Crédito do imposto pago no exterior: IRPF.
Art. 103. As pessoas físicas que declararem rendimentos provenientes de fontes situadas no exterior poderão deduzir, do imposto apurado na forma do art. 86, o cobrado pela nação de origem daqueles rendimentos, desde que (Lei nº 4.862, de 1965, art. 5º , e Lei nº 5.172, de 1966, art. 98):
I - em conformidade com o previsto em acordo ou convenção internacional firmado com o país de origem dos rendimentos, quando não houver sido restituído ou compensado naquele país; ou
II - haja reciprocidade de tratamento em relação aos rendimentos produzidos no Brasil.
§ 1º. A dedução não poderá exceder a diferença entre o imposto calculado com a inclusão daqueles rendimentos e o imposto devido sem a inclusão dos mesmos rendimentos.
§ 2º. O imposto pago no exterior será convertido em Reais mediante utilização do valor do dólar dos Estados Unidos da América informado para compra pelo Banco Central do Brasil para o último dia útil da primeira quinzena do mês anterior ao do
Países com reciprocidade reconhecida via ato declaratório: Estados Unidos (Ato Declaratório n. 28/2000)
Reino Unido (Ato Declaratório n. 48/2000) Alemanha (Ato Declaratório n. 16/2005)
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IRPJ / IRPF
Crédito do imposto pago no exterior: IRPJ.
Art. 395. A pessoa jurídica poderá compensar o imposto de renda incidente, no exterior, sobre os lucros, rendimentos, ganhos de capital e receitas decorrentes da prestação de serviços efetuada diretamente, computados no lucro real, até o limite do imposto de renda incidente, no Brasil, sobre os referidos lucros, rendimentos, ganhos de capital e receitas de prestação de serviços (Lei n º 9.249, de 1995, art. 26, e Lei n º 9.430, de 1996, art. 15).
Denominação do tributo no exterior e quem arrecada não é relevante.
Artigo 14, par. 1º, IN 213/2002. Para efeito de compensação, considera-se imposto de renda pago no país de domicílio da filial, sucursal, controlada ou coligada ou o relativo a rendimentos e ganhos de capital, o tributo que incida sobre lucros, independentemente da denominação oficial adotada e do fato de ser este de competência de unidade da federação do país de origem.
O crédito é proporcional ao montante do rendimento considerado na apuração do IRPJ.
Artigo 14, par. 1º, IN 213/2002. O tributo pago no exterior, passível de compensação, será sempre proporcional ao montante dos lucros, rendimentos ou ganhos de capital que houverem sido computados na determinação do lucro real.
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IRPJ / IRPF
Benefício fiscal no exterior não gera crédito no Brasil.
Artigo 14, par. 8º, IN 213/2002. Para efeito de compensação, o tributo será considerado pelo valor efetivamente pago, não sendo permitido o aproveitamento de crédito de tributo decorrente de qualquer benefício fiscal.
Cálculo do crédito passível de compensação:
Artigo 14, par. 8º, IN 213/2002. O valor do tributo pago no exterior, a ser compensado, não poderá exceder o montante do imposto de renda e adicional, devidos no Brasil, sobre o valor dos lucros, rendimentos e ganhos de capital incluídos na apuração do lucro real.
§ 10. Para efeito do disposto no parágrafo anterior, a pessoa jurídica, no Brasil, deverá calcular o valor:
I - do imposto pago no exterior, correspondente aos lucros de cada filial, sucursal, controlada ou coligada e aos rendimentos e ganhos de capital que houverem sido computados na determinação do lucro real;
II - do imposto de renda e adicional devidos sobre o lucro real antes e após a inclusão dos lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior.
§ 11. Efetuados os cálculos na forma do § 10, o tributo pago no exterior, passível de compensação, não poderá excedero valor determinado segundo o disposto em seu inciso I, nem à diferença positiva entre os valores calculados sobre o lucro real com e sem a inclusão dos referidos lucros, rendimentos e ganhos de capital, referidos em seu inciso II.
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CSLL
A CSLL incide em bases mundiais, conforme estabelece o artigo 21 da Medida Provisória n. 2.158/2001.
Compensação do imposto pago no exterior.
Artigo 15, IN 213/2002. Art. 15. O saldo do tributo pago no exterior, que exceder o valor compensável com o imposto de renda e adicional devidos no Brasil, poderá ser compensado com a CSLL devida em virtude da adição, à sua base de cálculo, dos lucros, rendimentos e ganhos de capital oriundos do exterior, até o valor devido em decorrência dessa adição.
