• Nenhum resultado encontrado

CAP´ ITULO

1.2.2 Levantamento Horizontal e Transporte Paralelo

A institui¸c˜ao da conex˜ao, separando o espa¸co dos vetores verticais (tangentes `a fibra) em um determinado ponto do fibrado do espa¸co dos vetores horizontais, pertencentes ao n´ucleo da 1-forma conectora, nos permite tratar agora de movimentos no fibrado. Para isso, primeiramente trataremos de relacionar uma trajet´oria no espa¸co base a uma no espa¸co total. Seja P (M, G) um G-fibrado e seja γ : [0, 1] → M uma curva em M. Uma curva ˜

γ : [0, 1] → P ´e dita um levantamento horizontal de γ se π (˜γ) = γ e o vetor tangente a ˜

γ(t) sempre pertence a H˜γ(t)P . Se ˜X ´e um vetor tangente a ˜γ, ent˜ao ele satisfaz ω

 ˜ X= 0 por defini¸c˜ao. Essa condi¸c˜ao ´e uma equa¸c˜ao diferencial ordin´aria, e o terema fundamental de EDO’s garante a existˆencia local e a unicidade do levantamento horizontal.

Teorema 1.2.2 Seja γ : [0, 1]→ M uma curva em M e seja u0 ∈ π−1(γ(0)). Ent˜ao existe

um ´unico levantamento horizontal ˜γ(t) em P tal que ˜γ(0) = u0.

Vamos construir tal curva ˜γ. Seja Ui uma carta que cont´em γ e tomemos uma se¸c˜ao

σi sobre Ui. Se existe um levantamento horizontal ˜γ, ele pode ser expresso como ˜γ(t) =

σi(γ(t))gi(t), para algum gi(t)≡ gi(γ(t))∈ G. Nossa inten¸c˜ao ´e, ent˜ao, derivar uma equa¸c˜ao

M

P

Ui g g ~ u0 s

Figura 1.12–Levantamento horizontal ˜γ(t) de γ(t)∈ Ui.

Sem perda de generalidade, podemos tomar uma se¸c˜ao tal que σi(γ(0)) = ˜γ(0), ou seja,

gi(0) = e. Seja X um vetor tangente a γ(t) em γ(0); cometeremos ent˜ao o abuso de nota¸c˜ao

e chamaremos de ˜γ∗ : Tγ(t)M → Tγ(t)˜ P a aplica¸c˜ao levando X no vetor ˜X, tangente a ˜γ

em u0 = ˜γ(0) (o abuso se d´a porque ˜γ : [0, 1] → P , e n˜ao faz sentido definir uma aplica¸c˜ao

˜

γ∗X tal como a defini¸c˜ao de push-forward ). Como o vetor tangente ˜X ´e horizontal, satisfaz

ωX˜= 0. Uma pequena modifica¸c˜ao no lema 1.2.1 gera

˜ X = gi(t)−1σi∗Xgi(t) +  gi(t)−1dgi(X) # . (1.2.15)

Aplicando ω na equa¸c˜ao, temos

0 = ωX˜= gi(t)−1ω (σi∗X) gi(t) + gi(t)−1

dgi(t)

dt . (1.2.16) Multiplicando `a esquerda por gi(t),

dgi(t)

dt =−ω(σi∗X)gi(t), (1.2.17) e o teorema fundamental das EDO’s garante a existˆencia e a unicidade da solu¸c˜ao.

Como ω(σi∗X) = σi∗ω(X) =Ai(X), a equa¸c˜ao acima ´e expressa em uma forma local

dgi(t)

cuja solu¸c˜ao formal com gi(0) = e ´e gi(γ(t)) = P exp  − Z t 0 A iµ dxµ dt dt  = P exp Z γ(t) γ(0) A iµ(γ(t))dxµ ! , (1.2.19)

onde P ´e o operador de ordena¸c˜ao do caminho ao longo de γ(t). O levantamento horizontal ´e expresso como ˜γ(t) = σi(γ(t))gi(γ(t)).

