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Item II. Segundo a CF/88, o IR será progressivo (art 153, §2°, I) e o imposto sobre propriedade imobiliária (considerado como IPTU

LETRA D CORRETA

A letra “d” é correta, segundo art. 152 da CF/88, estabelecendo que é proibido aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino.

LETRA E - CORRETA

A letra “e” é correta, porque segundo entendimento consolidado no Supremo Tribunal Federal, a imunidade tributária recíproca se estende à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, ECT, por se tratar de empresa pública prestadora de serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado.

Vejamos a seguinte decisão neste sentido: “Constitucional. Tributário. Imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA). Imunidade recíproca. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Exame da índole dos serviços prestados. Diferenciação entre serviços públicos de prestação obrigatória e serviços de índole econômica. Em juízo cautelar, reputa-se plausível a alegada extensão da imunidade recíproca à propriedade de veículos automotores destinados à prestação de serviços postais.” (ACO 765- AgR).

20. (FGV/SENADO FEDERAL/2008) Em determinado município houve a cobrança de IPTU sobre área que a Sociedade da Igreja de São Jorge utiliza como cemitério. Essa cobrança:

(A) é legal, pois a norma imunizante inscrita no artigo 150, VI, b refere-se tão-somente aos templos de qualquer natureza.

(B) é constitucional, pois a imunidade do artigo 150, VI, “b” só compreende os templos e a casa do celebrantes.

(C) é inconstitucional, por ferir o disposto no artigo 150, VI, “b”, que protege a liberdade de expressão religiosa.

(D) é válida, se ficar provado que há recursos arrecadados com a exploração do cemitério.

(E) é ineficaz, em face da isenção de que os templos gozam, bem como todas as atividades relacionadas à liberdade religiosa.

A letra “c” é a correta, de acordo com o entendimento do STF, a saber:

“Cemitério. Extensão de entidade de cunho religioso. Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso estão abrangidos pela garantia contemplada no artigo 150 da Constituição do Brasil. Impossibilidade da incidência de IPTU em relação a eles.” (RE 578.562, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 21-5-08, DJE de 12-9-08)

21. (FGV/MPE/TC/RJ/2008) Assinale a assertiva correta. (A) A imunidade tributária recíproca, pertencente aos entes federativos, não se estende às empresas públicas, sociedades de economia mistas, autarquias e fundações públicas.

(B) O princípio da anterioridade tributária consagrado na Constituição Federal confunde-se com a própria idéia de anualidade tributária, já que o tributo somente poderá ser

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cobrado no exercício seguinte àquele em que a lei que o instituiu ou majorou entrou em vigor.

(C) Segundo a Constituição de 1988, é vedado à União conceder isenção heterônoma.

(D) Não constitui majoração de tributo a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. No caso do IPTU, pode ser atualizada por decreto do prefeito, ainda que o índice da atualização seja um pouco superior ao índice de inflação oficial do governo.

(E) Nenhum imposto pode ser exigido sem que lei o estabeleça, salvo o II (Imposto sobre Importação), o IE (Imposto sobre Exportação), o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o CIDE combustíveis, o IPTU e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que podem ter suas alíquotas alteradas por ato do Poder Executivo.

A alternativa “a” é incorreta, pois a imunidade tributária recíproca, pertencente aos entes federativos, estende-se as autarquias, fundações públicas, bem como às empresas públicas e sociedades de economia mistas prestadoras de serviços públicos essenciais.

A alternativa “b” é incorreta, pois a anterioridade tributária não se confunde a idéia de anualidade tributária. Esta é a exigência de previsão na lei orçamentária para a criação ou majoração do tributo, o que não é mais previsto no sistema tributário nacional.

A alternativa “c” é correta, pois, conforme a literalidade do art. 151, III, da CF/88, é vedado à União conceder isenção heterônoma.

A alternativa “d” é incorreta.

Não constitui majoração de tributo a atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo (art. 98, §2°, do CTN). Contudo, no caso do IPTU, pode ser atualizada por decreto do prefeito, desde que o índice da atualização não seja superior ao índice de inflação oficial do governo.

A alternativa “e” é incorreta, pois o IPTU não pode ter suas alíquotas alteradas por ato do Poder Executivo.

22. (FGV/Fiscal de Rendas - RJ/2007) De acordo com o art. 150 da CRFB/88, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir:

(A) tributos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; templos de qualquer culto; patrimônio, renda ou

serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

(B) impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; templos de qualquer culto; patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

(C) impostos ou contribuições sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; templos de qualquer culto; patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

(D) tributos e impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; templos de qualquer culto; patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

(E) contribuições e tributos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; templos de qualquer culto; patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

A letra “b” é a correta, de acordo com o art. 150, VI, “a” a “d”, da CF/88.

