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LIMITAÇÃO AO PODER DE TRIBUTAR

No documento TRIBUTÁRIO PONTO A PONTO (páginas 20-42)

PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS

COMENTÁRIOS

LEGALIDADE

 O tributo só pode ser criado por lei, seja ordinária (casos em que pode haver a utilização de Medida Provisória) ou complementar (somente no caso de Empréstimos Compulsórios, do Imposto sobre Grandes Fortunas – IGF e dos Impostos ou Contribuições Residuais).

 A CF diz ser necessário lei para exigir ou aumentar. O paralelismo das formas, então, exige lei para extinguir ou reduzir os tributos. Veja:

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal:

I – exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça.

 CTN:

Art. 97. (...)

I – A instituição de tributos ou a sua extinção.

II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65.

E em relação às multas?

A multa tributária (não é elemento do tributo), por gerar uma obrigação a ser adimplida pelo infrator, somente pode ser estatuída por lei.

 EXCEÇÕES PARA MAJORAÇÃO DE ALÍQUOTAS:

II, IE, IOF, IPI, que têm alíquotas fixadas por decreto, dentro dos limites fixados em lei (são impostos extrafiscais).

CIDE-combustíveis, cujas alíquotas o Poder Executivo pode reduzir e restabelecer.

ICMS monofásico sobre combustíveis, cujas alíquotas são fixadas por convênio celebrado entre Estados/DF – CONFAZ.

Como caiu em prova:

CESPE/CEBRASPE, PGM FORTALEZA, 2017: A alteração de alíquotas do imposto de exportação não se submete à reserva constitucional de lei tributária, tornando-se admissível a atribuição dessa prerrogativa a órgão integrante do Poder Executivo.

Certo.

É constitucional a flexibilização da legalidade tributária constante do § 2º do art. 27 da Lei nº 10.865/2004, no que permitiu ao Poder Executivo, prevendo as condições e fixando os tetos, reduzir e restabelecer as alíquotas da contribuição ao Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes sobre as receitas financeiras auferidas por pessoas jurídicas sujeitas ao regime não cumulativo, estando presente o desenvolvimento de função extrafiscal (STF. Plenário. RE 1043313/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 10.12.2020 - Repercussão Geral – Tema 939).

 NÃO SE SUJEITAM AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE:

O STF entende que o art. 97 do CTN foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 e, interpretando o dispositivo a contrario sensu, conclui que as matérias ali não constantes não estão abrangidas pelo princípio da legalidade.

Correção monetária da base de cálculo.

Súmula n. 160 do STJ: É defeso, ao Município, atualizar o IPTU, mediante decreto, em percentual superior ao índice oficial de correção monetária.

CESPE/CEBRASPE, PG-DF, 2013: Decreto distrital X estipulou alíquota de IPTU em 0,3% para imóveis edificados com fins exclusivamente residenciais. Posteriormente, em razão da valorização do mercado imobiliário, foi editado o decreto distrital Y, que majorou o valor venal dos imóveis e alterou a alíquota de IPTU para 0,5%.

Com base nessa situação hipotética, julgue os itens seguintes.

Se a alteração da base de cálculo do IPTU em apreço decorresse de simples atualização monetária do valor venal do imóvel, não haveria infringência ao princípio da reserva legal.

Certo.

Obrigações acessórias.

Prazo para pagamento de tributos: O STF entende que a definição do vencimento das obrigações tributárias (data do pagamento) não está no campo reservado à lei, podendo ser alvo de decreto do Poder Executivo

 TRIBUTOS QUE EXIGEM LEI COMPLEMENTAR:

Imposto sobre Grandes Fortunas.

Empréstimo Compulsório.

Impostos e Contribuições residuais.

DECORE: Quem tem GRANDE FORTUNA não pede EMPRÉSTIMO e não paga IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES RESIDUAIS.

ISONOMIA

 Base do princípio: a lei tributária não pode instituir tratamento desigual ou discriminatório entre contribuintes que estejam na mesma situação.

 A ocupação profissional ou função exercida pelo contribuinte não pode ser de parâmetro para diferenciações.

 É considerado constitucional pelo STF a possibilidade de cobrança de contribuição previdenciária dos servidores inativos e dos pensionistas (ADI 3.105)

 O princípio da capacidade contributiva é desdobramento da isonomia:

Art. 145, §1º, da CF: “Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte (...)”.