Corol´ario 1.2.3 Seja ˜γ0 outro levantamento horizontal de γ, tal que ˜γ0(0) = γ(0)g. Ent˜ao

˜

γ0(t) = ˜γ(t)g para todo t∈ [0, 1].

Demonstra¸c˜ao. Notemos primeiramente que o subespa¸co horizontal ´e invariante `a direita, Rg∗HuP = HugP . Seja ˜γ um levantamento horizontal de γ. Ent˜ao ˜γg : t7→ ˜γ(t)g ´e tamb´em

um levantamento horizontal de γ(t), uma vez que seu vetor tangente pertence a H˜γgP . Do

teorema 1.2.2 achamos que γ0 ´e o ´unico levantamento horizontal que come¸ca em ˜γ(0)g. 

M

g(t) g(t) g(t) ~ ~ g g g u0 u0 u1 u1

Figura 1.13–Uma curva γ(t) em M e seus levantamentos horizontais ˜γ(t) e ˜γ(t)g.

Consideremos como exemplo o fibrado P (M, R) ' M × R, para M = R2 − {0}. Seja

φ : ((x, y), f ) → u ∈ P uma trivializa¸c˜ao local, onde (x, y) s˜ao as coordenadas de M, enquanto f ´e do grupo aditivo R. Ent˜ao

ω = ydx− xdy

x2+ y2 + df (1.2.20)

´e uma 1-forma conectora. Para vermos isso, dado A# = A

de Lie do grupo aditivo, temos ω A#= 1 x2+ y2  ydx  A ∂ ∂f  − xdy  A ∂ ∂f  + df  A ∂ ∂f  = A.

Al´em do mais, Rg∗ω = ω = g−1ωg, uma vez que R ´e abeliano. Seja γ : [0, 1]→ M uma curva

t7→ (cos 2πt, sin 2πt). Trabalharemos um levantamento horizontal que come¸ca em ((1, 0), 0). Seja X = d dt ≡ dx dt ∂ ∂x + dy dt ∂ ∂y + df dt ∂ ∂f tangente a ˜γ(t). Para X ser horizontal, deve satisfazer

0 = ω(X) = dx dt y r2 − dy dt x r2 + df dt =−2π + df dt ⇒ f = 2πt + cte. Encontramos, pois, o levantamento horizontal ˜γ passando por ((1, 0), 0),

˜

γ(t) = ((cos 2πt, sin 2πt), 2πt),

que ´e uma h´elice sobre o c´ırculo unit´ario. Sob a a¸c˜ao do grupo (`a direita ou `a esquerda, n˜ao importa), f translada para f + g, g ∈ R. O levantamento horizontal deslocado ´e

˜

γg = ((cos 2πt, sin 2πt), 2πt + g).

Tomemos agora uma curva γ : [0, 1] → M, e um ponto u0 ∈ π−1(γ(0)). H´a um ´unico

levantamento horizontal ˜γ(t) atrav´es de u0, e assim um ´unico ponto u1 = ˜γ(1)∈ π−1(γ(1)).

O ponto u1 ´e chamado o transporte paralelo de u0 ao longo de ˜γ, e define uma aplica¸c˜ao

Γ(˜γ) : π−1(γ(0))→ π−1(γ(1)) levando u

0 a u1. Empregando a forma local, temos

u1 = σi(1)P exp  − Z 1 0 A iµ dxµ(γ(t)) dt dt  . (1.2.21)

Pelo corol´ario 1.2.3, podemos mostrar que Γ(˜γ) comuta com a a¸c˜ao `a direita Rg. Primeiro

note que RgΓ(˜γ)(u0) = u1g e Γ(˜γ)Rg(u0) = Γ(˜γ)(u0g). Observe que ˜γ(t)g ´e um levanta-

mento horizontal por u0g e u1g, e da unicidade do levantamento horizontal por u0g, temos

u1g = Γ(˜γ)(u0g), isso ´e, RgΓ(˜γ)(u0) = Γ(˜γ)Rg(u0). Como isso ´e verdade para qualquer

u0 ∈ π−1(γ(0)), vemos que

1.2.3

Holonomias

Vemos em 1.2.21 que o transporte paralelo ao longo de um levantamento horizontal ˜γ de uma curva γ de M depende de todo o caminho da curva, e n˜ao somente de suas extremidades. Dessa forma, se consideramos duas curvas α, β : [0, 1] → M com α(0) = β(0) = p0 e