23. (FGV/JUIZ DE DIREITO/PA/2007) Com base na Constituição da República Federativa de 1988 e suas atualizações e na jurisprudência do STF, julgue as afirmativas a seguir:

I. As imunidades recíprocas vedam a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios de instituírem impostos

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sobre patrimônio, renda e serviços uns dos outros, e são extensivas aos Correios e à Infraero.

II. Os partidos políticos, entidade sindicais dos trabalhadores, instituições de ensino e entidades assistenciais sem fins lucrativos são imunes ao pagamento de IPTU de imóveis de sua titularidade, ainda que locados a terceiros, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas respectivas atividades essenciais.

III. A imunidade dos livros, jornais, periódicos e do papel destinado a sua impressão abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de jornais e periódicos. Assinale:

(A) se nenhuma afirmativa estiver correta.

(B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

O item I é verdadeiro, conforme interpretação do STF as imunidades recíprocas vedam a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios de instituírem impostos sobre patrimônio, renda e serviços uns dos outros, e são extensivas aos Correios e à Infraero.

O item II é verdadeiro, segundo a súmula 724 do STF, a saber: “Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, c, da Constituição, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de tais entidades”.

O item III é verdadeiro, segundo a súmula 657 do STF, a saber: “A imunidade prevista no art. 150, VI, d, da CF abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de jornais e periódicos”.

Portanto, todas as afirmativas estão corretas e a alternativa “e” é a que deve ser marcada.

24. (FGV/FRE/AP/2010) Analise as afirmativas a seguir. I. A anterioridade nonagesimal foi estendida à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a fim de vedar- lhes a cobrança de tributos antes de decorridos noventa dias da data em que tenha sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, comportando, dentre suas exceções, o imposto sobre a renda.

II. À União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios é vedada ainda a instituição de impostos sobre o

patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos empregadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei. III. A vedação à instituição de tributos com efeito de confisco não atinge as multas moratórias ou punitivas, que podem ser fixadas em qualquer patamar conforme admitido pela jurisprudência.

Assinale:

(A) se somente a afirmativa I estiver correta.

(B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

O item I é verdadeiro, pois, de acordo com o art. 150, III, “c”, da CF, a anterioridade nonagesimal foi estendida a todos os entes federativos a fim de vedar-lhes a cobrança de tributos antes de decorridos noventa dias da data em que tenha sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. Dentre as suas exceções, encontra-se realmente o imposto de renda (IR), segundo o §1°, do art. 150, da CF.

O item II é falso, pois aos entes federativos é vedada a instituição de impostos sobre o patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos das entidades sindicais dos trabalhadores e não dos empregadores (art. 150, VI, “c”, CF)

O item III é falso, pois, segundo jurisprudência consolidada do STF, o princípio do não-confisco (art. 150, IV, CF) atinge as multas moratórias ou punitivas, que não podem ser fixadas em qualquer patamar. Por exemplo, diploma legislativo que institui multa fiscal de 300% fere o princípio do não-confisco.

Portanto, a alternativa correta é a letra “a”.

25. (FGV/FRE/AP/2010) Analise as afirmativas a seguir. I. É vedado à União instituir isenções de tributos de competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios.

II. A jurisprudência admite a possibilidade de tratados internacionais, de competência privativa do Presidente da República e referendo do Congresso Nacional, versarem sobre tributos estaduais ou municipais, inclusive, isentando- os;

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III. A União não pode instituir tributo que não seja uniforme em todo território nacional, ou que implique distinção em relação a Estado, Distrito Federal ou Município, admitindo- se, contudo, a concessão de incentivos fiscais visando a promover o desenvolvimento econômico entre as regiões do País.

Assinale:

(A) se somente a afirmativa I estiver correta.

(B) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

O item I é verdadeiro, pois, segundo interpretação literal do art. 151, III, da CF, é vedado à União instituir isenções de tributos de competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Esta proibição é exclusiva para a ordem jurídica interna e não quando a União atua na representação da ordem jurídica externa.

O item II é verdadeiro, segundo entendimento consolidado no STF e STJ, é legal a possibilidade de tratados internacionais, de competência privativa do Presidente da República e referendo do Congresso Nacional, versarem sobre tributos estaduais ou municipais, inclusive, isentando-os;

O item III é verdadeiro, pois, segundo o princípio da uniformidade geográfica (art. 151, I, CF), à União é vedado instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País.

Portanto, a alternativa correta é a letra “e”.

26. (FGV/FRE/AP/2010) Sobre a limitação à liberdade de tráfego de pessoas e mercadorias prevista no artigo 150, inciso V, da Constituição Federal, assinale a afirmativa incorreta.

