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2.2 REGRAS DE DECODIFICAÇÃO DOS GRAFEMAS VOCÁLICOS NO PORTUGUÊS

3.2.4 Instrumentos de pesquisa: pré e pós-teste

Foi elaborado um conjunto de estímulos contendo os grafemas vocálicos cujos valores são previsíveis, de acordo com o contexto grafêmico (vide seção 2.1 Regras de decodificação dos grafemas vocálicos no inglês), a fim de verificar tanto na população experimental quanto de controle, qual o conhecimento automatizado que tinham de tais valores e de sua realização no início do experimento (pré-teste) e depois da intervenção no grupo experimental (pós-teste).

O instrumento foi aplicado, individualmente, em uma sala de aula da comunidade denominada PROSAMIM – Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus. O pré-teste foi aplicado no dia 13/10/2012 e o pós-teste no dia 22/12/2012, pela manhã, no grupo controle, e à tarde, no grupo experimental. O aparelho usado para as gravações foi um IC Recorder RR-XS410 – 4GB, modelo PANASONIC. Toda a operação de coleta de dados (gravação) foi conduzida pelo pesquisador principal Nelson José Fontoura de Melo, com a colaboração dos instrutores: do GC, Thiago dos Santos Sampaio e, do GE, Nataly Souza de Araújo, encarregados do controle de entrada e saída no local da gravação de cada sujeito da pesquisa. Os estímulos estão transcritos a seguir.

Os valores fonológicos de tais grafemas são determinados pelos contextos a seguir:

3.2.4.1 Regras de transposição do grafema “a”

 “´C_C”: No contexto silábico forte, em que o grafema “a” ocorre entre duas consoantes, sua conversão é feita no fonema //, como em a) mat ;

 “´C_C+e#”: No contexto silábico forte, em que o grafema “a” ocorre entre duas consoantes, sendo a última seguida do grafema “e” mudo, sua conversão é feita no ditongo //, como em a) mate, b) bale;

 “´C_r+e#”: No contexto silábico forte, em que o grafema “a” ocorre entre duas consoantes, sendo a última consoante o grafema “r”, seguido do grafema “e” mudo, sua conversão é feita no ditongo //, como em c) bare, care, careful;

 “(C)__+´CV...”, “(C)_+´CV+C_”, “´(C)V+C_+Ce”,

“(C)_+´CVVC”: No contexto vocabular em que o grafema “a” estiver em posição final de sílaba fraca, ou seja, em sílaba átona, precedendo e/ou sucedendo a sílaba forte, sua conversão é feita no fonema //, ou seja, o chuá, como em a) about, banana; b) balance, baloon.

 “´C_Cll”: No contexto silábico forte, em que o grafema “a” ocorre entre duas consoantes, sendo a última consoante o dígrafo “ll”, sua conversão é feita no fonema //, como em b) ball;

 “´C_r”: No contexto silábico forte, em que o grafema “a” ocorre entre duas consoantes, sendo a última consoante o grafema “r”, sua conversão é feita no fonema //, como em c) bar, car, carpet.

3.2.4.2 Regras de transposição do grafema “e” (inclusive com valor zero) e dos dígrafos “ee”, “ea”

 “´C_C”: No contexto silábico forte, em que o grafema “e” ocorre entre duas consoantes, sua conversão é feita no fonema //, como em d) met, pet;

 “´C_C...e#”: No contexto silábico forte, em que o grafema “e” antecede grafema consoante seguido do grafema “e” mudo, em final de palavra, sua conversão é feita no fonema /i/, como em d) pete.

 “...´CVC+C_r#“: No contexto vocabular em que o grafema “e” estiver em posição final de sílaba fraca, ou seja, em sílaba átona, seguido pelo grafema “r”, sua conversão é feita no fonema //, ou seja, o chuá, como em g) number.

 “...´CVC+C_t#“, “´CV+C_+CVC “ : No contexto vocabular em que o grafema “e” estiver em posição final de sílaba fraca, ou seja, em sílaba átona, seguido pelo grafema “t”, ou no contexto vocabular depois de sílaba CV forte e antes de sílaba CVC fraca em final de vocábulo, sua conversão é feita no fonema //, como em c) carpet, careful.

 “´CVC_#”; “CVC_#”: No contexto silábico forte, em que o grafema “e” mudo em final de vocábulo ocorre depois de grafema consoante, sua conversão é feita em zero, como em a) mate, b) bale, c) bare, care, d) pete, e) bite, site, fine, f) love, move, g) cute, b) balance.

Grafemas “ee”, “ea”:

 “´C__+”, “´C__#”: Os grafemas (dígrafo) “ee”, “ea” convertem-se no fonema /i/ nos contextos silábicos fortes em posição final de sílaba interna ou de palavra, como em d) meet, meat.

3.2.4.3 Regras de transposição do grafema “i”

 “´C_C”: No contexto silábico forte, em que o grafema “i” ocorre entre duas consoantes, sua conversão é feita no fonema //, como em e) bit, sit, fin.

 “´C_C...e#”: No contexto silábico forte, em que o grafema “i” antecede consoante acompanhada do grafema “e” mudo, em final de palavra, sua conversão é feita no ditongo //, como em e) bite, site, fine.

3.2.4.4 Regras de transposição do grafema “o” e do dígrafo “oo”

 “V+´C_uC”: No contexto em que o grafema “o” ocorre em sílaba forte depois de sílaba com vogal átona e vem antes do grafema “u” seguido de consoante, formando com aquele um ditongo decrescente, sua conversão é feita no fonema /a/,como em a) about.

 “´C(C)_C(-ocl]#”: No contexto silábico forte, em que o grafema “oo” (dígrafo) ocorre entre duas consoantes, não sendo a última uma oclusiva, em final de vocábulo, sua conversão é feita no fonema /u/, como em b) baloon.

 “´C_C(+lab]...e#”: No contexto silábico forte, em que o grafema “o” antecede grafema consoante labial, seguido do grafema “e” mudo, em final de palavra, sua conversão é feita no fonema //, como em f) come, love.

 “´C(C)_+rC#”: No contexto silábico forte, em que o grafema “o” ocorre em posição final de sílaba, seguido de outra consoante mais o grafema “y” em coda, sua conversão é feita no fonema //, como em (f) glory.

3.2.4.5 Regras de transposição do grafema “u”

 “´C_C(+CVV...)#”: No contexto silábico forte, em que o grafema “u” ocorre entre duas consoantes, sua conversão é feita no fonema //, como em g) cut, number.

 “´C_C...e#”, “C_+´CV...”: No contexto silábico forte, em que o grafema “u” antecede consoante acompanhada do grafema “e” mudo, em final de palavra, ou no contexto silábico forte, em que o grafema “u” é o último, seguido de sílaba CVC fraca, sua conversão é feita no ditongo crescente //, como em g) cute, music.

 “´CV+...+C_C#”: No contexto vocabular em que o grafema “u” estiver em sílaba final fraca, ou seja, em sílaba átona, sua conversão é feita no fonema // (chuá), como em careful.

 C) ...V+´CV_...”: No contexto vocabular em que o grafema “u” estiver depois da vogal “a”, formando com ela um ditongo

decrescente em sílaba forte, representará o glide /w/, como em a) about.