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Larvas de último instar ( Figs 19-26) Escolos

Classificados segundo PETERSON (1962), como escolos com ramificações do tipo espinho, variando interespecificamente quanto ao tamanho.

Placas

Aparecem como elevações no tegumento, com cerdas variando em número e coloração, entre amarelas e marrom claro hialinas ou totalmente translúcidas em todos os instares, as placas citadas para o tórax ocupam a mesma posição no corpo da larva de 1º instar, porém apenas na placa pronotal há o acréscimo de um par de escolos e várias cerdas simples. As demais apresentam apenas o acréscimo de cerdas simples e estão representadas na larva de 1º instar pelas placas que contem as cerdas subdorsais, laterais e subventrais respectivamente.

No abdome, as placas aparecem subventralmente em A1, A2 e A7-A9, acima das coxas dos larvópodos de A3-A6, na área supraespiracular de A9, e no paraprocto em A10. As cerdas destas placas aparecem como caracteres secundários,

Arredondada, sem escolos, com variação interespecifica na coloração, passando do marrom enegrecido até o verde azulado; com várias cerdas secundárias amarelo claro hialinas. Mandíbulas, antenas, maxilas, lábio e estemas marrom escuros, alvéolo antenal e clípeo amarelo esbranquiçado.

Tórax

Protórax com um par de escolos dorsais voltados para frente da cabeça, localizados nas laterais da placa pronotal, elíptica. Na área supraespiracular uma elevação no tegumento, formando uma placa castanha. Entre a cabeça e o espiráculo de forma circular e marrom claro, uma placa castanha, semelhante à anterior, triangular, porém pouco menor. Abaixo, na área subespiracular acima da coxa, outra placa castanha e elíptica.

Ventralmente, entre a cabeça e o primeiro par de pernas, presente em todos os instares, a glândula jugular eversível (PETERSON 1962), representada por uma dobra no tegumento em direção às peças bucais quando em repouso.

O meso e o metatórax apresentam um par de escolos dorsais, e um outro na linha do espiráculo protorácico, classificados como laterais em NIJHOUT (1991) e apresentado como uma das sinapomorfias para Heliconiinae, onde o gênero Actinote está incluído e tratado como pertencente à tribo Acraeini. Porém, o escolo lateral de T2 está pouco acima desta linha, estando ambos próximos ao

início de cada segmento. Abaixo dos escolos dorsais na região supraespiracular, há uma placa semelhante a do protórax tanto no meso como no metatórax, assim como na mesma linha dos espiráculos abdominais, e uma placa lateral marrom clara, circular com o diâmetro semelhante ao dos espiráculos abdominais com cerdas em T2 e T3. Acima das coxas meso e metatorácicas, subespiracular, placa marrom clara, em meia-lua.

Envolvendo cada uma das coxas torácicas, há uma placa castanha, em ferradura, com várias cerdas cuja abertura é látero-ventral. As pernas torácicas são castanhas enegrecidas com cerdas claras; trocânter estreito, fêmur, tíbia, tarso e garra tarsal distintos.

Abdome

Segmentos A1-A8 com um par de escolos dorsais, um supraespiracular e um subespiracular. Na região subespiracular de A1-A2 e A7-A9 placa marrom clara, arredondada. A9 com um par de escolos dorsais, sendo que na linha dos escolos supraespiraculares abdominais em A9 aparece uma placa marrom clara, arredondada. Segmento anal com um par de escolos supraespiracular. Entre estes escolos está a placa suranal, castanha, quadrangular, limitando a abertura anal superiormente. Lateralmente, na região do paraprocto, a abertura é limitada por placa localizada posteriormente à placa do larvópodo de cor marrom clara e em forma de meia lua.

Acima da coxa dos larvópodos A3-A6 placa subespiracular, arredondada, marrom clara. As laterais dos larvópodos com cerdas contidas nas placas dos larvópodos, mais evidentes no anal, devido este apresentar coloração escura.

Ganchos da planta são marrons com disposição unisseriada biordinal.

Espiráculos circulares, marrons e menores que o torácico, com exceção do oitavo par que é similar.

