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INSTRUMENTOS FINANCEIROS E GESTÃO DE RISCOS

No documento Boa Vista Energia S.A. (páginas 31-36)

Os objetivos da Companhia, ao administrar seu capital, são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da Companhia para oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além de perseguir uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo.

Para manter ou ajustar a estrutura do capital, a Companhia pode rever a política de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento.

Condizente com outras companhias do setor, a Companhia monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde à dívida líquida dividida pelo capital total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no Balanço Patrimonial), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa e direito de ressarcimento.

31/03/16 31/03/15

Prejuízos fiscais acumulados 1.016.367 577.488

Base de cálculo negativa da C SLL 962.608 523.446

Provisões não dedutíveis 80.676 242.370

Demais adições temporárias 51.283 48.902

Total 2.110.934 1.392.206

31/03/16 31/12/15

Total dos Empréstimos 54.701 53.702

Fornecedores 692.579 645.811

Obrigações de Ressarcimento 59.495 49.900

806.775

749.413

Menos:

Caixa e equivalente a caixa (9.941) (3.685)

Direito de ressarcimento (292.269) (308.823)

(302.210)

(312.508)

Dívida Líquida 504.565 436.905

Total do Patrimônio Líquido (Passivo a Descoberto) 403.793 337.643

Total do Capital 908.358 774.548

% 180,03 177,28

27.2 Instrumentos financeiros

A Companhia efetuou uma avaliação de seus instrumentos financeiros de acordo com os Pronunciamentos Técnicos CPC 38, 39 e 40.

27.2.1 Ativos financeiros

Estão classificados nas seguintes categorias:

a) Caixa e equivalentes de caixa - incluem saldos de caixa, depósitos bancários à vista, e as aplicações financeiras com liquidez imediata. São classificadas como ativos financeiros a valor justo por meio do resultado.

b) Contas a receber de clientes - engloba as contas a receber com fornecimento de energia e uso da rede, faturado e não faturado, este por estimativa, serviços prestados, acréscimos moratórios e outros, até o encerramento do balanço, contabilizado com base no regime de competência. São considerados ativos financeiros classificados como empréstimos e recebíveis.

c) As contas a receber de clientes estão apresentadas líquidas da provisão para créditos de liquidação duvidosa - PCLD reconhecida em valor considerado suficiente pela administração para cobrir as prováveis perdas na realização das contas a receber de consumidores e títulos a receber cuja recuperação é considerada improvável.

d) Ativo Financeiro (Concessão) - refere-se à parcela estimada dos investimentos realizados e não amortizados até o final da concessão classificada como um ativo financeiro disponível para venda por ser um direito incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro diretamente do poder concedente decorrente da aplicação da Interpretação Técnica ICPC 01 - Contratos de Concessão e da Orientação Técnica OCPC 05 - Contratos de concessão. Essa parcela de infraestrutura classificada como ativo financeiro é remunerada por meio do denominado WACC regulatório, que

consiste na remuneração do investimento e que é cobrada mensalmente na tarifa dos clientes.

27.2.2 Passivos financeiros

A Companhia determina a classificação dos seus passivos financeiros no momento do seu reconhecimento inicial.

Estão classificados nas seguintes categorias:

a) Fornecedores - decorrem diretamente das operações da Companhia e são

mensurados pelo custo, na prática o valor apresentado na nota fiscal de compra. b) Financiamentos e Empréstimos - após reconhecimento inicial, empréstimos e

financiamentos sujeitos a juros são mensurados subsequentemente pelo custo amortizado, utilizando o método da taxa de juros efetivos. Ganhos e perdas são reconhecidos na demonstração do resultado no momento da baixa dos passivos, bem como durante o processo de amortização pelo método taxa efetiva de juros.

27.2.3 Estimativa do valor justo dos instrumentos financeiros

Pressupõe-se que os saldos das contas a receber de clientes, menos a PCLD, e contas a pagar aos fornecedores, pelo valor contábil, esteja próxima de seus valores justos. O valor justo dos passivos financeiros, para fins de divulgação, é estimado mediante o desconto dos fluxos de caixa contratuais futuros pela taxa de juros vigente no mercado, que está disponível para a Companhia para instrumentos financeiros similares.