α(1) = β(1) = p1 e seus levantamentos horizontais ˜α e ˜β tais que ˜α(0) = ˜β(0) = u0, n˜ao

necessariamente teremos ˜α(1) = ˜β(1). Mais ainda, se considerarmos um loop γ : [0, 1] → M em p = γ(0) = γ(1), no geral teremos ˜γ(0) 6= ˜γ(1). Um loop γ define assim uma transforma¸c˜ao τγ : π−1(p) → π−1(p) na fibra, que ´e compat´ıvel com a a¸c˜ao `a direita do

grupo,

τγ(ug) = τγ(u)g, (1.2.23)

o que segue diretamente de RgΓ = ΓRg. Notemos, todavia, que τγ n˜ao depende apenas do

loop γ, mas tamb´em da conex˜ao.

Voltemos `a 1-forma conectora 1.2.20 e o loop γ, definidos no R-fibrado sobre M = R2− {0}. ω e γ definem ali uma aplica¸c˜ao τγ : π−1((1, 0)) → π−1((1, 0)), que leva g 7→ g + 2π, g∈ R.

M

P

~ ~ u0 a a b b

M

P

~ u0 g g u1 (a) (b) tg

Figura 1.14 – (a) Duas curvas α, β com mesmas extremidades podem resultar transportes paralelos

diferentes em seus levantamentos horizontais; (b) o levantamento horizontal de um loop n˜ao necessariamente ´e fechado.

em p,

Cp(M)≡ {γ : [0, 1] → M; γ(0) = γ(1) = p}. (1.2.24)

O conjunto de elementos

Φu ≡ {g ∈ G; τγ(u) = ug, γ ∈ Cp(M)} (1.2.25)

´e um subgrupo do grupo de estrutura G, que denominaremos grupo de holonomia em u. Se α, β e γ = α∗ β s˜ao loops em p, temos τγ = τβτα, assim

τγ(u) = τβτα(u) = τβ(u)gα = ugβgα. (1.2.26)

Isso mostra que

gγ = gβgα. (1.2.27)

O loop constante c : [0, 1]→ p define a transforma¸c˜ao identidade τc : u7→ u. O loop inverso

γ−1 de γ induz a transforma¸c˜ao inversa τ

γ−1 = τγ−1, e assim gγ−1 = g−1γ .

1.2.4

Curvatura

Vamos agora definir uma derivada covariante sobre o fibrado, e com isso determinar uma curvatura para a conex˜ao. Para isso, precisamos primeiramente generalizar a opera¸c˜ao de derivada exterior de r-formas reais, dada por A.1.20, para r-formas com valor vetorial φ Λr(P )⊗ V ,

φ : T P ⊗ · · · ⊗ T P → V, (1.2.28) onde V ´e um espa¸co vetorial de dimens˜ao k. A forma mais geral de φ ´e φ = φα⊗ eα, onde

{eα} ´e uma base de V e φα ∈ Λr(P ). Lembramos ainda que uma conex˜ao ω decomp˜oe um

campo vetorial suave X em TuP em duas componentes XH ∈ HuP e XV ∈ VuP .

Seja φ∈ Λr(P )⊗ V e X

1, . . . , Xr+1 ∈ TuP . A derivada covariante de φ ´e definida por

Dφ(X1, . . . , Xr+1)≡ dPφ(X1H, . . . , Xr+1H ), (1.2.29)

onde dP ´e a derivada exterior em P e dPφ ≡ dPφα⊗ eα. A 2-forma de curvatura Ω ´e a

derivada covariante da 1-forma conectora ω,

Ω≡ Dω ∈ Λ2(P )⊗ g. (1.2.30)