Larvas com dois padrões básicos de ornamentação; no mais simples, a coloração e os desenhos quadrangulares em torno da base dos escolos é uniforme em todo o corpo, que pode ser marrom escuro ou avermelhado, como em Actinote discrepans (Fig. 21) e Actinote genitrix (Fig. 22), verde azulado como em Actinote dalmeidai (Fig. 20) ou ainda preto azulado, como em Actinote mamita mitama (Fig. 26).

No segundo tipo, ocorre a coloração geral preto ou cinza azulado, na porção mediana, e marrom claro rosado, nas porções anterior e posterior, como em Actinote carycina (Fig. 19), Actinote melanisans (Fig. 23), Actinote pyrrha pyrrha (Fig. 24) e Actinote surima surima (Fig. 25).

Pupa (Figs 27-29)

Pode variar do branco ao amarelado, com faixas ornamentadas em marrom escuro e marrom amarelado, com várias cerdas distribuídas pelo tegumento e imperceptíveis ao olho nu. Espinhos abdominais dorsais com duas formações:

com cinco pares médios ou longos (Figs 27-28) e a outra com seis pares curtos (Fig. 29).

Cabeça distinta do pronoto. Antenas se estendem lateralmente contornando dorsalmente os olhos, descendo ventralmente entre as pernas e as asas mesotorácicas até o quarto segmento abdominal, marginados de marrom, desde o pedicelo até o ápice e entre este, contorno de cor amarela. Ventralmente, o

esclerito frontoclipeal com cerdas marrom claro é separado do vértice por contornos de coloração castanha. Labro contornado de marrom escuro, de aspecto semicircular e posterior ao frontoclípeo, entre um par de escleritos arredondados que constituem o pilífero; abaixo do labro, em forma de losângulo e entre as gáleas, está a epifaringe. Gáleas, contornadas de marrom e entre estas pela cor amarela, ocupam o centro da região ventral do tórax e dos quatro primeiros segmentos abdominais.

Pronoto, meso e metanoto marcado por duas elevações simétricas, com duas, três e duas faixas marrom escuras entre estes pontos. Pro, meso e metatórax com cerdas claras. Pernas pro e mesotorácicas localizadas entre as gáleas e as antenas, pernas metatorácicas entre o ápice das antenas e a frente do ápice das gáleas sobre o segmento A4. Espiráculo torácico dorso-lateralmente entre o pronoto e o mesonoto. Asas mesotorácicas com o contorno da venação marrom e contíguos às antenas.

Abdome formado por dez segmentos, sendo os três primeiros e a metade anterior do quarto esterno encobertos pelas asas, o último modificado para a formação do cremaster. Espiráculos visíveis lateralmente do terceiro ao sétimo segmento, o segundo, pouco encoberto pelas tecas alares, sem dimorfismo sexual, limitados pelo esclerito do peritrema apresentam, várias microcerdas no processo filtrador. Dorsalmente, cinco ou seis pares de espinhos, do segundo ao sexto ou sétimo tergo, ladeados por faixa ornamentada de marrom escuro e amarelo caramelo, presente do primeiro ao nono tergo. Na região látero-ventral, do terceiro ao nono segmento, outra faixa com a mesma coloração citada para a região dorsal, acompanhando a linha dos espiráculos sobre uma das margens da faixa. Ventralmente, outra faixa com a mesma coloração da anterior acompanha os segmentos de A4-A8 entre a porção terminal das antenas e a abertura genital.

Cremaster representado pelo décimo segmento, formado por uma estrutura de aspecto corrugado com vários ganchos bífidos e setiformes. Abertura anal em forma de fenda na região médio-ventral do cremaster, tanto nos machos como nas fêmeas.

Abertura genital do macho é situada na região ventral do nono segmento abdominal, no limite de separação com o oitavo. Nas fêmeas entre o oitavo e o nono segmento como uma fenda longitudinal.

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Figura 2. Actinote melanisans. Duração média dos estágios de ovo, larva e pupa dos ciclos de novembro/março (2000/2001 - 1º ciclo) e março/novembro (2001 - 2º ciclo) em Curitiba.

Figura 1. Actinote dalmeidai. Duração em dias dos estágios de ovo, larva e pupa do ciclo de dezembro/dezembro (2000/2001) em Curitiba, obtidos para uma