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Linhas de ancoragem

No documento ABNT/CB-032 2º PROJETO ABNT NBR FEV 2017 (páginas 101-103)

10 Sistemas de posicionamento no trabalho

12.9 Linhas de ancoragem

12.9.1 A linha de ancoragem fornece uma ligação entre o usuário e a ancoragem. O comprimento

efetivo da linha de ancoragem pode ser alterado por meio de um trava-queda deslizante (ver 12.10).

12.9.2 Convém que cada linha de ancoragem usada tenha as seguintes características:

 a) ter uma capacidade suficiente para resistir à carga aplicada para a retenção de uma queda respeitando fator de segurança previamente estabelecido;

 b) ser compatível e não interferir com outros itens de equipamento, inclusive com outros equipa- mentos de segurança com os quais será usada.

12.9.3 As linhas de ancoragem são ensaiadas por tipo juntamente com seus dispositivos da linha

de ancoragem, verticalmente ou horizontalmente. Existem situações em que as linhas são usadas em ângulos que divergem do vertical ou horizontal. Se uma linha de ancoragem é para ser usada em um ângulo diferente do vertical ou horizontal, é necessário tomar cuidado para assegurar que os dispositivos de linha de ancoragem com os quais serão usados podem operar corretamente em uma linha de ancoragem neste ângulo (por exemplo, um trava-queda pode, neste ângulo, não reter uma queda/caída). Convém que se contate o fabricante para recomendações e poderá ser necessária a realização de ensaios.

12.9.4 Para os sistemas de retenção de queda que utilizam linhas de ancoragem, recomenda-se que

estas estejam em conformidade com as seguintes Normas:

 a) convém que para os sistemas baseados em um trava-queda guiado em uma linha de ancoragem vertical rígida, uma linha de ancoragem em conformidade com a ABNT NBR 14627 seja usada;

NOTA 1 A ABNT NBR 14627 também especifica o trava-queda guiado para ser usado com a(s) respectiva(s) linha(s) de ancoragem vertical rígida.

 b) convém que para os sistemas baseados em um trava-queda guiado em uma linha de ancoragem vertical flexível, uma linha de ancoragem em conformidade com a ABNT NBR 14626 seja usada;

NOTA 2 A ABNT NBR 14626 também especifica o trava-queda guiado para ser usado com a(s) respectiva(s) linha(s) de ancoragem vertical flexível.

Projeto

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 c) para sistemas baseados em uma linha de ancoragem horizontal flexível, convém que uma linha de ancoragem em conformidade com a ABNT NBR 16325-2, tipo C, seja usada;

 d) Para os sistemas baseados em uma linha de ancoragem rígida horizontal, convém que uma linha de ancoragem em conformidade com a ABNT NBR 16325-1, tipo D, seja usada;

NOTA 3 As ABNT NBR 16325-1 e ABNT NBR 16325-2 declaram que “uma linha horizontal é entendida para ser uma linha que desvia da horizontal por não mais que 15°.

 e) As linhas de ancoragem têxteis usadas para um sistema de retenção de queda diferente daqueles indicados em a) a d) recomenda-se que seja conforme as cordas de alma e capa em conformidade com a ABNT NBR 15986, tipo A.

12.9.5 Convém que uma linha de ancoragem somente seja usada com dispositivos de linha de anco-

ragem que são declarados pelo fabricante do dispositivo para ser apropriado para usar com essa linha de ancoragem específica. No caso de dúvida, convém que o fabricante do dispositivo da linha de ancoragem seja consultado. Não convém que componentes de diferentes fabricantes sejam usados juntos sem primeiro consultar os fabricantes para recomendação.

12.9.6 Para sistemas de posicionamento no trabalho (diferentes dos sistemas de acesso por cor-

da, ver 10.3), linhas de ancoragem têxteis feitas de cordas de alma e capa em conformidade com a ABNT NBR 15986, tipo A, são recomendáveis. Se outras cordas forem usadas como linhas de anco- ragem, convém que sejam consideradas suas características de alongamento.

12.9.7 Para as linhas de ancoragem de corda têxtil convém que, a corda do maior diâmetro que pode

ser usada com o dispositivo da linha de ancoragem, e que é aceitável para o usuário, seja escolhida. Normalmente, quanto maior for o diâmetro da corda, maior é a massa de material existente e, conse- quentemente, maior é a força e resistência à abrasão.

12.9.8 Algumas linhas de ancoragem flexíveis são fornecidas com laços/alças de terminação já

montados. Assim como com os talabartes de segurança (ver 12.7), os laços de terminação nas linhas de ancoragem de corda têxtil são normalmente formados por entrançamento ou costura e aqueles nas linhas de ancoragem de cabo de aço por meio de um terminal metálico prensado. Convém que os laços de terminação sejam protegidos contra o desgaste.

12.9.9 Os laços de terminação em linhas de ancoragem têxteis também podem ser formados por nós.

As linhas de ancoragem podem ser adquiridas com os nós já atados pelo fabricante, ou os nós podem ser atados pelo usuário. Convém que os nós somente sejam confeccionados por pessoas capacitadas para esta função. Convém que a ponta de sobra de todos os nós tenha pelo menos 100 mm de com- primento. Os nós nunca podem ser atados nas linhas de ancoragem feitas de cabos de aço.

12.9.10 A resistência de uma corda é reduzida em um nó. Exemplos de perda de resistência devido aos diferentes nós feitos em uma corda de baixo alongamento com 10,5 mm de diâmetro em conformidade com a ABNT NBR 15986 tipo A são realacionados a seguir:

 a) nó pescador duplo: 23 % a 33 %;  b) nó oito duplo: 23 % a 34 %;  c) nó nove duplo: 16 % a 32 %;

NOTA Os valores inferior e superior referem-se às reduções de resistência devido a nós que foram bem confeccionados ou mal confeccionados, respectivamente. Isto se refere a disposição da corda no nó de forma paralela sem estar torcida ou sobreposta gerando uma aparência nítida do tipo do nó.

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12.9.11 A resistência de um nó depende largamente do raio da primeira curva, com carga, que entra

no nó. Uma curva muito apertada resulta em um nó mais fraco do que um com uma curva mais suave. Em nós mais complexos, vários parâmetros podem ser alterados dentro da geometria interna de confecção e isto também poder afetar a resistência do nó. Pode haver diferenças sutis entre um nó e outro, até mesmo quando feitos pela mesma pessoa. Estas são principalmente devido a leves torções dadas na corda enquanto o nó é feito. Estes podem até estar presentes em um nó feito/acabado. Por isso que é essencial que os nós sejam feitos somente por pessoas com um bom conhecimento sobre nós e suas técnicas de amarração.

12.9.12 Quando selecionar cordas têxteis para serem utilizadas como linhas de ancoragem com

terminações em nós, a resistência estática da corda, conforme declarado pelo fabricante, os nós a serem usados e seu efeito sobre a resistência da corda precisam ser levados em consideração. É recomendado que, como regra prática, uma redução de 50 % na resistência, devida ao nó, seja prevista para dar uma margem adequada cobrindo uma situação de pior caso.

12.9.13 Uma prática para ser evitada em uma terminação de linha de ancoragem é de se conectar

a própria linha de ancoragem por um conector (ver Figura 41, visualização E), isto pode gerar um carregamento incorreto do conector, gerando uma alavanca. Um linha de ancoragem nunca pode ser amarrada de forma incorreta ao redor de uma ancoragem (ver Figura 41, visualização G), visto que pode se soltar quando submetido a uma carga.

No documento ABNT/CB-032 2º PROJETO ABNT NBR FEV 2017 (páginas 101-103)