rior a 80% nos lares das crianças de NSE baixo. Refere-se aos brinquedos que exigem movimentos finos dos dedos (.80,7%), ge - ralmente o barro, a massa para modelar, pinturas, recortes, lá pis de cor.
Comparando-se os grupos, verifica-se que as maiores di
ferenças entre eles, relaciona-se aos brinquedos específicos para o ensino das letras, dos números, das formas, dos tamanhos, das cores, dos nomes dos animais, diferença favorável ao grupo de NSE alto.
Os brinquedos que utilizara músculos grandes (vassoura ,
centual dos sujeitos que possuem o material indicado.
T ABELA 11
Distribuição percentual das crianças que relacionado
de movimentos finos dos dedos 92,8 80,7
de faz de conta 78,5 61,5
Considerou-se que havia interação quando a criança soli citava e o adulto correspondia a essa solicitação. No caso de desinteresse, tanto por parte da criança como por parte da mãe, considerouse que havia ausência de interação. Esta ava -liação foi feita mediante questões que se referiam ã aprendiza gem de algumas atividades como: escrever o nome, aprender o no me das letras, ler palavras isoladas, aprender musicas ou can
tos, aprender a contar, aprender o nome das cores e as horas . A Tabela 12 apresenta as porcentagens globais médias ob tidas neste indicador, segundo o N5E.
TABELA 12
Interesse da mae e m ensinar e da criança e m aprender NSE ALTO
%
NSE BAIXO
% - crianças que solicitam aos pais o en
sino (escrever, contar, horas, etc.)
85,6 77,9
- pais que atendem ãs solicitações 86,6 74,1
Os itens que revelaram maior interesse no grupo de NSE alto, são referentes a aprender as cores, vindo a seguir, apren der a escrever o nome, a ler palavras e aprender a contar. E o de menor interesse foi quanto ao aprendizado de música ou can
to .
No grupo de NSE baixo, o item que revelou maior interess se referiu-se a aprender a contar, vindo a seguir o interesse em aprender a escrever o prõprio nome e o item de menor interes se também foi quanto ao aprendizado da música ou canto.
Os resultados não indicaram diferenças significativas entre os grupos de NSE alto e baixo, embora o grupo de NSE al
to ter apresentado porcentagens mais altas nos dois aspectos considerados. No entanto, observou-se um dado interessante: no grupo de NSE alto, a porcentagem de pais que atendem às solici tações dos filhos ou tentam lhes ensinar algo é superior â por centagem das crianças que solicitam aos pais. Por outro lado , no grupo de NSE baixo, observou-se o inverso, pois a porcenta
gem de crianças que solicitam aos pais ê superior à porcenta - gem dos pais que atendem âs solicitações.
Interação verbal.
O desenvolvimento da linguagem - função que desempenha papel dos mais importantes no adequado desenvolvimento intelec tual, cognitivo e global da criança - ocorre, primordialmente, por meio da interação verbal. Como foi do interesse da pesqui
sa, conhecer os hábitos de interação verbal no ambiente fami - liar, analisaram-se tanto as características de verbalização das crianças, como os hábitos e atitudes dos pais no contato com os filhos.
Como se depreende dos dados obtidos, não se encontraram diferenças na quantidade de interação verbal tentada pela crian ça. No entanto, com relação as atitudes de aceitação e estimu
lo â interação por parte dos pais, as diferenças entre os dois grupos são grandes, è consideravelmente maior o número de pais de NSE alto que deixam os filhos participarem de suas conver - sas e respondem ãs suas p e r g u n t a s .
As porcentagens obtidas neste indicador encontram-se na Tabela 13.
TABELA 13
Interaçao verbal da criança com os pais
CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS NSE ALTO
%
Partindo do pressuposto de que quanto maiores a estimu-lação e o número de experiências, melhores as possibilidades de desenvolvimento da criança, investigaram-se alguns estímu - los mais indiretos, como o número de pessoas que freqüentam a casa, visitas, saídas da criança na vizinhança, assistência à televisão e lugares em que a criança foi levada a passeio.
As diferenças mais evidentes situam-se nas possibilida
des de obter experiências por meio de passeios a lugares varia dos, aspecto no qual as crianças de NSE alto são mais favoreci das. Também são significativas as diferenças entre o número de contatos que as crianças de cada grupo têm com adultos que vi
sitam suas casas.
Estes dados são indicados n a Ta b e l a 14.