A Companhia usa a seguinte hierarquia para determinar e divulgar o valor justo de instrumentos financeiros pela técnica de avaliação:

Os ativos e passivos financeiros registrados a valor justo foram classificados e divulgados de acordo com os níveis a seguir:

Nível 1 - preços cotados (não ajustados) em mercados ativos, líquidos e visíveis para ativos e passivos idênticos que estão acessíveis na data de mensuração;

Nível 2 - preços cotados (podendo ser ajustados ou não) para ativos ou passivos similares em mercados ativos, outras entradas não observáveis no nível 1, direta ou indiretamente, nos termos do ativo ou passivo, e

Nível 3 - ativos e passivos cujos preços não existem ou que esses preços ou técnicas de avaliação são amparados por um mercado pequeno ou inexistente, não observável ou sem realização. Nesse nível a estimativa do valor justo torna-se altamente subjetiva. O valor justo dos instrumentos financeiros negociados em mercados ativos (como títulos mantidos para negociação e disponíveis para venda) é baseado nos preços de mercado, cotados na data do balanço. Um mercado é visto como ativo se os preços cotados

estiverem pronta e regularmente disponíveis a partir de uma Bolsa, distribuidor, corretor, grupo de indústrias, serviço de precificação, ou agência reguladora, e aqueles preços representam transações de mercado reais e que ocorrem regularmente em bases puramente comerciais.

O preço de mercado cotado utilizado para os ativos financeiros mantidos pela Companhia é o preço de concorrência atual. Esses instrumentos estão incluídos no Nível 1. Os

instrumentos incluídos no Nível 1 são classificados como títulos para negociação ou disponíveis para venda.

O valor justo dos instrumentos financeiros que não são negociados em mercados ativos (por exemplo, derivativos de balcão) é determinado mediante o uso de técnicas de avaliação. Essas técnicas de avaliação maximizam o uso dos dados adotados pelo

mercado onde está disponível e confiam o menos possível nas estimativas específicas da entidade. Se todas as informações relevantes exigidas para o valor justo de um

instrumento forem adotadas pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível 2.

Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 1 Nível 2 Nível 3 Empréstimos e Recebíveis

Clientes 55.612 53.971 Disponível para venda

Ativo Financeiro - Concessões - 186.448 - - 183.484 -55.612

186.448 - 53.971 183.484 -Ativos ao valor justo por meio do resultado

Conta Corrente 3.618 2.995

Aplicações Financeiras 6.323 - 690 -3.618

6.323 - 2.995 690

-Nível 1 Nível 2 Nível 3 Nível 1 Nível 2 Nível 3 Mensurados a custo Amortizado

Financiamentos e Empréstimos 54.701 - 53.702 -Fornecedores 718.041 - 645.811 -772.742 - - 699.513 - -ATIVOS FINANCEIROS (Circulante/Não Circulante) 31/12/15 PASSIVOS FINANCEIROS (Circulante/Não Circulante) 31/12/15 31/03/16

Se uma ou mais informações relevantes não estiver baseada em dados adotados pelo mercado, o instrumento estará incluído no Nível 3.

Técnicas de avaliação específicas utilizadas para valorizar os instrumentos financeiros incluem:

• Preços de mercado cotados ou cotações de instituições financeiras ou corretoras para instrumentos similares.

• O valor justo de swaps de taxa de juros é calculado pelo valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados com base nas curvas de rendimento adotadas pelo mercado, quando aplicável.

• O valor justo dos contratos de câmbio futuros é determinado com base nas taxas de câmbio futuras na data do balanço, com o valor resultante descontado ao valor presente, quando aplicável.

Outras técnicas, como a análise de fluxos de caixa descontados, são utilizadas para determinar o valor justo para os instrumentos financeiros remanescentes.

Análise de sensibilidade

27.2.4 Gestão de riscos financeiros e operacionais

A Administração da Companhia segue a orientação do Conselho de Administração na gestão de riscos financeiros e operacionais.

Os principais riscos identificados no processo de gerenciamento de riscos são:

a) Risco de crédito - a política da Companhia considera o risco de crédito a que está disposta a se sujeitar no curso de seus negócios. O acompanhamento dos prazos concedidos são procedimentos adotados a fim de minimizar eventuais problemas de inadimplência em suas contas a receber de clientes. Para recuperação da

inadimplência a Companhia atua por meio de: Programas de renegociação dos

débitos pendentes; Suspensão do fornecimento de energia elétrica, em conformidade com a regulamentação vigente; Contratação de empresa especializada na cobrança de contas em atraso; e Cobrança judicial. Em eventuais relações com instituições financeiras, a Companhia tem como prática a aplicação financeira apenas em instituições oficiais utilizando-se de fundos de investimentos com risco baixo. b) Risco de liquidez - risco da Companhia não dispor de recursos líquidos suficientes

para honrar seus compromissos financeiros (quadro abaixo com valores futuros com fluxos não descontados), em decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa

Valor Índice em Cenário I Cenário II Cenário I Cenário II 31/03/16 31/03/16 (+25%) (+50%) (+25%) (+50%)

