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3. PROJETO GAZ+

3.2.3. Linha de produção e equipe

A base da equipe do Gaz+ no jornal impresso sempre foi a mesma até o término do caderno impresso, em dezembro de 2013. O grupo responsável pela edição era um editor e dois repórteres, com o auxílio de um programador trainee. A primeira formatação do grupo

30 BioParque é uma área cultural para shows e eventos, localizado ao lado da entrada do município São José dos Pinhais, vizinho a Curitiba.

era composta por Cristiano Freitas (edição), os repórteres Angela Antunes e Marcelo Furtado e o trainee Júlio Boll.

Mesmo publicado aos sábados, o fechamento do Gaz+ era quarta-feira, às 14 horas.

Sendo assim, o ciclo de produção começava uma semana e meia antes do jornal chegar às bancas. Na quarta de tarde, os repórteres recebiam a pauta, que era debatida em reunião com toda a equipe em seguida. Os assuntos eram determinados pelo editor, mas que recebia sugestões durante toda a semana (FREITAS; FURTADO; APÊNDICES B e D).

Após a determinação final do que iria em cada página, a pauta também era encaminhada ao diagramador Lúcio Barbeiro, que concebeu o projeto gráfico da nova fase da Gazetinha (leia mais no tópico design deste estudo). Ele, em conjunto com o editor, já começava a pensar nos elementos que cada matéria teria – desde fotos, ilustrações a box de curiosidades.

Os repórteres, então, tinham até a tarde de terça-feira para fazer a apuração das pautas – entrevistas, pesquisas, pensar na organização da página e escrever as reportagens. Na segunda, o diagramador já fazia uma pré-diagramação das páginas, repassando aos repórteres qual seria o espaço direcionado para cada texto, com número de caracteres, facilitando o trabalho de todos. Entre os repórteres, além de Marcelo (que se tornou editor, depois) e Angela, passaram pelo Gaz+ os jornalistas Fábio Cherubini, Luciane Cordeiro, Liana Suss e Anna Simas (a última editora do Gaz+, já em sua versão digital).

Na terça, o editor recebia todos os textos e realizava a revisão, liberando para a diagramação incluir na versão final do caderno. Neste dia, chegavam também as colunas do Geração Gaz+ (normalmente enviadas via e-mail por Thiago, Gabriela e Gustavo), o “Tá dito” e os quadrinhos dos ilustradores fixos, que eram José Aguiar e Benett. Além das HQs, outros desenhistas davam suporte ao caderno, com ilustras para matérias. Entre eles, Osvalter Urbinati, Felipe Lima, Gilberto Yamamoto e Robson Vilalba.

Em paralelo, neste dia acontecia também a produção das notinhas que complementavam o caderno: “Programe-se”, “Por Aí”, “Na berlinda”, “Diário musical” e

“Cesta básica”. Todo o material era concluído e editado até quarta de manhã. Por volta das 15 horas, a impressão do Gaz+ era realizada no parque gráfico do jornal, sendo estocado até sexta, quando a logística incluía o caderno nas edições do dia. A Gazeta do Povo possui tiragem de 50 mil exemplares aos domingos, com reduções até 35 mil durante a semana.

Além de auxiliar na produção das notas do caderno, o programador trainee era o principal responsável pela atualização do site e das redes sociais. Às segundas-feiras, era estipulado de dois a três assuntos para a semana, que mereciam ganhar pautas especiais no

portal, mas o trainee recebia sugestões de notinhas e matérias de toda a equipe. Ele produzia, publicava e era editado posteriormente pelo editor.

Após receber a edição, o trainee fazia o compartilhamento das matérias nas redes sociais – Facebook e Twitter. Muitas vezes, o trainee também participava de planejamentos específicos para redes sociais, como campanhas e elaboração de relatórios de métricas. Além de cuidar da parte de web, era responsável pelos concursos culturais (criação no site, divulgação, repassar os inscritos para equipe ajudar a avaliar os vencedores, lançamento dos ganhadores no site e contato via e-mail e telefone para a retirada dos brindes no jornal). Além de Júlio, outro trainee a passar pelo caderno foi Mila Bastos, que foi desligada em dezembro de 2013 com o término da edição impressa.

