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Quanto à jornada de trabalho dos profissionais da enfermagem, o hospital contempla as diferenças de horários no complexo hospitalar com a divisão dos turnos de trabalho, denominado escalas. Os profissionais de enfermagem exercem suas atividades em horários diurnos e noturnos, obedecendo à escala de plantão. Os cuidados aos pacientes não podem ser interrompidos. A equipe de enfermagem no exercício da

atividade pode enfrentar rodízios de escalas, quando acontece o absenteísmo por motivo de licença médica, ou ausência dos profissionais, que precisam ser substituídos. No complexo hospitalar estudado, há três horários estabelecidos para o cumprimento da rotina trabalhista:

a) 07h às 13h, horário matutino (período do turno da manhã); b) 13h às 19h, horário vespertino (período do turno da tarde); c) 19h às 07h, horário noturno (período do turno da noite).

As atividades profissionais que abrangem este estudo apresentam diferenças de horários em jornada de trabalho, porque o hospital funciona 24h todos os dias do ano, sete dias na semana. O hospital possui a sua equipe de enfermagem em regime de Consolidação das Leis do trabalho (CLT) e em regime jurídico único (RJU). Na jornada de trabalho diurno, nas duas modalidades de contratação a escala é de 30hs semanais com um dia de folga na semana. Os horários diurnos de trabalhos estão fixados em manhã de 7h às 13h ou à tarde de 13h às 19h. Assim, o profissional completa a sua carga horária com o gozo de um dia de folga na semana, antes de retornar à sua rotina laboral. As duas modalidades de contratação, têm apenas em comum o intervalo de 15 minutos para o cumprimento de horário café. Na jornada de trabalhos noturnos, duas escalas 12X36h e também 12X60h, de acordo com a modalidade de CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e RJU (Regime Jurídico Único).

Na jornada de trabalho noturno neste complexo hospitalar, a modalidade de contratação é o RJU, a escala é de 12X60h, o que quer dizer que o profissional dessa escala trabalha uma noite e folga duas noites. Assim, completa a sua carga horária com o gozo do período de folga trabalhista de 60 horas subsequentes, antes de retornar à sua rotina laboral. Na outra modalidade, CLT, a jornada de trabalho noturno segue a escala de 12X36h, o que quer dizer que o profissional dessa escala trabalha uma noite e folga uma noite. Assim, completa a sua carga horária com o gozo do período de folga trabalhista de 36 horas subsequentes, antes de retornar à sua rotina laboral. As duas modalidades de contratação têm apenas em comum para o

cumprimento do horário noturno, o intervalo de duas horas para refeição/descanso e, a escala diurna segue os mesmos padrões de cumprimento de horário.

Conforme Greco (2004):

[...] a administração em enfermagem passa a ser vista como uma função inerente ao trabalho do enfermeiro, pois para que se possa realizar qualquer procedimento em enfermagem é necessário que se pense, se avalie a ação a ser desenvolvida, que sejam providenciados os recursos para a realização da atividade, que o ambiente seja preparado para tal, enfim que os conhecimentos da administração sejam colocados em prática (GRECO, 2004, p. 507).

Na passagem de plantão, o técnico e o enfermeiro se encontram e trocam dados sobre os pacientes. Conforme Knodel (2011) é a habilidade de diálogo, quando, acontece a troca de informações em que essa categoria de profissionais se reúne. Visto que “a comunicação é sempre um dos itens de pontuação mais baixa nas pesquisas de satisfação da equipe”. Dovera e Silva (2011) relatam que na troca do plantão, a enfermagem que vai passar plantão dá continuidade às informações e procedimentos que foram realizados com o paciente e alterações/ou intercorrências no quadro das doenças, exames marcados, informes sobre cirurgias com a equipe que está entrando no plantão. Assim, a assistência ao paciente terá sequência em relação ao turno anterior, ou seja, o paciente terá acompanhamento garantido nos três turnos. Neste âmbito hospitalar, a troca de plantão/turno tem duração, em média, de 15 minutos antes de iniciar o próximo plantão, intervalo que garante que a próxima equipe assuma o enfermo, preservando a qualidade de vida dos pacientes.

Como recurso para reduzir o absenteísmo no local pesquisado, é utilizado APH, que são plantões hospitalares autorizados, considerados como horas extras, para substituição de funcionários afastados por motivos de licenças médicas, capacitação e férias. A equipe de enfermagem, nas horas livres, pode trabalhar em plantões de 12 horas em seus próprios setores ou em setores diferentes, para cobrir necessidades de escalas de trabalho, dentro do complexo hospitalar. As horas extras na jornada de trabalho para a enfermagem são opcionais, e são limitadas a dois plantões de 12 horas por semana, para aqueles que “necessitam enfrentar dupla atividade, o que pode interferir em alguns aspectos referentes à qualidade de

vida do trabalhador” (PAFARO; MARTINO, 2004, p. 155).

Este estudo pretendeu verificar a qualidade de vida dos profissionais da equipe de enfermagem que trabalham à noite, considerando também as diferentes modalidades de contratação presentes no mesmo setor. Seguindo a convivência com os pacientes e as condições do trabalho no impacto do trabalho da enfermagem em ambiente hospitalar. Este hospital é um ambiente gerador de pressões no trabalho, por ser um local com riscos biológicos, com barulho interno de equipamentos (disparos dos alarmes das bombas de infusão) e barulho externo por estar situado em área hospitalar de grande fluxo de veículos (SANFELICE; SHIMO, 2014).

O capítulo do referencial, a seguir, dá suporte técnico às indagações propostas na problematização e descreve as ações propostas nos objetivos geral e específicos respectivamente.

3 REFERENCIAL TEÓRICO

Este capítulo contempla as teorias que darão suporte à proposta da pesquisa. Um estudo teórico especialmente sobre a equipe de enfermagem, dentro de uma administração organizacional hospitalar. Primeiramente o profissional da enfermagem contextualizado em seu ambiente; depois na sequência, a cronobiologia e o relógio biológico; qualidade de vida; trabalhos noturnos e impactos na qualidade de vida profissional; trabalho em turno e o sono; sono e os distúrbios do sono contextualizado no trabalho noturno, que se subdivide em seção terciária, a saber: insônia e sonolência excessiva; a seção 3.7 é a seção distúrbio do ritmo circadiano do sono. Em seguida, ciclo sono-vigília e finalizando com a higiene do sono.

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