PIS/COFINS não incidem sobre receitas decorrentes de exportação (artigo 149, par. 2º, I, da CF).
Desoneração na exportação de bens e serviços (artigo 14 da MP n. 2.158/2001, artigo 5º da Lei n. 10.637/2003 e artigo 6º da Lei n. 10.833/2004). No caso da exportação de serviços a desoneração apenas se aplica nos casos em que há ingresso de divisas no Brasil.
O local onde o serviço é prestado não é relevante:
Processo de Consulta nº 63/09
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. EXPORTAÇÃO. NÃO-INCIDÊNCIA. Duas são as condições para a não incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas decorrentes de "exportação de serviços": (i) que o tomador dos serviços seja pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior; e (ii) que o pagamento represente ingresso de divisas no País. Não há qualquer requisito legal relativo ao local da prestação dos serviços. Destarte,é irrelevante o fato de o serviço de propaganda ser executado no Brasil mas veiculado no exterior.
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ICMS
O ICMS não incide sobre operações de exportação (artigo 155, parágrafo 2º, inciso X, “a” da CF, inciso II do artigo 3º da LC n. 87/96).
A imunidade não implica a obrigação de estorno dos créditos (artigo 21 da Lei Complementar n. 87/96).
A LC n. 87/96 garante o direito de transferência do crédito acumulado a terceiros (artigo 25).
STJ: Estados não podem limitar o direito dos contribuintes (ver: AgRg no REsp 1232141 e AgRg no AREsp 151708).
Pode o crédito ser considerado despesa dedutível? REsp 1011531 (Primeira Turma)
3. Com efeito, o núcleo da fundamentação do acórdão explicita que a denegação do pedido formulado em recurso de apelação pela empresa contribuinte, no caso concreto, resultaria em tributação indevida, como se demonstra: A impossibilidade da consideração como custo do ICMS suportado na aquisição de mercadorias, para fins de apuração do lucro, pode não afrontar a capacidade contributiva quando haja, efetivamente, a utilização de tais créditos no pagamento de ICMS e/ou funcione adequadamente a sistemática de ressarcimentos. Porém, em se tratando de empresa exportadora imune ao pagamento de ICMS, que se vê acumulando créditos mês a mês sem que consiga transferir a terceiros tampouco obter junto ao Estado o ressarcimento de tal custo tributário, a norma do regulamento que proíbe que se considere o ICMS suportado como custo (art. 289, § 3º, do Dec. 3.000/99) acaba por implicar a tributação de lucro inexistente, tanto a título de IRPJ como de CSLL. Esse argumento não mereceu impugnação específica.
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ICMS
Pode o crédito ser considerado despesa dedutível? AgRg no REsp 1266868 (Segunda Turma)
TRIBUTÁRIO. EXCLUSÃO DE CRÉDITOS DE ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO IRPJ E DA CSLL. IMPOSSIBILIDADE.
1. Hipótese em que a recorrente pretende a exclusão de créditos de ICMS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, sob o argumento de que não representam renda ou acréscimo patrimonial. [...]
4. "Não se deve confundir disponibilidade econômica com disponibilidade financeira da renda ou dos proventos de qualquer natureza. Enquanto esta última se refere à imediata 'utilidade' da renda, a segunda está atrelada ao simples acréscimo patrimonial, independentemente da existência de recursos financeiros. Não é necessário que a renda se torne efetivamente disponível (disponibilidade financeira) para que se considere ocorrido o fato gerador do imposto de renda, limitando-se a lei a exigir a verificação do acréscimo patrimonial (disponibilidade econômica)." (REsp 983.134/RS, Rel. Ministro Castro Meira, Segunda Turma, DJe 17.4.2008).
O IPI não incide sobre operações de exportação (artigo 153, parágrafo 3º, da CF).
Manutenção do crédito no n. caso de exportação (artigo 5º do Decreto-Lei n. 491/69 e artigo 1º, II, da Lei 8.402/1992).
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IOF
O IOF-Câmbio não incide sobre operações de exportação (artigo 15-A, II, do Decreto n. 6.306/2007).
Desoneração da exportação de serviços:
Lei Complementar n. 116/2003
Art. 2º. O imposto não incide sobre:
I – as exportações de serviços para o exterior do País; [...].
Parágrafo único. Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços desenvolvidos no Brasil, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento seja feito por residente no exterior.
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