Como caiu em prova:

CESPE/CEBRASPE, PGE-PE, 2018 (Adaptada): A técnica de tributação que observa o princípio da capacidade contributiva consiste em fixar alíquotas percentualmente menores para os contribuintes que tenham menor patrimônio pessoal.

Certo.

CESPE/CEBRASPE, PGM-FORTALEZA, 2017: O princípio da isonomia pressupõe a comparação entre sujeitos, o que, em matéria tributária, é efetivado pelo princípio da capacidade contributiva em seu aspecto subjetivo.

Certo.

 Jurisprudência do STF é pela possibilidade de a lei aplicar a técnica da progressividade tanto para os impostos pessoais quanto para os reais (caso do ITCMD).

A interpretação da progressividade tem maior afinidade com tributos cuja característica é pessoal. Todavia, a CF e o STF têm entendimentos que, em casos excepcionais, haverá progressividade em impostos REAIS. São eles:

 ITR: manutenção de propriedades improdutivas;

 IPTU: Função social da propriedade;

 ITCMD: STF 562.045/RS Como caiu em prova:

CESPE/CEBRASPE, PGM FORTALEZA/CE, 2017: O princípio da progressividade exige a graduação positiva do ônus tributário em relação à capacidade contributiva do sujeito passivo, não se aplicando, todavia, aos impostos reais, uma vez que, em se tratando desses tributos, é impossível a aferição dos elementos pessoais do contribuinte.

Errado.

 A isonomia deve ser vista também em seu aspecto material. Daí, temos as seguintes possibilidades:

1.É possível a concessão, por meio de lei complementar, de tratamento jurídico diferenciado às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei (art. 146, III, “d” da CF).

2.As contribuições sociais previstas no inciso I do caput do art. 195 poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade econômica, da utilização intensiva de mão-de-obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do mercado de trabalho.

3.É admitida a concessão de incentivos fiscais para promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do País (art. 151, I).

Princípio da isonomia e a pecunia non olet:

A tributação dos efeitos ou objeto de um fato ilícito decorre do princípio da isonomia tributária.

Como caiu em prova:

CESPE/CEBRASPE, AGU, 2015: O princípio da isonomia tributária impõe que o tributo incida sobre as atividades lícitas e, igualmente, sobre as atividades ilícitas, de modo a se consagrar a regra da interpretação objetiva do fato gerador. Dessa forma, é legítima a cobrança de IPTU sobre imóvel construído irregularmente, em área non aedificandi, não significando tal cobrança de tributo concordância do poder público com a ocupação irregular.

Certo.

LIBERDADE DE TRÁFEGO

 O trânsito de pessoas e mercadorias não pode ser restringido por meio da imposição de tributos, ressalvada a cobrança de pedágio.

 Exceções:

a) ICMS interestadual (exceção feita pela própria CF).

b) Pedágio: A ressalva feita ao pedágio parece indicar que o pedágio se afigura como tributo.

Todavia, o STF entendeu que o pedágio cobrado pela efetiva utilização de rodovias NÃO tem natureza tributária, mas de preço público, consequentemente, não está sujeito ao princípio da legalidade estrita. ADI 800/RS, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 11/6/2014 (Info 750).

VEDAÇÃO AO CONFISCO

 Art. 150, IV, da CF: IV – utilizar tributo com efeito de confisco.

 Está intimamente ligado ao princípio da capacidade contributiva e ao direito de propriedade.

 O princípio se aplica aos impostos, às taxas e às multas, sejam elas moratórias ou punitivas.

 Com efeito, o STF entende que:

Se o valor da taxa, no entanto, ultrapassar o custo do serviço prestado ou posto à disposição do contribuinte, dando causa, assim, a uma situação de onerosidade excessiva, que descaracterize essa relação de equivalência entre os fatores referidos (o custo real do serviço, de um lado, e o valor exigido do contribuinte, de outro), configurar-se-á, então, quanto a essa modalidade de tributo, hipótese de ofensa à

cláusula vedatória inscrita no art. 150, IV, da Constituição da República. Precedente:

ADI 2551.

 É o princípio da proporcionalidade e razoabilidade da carga tributária.

