A perspetiva da IBM das cidades inteligentes é a de manter o crescimento económico através da capacidade de antecipar problemas e agir antecipadamente, bem como minimizar o impacto de perturbações. Os aspetos humanos, de planeamento, gestão e infraestruturas estão interligados, portanto, a melhoria da capacidade de decisão através da análise de dados e coordenação de recursos de todos os órgãos e departamentos.
O IOC é um programa tudo-em-um com uma interface de utilizador que permite às organizações e/ou instituições facilitar eficazmente a supervisão e coordenação das várias operações. Coordenar recursos para dar resposta imediata permite às organizações e órgãos municipais antecipar e corrigir os problemas de melhor forma [9]. Esta plataforma é a solução de Smarter Cities (termo utilizado pela IBM para designar
smart cities) que sincroniza e analisa esforços dos diversos setores e órgãos municipais;
isto dá aos tomadores de decisões informação consolidada que permite antecipação, em vez de reação, aos problemas.
O IOC não só fornece uma vista unificada de toda a infraestrutura e departamentos, mas também todos os dados recebidos e informação de eventos para melhorar a eficácia operacional, monitorizando serviços e operações de forma a facilitar uma tomada de decisões ponderada e possibilitar uma gestão e coordenação eficazes de respostas a eventos.
Algumas das vantagens da solução incluem alertas automáticos, otimização de operações planeadas e não planeadas utilizando relatórios detalhados e uma abordagem de monitorização, ajustando sistemas onde é necessário atingir resultados baseados nas observações. Estas vantagens habilitam a construção de uma convergência de domínios numa organização, através da comunicação e colaboração, melhorando assim a qualidade de serviço e reduzindo custos associados coordenando tais eventos [9].
Com o data source de contentores de resíduos, é possível representar a localização destes no mapa através de sobreposição, como se pode observar na Figura 2.18 e na Figura 2.19.
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Figura 2.18 - Amostra de contentores representada no concelho de Viseu
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41 2.6.1.1. Integração de dados
Transferir dados para o IBM IOC é um processo crítico. Estes dados podem estar em diferentes formatos e vir de diferentes origens. O processo de importação de dados é implementado numa componente designada de data receiver. O data receiver consiste na configuração de uma data source (fonte de dados) e runtime (tempo de execução, uma das fases do ciclo de vida dos programas [10]). A configuração da data
source é criada pelo utilizador sysadmin utilizando a ferramenta de configuração de data sources. Esta configuração é armazenada na base de dados de sistema e utilizada pela
componente de runtime da data receiver para importar os dados.
Quando a data source é configurada para importar dados de tabelas de bases de dados externas ou de ficheiros CSV (Comma-Separated Values), a componente de
runtime é ativada pelo scheduler (responsável pela alocação de recursos para completar
uma tarefa [11]) cada vez que necessita de iniciar o processo de importação de dados. O
scheduler é configurado como um polling interval (de modo periódico entre o fim e o
início de cada execução) na configuração da data source e especifica com que frequência verifica a existência de dados novos para atualizar a base de dados de sistema.
A arquitetura de alto nível do sistema de importação de dados do IOC está representada na Figura 2.20.
Figura 2.20 - Arquitetura do mecanismo de importação de dados do IOC
Fonte: http://www.redbooks.ibm.com/redbooks/pdfs/sg248201.pdf
Outro método de obtenção de dados do IOC é utilizando APIs Java ou REST (Representational State Transfer) ou então enviando uma mensagem CAP (Common Alerting Protocol) para o sistema. Neste caso, a componente de runtime é ativada pela chamada da API ou uma message-driven bean (MDB) quando esta está a receber mensagens CAP, em vez de ser o scheduler a ativá-la [12].
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Na Figura 2.21 está representado o diagrama do fluxo de importação de dados para o IOC através dos três métodos mencionados.
Figura 2.21 - Diagrama do fluxo de importação de dados do IOC
Fonte: http://www.redbooks.ibm.com/redbooks/pdfs/sg248201.pdf
O método utilizado para a obtenção de dados neste projeto foi uma data
source configurada para uma base de dados DB2. As views do schema viseu em 2.3.4.2
são utilizadas para a representação dos contentores e viagens de recolha no mapa do IOC. A Figura 2.22 mostra parte das configurações feitas para representação de contentores no servidor de desenvolvimento.
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43 2.6.1.2. Versões
O controlo de versões do IOC é tomado como LTS (Long-Term Support), possuindo longos ciclos de manutenção. Possui várias minor releases, sendo a mais atual de momento a 5.1.0.13, lançada a 25-07-2018. A versão utilizada no servidor de produção deste projeto é a 5.1.0.9 e a versão utilizada no servidor de desenvolvimento é a 5.1.0. A
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Figura 2.23 - Versões anteriores do IOC
Fonte: https:// www01.ibm.com/software/support/lifecycleapp/ PLCDetail.wss?from=spf&synkey=F699301E87280N12
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45 2.6.1.3. Autenticação
Como o IOC contém uma interface para o utilizador final, o acesso ao seu portal é feito com autenticação do utilizador. Respeitando normas de segurança e autenticação, foram criados acessos para cada utilizador que teria diferentes responsabilidades no IOC. A tabela destas contas de utilizador pode ser consultada no documento de análise de requisitos, no Anexo A.