A International Organization for Standardization (ISO), foi fundada em 1946, em Genebra. Existe a normatização ISSO para todos os setores industriais, menos os que tem relação com a engenharia elétrica. No Brasil, a ISO é certificada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A ISO 14001, faz parte da família ISO 14000, que por sua vez, contém também outras normas. A família ISO 14000, é uma norma internacional, que propõe diretrizes para as auditorias ambientais, analisa o clico de vida do produto, o rotulo, como está
o desempenho ambiental. Todas essas medidas são importantes para garantir que a empresa está seguindo, de acordo, com o que diz a norma (NASCIMENTO; LEMOS; MELLO, 2008).
A série 14000 é composta por outras normas, para uma melhor compreensão, segue abaixo o Quadro 2.7 com todas as normas, segundo Dias (2009) apud ABNT (1996).
Quadro 2.7: Família de normas 14000
ISO 14001
Sistema de Gestão Ambiental- Especificações para implantação e guia
ISO14004 Sistema de Gestão Ambiental- Diretrizes Gerais ISO14010 Guias para auditoria ambiental - Diretrizes Gerais
ISO 14011
Diretrizes para Auditoria Ambiental e Procedimentos para Auditorias
ISO 14012
Diretrizes para auditoria Ambiental- Critérios de Qualificação
ISO 14020 Rotulagem Ambiental- Princípios Básicos ISO 14021 Rotulagem Ambiental-Termos e Definições ISO 14022 Rotulagem Ambiental- Simbologia para Rótulos
ISO 14023
Rotulagem Ambiental- Testes e Metodologias de Verificação
ISO 14024
Rotulagem Ambiental- Guia para Certificação com base em Análise Multicriterial
ISO 14031 Avaliação da Performance Ambiental
ISO 14032 Avaliação da Performance Ambiental dos Sistemas de Operadores
ISO 14040 Análise do Ciclo de Vida- Princípios Gerais ISO 14041 Análise do Ciclo de Vida- Inventário
ISO 14042 Análise do Ciclo de Vida- Análise de Impactos ISO 14043 Análise do Ciclo de Vida- Migração dos Impactos Fonte: ABNT (1996) apud Dias (2009, p.92)
A série ISO 14000, detém dois focos, uma na avaliação da organização e a outra na avaliação do produto. Vale ressaltar que somente a ISO 14001 Sistema de Gestão Ambiental (SGA), é certificada, e também a única que pode ser auditada, já que os requisitos e diretrizes são considerados obrigatórios. No entanto, a ISO 14004, apesar de não possuir certificação, funciona de forma complementar a ISO 14001, no sentido de que fornece orientações e informações, para atender os requisitos estabelecidos pela 14001 SGA (SEIFFERT, 2011).
Aqui, será detalhado a ISO 14001 do SGA, quais sãos as etapas necessárias para implementar a norma e os benefícios obtidos pela certificação para as organizacionais. Primeiro, a definição do SGA 14001:2004, entende-se que é um sistema, que auxilia na gestão
ambiental da organização, ou seja, ajuda na formação e implementação das políticas ambientais e gerenciamento dos recursos utilizados. O SGA, é um ciclo, se assemelha com o ciclo PDCA (plan, do, check, act) pois para os dois, é necessário o planejamento, fazer (implementar), verificar e controlar na busca sempre a melhoria contínua. É importante, que o SGA envolva todos os setores da organização com uma visão holística (BARBIERI, 2007).
Segundo Barbieri (2007) apud ABNT (2004), os requisitos gerais, procedimentos a serem seguidos para implementação e certificação do SGA, em empresas de qualquer tamanho e atividade, precisam seguir são: primeiro, a empresa deve desenvolver sua política ambiental, que significa dizer quais são suas responsabilidades, estabelece os objetivos e metas ambientais que a empresa vai seguir, é fundamental a que a alta administração na elaboração da política ambiental, seja coerente, com o real impacto ambiental gerado pela empresa. Posteriormente, o planejamento, no qual está incluso os requisitos que empresa deve observar, quais são os aspectos ambientais (uma intervenção da organização processos, produtos e serviços que interferem no meio ambiente), requisitos legais e objetivos e metas.