DISCRIMINAÇÃO EM RAZÃO DA PROCEDÊNCIA

 É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou destino (Art. 152 da CF).

NÃO SURPRESA

 Irretroatividade, anterioridade geral e nonagesimal.

• Irretroatividade: a lei tributária não pode retroagir para alcançar fatos passados, para que a cobrança do tributo se dê sobre fatos passados. Eu tenho a lei tributária que define ou altera os elementos do tributo e essa lei só pode ter aplicação futura, ou seja, como regra, ela só pode ter aplicação prospectiva (art. 105 do CTN).

Leis com possibilidade de efeitos retroativos:

1ª Situação: Art. 106, do CTN

Art. 106 - A lei aplica-se a ato ou fato pretérito (fala verbalmente da retroatividade):

I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados;

II - tratando-se de ato não definitivamente julgado (em aberto):

a) quando deixe de defini-lo como infração;

b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo;

c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.

2ª Situação: O art. 144, § 1º, do CTN

Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.

§ 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que, POSTERIORMENTE à ocorrência do fato gerador da obrigação, tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização, ampliado os poderes de investigação das autoridades

administrativas, ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros.

Como caiu em prova:

CESPE/CEBRASPE, AGU, 2015: Conforme o princípio da irretroatividade da lei tributária, não se admite a cobrança de tributos em relação a fatos geradores ocorridos em período anterior à vigência da lei que os instituiu ou aumentou.

Entretanto, o Código Tributário Nacional admite a aplicação retroativa de lei que estabeleça penalidade menos severa que a prevista na norma vigente ao tempo da prática do ato a que se refere, desde que não tenha havido julgamento definitivo.

Certo.

Súmula 584 do STF foi cancelada, tendo em vista a seguinte tese: É inconstitucional a aplicação retroativa de lei que majora a alíquota incidente sobre o lucro proveniente de operações incentivadas ocorridas no passado, ainda que no mesmo ano-base, tendo em vista que o fato gerador se consolida no momento em que ocorre cada operação de exportação, à luz da extrafiscalidade da tributação na espécie. Precedente: RE 592.396, de junho de 2020.

Anterioridade: É vedado cobrar tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou (cláusula pétrea).

CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

(...)

III - cobrar tributos:

(...)

b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;

c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)

Resumindo:

Regra: Lei produz efeitos no exercício seguinte (primeiro passo a ser observado)

Somada a essa regra: Entre a publicação e a data da produção de efeitos, deve haver um intervalo mínimo de 90 dias.

O prazo nonagesimal somente deve ser utilizado nos casos de criação ou majoração de tributos, não na hipótese de simples prorrogação de alíquota já aplicada anteriormente. (RE 584100, repercussão geral)

Regra da anterioridade nonagesimal e lei de conversão da MP:

Nos casos em que a majoração de alíquota tenha sido estabelecida somente na lei de conversão, o termo inicial da contagem é a DATA DA CONVERSÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA EM LEI. STF. Plenário. RE 568503/RS, rel. Min. Carmen Lúcia, julgado em 12.2.2014 (Info 735).

STJ: “Não se estando diante da criação ou majoração de tributos, mas de um regime mais benéfico de tributação, não incide a norma do 150, III, b e c, da CF, pertinente ao princípio da anterioridade.” (RMS 29568, DJe 30.8.2013)

Como caiu em prova:

CESPE/CEBRASPE, AGU, 2015: Pela aplicação do princípio da anterioridade tributária, quaisquer modificações na base de cálculo ou na alíquota dos tributos terão sua eficácia suspensa até o primeiro dia do exercício financeiro seguinte à publicação da lei que promoveu a alteração.

Errado.

Casos de não aplicação do princípio da anterioridade:

Norma que se restringe a mudar o prazo para o pagamento do tributo:

Súmula vinculante n. 50 STF: Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade.

Mera atualização monetária do valor do tributo ou de sua base de cálculo, por não significar majoração do mesmo, não se sujeita a anterioridade.

E a revogação ou redução de benefício fiscal? Atrai o respeito às regras de anterioridade tributária?

SIM. O STF fixou entendimento no sentido de que não só a majoração direta de tributos atrai a aplicação do princípio da anterioridade, mas, também, a majoração indireta decorrente de revogação de benefícios fiscais. Entendimento do STF que prevalece atualmente. Precedente: RE 564225 AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 20.11.2019.

