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Lei nº 9.532, de 10/12/1997 – altera o art

No documento Revista Estudos nº 35 | ABMES (páginas 70-72)

PT: POR QUE REFORMAR? CELSO DA COSTA FRAUCHES*

6. Anotações e comentários ao anteprojeto de lei – terceira

6.3. Disposições finais e transitórias

6.3.11. Lei nº 9.532, de 10/12/1997 – altera o art

(art. 63)

O art. 63 introduz diversas alterações no art. 12 da Lei n.º 9.532, de 10/12/1997, com a seguinte redação:

Art. 12. ... (...)

§2º Para gozo da imunidade, as instituições a que se refere este artigo estão obrigadas a atender aos se- guintes requisitos:

(...)

h) não alienar ou constituir ônus reais sobre bens do ativo ou realizar quaisquer outros atos que gerem obrigações para a instituição no interesse prepon- derante de seus associados, dirigentes, sócios, instituidores ou mantenedores;

i) não firmar quaisquer contratos a título oneroso com seus associados, dirigentes, sócios, instituidores ou mantenedores

j) não permitir a utilização, em condições privilegi- adas, de quaisquer recursos, serviços, bens ou direi- tos de propriedade da instituição imune por seus associados, dirigentes, sócios, instituidores ou mantenedores;

l) outros requisitos estabelecidos em lei, relaciona- dos ao funcionamento das instituições a que se refe- re este artigo.

§ 3.o... (...)

§4º Deverão ser arquivados no órgão competente para registro dos atos constitutivos das instituições de que trata este artigo todos os atos praticados ou contratos celebrados pela mesma que sejam relacio- nados direta ou indiretamente com seus associados, dirigentes, sócios, instituidores ou mantenedores. §5º Para fins deste artigo, são equiparados aos asso- ciados, dirigentes, sócios, instituidores ou mantenedores das entidades sem fins lucrativos seus cônjuges ou parentes até segundo grau, ou, ainda, seus controladores, controladas e coligadas e seus respectivos sócios e administradores.

O art. 12 da Lei n.º 9.532, de 10/12/1997 (DOU de 11/12/1997), que altera a legislação tributária federal e dá outras providências, tem a seguinte redação:

Art. 12. Para efeito do disposto no art. 150, inciso VI, alínea “c”, da Constituição, considera-se imune a instituição de educação ou de assistência social que preste os serviços para os quais houver sido instituída e os coloque à disposição da população em geral, em caráter complementar às atividades do Estado, sem fins lucrativos.

§ 1.º Não estão abrangidos pela imunidade os rendi- mentos e ganhos de capital auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável. § 2.º Para o gozo da imunidade, as instituições a que se refere este artigo estão obrigadas a atender aos seguintes requisitos:

a) não remunerar, por qualquer forma, seus dirigen- tes pelos serviços prestados;

b) aplicar integralmente seus recursos na manuten- ção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais; c) manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão;

d) conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos

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que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, bem assim a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial;

e) apresentar, anualmente, Declaração de Rendi- mentos, em conformidade com o disposto em ato da Secretaria da Receita Federal;

f) recolher os tributos retidos sobre os rendimentos por elas pagos ou creditados e a contribuição para a seguridade social relativa aos empregados, bem as- sim cumprir as obrigações acessórias daí decorren- tes;

g) assegurar a destinação de seu patrimônio a outra instituição que atenda às condições para gozo da imunidade, no caso de incorporação, fusão, cisão ou de encerramento de suas atividades, ou a órgão pú- blico;

h) outros requisitos, estabelecidos em lei específi- ca, relacionados com o funcionamento das entida- des a que se refere este artigo.

§ 3.º Considera-se entidade sem fins lucrativos a que não apresente superávit em suas contas ou, caso o apresente em determinado exercício, destine referido resultado, integralmente, à manutenção e ao desenvolvimento dos seus objetivos sociais (re- dação dada pela Lei n.º 9.718/1998)

As alterações têm por objetivo ampliar as exigências a serem cumpridas pelas instituições de educação ou de assistência social sem fins lucrativos, imunes de impos- tos.

6.3.12. Lei n.º 9.870, de 23/11/1999 –

altera o art. 2.º

(art. 64)

O art. 64 dá nova redação ao art. 2.º da Lei n.º 9.870, de 23/11/1999:

Art. 2.º O estabelecimento de ensino deverá divul- gar, em local de fácil acesso ao público, o texto da proposta de contrato, o valor apurado na forma do art. 1.º e o número de vagas por sala-classe, no perí- odo mínimo de sessenta dias antes do final do perí- odo letivo, conforme calendário e cronograma da instituição de ensino.

A Lei n.º 9.870, de 23/11/1999 (DOU de 24/11/1999, Ed. Extra), dispõe sobre o valor total das anuidades escolares e dá outras providências, e o seu art. 2.º tem a seguinte redação:

Art. 2o O estabelecimento de ensino deverá divul- gar, em local de fácil acesso ao público, o texto da proposta de contrato, o valor apurado na forma do art. 1º e o número de vagas por sala-classe, no perí- odo mínimo de quarenta e cinco dias antes da data final para matrícula, conforme calendário e cronograma da instituição de ensino.

A nova redação tem por único objetivo atender a rei- vindicação da UNE, elevando de quarenta e cinco para sessenta dias o prazo para divulgação, pelas IES, do texto da proposta de contrato, o valor da mensalidade escolar e o número de vagas por sala-classe.

Trata-se de matéria estranha às normas gerais ou às diretrizes e bases da educação nacional.

As anuidades, semestralidades ou mensalidades esco- lares são regidas pela Lei nº 9.870, de 1999, com as alterações introduzidas pela Medida Provisória nº 2.173-24, de 23 de agosto de 2001. Essa MP 2.173-24 estava em vigor na data da publicação da Emenda Constitucional nº 32, de 11/9/2001, que, em seu art 2º, dispõe que “as medidas provisórias editadas em data anterior à da publicação desta emenda continuam em vigor até que medida provisória ulterior as revogue ex-

plicitamente ou até deliberação definitiva do Congres- so Nacional”. Continua, portanto, em vigor, a referida MP 2.173-24, alterando definitivamente dispositivos da Lei nº 9.870, de 23 de novembro de 1999.

A chamada “lei do calote” deve, realmente, ser altera- da, em projeto de lei específico, a fim de restituir às IES o direito ao planejamento de suas receitas e despe- sas e à rescisão de contratos de inadimplentes, após sessenta dias, a exemplo do que é permitido nos con- tratos de planos de saúde.

6.3.13. Plano Nacional de Educação –

No documento Revista Estudos nº 35 | ABMES (páginas 70-72)