TÄBELA 14
Exposição da criança a novos ambientes NSE ALTO
(%)
NSE BAIXO ' (%) Família recebe visitas uma ou
vezes por semana
mais 23 82,1 15 57,6
Numero medi o de adultos visitantes na ultima semana
X = 4,1 X = 2,8
Vezes por semana que a criança sai de casa
X = 2,25 X = 2,6
Horas diãrias de a ssistência a TV X = 2,6 X = 2,3
Lugares e m que foi passeas no ano anterior
Centro da cidade 16 57,1 14 53,8
Circo 7 25,0 3 11,5
Zoologico 15 53,5 9 34,6
Praia 23 82 ,1 7 26,9
Auditorio de TV 1 3,5 -
-Cinema 11 . 39,2 2 7,6
Teatro 5 17,8 -
-Aeroporto 11 39,2 2 7,6
Campo, fazenda 16 57,1 7 26,9
Outros 14 50,0 8 30,7
Media das Porcentagens dos passeios
X = 42,45 X = 19,96
Nível de leitura.
Um ambiente onde hã familiaridade com a palavra escrita exerce significativa influência sobre a realização escolar e o enriquecimento intelectual da criança; essa ê uma tese pacifi
camente aceita. Assim, investigaram-se nesse fator os hábitos de leitura da família, em relação a jornais, revistas e livros.
Classificaram-se as revistas em dois tipos: as "de olhar"3 (como as de fotonovelas, as de reportagens fotográficas, as es portivas etc.), que exigem menor nível de familiaridade com a
leitura, e as "de ler" , nas quais os textos predominam sobre as ilustrações, revelando um interesse intelectual mais acentua do.
d) Verificação das Hipóteses.
A seguir são apresentados os resultados relativos à v e rificação de cada uma das hipóteses.
Hipótese 1 - Para a verificação da hipótese de que crian ças da mesma faixa etária, de nível sõcioeconômico alto, de -senvolvem mais precocemente a noção de conservação do que cri
anças de nível sócio-económico baixo, foi empregada a análise de variância para a diferença de médias.
Utilizou-se para o cálculo da análise de variância, a freqüência de crianças não conservadoras em 'relação a cada prova de conservação.
Os resultados, os quais podem ser vistos na Tabela 16 , indicam haver uma diferença significativa entre os grupos, fa
vorável àqueles de nível sócio-económico alto, o que confirma a primeira hipótese. Para a verificação da significância das diferenças aplicou-se o teste de Tuckey (1949).
T ABELA 16
Análise de Variância da Diferença de Medias ___
NSE ‘
-PRÉ-ESCOLARIZAÇÃO
NSE ALTO 10,00
(sem pre)
NSE ALTO 8,17
(com pre)
NSE BAIXO 12,17
(com pre)
NSE BAIXO 15,00
(sem pre)
Trabalhou-se para essa analise de variância com o grupo de crianças não conservadoras, por se tratar na maioria das vezes, das maiores freqüências.
Entretanto, usou-se outra técnica de análise de variân
cia - a classificação hierárquica para dois critérios - para a verificação da precocidade em relação â noção de conservação.A opção por esta técnica deu-se por possibilitar a utilização nos cálculos, do número total de sujeitos, tanto os sujeitos con -servadores, como os não con-servadores, nas provas aplicadas.
No primerro cálculo, a hierarquização considerada foi o fator nível sõcio-econômico alto e baixo, isto é, a freqüência de sujeitos conservadores e não conservadores, nas diferentes provas de conservação, em cada grupo sécio-econômico.
Ao serem comparados os resultados apresentados pelos su jeitos dentro dos dois grupos sécio-econômicos, alto e baixo , verificou-se haver diferenças significativas entre os sujeitos conservadores e não conservadores
[ (F= 22,88; GL= 10/36; P < 1%) - ( F= 1,25; GL— 10/36; P >: 5%) ].
Entretanto, este mesmo resultado não se confirmou entre as pro vas, isto é, não se constatou diferença significativa entre su jeitos conservadores e não conservadores, ao se comparar seus desempenhos nas seis provas de conservação do C.A.C.C.: espaço bi-dimensional, número, substância, quantidade contínua, peso e quantidade descontínua.
A Figura'2 indica a porcentagem de sujeitos conservado
res nas diferentes provas de conservação, de acordo com os ní
veis socio-econômicos alto e baixo. Analisando-se esta Figura, pode-se verificar a coerência entre as médias gerais obtidas
pelo emprego da análise de variância e em porcentagem nas dife rentes provas aplicadas, pois a freqüência de sujeitos conser
vadores de nível sócio-econõmico alto ê superior aos de nível sõcio-econômico baixo.