Ressalva a respeito da majoração e extinção de desconto para pagamento de tributo sob determinadas condições em lei:

No julgamento do AG.REG. nos EMB.DIV. no AG.REG. no RE 564.225 (J. 20.11.2019), o relator Min. Alexandre de Moraes ressaltou em seu voto na ementa o seu ponto de vista, na linha do decidido na ADI 4016 MC, que entendeu ser um contexto ligeiramente diverso, no sentido de “a redução ou a extinção de desconto para pagamento de tributo sob determinadas condições previstas em lei, como o pagamento antecipado em parcela única, não pode ser equiparada à majoração do tributo em questão”.

A LC que prorrogou o prazo para a compensação de crédito do tributo não subsumiu à normal constitucional.

Não viola o princípio da não cumulatividade (art. 155, §2º, incisos I e XII, alínea c, da CF/88) lei complementar que prorroga a compensação de créditos de ICMS relativos a bens adquiridos para uso e consumo no próprio estabelecimento do contribuinte.

Conforme o art. 150, III, "c", da CF/88, o princípio da anterioridade nonagesimal aplica-se somente para leis que instituem ou majoram tributos, não incidindo relativamente às normas que prorrogam a data de início da compensação de crédito tributário. (STF. Plenário. RE 601967, Rel. Marco Aurélio, Relator(a) p/

Acórdão: Alexandre de Moraes, julgado em 18.08.2020 - Repercussão Geral - Tema 346).

Exceções ao princípio da anterioridade (não precisam respeitar à anterioridade do exercício):

II, IE, IPI, e IOF

Imposto Extraordinário de Guerra

EXCEÇÃO À ANTERIORIDADE DO EXERCÍCIO

Empréstimos compulsórios:

a) de guerra b) de calamidade

Contribuição para financiamento da Seg. Social

ICMS monofásico sobre combustíveis (Exceção parcial, porque só vale para redução e restabelecimento, se aumentar além do restabelecimento TEM QUE RESPEITAR A ANTERIORIDADE) - Art.

155, §4º, IV, CF.

CIDE combustível (Exceção parcial, porque só vale para redução e restabelecimento) Art. 177, § 4º, I, 'b', CF.

Exceções à noventena (não precisam respeitar a noventena):

EXCEÇÃO À NOVENTENA

II, IE e IOF

Imposto Extraordinário de Guerra Empréstimos compulsórios:

a) de guerra b) de calamidade Imposto de Renda Base de cálculo do IPTU Base de cálculo do IPVA

Quadro comparativo das exceções à anterioridade anual e à noventena:

ANTERIORIDADE ANUAL NOVENTENA

II II

IE IE

IPI IR

IOF IOF

IEG IEG

Empréstimo compulsório por motivo de guerra externa ou de calamidade pública

Empréstimo compulsório por motivo de guerra externa ou de calamidade pública

Restabelecimento de alíquotas do ICMS – Combustíveis e da CIDE-Combustíveis

Base de cálculo do IPTU

Contribuições para a seguridade social Base de cálculo do IPVA

Diferença entre imunidades e isenções: As imunidades são efetivadas por meio de normas constitucionais que limitam a competência tributária, impedindo a atuação do legislador.

IMUNIDADE ISENÇÃO

Prevista na Constituição Federal. Prevista nas leis de cada ente da Federação.

É vedação ao poder de legislar sobre o tributo em determinados casos e/ou em relação a

determinadas pessoas.

É a dispensa legal do pagamento do tributo. É causa de exclusão do crédito tributário.

Limita a competência tributária. Há competência tributária, mas ela não é exercida.

Interpretação ampliativa. Interpretação literal (art. 111 do CTN).

Restringe-se, em regra, aos impostos. Há imunidades de taxas previstas na CF também.

Todavia, a regra é a imunidade atinja os impostos, porque o principal dispositivo que trata sobre imunidades é o art. 150, VI, da CF.

Em tese, pode abranger quaisquer tributos.

Como caiu em prova:

CESPE/CEBRASPE, PGE-SE, 2017 (Adaptada): A principal distinção entre imunidade tributária e isenção tributária é que as imunidades estão expressamente previstas na CF e nas leis; e as isenções se referem a fatos não abrangidos pela hipótese de incidência.