Tomemos uma p-forma ζ = ζα⊗T

Λq(M) e {T

α} ´e uma base de g. Defina o comutador de ζ e η por

[ζ, η] ≡ ζ ∧ η − (−1)pqη∧ ζ = TαTβζα∧ ηβ − (−1)pqTβTαηβ∧ ζα = [Tα, Tβ]⊗ ζα∧ ηβ = fαβγ Tγ⊗ ζα∧ ηβ. (1.2.31) Se fazemos ζ = η, ent˜ao [ζ, ζ] = 2ζ∧ ζ = fαβγ Tγ⊗ ζα∧ ζβ. (1.2.32)

O teorema abaixo nos fornece uma f´ormula para a 2-forma de curvatura:

Teorema 1.2.4 Sejam X, Y ∈ TuP . Ent˜ao Ω e ω satisfazem a equa¸c˜ao de estrutura de

Cartan

Ω(X, Y ) = dPω(X, Y ) + [ω(X), ω(Y )], (1.2.33)

que ´e tamb´em escrita como

Ω = dPω + ω∧ ω. (1.2.34)

A demonstra¸c˜ao do teorema consiste em considerar em separado as possibilidades de combina¸c˜oes de X, Y pertercendo a HuP ou VuP , e verificar se a equa¸c˜ao acima ´e coerente

com a defini¸c˜ao da 2-forma de curvatura. Omitiremos aqui a demonstr¸c˜ao. Vejamos contudo como chegar da primeira para a segunda equa¸c˜ao do teorema. Notemos que

[ω, ω](X, Y ) = [Tα, Tβ]ωα∧ ωβ(X, Y ) = [Tα, Tβ] ωα(X)ωβ(Y )− ωβ(X)ωα(Y )  = [ω(X), ω(Y )]− [ω(Y ), ω(X)] = 2[ω(X), ω(Y )]. (1.2.35) Assim, Ω(X, Y ) =  dPω + 1 2[ω, ω]  (X, Y ) = (dPω + ω∧ ω) (X, Y ). (1.2.36)

Significado Geom´etrico da Curvatura

A curvatura em fibrados principais possui uma interpreta¸c˜ao similar `a do tensor de cur- vatura de Riemman, que expressa a n˜ao-comutatividade do transporte paralelo de vetores.

Para ver isso, comecemos mostrando que Ω(X, Y ) gera a componente vertical do colchete de Lie [X, Y ] de vetores horizontais X, Y ∈ HuP . Segue de ω(X) = ω(Y ) = 0 que

dPω(X, Y ) = Xω(Y )− Y ω(X) − ω ([X, Y ]) = −ω ([X, Y ]) , (1.2.37)

e como XH = X e YH = Y , temos

Ω(X, Y ) = dPω(X, Y ) =−ω ([X, Y ]) . (1.2.38)

Dado um sistema de coordenadas {xµ} em uma carta U, sejam V =

∂x1 e W = ∂x∂2. Consideremos ent˜ao o levantamento horizontal ˜γ de um paralelogramo infinitesimal γ, cujos v´ertices s˜ao O = (0), P = (, 0, . . . , 0), Q = (, δ, 0, . . . , o) e R = (0, δ, 0 . . . , 0). Sejam X, Y ∈ HuP tais que π∗X = V e π∗Y = δW , ent˜ao

π∗ [X, Y ]#  = δ[V, W ] = δ ∂ ∂x1, ∂ ∂x2  = 0, (1.2.39)

isso ´e, [X, Y ] ´e vertical. A considera¸c˜ao acima mostra que o levantamento horizontal ˜γ de um loop γ falha em fechar. Essa falha ´e proporcional ao vetor vertical [X, Y ] conectando o ponto inicial e o ponto final na mesma fibra. A curvatura mede essa distˆancia,

Ω(X, Y ) =−ω ([X, Y ]) = A, (1.2.40)

onde A ´e um elemento de g tal que [X, Y ] = A#.

Como a discrepˆancia entre os pontos inicial e final do levantamento horizontal de uma curva fechada ´e simplesmente a holonomia, esperamos que o grupo de holonomia seja expresso em termos da curvatura.

Teorema 1.2.5 Seja P (M, G) um G-fibrado sobre uma variedade conexa M. A ´algebra de Lie h do grupo de holonomia Φu0 de um ponto u0 ∈ P concorda com a sub-´algebra de g gerada pelos elementos da forma

Ωu(X, Y ), X, Y ∈ HuP,

onde u∈ P ´e um ponto no mesmo levantamento horizontal que u0.

