Autor: Daniel Mendonça Rodrigues Orientador: Prof. Dr. Aroldo Misi
Área de Concentração: Petrologia, Metalogênese e Exploração Mineral
O Greenstone Belt do Rio Itapicuru que se encontra no Bloco Serrinha, porção nordeste da Bahia, apresenta vários depósitos auríferos de interesse econômico, sendo os mais importantes os depósitos da Fazenda Brasileiro localizados a leste de Teofilândia e os depósitos da Fazenda Maria Preta situados 30 km a norte de Santa Luz. A Faixa Mansinha faz parte do conjunto de depósitos da região da Fazenda Maria Preta e é caracterizada por rochas vulcânicas acidas, tufos vulcânicos e rochas metassedimentares em um ambiente de fácies xisto verde com várias zonas de cisalhamento com direções N/S. Embora vários estudos já tenham sido feitos nos depósitos da Fazenda Brasileiro e alguns estudos nos depósitos da Fazenda Maria Preta, não há pesquisas relacionadas à Faixa Mansinha. Por esse motivo foi planejado um projeto para o estudo metalogenético dessa área, objetivando a descrição petrologica das rochas utilizando analises geoquímicas de rocha total e lâminas petrográficas e o entendimento do comportamento dos fluidos e interação desses com as rochas através de análises de inclusões fluidas. O entendimento da Metalogênese da área contribuirá para futuros modelos de distribuição do ouro e melhor aproveitamento econômico na extração. Até o momento foram identificados 7 litotipos, sendo eles: metacherts, filitos, veios de quartzo, metariolitos, metatufos vulcânicos, metandesitos e material carbonoso. Todos os litotipos tem orientação preferencial N/S devido a orogênese regional que orientou toda a porção norte e central do GBRI e apresentam alteração sericítica e carbonatada, devido ao hidrotermalismo oriundo das zonas de cisalhamento, com maior intensidade próximo aos veios de quartzo. Existem quatro gerações de veios de quartzo e todas se apresentam mineralizadas. A primeira geração é a principal, composta por veios tabulares subverticais orientados no sentido NNW/SSE e com espessura de 70 cm até 2 metros, as outras gerações de veios tem espessura máxima de 40 cm e com orientações diversas. A paragênese dos veios compreende quartzo, calcita, pirita, calcopirita, albita e ouro. O estudo das inclusões fluidas possibilitará a identificação da composição do fluido mineralizante, a variação composicional dele através dos pulsos hidrotermais e sua relação com a mineralização. Analises geotermometricas também serão realizadas com as inclusões fluidas, possibilitando a identificação da temperatura do fluido no momento da cristalização.
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QUIMIOESTRATIGRAFIA E EVOLUÇÃO DAS SEQUÊNCIAS
NEOPROTEROZOICAS DA SUB-BACIA DE CAMPINAS-BA (OU
RIO SALITRE) COM IMPLICAÇÕES METALOGENÉTICAS PARA
PB, ZN E FOSFATO
Autor: André Lyrio de Carvalho Figueiredo Orientador: Prof. Dr. Aroldo Misi
Área de Concentração: Petrologia, Metalogênese e Exploração Mineral
As sequências neoproterozoicas estão associadas a uma acumulação ocorrida durante eventos extensionais relacionados à quebra do supercontinente Rodínia entre 900 e 600 Ma. Estes sedimentos foram depositados em dois tipos de feições tectônicas. Uma relacionada com a deposição dominantemente carbonática em ambientes de mares epicontinentais rasos, e uma outra associada às sequências carbonáticas e siliciclásticas depositadas em bacias de margem passiva que bordejam áreas cratônicas, estando associadas às faixas móveis da orogenia Brasiliana/Pan-Africana. Uma variada gama de depósitos minerais, alguns deles em produção, está associada à evolução destas coberturas, dentre eles os depósitos de Pb, Zn e de Fosfato. A Sub-bacia de Campinas ocorre na região centro-norte do Estado da Bahia, inserida no contexto do Cráton do São Francisco. Caracteriza-se por ser uma bacia intracratônica e suas sucessões neoproterozoicas são representadas pelo Grupo Una. Historicamente, este grupo tem sido dividido em duas formações: (1) Bebedouro, composta por diamictitos glacio-marinhos na porção basal e (2) Salitre, constituída por sequências carbonáticas que foram subdivididas em unidades informais (C, B, B1, A e A1), sendo que na área de estudo, ocorrem somente os dolomitos de capa vermelhos e argilosos da unidade C, os calcilutitos interestratificados da unidade B, os calcarenitos cinza-claros com estromatólitos da unidade B1, que contém as principais ocorrências de fosfato da sub-bacia, e os calcarenitos oncolíticos escuros e ricos em matéria orgânica da unidade A1. O objetivo geral desta pesquisa é desenvolver e propor possíveis modelos de evolução dos processos de sedimentação e dos paleoambientes na Sub-bacia de Campinas, com foco na geração de fosforito e controles estratigráficos dos depósitos de Pb-Zn. Os objetivos específicos são: (a) executar mapeamento e seções geológicas de detalhe; (b) realizar estudos de quimioestratigrafia; (c) estudar a possibilidade de correlações interafloramentos; (d) publicar resultados para comunidade científica e setor da mineração. As implicações econômicas de estudos dessa natureza são relevantes, levando-se em conta que o fósforo, principalmente, é um importante elemento de fertilização, destacando-se os de origem sedimentar que constituem as mais importantes fontes de fósforo. Cientificamente, o estudo desta bacia é importante, com base na análise e interpretação dos dados de campo e analíticos que venham elucidar informações paleoambientais de extrema importância para o melhor entendimento da evolução destes pacotes sedimentares, bem como da origem dos depósitos. A metodologia utilizada para a realização deste projeto está
43 caracterizada da seguinte maneira: (1) Fase Preliminar baseada em uma detalhada pesquisa bibliográfica que é contínua no decorrer do trabalho; (2) Fase de Campo composta por amostragem de metro em metro e confecção de seções geológicas de detalhe dos diversos tipos litológicos aflorantes na área; (3) Estudos petrográficos realizados através da descrição de lâminas delgadas; (4) Seleção e preparação de amostras para estudos litogeoquímicos e quimioestratigráficos (isótopos estáveis); (5) Análises de laboratório – (i) Litogeoquímica: análises químicas de elementos maiores, menores e traço; (ii) isótopos estáveis de carbono e oxigênio que indicam possíveis ambientes de sedimentação, e análises da razão 87Sr/86Sr que podem indicar a idade relativa; e (6) Fase de Escritório com interpretação e integração dos dados obtidos. Através dos trabalhos de campo até aqui realizados foi possível identificar as diversas unidades estratigráficas, bem como localizar ocorrências de anomalias de fósforo, confirmadas com dados de análise química, associadas principalmente à unidade B1 da Fm. Salitre, o que evidencia (e confirma) um nítido controle estratigráfico dessas ocorrências.
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