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APÊNDICE A – CONCRETO LEVE COM POLIURETANO (PU) 135 1 Características dos Concretos dos Modelos com PU

4. LAJES DE CONCRETO ARMADO

4.2. Lajes Nervuradas

A ABNT NBR 6118:2007 define lajes nervuradas como lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos positivos está localizada nas nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte. Nas lajes nervuradas, as nervuras, unidas e solidarizadas pela capa, proporcionam resistência e rigidez, não sendo considerada a resistência do material de enchimento na resistência da laje, em que uma seção típica é apresentada na Figura 4.2.

Esse tipo de laje é indicado quando é necessário vencer grandes vãos, com quantidade reduzida de pilares e vigas, ou resistir a ações verticais de grande intensidade, podendo ser armadas em uma ou duas direções (unidirecional ou bidirecional), em função da existência de nervuras em apenas uma ou nas duas direções.

Como material de enchimento, podem ser utilizados: blocos cerâmicos furados, blocos de concreto, blocos de concreto celular autoclavado, EPS, entre outros. Também podem ser utilizadas fôrmas removíveis, resultando nervuras aparentes, como a laje do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC – USP, ilustrada na Figura 4.3.

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Figura 4.2 – Seção transversal de uma laje nervurada (dimensões em centímetros). (BASTOS, 2005)

Figura 4.3 – Laje nervurada do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC - USP.

As lajes nervuradas podem apresentar vantagens sobre as maciças, como redução do consumo de concreto, com consequente diminuição do peso próprio, menor consumo de aço e maior capacidade para vencer grandes vãos. Alguns tipos, como as com vigotas treliçadas pré-fabricadas, levam a economia com fôrmas e cimbramento. No entanto, apesar dessas vantagens das lajes nervuradas, podem ocorrer dificuldades como:

• compatibilização com outros subsistemas, como instalações e vedações; • maior número de operações de montagem;

• impossibilidade de projetar modulação única para o pavimento todo;

• necessidade de maiores cuidados durante a concretagem, para evitar vazios nas nervuras; • problemas na fixação dos elementos de enchimento;

LAJES DE CONCRETO ARMADO

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Nas lajes nervuradas são comuns as nervuras constituídas por vigotas treliçadas pré- fabricadas. Nesse sistema, também existe a divisão entre lajes unidirecionais, constituídas por nervuras principais longitudinais dispostas em uma única direção, podendo ser empregadas também algumas nervuras transversais perpendiculares às principais, e bidirecionais, constituídas por nervuras principais nas duas direções.

As lajes nervuradas com vigotas pré-fabricadas são constituídas por vigotas de concreto e armadura, ilustradas na Figura 4.4, blocos de enchimento e capa superior de concreto.

Figura 4.4 – Vigota treliçada pré-fabricada. (FAULIM, 19988 apud BASTOS, 2005)

Nas vigotas treliçadas, a armadura das nervuras tem a forma de uma treliça espacial com barras soldadas, em que o banzo inferior, envolvido por concreto, é constituído por duas barras e o banzo superior por uma, sendo unidos por barras diagonais inclinadas, como detalhado na Figura 4.5.

Figura 4.5 – Armadura da vigota em forma de treliça espacial. (FAULIM, 19988 apud BASTOS, 2005)

Essa disposição proporciona rigidez ao conjunto, facilidade no transporte e manuseio das vigotas já prontas e aumento da resistência às forças cortantes. Tais vigotas, em conjunto com a capa de concreto, fornecem a resistência necessária à laje, atuando no sentido de resistir aos momentos fletores e às forças cortantes, além de servir de apoio ao material de enchimento.

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As vigotas podem ter barras longitudinais adicionais, para possibilitar vencer maiores vãos por meio do aumento da resistência à flexão. A armadura positiva é composta por barras de aço dispostas ao longo do comprimento das nervuras, somando-se às barras do banzo inferior, de acordo com o projeto da laje. Podem também ser colocadas na obra, sobre a base de concreto da vigota, como se indica na Figura 4.6. Neste caso, elas têm menor altura útil e, portanto, menor eficiência.

Figura 4.6 – Armadura longitudinal complementar positiva. (FAULIM, 19989 apud BASTOS, 2005)

Quando necessário, a armadura superior longitudinal adicional é posicionada na obra, próxima à face superior da capa, como indicado na Figura 4.7, de modo a aumentar a resistência da laje aos momentos negativos.

Figura 4.7 – Armadura longitudinal complementar negativa. (FAULIM, 19989 apud BASTOS, 2005)

Empregam-se, também, armaduras de distribuição, transversais às nervuras e sobre a barra do banzo superior da treliça, como indicado na Figura 4.8, com o objetivo de aumentar a resistência da capa à flexão e à força cortante e melhorar a ligação entre a capa e as nervuras.

Figura 4.8 – Armadura transversal complementar na capa. (FAULIM, 19989 apud BASTOS, 2005)

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Nos casos das lajes bidirecionais ou de armaduras secundárias positivas, as nervuras transversais também exercem função de travamento lateral das nervuras principais, uniformizando o comportamento estrutural das nervuras e redistribuindo os esforços solicitantes, como apresentado na Figura 4.9.

Figura 4.9 – Nervura transversal às vigotas treliçadas. (FAULIM, 199810 apud BASTOS, 2005)

Em comparação com as lajes maciças e nervuradas, as lajes com vigotas treliçadas pré-fabricadas podem apresentar as seguintes vantagens:

• redução ainda maior do peso próprio; • facilidade de montagem do sistema;

• redução de escoras, com os elementos de enchimento apoiando-se sobre as nervuras; • execução simples e rápida;

• pequeno desperdício de materiais durante a montagem; • menor volume de concreto e armaduras;

• redução da mão de obra; • redução do custo da estrutura.

Em contrapartida, esse sistema apresenta como desvantagens as dificuldades na execução de instalações prediais e os valores dos deslocamentos transversais, bem maiores do que aqueles apresentados pelas lajes maciças de mesma espessura.

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