Forma Local

Podemos definir uma forma localF da curvatura Ω, que chamaremos de for¸ca do campo, por

onde σ ´e uma se¸c˜ao local definida em uma carta U de M (tal como definimosA). F ´e ent˜ao expressa em termos do potencial de gauge como

F = dA + A ∧ A, (1.2.42)

pois A = σω, σd

Pω = dσ∗ω e σ∗(ζ ∧ η) = σ∗ζ∧ σ∗η. A a¸c˜ao de F em vetores de T M ´e

dada por

F(X, Y ) = dA(X, Y ) + [A(X), A(Y )]. (1.2.43)

Achemos, agora, a express˜ao em componentes para F em uma carta ((xµ), U). Seja

A = Aµdxµ,A ∈ g, o potencial de gauge. Ent˜ao

dA(∂κ, ∂λ) = ∂µAνdxµ∧ dxν(∂κ, ∂λ) = ∂µAνdet     hdxµ, ∂ κi hdxµ, ∂λi hdxν, ∂ κi hdxν, ∂λi     = ∂µAνdet     δκµ δ µ λ δν κ δλν    = ∂µAν(δ µ κδλν− δ µ λδ ν κ) = ∂κAλ− ∂λAκ. (1.2.44)

Por outro lado, temos que

(∂µAν − ∂νAµ)dxµ∧ dxν(∂κ, ∂λ) = (∂µAν− ∂νAµ)(δκµδλν − δ µ λδκν)

= ∂κAλ− ∂λAκ− ∂λAκ+ ∂κAλ = 2(∂κAλ− ∂λAκ). (1.2.45)

Assim, podemos escrever

dA = 1

2(∂µAν − ∂νAµ) dx

µ∧ dxν. (1.2.46)

Como temos tamb´em que [A(X), A(Y )] = 1

2[A, A](X, Y ), se escrevermos F = 1

2Fµνdxµ∧

dxν, encontramos que

Fµν = ∂µAν− ∂νAµ+ [Aµ,Aν], (1.2.47)

e como Aµ e Fµν s˜ao fun¸c˜oes com valores em g, podemos expandi-las em termos da base

{Ti} de g (aqui usamos letras romanas para o ´ındice da ´algebra, e reservamos as letras gregas

para as coordenadas),

Aµ = AiµTi e Fµν = Fµνi Ti. (1.2.48)

obtemos a express˜ao

Fµνi = ∂µAiν − ∂νAµi + fjkiAjµAkν. (1.2.49)

Identidade de Bianchi

Para completar, mostraremos que a 2-forma de curvatura satisfaz a identidade de Bianchi:

DΩ = 0, (1.2.50)

e acharemos uma forma local para ela. Temos que

DΩ(X, Y, Z) = dPΩ(XH, YH, ZH),

onde X, Y, Z ∈ TuP . Como ω e Ω assumem valores em g, os expandimos em termos da base

{Ti} de g. A equa¸c˜ao para Ω fica ent˜ao

Ωi = dPωi+ fjkiωj ∧ ωk. (1.2.51)

Aplicando a derivada exterior,

dPΩi = fjkidPωj∧ ωk+ fjkiωj ∧ dPωk, (1.2.52)

mas ω(XH) = 0 para qualquer X, e a identidade est´a provada.

Determinemos uma forma local da identidade de Bianchi. Aplicando σ∗na ´ultima equa¸c˜ao,

temos que σ∗d

PΩ = dσ∗Ω = dF para o lado esquerdo e

σ∗(dPω∧ω−ω∧dPω) = dσ∗ω∧σω−σ∗ω∧dσ∗ω = dA∧A−A∧dA = F∧A−A∧F (1.2.53)

para o lado direito. Portanto,

DF = dF + A ∧ F − F ∧ A = dF + [A, F] = 0, (1.2.54)

onde definimos a a¸c˜ao de D em uma p-forma η de valor em g por

1.3

A Derivada Covariante em Fibrados Vetoriais Asso-

Documentos relacionados