% a.a Índice Índice Valor Valor Aplicações Financeiras 6.323 12,8723 16,09 19,30845 7.904 9.485 65.620 13,38 16,73 20,07 82.025 98.430 43.261 13,38 16,73 20,07 54.076 64.892 54.701 10,03 12,54 15,045 68.376 82.052 134.436 13,38 16,73 20,07 168.045 201.654 227.687 6,54 8,18 9,81 284.609 341.531 TC D - Petrobrás TC D - Eletronorte Financiamentos e Empréstimos Instrumentos Financeiros ATIVOS Parlelamento C CD - 01 Parcelamento CC D - 02 PASSIVOS

são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas diariamente pela Diretoria financeira.

c) Risco com taxa de juros - risco associado é oriundo da possibilidade da Companhia incorrer em perdas por causa de flutuações nas taxas de juros que aumentem as despesas financeiras relativas a empréstimos e financiamentos. Esse risco é mitigado pelo fato da Companhia concentrar a captação de seus empréstimos com a

Eletrobras, a juros fixos.

d) Risco de escassez de energia - o risco é decorrente do racionamento de energia elétrica importada da Venezuela para atender o Estado de Roraima por meio da Interligação elétrica Santa Helena - Boa Vista em 230kv. Este risco é minimizado em função de contratos firmados junto a produtores independentes e de comodato da Usina UTE Floresta com a Eletronorte.

e) Risco de mercado

• Risco com taxa de juros - o risco associado é oriundo da possibilidade de a Companhia incorrer em perdas por causa de flutuações nas taxas de juros que aumentem as despesas financeiras relativas a empréstimos e financiamentos, na Companhia este risco é baixo devido nossos empréstimos serem captados somente junto a Eletrobras.

f) Instrumentos financeiros por categoria

Na tabela abaixo a Companhia classifica seus instrumentos financeiros por categoria: Menos de um ano entre um e dois anos entre dois e cinco anos acima de cinco anos Em 31 de março de 2016 346.905 106.344 213.682 80.349 Empréstimos 16.449 12.025 15.715 10.512 Fornecedores 330.456 94.319 197.967 69.837 Em 31 de dezembro de 2015 300.342 105.438 215.218 78.515 Empréstimos 16.654 14.906 15.620 6.522 Fornecedores 283.688 90.532 199.598 71.993 Empréstimos e recebíveis Disponível para venda Ativos ao valor justo por meio do resultado Total Ativo financeiro - concessões de serviço público - 183.484 - 183.484 Clientes 53.971 - - 53.971 Caixa e equivalentes de caixa - - 3.685 3.685

31 de dezembro de 2015 53.971 183.484 3.685 241.140

Ativo financeiro - concessões de serviço público - 186.448 - 186.448 Clientes 55.612 - - 55.612 Caixa e equivalentes de caixa - - 9.941 9.941

31 de março de 2016 55.612 186.448 9.941 252.001

NOTA 28 - SEGUROS

28.1. Risco Nomeado e Operacional

As apólices de seguro dos bens patrimoniais da Companhia seguem especificamente a política de Gerenciamento de Seguros definida por sua Administração, visando à contratação de coberturas securitárias adequadas, em conformidade com as normas estabelecidas pelas Leis 8.666/93, 8.987/95, 10.520/02, Decreto 5.450/05 e demais legislações aplicáveis. A especificação por modalidade de risco e data de vigência dos seguros está demonstrada a seguir:

A apólice de seguros nº 9600000000229 oferece cobertura aos riscos de engenharia sob a condição de primeiro risco absoluto, considerando risco coberto o acidente que exija reparo ou reposição do bem segurado, de forma a possibilitar que o mesmo possa

continuar a trabalhar ou operar normalmente, respondendo a seguradora pelos prejuízos cobertos, independente dos valores em risco.

Estão cobertos pela apólice vigente, os principais equipamentos das subestações, com seus respectivos valores segurados e Limites Máximos de Indenizações. A apólice contratada possui cobertura securitária básica de incêndio, queda de raio e explosão de qualquer natureza, e cobertura adicional contra danos elétricos, roubo e vendaval, roubo e furto qualificado, Cobertura de Equipamentos Eletrônicos, além de cobertura para inclusões e exclusões de locais, equipamentos até o limite de R$ 13.299.

28.2. Seguro de Vida

Seguro contratado para 292 empregados da Companhia, através da Apólice de Seguros nº 09930012, Seguradora Porto Seguro, limitado ao valor máximo de indenização R$ 356.

No documento Boa Vista Energia S.A. (páginas 31-36)

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