7.2 Alternativas propostas
7.2.4 Internet das coisas (IoT)
A longo prazo outra possibilidade viável e eminente, mas que necessita de estudos e regulação no pais é a Self-healing grid através da conexão via a Internet
das coisas (Internet of Things - IoT). Esse recurso depende da rede 5G que está em estudos em vários países e tem previsão para estrar em operação no ano de 2020. Esta tecnologia já se encontra disponíveis e com avançados estudos em países como Coreia, Japão Suécia e Estados Unidos.
Basicamente a rede 5G permitirá a conexão e alta velocidade a todo o tempo onde cada equipamento conectado a esta plataforma estará recebendo e transmitindo informações e sendo um elemento de aprimoramento de informação e sinal em todo o tempo através dos sensores disponíveis nos equipamentos.
Para esclarecer o panorama, cita-se o exemplo hipotético de a queda de condutores de energia no solo devido a queda de uma arvore sobre a rede de energia. De maneira automática o religador mais próximo neutralizaria o defeito e transmite a informação a outros equipamentos que minimizam o impacto da falta de energia através de manobras e conectados à medidores Smart grid, automaticamente informam os consumidores que há falta de energia na residência. Além disso informa automaticamente o centro de operação e uma equipe de campo próxima sobre a necessidade de manutenção no local exato do defeito. A figura 29 demonstra como funcionara a IoT.
Figura 29 - Ilustração de funcionamento da IoT
Contudo atualmente não há estudos no Brasil sobre a uma legislação para o uso da tecnologia, sendo que as bandas atuais utilizadas no mercado Europeu (15GHz) e americano (28GHz) já são utilizadas por outros serviços conforme André Sarcinelli em entrevista ao canal CDTV.
No 61° congresso Painel Telebrasil, em um documento redigido e denominado “Carta de Brasília 2017” a associação apresentou propostas para as autoridades Brasileiras sobre o futuro das comunicações e a IoT:
• Atender às demandas da sociedade, que quer mais acesso à internet, com mobilidade e a qualquer tempo e lugar;
• Ampliar o acesso à internet para incluir milhões de brasileiros que atualmente estão excluídos;
• Alterar a prioridade do atual modelo de telecomunicações, de voz para dados, de telefonia fixa para o acesso à internet em banda larga;
• Incentivar investimentos, permitindo que sejam aplicados em serviços mais demandados pela sociedade e em projetos que acompanhem a evolução tecnológica; • O Plano Nacional para o Desenvolvimento da Internet das Coisas (IoT) deve estabelecer políticas públicas para o desenvolvimento de soluções com IoT e permitir a sustentabilidade da oferta de facilidades no ambiente da internet;
• É necessário isentar serviços de IoT da incidência de qualquer tributo. O PL 7.656/2017 sinaliza nesta direção ao isentar as comunicações máquina a máquina (M2M) de taxas e contribuições;
• A inovação deve ser perseguida pelos agentes públicos ou privados e deve ser promovida nas políticas e regulamentação a serem estabelecidas;
• Incentivar investimentos do setor de telecomunicações, sustentáculo do ecossistema de IoT e promover parcerias público-privada visando o estimulo à pesquisa e o desenvolvimento da internet das coisas para às áreas definidas como prioritárias e do interesse nacional;
• A competitividade e a isonomia na oferta de soluções para a IoT devem ser prioridades no estabelecimento das políticas públicas para a internet das coisas.
• Adotar padrões abertos nas plataformas das redes, para se obter ganho de escala na oferta de soluções de IoT;
• Criação de um ambiente regulatório que viabilize o desenvolvimento das telecomunicações, de forma harmoniosa com os serviços digitais, eliminando assimetrias regulatórias, estabelecendo regras iguais para serviços similares;
• Estabelecer uma política nacional que identifique na cadeia global as tecnologias em que o Brasil pode se inserir de forma competitiva, estimulando a sua adoção, como por exemplo o 5G;
Apresentadas as topologias, cabe a concessionária em momento financeiro oportuno ir direcionando seus investimentos para equipamentos que sejam compatíveis com as tecnologias vindouras e que garantirão melhores lucros e satisfação para clientes e a sociedade.
8 CONCLUSÃO
A comunicação dos equipamentos religadores é um assunto importante e atual. O exposto é justificado pelo impacto direto na mitigação de faltas de energia sendo esta uma necessidade básica da população. Os objetivos do trabalho foram alcançados, haja vista a apresentação de cada item proposto com explanação teórica e prática dos mesmos.
O tanto na apresentação quanto no estudo dos dados recolhidos ao longo da pesquisa, proporcionou gratas descobertas através de comparações de indicadores e analises proporcionais percebeu-se possibilidades de melhorias dentro de ambos os setores e, principalmente, as falhas nos processos.
Os resultados obtidos superaram as expectativas a que o trabalho se propos. Percebe-se claramente que a tecnologia disponível atualmente, se bem empregada em ambos os setores, demonstradas no capítulo 7, poderiam alterar grande e positivamente o quadro atual. A implantação de novas tecnologias como a IoT são uma perspectiva futura viável, podendo ainda ser implantada com tecnologias de topologia de telecomunicação alternativas às apresentadas.
Conclui-se portando que os impactos de comunicação nos equipamentos telecomandados aos indicadores de distribuição da concessionária estudada vêm diminuindo consideravelmente através da implantação de métodos e tecnologias disponíveis. Com o aumento do investimento em manutenção das topologias atuais e em novas tecnologias de comunicação por parte das operadoras pode minimizar ainda mais estes parâmetros ou até mesmo extingui-los. Contudo, todo o processo passa pela adoção/criação de políticas públicas de regimento e controle de cada setor, fato este que, dado o cenário político atual, torna-se quase inviável. Contudo a necessidade do mercado e da população obrigará os governos futuros a buscar alternativas para um ambiente favorável ao desenvolvimento e implementação destas tecnologias que acarretarão em uma mudança no modo de uso da energia elétrica nos próximos anos.
Para trabalhos futuros sugere-se desenvolver um estudo sobre métodos para controle da qualidade do fornecimento de dados pelas operadoras de telefonia. Outro estudo seria quanto às topologias comunicação para implementação da IoT no
ambiente de distribuição de energia com foco na segurança do sistema elétrico e/ou no uso racional da energia e o impacto direto no sistema elétrico nacional.
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