Quando o site do Gaz+ foi renovado, o time de web ganhou o reforço da jornalista Luciane Horcel, que fazia a edição on-line em parceria com Cristiano Castilho, do impresso.

Além do Gaz+, Luciane também editava as versões digitais do Caderno G e Turismo.

Em relação à área de blogs, cada um deles tinha seus responsáveis: o blog do

“Geração Gaz+” recebia atualizações do trio de colunistas com frequência semanal; o blog da redação a cada 15 dias por algum integrante da equipe; e o Lixeira do Punkada era escrito por Cristano Freitas em seu início – após seu desligamento da equipe, em abril de 2011, o trainee Júlio Boll assumiu a redação do blog, assim como as respostas dos leitores na coluna “Na Berlinda”, sempre com a máscara do Punkada.

A edição foi um dos elementos que marcou o Gaz+, pois cada um imprimiu um pouco do seu estilo no caderno. Até abril de 2011, a edição e a promoção dos projetos paralelos eram conduzidos por Cristiano Freitas, sendo substituído pelo jornalista Cristiano Castilho, que era repórter do Caderno G na época.

Após ser convidado para a editoria de Vida e Cidadania, em outubro de 2012, Cristiano deu lugar ao repórter Marcelo Furtado para assumir a edição, que seguiu até abril de 2014. Lembrando que em dezembro de 2013, com o encerramento da versão impressa, houve uma ruptura na equipe padrão: o trainee foi desligado da empresa e um repórter foi deslocado para a editoria de On-line da Gazeta do Povo. Sendo assim, ficaram apenas um editor e um repórter até o final do projeto.

Marcelo Furtado seguiu na edição até abril de 2014, quando deu lugar a Anna Simas.

Por fim, o projeto foi encerrado em setembro do mesmo ano.

Para gerenciar todo esse time de jornalistas e produtores de conteúdo, a edição executiva do Gaz+ foi, durante todo este período, de Marleth Silva. Ela acompanhava os trabalhos de edição e a elaboração comercial e de marketing do produto.

O Geração Gaz+, composto por Thiago, Gabriela e Gustavo, tinha a responsabilidade de produzir materiais para o blog, escrever semanalmente para a coluna da versão impressa e apresentar o programa de TV na ÓTV. Com o término do Geração em dezembro de 2012, apenas Thiago Banik foi deslocado para a televisão, continuando como produtor e apresentador do programa.

Em janeiro de 2013, o Gaz+ substituiu o “Tá dito” de Thiago Banik por textos rotativos, também formado por uma equipe de jovens protagonistas fixos. A cada semana, um jovem especialista em um assunto escrevia para o veículo. Entre as temáticas, passaram a ser moda, literatura, cinema e quadrinhos.

Na ÓTV, a lógica de produção era diferente. Como o programa inédito era exibido às quintas, o fechamento dele acontecia às quintas durante a tarde, até as 19h. A produção geral era de Alexandre Gurtat e Eliane Luz, que também eram repórteres de outros programas do canal a cabo do Grpcom. A apresentação e as reportagens da atração jovem eram rotativas entre o “Geração Gaz+” – um ou dois apresentavam, outro ia para as ruas, sempre havendo rodízio. A direção geral do programa era assinada por Ulisses “Riba” Velasco.

Na parte comercial, o Gaz+ era apresentado ao mercado por Cintia Mosko, que tinha a tarefa de comercializar anúncios, estabelecer metas e vender o produto para possíveis patrocinadores. A área de marketing, em parceria com a redação, era coordenada por Axeu Aislan Beluca, sob o trabalho direto de Carolina Moreno, com a tarefa de planejar ações de inclusão da marca na realidade do jovem, promoção de blitzes e outras atividades que alavancassem o Gaz+.