(A) Não se admite limitação ao tráfego de pessoas ou mercadorias mediante a instituição de tributos interestaduais ou intermunicipais.

(B) Não se trata de regra de imunidade.

(C) Impede o agravamento do ônus tributário meramente em virtude de se tratar de uma operação interestadual ou intermunicipal.

(D) Não impede a cobrança de pedágio nas vias conservadas pelo Poder Público.

(E) Trata-se de regra de imunidade aplicável às operações estaduais ou intermunicipais, de tal forma que estas não poderão sofrer a incidência de qualquer tributo.

O art. 150, V, da CF, dispõe que é proibido aos entes federativos estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público.

Segundo a doutrina amplamente majoritária, tal regra não é classificada como imunidade tributária, mas, sim, como o princípio da liberdade de tráfego.

Decerto, o princípio da liberdade de tráfego de bens e pessoas evita que se estabeleça o gravame tributário em razão da mera transposição interestadual ou intermunicipal de bens ou pessoas.

Portanto, a alternativa correta é a letra “e”.

27. (FGV/JUIZ DE DIREITO/PA/2009) São princípios constitucionais tributários, que estão literalmente expressos na Constituição:

(A) o da personalização do imposto e o da tipicidade. (B) o da capacidade contributiva e o do imposto proibitivo. (C) o da vedação das isenções heterônomas e da transparência fiscal.

(D) o da solidariedade fiscal e o da legalidade tributária. (E) o da uniformidade tributária e o da justiça tributária. A questão solicita os princípios tributários expressos no texto constitucional.

Segundo a doutrina majoritária, são princípios tributários explícitos no texto constitucional: (i) personalização do imposto, disposto no §1°, do art. 145; (ii) tipicidade, expresso no inc. I, do art. 150; (iii) capacidade contributiva, disposto no §1°, do art. 145; (iv) vedação das isenções heterônomas, estabelecido no art. 151, III; (v) legalidade tributária, expresso no inc. I, do art. 150; (v) uniformidade tributária ou geográfica, estabelecida no art. 151, I.

Por sua vez, são princípios tributários que decorrem da interpretação sistemática do texto constitucional (princípios

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implícitos): o imposto proibitivo, a transparência fiscal, a solidariedade fiscal e a justiça tributária.

Portanto, a alternativa correta é a letra “a”.

28. (FGV/JUIZ DE DIREITO/PA/2009) O Estado Moderno é caracterizado pelas finanças funcionais, ou seja, pela atividade financeira do Estado orientada no sentido de influir sobre a conjuntura econômica. Prova desse fato é: (A) o mix tributário diversificado dos Estados.

(B) a criação de multas elevadas no âmbito fiscal. (C) a extrafiscalidade marcante de alguns tributos. (D) o tabelamento de preços, em situações de crise. (E) a despersonalização dos impostos.

A extrafiscalidade é característica notada em alguns tributos (II, IE, IPI, IOF, dentre outros) o que influi sobre a conjuntura econômica.

Em outras palavras, segundo definição doutrinária apropriada, a extrafiscalidade é “característica que possuem alguns tributos de permitirem, além da pura e simples forma de ingresso de receitas nos cofres públicos, também de intervirem na economia, incentivando ou não determinada atividade ou conduta do contribuinte”.

Portanto, a alternativa correta é a letra “c”.

29. (FGV/MPE/TC/RJ/2008) Assinale a assertiva correta. (A) Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a imunidade do papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos é restrita ao papel, não sendo por isso extensiva aos filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de jornais e periódicos.

(B) Segundo entendimento do STF, os imóveis alugados das instituições religiosas, por exteriorizarem capacidade econômica, perdem a imunidade, ainda que a renda seja revertida para a atividade-fim.

(C) A União pode instituir, desde que por lei complementar, isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, desde que com a finalidade de estimular as relações internacionais e a integração dos países do Mercosul.

(D) A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do

cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão.

(E) Segundo o CTN, a isenção, ainda que concedida por prazo certo e em função de determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, já que se trata de um benefício fiscal.

A letra “a” é falsa, pois, segundo a súmula 657 do STF, a imunidade cultural abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de jornais e periódicos.

A letra “b” é falsa, pois permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, c, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de tais entidades (Súmula 724 do STF).

A letra “c” é falsa, pois a União pode instituir, mediante apenas tratado ou convenção internacional e não lei complementar, isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios..

A letra “d” é verdadeira, eis que a isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato para concessão (art. 179 do CTN).

A letra “e” é falsa, pois, segundo o art. 178 do CTN, a isenção, salvo se concedida por prazo certo e em função de determinadas condições, pode ser revogada ou modificada por lei, a qualquer tempo, já que se trata de um benefício fiscal.

