

Dunk (1993); Wrubel e Fernandes (2014); Buzzi

et al. (2014)

As questões versando acerca da reserva orçamentária compuseram um total de 10 assertivas, sendo 03 retiradas do estudo de Dunk (1993), 04 do estudo de Onsi (1973) e 03 do estudo de Starosky Filho (2012). As questões referentes ao estudo de Dunk (1993) já foram testadas nos estudos de Buzzi et al. (2014). As questões referentes ao instrumento de Starosky Filho (2012), já foram utilizadas no estudo de Teixera, Codesso e Lunkes (2016). Já as questões referentes ao instrumento de Onsi (1973), foram aplicadas no estudo de Beuren e Verhagem (2015). O instrumento desenvolvido por Onsi (1973), desponta-se como instrumento constantemente replicado em pesquisas sobre folga orçamentária, tais como, Merchant (1985), Nouri (1994), Douglas e Wier (2000), Lau e Eggleton (2004), Huang e Chen (2009), Elmassri e Harris (2011) (SANTOS et al, 2014).

Quanto as questões dedicadas à participação orçamentária, essas foram totalizadas em 07 assertivas, as quais foram retiradas do estudo de Milani (1975) e Lópes, Stammerjohan e Mcnair (2007). Este instrumento de pesquisa, que contém questões retiradas do estudo de Milani (1975) e Lópes, Stammerjohan e Mcnair (2007), já foi utilizado no estudo de Buzzi et

al. (2014). As questões relacionadas à ênfase orçamentária totalizaram 04 assertivas, as quais

retiradas do estudo de Hopwood (1972), tendo sido, também, instrumento de pesquisa já aplicado no estudo de Buzzi et al. (2014).

No que diz respeito às questões envolvendo controle e monitoramento orçamentário, o instrumento foi composto por 10 assertivas, sendo 07 retiradas do estudo de Van Der Stede (2000) e 03 do estudo desenvolvido por Onsi (1973). As questões referentes ao instrumento de Van Der Stede (2000) já foram utilizadas no estudo de Wrubel e Fernandes (2014); e, as questões desenvolvidas por Onsi (1973) já foram testadas anteriormente nos estudos de Beuren e Verhagem (2015) e Teixera, Codesso e Lunkes (2016).

As questões sobre metas orçamentárias totalizaram 05 assertivas e foram retiradas e adaptadas do estudo de Van Der Stede (2000), sendo esse instrumento de pesquisa já testado nos estudos de Souza e Aguiar (2010). Já nas questões referentes à assimetria de informação, utilizou-se um total de 06 assertivas, estas retiradas do estudo de Dunk (1993), instrumento já aplicado nos estudos de Wrubel e Fernandes (2014) e Buzzi et al. (2014).

Como etapa anterior à coleta de dados, realizou-se um pré-teste com o instrumento de coleta de dados, aplicando-o a um gestor de uma das fundações de apoio pesquisadas, a fim de identificar a validade, confiabilidade e comparabilidade das respostas. Dessa forma, após análises das respostas com os respondentes durante a fase do pré-teste, foram produzidas as adequações necessárias. Esse procedimento foi realizado para que, no momento da aplicação dos questionários, não houvesse ocorrências negativas que prejudicassem a realização da pesquisa. Assim, os ajustes realizados propiciaram uma maior compreensão e facilidade de preenchimento pelos respondentes.