Com base no autor, os processos seguintes são a implementação e operação, o que inclui: recursos, funções, responsabilidades e autoridades (ter pessoas com funções especificas, capacitadas, e recursos disponíveis para a implementação do SGA); competência, treinamento e conscientização (a importância, das pessoas que estiverem a frente do SGA sejam treinadas, tenham formação adequada para trabalhar a questão ambiental); comunicação (tanto a interna como a externa, comunicar as ações, a política ambiental); documentação (parte fundamental para o SGA); controle de documentos (a organização deve manter organizados, datados legíveis e atualizados); controle operacional (garantir que os procedimentos sigam os objetivos e metas da política ambiental); preparação e respostas às emergências (a empresa deve pensar e possui uma plano de emergência, para os impactos ambientais gerado).
As últimas etapas para implementação da ISO 14001-SGA são a verificação, que contém o monitoramento e medição (se certificar, que tudo está acontecendo como planejado); avaliação ao atendimento ao requisitos legais (a organização deve estabelecer meio para avaliar, de tempos em tempos, a conformidade legal e manter registro disso); não- conformidade, ação corretiva e ação preventiva; (caso tenha alguma não-conformidade, não esteja seguindo um requerimento, deve procurar corrigi-la, ou caso não tenha, buscar sempre ações para prevenir) controle dos registros (faz necessário manter registros de todos as ações
realizadas, de maneira organizada) e auditoria interna (serve, para a organização tomar conhecimento se ocorreu de forma adequado o SGA). Por fim, tem a análise feita pela administração, que tem a função de avaliar o SGA, visando a melhoria contínua (BARBIERI,2007).
Para as empresas, que adotam o SGA, seja de pequeno, médio ou grande porte, os benefícios resultantes do sistema, abrange a todos. Para os Nascimento, Lemos e Mello (2008, p.209), o SGA pode favorecer a organização quando:
Um SGA eficaz pode possibilitar às organizações uma melhor condição de gerenciamento de seus aspectos e impactos ambientais, além de interagir na mudança de atitudes e de cultura da organização. Pode também alavancar os seus resultados financeiros, uma vez que atua na melhoria contínua de processos e serviços.
Apesar do SGA ser aplicável a empresas de variados portes e segmentos, as pequenas e médias empresas possuem algumas dificuldades, em sua estrutura e gerenciamento, para implementar o SGA, diferente de grandes empresas, que em sua maioria, são as que mais implementam a ISO 14001. Os obstáculos para adotar a ISO 14001 por pequenas e médias empresas, passa pela estrutura e recursos financeiros, o pouco entendimento da importância da questão ambiental, portanto, reduzir seus impactos, as pressões externas (mercado, legislação) ainda não são suficientes para que as empresas, adotem o sistema. Outra questão levantada, é que as pequenas e médias empresas precisem de uma consultoria, ajuda externa, para considerando suas possiblidades, atender a todos os requisitos da norma do SGA (SEIFFERT, 2011).
Para as empresas, que superam os obstáculos, e decidem pela adoção do SGA, além de estar atendendo a legislação ambiental, especifica para sua atividade, ao mesmo tempo obtém outras vantagens, que serve como motivação para mais empresas. Resulta do SGA, melhora na imagem da organização, que passa a ser vista por seus stakeholders (grupos de interesse) como proativa, agrega benefícios para a produção e os produtos, como redução de custos, aumento da qualidade, inovação, diminui os ricos de sofrer penalidade legais, referentes aos impactos ambientais e acidentes, possibilidade de novos mercados, tanto nacional como internacional. Diante do exposto, compreende-se a importância do SGA para a organização e sociedade, sendo um instrumento importante para o desenvolvimento sustentável (SEIFFERT, 2011).