30. (FGV/SENADO FEDERAL/2008) Não é limitação constitucional do poder de tributar a proibição de:

(A) conferir tratamento desigual a contribuintes que estejam em situação equivalente.

(B) instituir ou majorar tributo por medida provisória.

(C) cobrar tributo em relação a fatos geradores ocorridos anteriormente à lei que o instituiu ou majorou.

(D) cobrar tributo com efeito de confisco.

(E) instituir impostos sobre templos de qualquer culto. A letra “a” trata do princípio da igualdade (art. 150, II).

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A letra “c” aborda do princípio da irretroatividade (art. 150, III, “a”).

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A letra “d” versa sobre o princípio do não-confisco (art. 150, IV).

A letra “e” trata da imunidade religiosa (art. 150, VI, “b”). Assim sendo, as letras “a”, “c”, “d” e “e” são limitações constitucionais do poder de tributar.

A letra “b” não reflete a literalidade do art. 150, I, da CF, que estabelece a proibição de exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça, referindo-se ao princípio da legalidade. Portanto, não é limitação constitucional do poder de tributar a proibição de instituir ou majorar tributo por medida provisória.

31. (FGV/Fiscal de Rendas - RJ/2008) As duas facetas do princípio da não-surpresa– Constituição Federal/88, art. 150, III, “b” e “c” – aplicam-se ao:

(A) imposto de renda. (B) IPI.

(C) empréstimo compulsório. (D) ICMS.

(E) imposto extraordinário de guerra.

As duas facetas do princípio da não-surpresa são a anterioridade genérica e a anterioridade nonagesimal.

A letra “a” é falsa, pois ao IR se aplica a anterioridade genérica (art. 150, §1°, CF).

A letra “b” é falsa, pois ao IPI se aplica a anterioridade especial (art. 150, §1°, CF).

A letra “c” é falsa, pois ao empréstimo compulsório para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência, não se aplica a anterioridade genérica e a anterioridade nonagesimal (art. 150, §1°, CF).

A letra “e” é falsa, eis que ao imposto extraordinário de guerra não se aplica a anterioridade genérica e a anterioridade nonagesimal (art. 150, §1°, CF).

Portanto, resta o ICMS (letra “d”) que se aplica a anterioridade genérica e a anterioridade nonagesimal.

Contudo, ressalta-se que na hipótese de restabelecimento de alíquotas do ICMS – Combustíveis não se aplica a anterioridade genérica ou anual.

32. (FGV/Fiscal de Rendas - RJ/2007) É vedada a cobrança no mesmo exercício financeiro, e antes de noventa dias da data da publicação da lei que os institui ou aumenta, dos seguintes tributos:

(A) ITD e ISS.

(B) Imposto de Renda e ICMS. (C) IPI e ICMS.

(D) Imposto de Renda e ISS.

(E) IPI e Contribuição para o Custeio de Iluminação Pública. A alternativa correta é a letra “a”, pois ao ITD e ao ISS se aplica a anterioridade genérica e a anterioridade nonagesimal.

33. (FGV/Fiscal de Rendas - RJ/2007) Caso a União, em 1º de julho de 2008, publique lei aumentando a alíquota da Cofins, de 3% para 3,5%, de pessoas jurídicas não sujeitas ao regime da não-cumulatividade, a primeira data em que o referido aumento poderá produzir efeitos, considerando as alternativas a seguir, será:

(A) 1º de janeiro de 2009. (B) 1º de abril de 2009.

(C) 1º de novembro de 2008. (D) 2 de julho de 2008.

(E) 29 de setembro de 2008.

A alternativa correta é a letra “e”, pois a COFINS (contribuição para a seguridade social) se aplica apenas a anterioridade nonagesimal ou noventena.

Decreto, em 1º de julho de 2008 foi publicada lei aumentando a alíquota da COFINS, então, conta-se noventa dias e a data correta é 29 de setembro de 2008.

34. (FGV/Fiscal de Rendas - RJ/2007) Caso o Estado, em 30 de junho de 2008, publique lei majorando a alíquota do ICMS na prestação de serviços de comunicação, de 25% para 30%, o referido aumento passará a produzir efeitos em:

102 www.pontodosconcursos.com.br (B) 1º de setembro de 2008. (C) 1º de abril de 2009. (D) 1º de outubro de 2008. (E) 1º de julho de 2008.

A alternativa correta é a letra “a”, pois no ICMS incidente na prestação de serviços de comunicação se aplica a anterioridade genérica e a anterioridade nonagesimal.

Portanto, o referido aumento passará a produzir efeitos em 1º