Errado.

CESPE/CEBRASPE, PGE-SE, 2017 (Adaptada): A principal distinção entre imunidade tributária e isenção tributária é que as imunidades estão previstas na CF; e as isenções, no texto infraconstitucional.

Certo.

Súmula Vinculante n. 57: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se à importação e comercialização, no mercado interno, do livro eletrônico (e-book) e dos suportes exclusivamente utilizados para fixá-los, como leitores de livros eletrônicos (e-readers), ainda que possuam funcionalidades acessórias.

Súmula Vinculante n. 50: Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade.

Súmula Vinculante n. 52: Ainda quando alugado a terceiros, permanece imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas.

Embora a imunidade e a isenção sejam os institutos mais confundidos. Há quatro hipóteses que acarretam o não pagamento do tributo. Ricardo Alexandre1 explica essa diferença através do seguinte quadro:

Como caiu em prova:

CESPE/CEBRASPE, PGE-BA, 2014: Consideram-se benefícios fiscais as imunidades previstas na CF.

Errado. Não somente.

CLASSIFICAÇÃO DAS IMUNIDADES OBJETIVAS

SUBJETIVAS MISTAS

As imunidades podem levar em consideração as pessoas beneficiadas pela (imunidades subjetivas), os objetos cuja tributação é impedida (objetivas) e as duas coisas ao mesmo tempo (mistas).

1 Alexandre, Ricardo Direito tributário esquematizado / Ricardo Alexandre. – 10. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro:

Forense; São Paulo: MÉTODO, 2016.

GERAIS ESPECIAIS

As imunidades gerais são aquelas estabelecidas para todos os entes tributantes, abrangendo diversos tributos.

As imunidades específicas restringem a imunidade a um determinado tributo de uma determinada pessoa política (Exemplo: imunidade do ICMS nas operações de exportação).

EXPLÍCITAS IMPLÍCITAS

As imunidades que estejam expressamente previstas na Constituição Federal são imunidades explícitas.

Ao contrário, as imunidades que não estejam previstas são consideradas implícitas.

No Brasil, a regra é que as imunidades sejam explícitas.

CONDICIONADAS INCONDICIONADAS

A classificação diz respeito à necessidade ou não de regulamentação infraconstitucional.

As imunidades condicionadas precisam de tal regulamentação infraconstitucional. Observe: a delimitação da competência advém do texto constitucional. Todavia, é necessário que lei infraconstitucional regulamente o benefício fiscal para a imunidade ter aplicabilidade.

As imunidades incondicionadas produzem efeitos independentemente dessa regulamentação.

ONTOLÓGICAS POLÍTICAS

As imunidades ontológicas são aquelas que existiriam ainda que não estivessem previstas no Texto Constitucional, vez que são fundamentais para a observância dos princípios constitucionais. Exemplo: Isonomia.

As imunidades políticas são aquelas que se destinam a proteger princípios, mas são decorrentes da vontade política do legislador constitucional. Exemplo:

imunidade religiosa.

As imunidades previstas no texto constitucional são as seguintes:

IMUNIDADES

RECÍPROCA (art. 150, VI, “a”, da CF)

É vedado instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros.

É cláusula pétrea, pois protege o pacto federativo.

Como caiu em prova:

CESPE/CEBRASPE, PGM-MS, 2019: As imunidades recíprocas são limitações constitucionais ao poder de tributar e têm status de cláusulas pétreas.

Certo.

CESPE/CEBRASPE, PGM FORTALEZA/CE, 2017: A imunidade tributária recíproca que veda à União, aos estados, ao DF e aos municípios instituir impostos sobre o patrimônio, renda ou serviços uns dos outros é cláusula pétrea.

Certo.

CUIDADO! Pegadinha muito comum em prova, essa imunidade refere-se somente aos IMPOSTOS!

O objetivo dessa imunidade é garantir o princípio federativo, o equilíbrio na federação porque, dessa forma, os entes não estabelecem disputas

O objetivo dessa imunidade é garantir o princípio federativo, o equilíbrio na federação porque, dessa forma, os entes não estabelecem disputas

No documento TRIBUTÁRIO PONTO A PONTO (páginas 20-42)