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Linhas orientadoras

No documento U M MODELO PARA A COMPOSIÇÃO DINÂMICA DE (páginas 155-158)

CONTEXTUAL DE SERVIÇOS

5.2 Linhas orientadoras

Baseando-se em vários trabalhos analisados na secção 2.5, alguns dos quais apresentavam soluções para sistemas baseados em contexto e para a composição de serviços, como é o caso de (Dey, 2000), (Panagiotakis and Alonistioti, 2006), (Sheshagir, Sade et al., 2004), (Gu, Pung et al., 2005), (Chakraborty, Joshi et al., 2005) e (Chen, 2004), este modelo deverá seguir as seguintes directrizes:

1. permitir a composição e execução de novos serviços mais personalizados, utilizando todas as vantagens oferecidas pelo cenário contextual em que o utilizador se encontra;

modo que possa ser utilizado sozinho ou em novas composições, de forma a criar serviços evolutivos;

3. oferecer ao utilizador um conjunto de serviços sensíveis ao contexto, perfil e preferências do utilizador;

4. permitir o armazenamento de serviços para utilização futura e partilha com outros utilizadores;

5. fomentar a interoperabilidade e partilha da semântica contextual entre sistemas

context-aware;

6. permitir a adaptação do conteúdo às características do terminal e, em funções mais avançadas às capacidades da rede.

As aplicações contextuais prometem fornecer ao seus consumidores serviços mais adaptados e personalizáveis. No entanto, o utilizador ficará sempre restrito às funcionalidades padrão que o serviço oferece e que por vezes não satisfazem os seus requisitos. Actualmente é já possível encontrar aplicações que fazem uso de informação contextual, como, por exemplo, um serviço que mostra todos os amigos na vizinhança do utilizador. Mas o utilizador poderá querer um serviço mais personalizado, que por exemplo permita saber quais dos seus amigos estão a estudar matemática, mostrar onde é que eles se encontram e até iniciar uma conversação com um deles. Este serviço mais avançado, pode ser conseguido através da junção dos serviços de pesquisa dos seus amigos por actividade com o serviço de localização e o serviço de mensagens instantâneas. Com a composição de serviços é possível oferecer um nível superior de flexibilidade e personalização de serviços aos utilizadores.

A oferta dos serviços em determinado momento pode beneficiar claramente de várias informações externas, mostrando assim os mais adequados ao utilizador. Considera-se que fazem parte dessas informações o perfil do utilizador, as suas preferências e o contexto em que este se encontra num determinado instante. Estas informações, recolhidas geralmente sem acção deliberada do utilizador, serão usadas para alterar estados, funcionamento ou forma de interacção do sistema com o utilizador. Desta forma, este modelo deve incluir um mecanismo de seja capaz de explorar e gerir a informação contextual de modo a oferecer uma melhor experiência ao utilizador na composição de serviços e na consulta de informações.

Para que seja possível explorar todo o potencial do contexto é necessário que os dados contextuais sejam capturados. Esses dados são recolhidos por entidades designadas fontes de

contexto, que podem ser sensores físicos, serviços ou outro tipo de aplicações. Estas informações devem ser obtidas de uma forma o mais transparente possível ao utilizador e podem variar em formato, unidades, frequência, volume de dados ou tempo de resposta. Assim, poderá ainda acontecer que essas fontes de contexto não forneçam os dados da forma mais conveniente, sendo necessário um serviço de adaptação que forneça uma camada de abstracção dessas várias fontes, fornecendo uma visão comum delas.

Tal como o contexto, as preferências do utilizador são informações importantes que indicam os desejos do utilizador. O perfil de preferência do utilizador pode expressar as características desejadas do modo como um serviço é fornecido a esse utilizador. Estas preferências podem ser mais genéricas, sendo aplicáveis a todos os serviços a que o utilizador recorre, ou mais específicas, sendo apenas aplicáveis a um serviço, contendo neste caso características particulares desse serviço. São exemplo de preferências do utilizador: língua preferida, características de visualização (fontes, tipo de média), requisitos de qualidade de serviço, segurança, privacidade, preço, etc. Além das preferências referentes aos serviços, estas também podem expressar os desejos de parâmetros do dispositivo terminal do utilizador, como, por exemplo, o contraste, a luminosidade do visor ou o volume do som.

O armazenamento de informações de contexto é um requisito das arquitecturas context-aware para disponibilizar em qualquer momento um histórico de informação contextual. Pode-se dizer que no espaço temporal existem dois modos de utilizar a informação de contexto: a sua utilização em tempo real, quando esta é capturada, por exemplo um serviço que mostra num mapa a localização instantânea do utilizador; ou a utilização como histórico de informações que pode fornecer novos meios de explorar o contexto (ex. esse mesmo serviço de localização pode armazenar o histórico das coordenadas, para o utilizador partilhar os sítios que visitou na sua viagem de férias ou até prever uma futura localização do utilizador). Um histórico de contexto pode ser utilizado para determinar tendências ou prever valores futuros. Também quando se utilizam informações de perfil e preferências, deve ser possível o seu armazenamento de forma persistente, para que seja possível a sua recuperação em caso de falha do sistema que provoque a perda dos dados em memória. Por estas razões um modelo que seja sensível ao contexto deve suportar o seu armazenamento.

De modo a ser possível usar serviços em diferentes tipos de dispositivos e redes, estes devem ser adaptáveis ao dispositivo em que são apresentados e à rede que suporta o seu acesso. Esta característica tem várias vantagens: permite responder à cada vez maior variedade de

dispositivos existentes no mercado (desktops, laptops, netbooks, smartphones, etc), permite maximizar a sua utilidade para o utilizador, porque pode ser usado em qualquer dispositivo e para o fornecedor de serviço pois permite minimizar o seu custo desenvolvimento. Assim, deverá existir um serviço de adaptação de serviços à interface do utilizador que, utilizando informações de perfil, preferências e contexto, possa adaptar a entrega dos conteúdos dos serviços à interface do utilizador e em casos mais avançados às características da rede.

A partilha de contexto entre aplicações sensíveis ao contexto é um aspecto importante, mas para isso é necessário que elas tenham dele a mesma interpretação semântica.

Pelos motivos apresentados nos últimos parágrafos, um sistema genérico que permita a composição de serviços baseada em contexto deverá oferecer as seguintes funcionalidades:

1. composição, descoberta, gestão e partilha de novos serviços;

2. sensibilidade ao contexto, às preferências e ao perfil;

3. captação de dados contextuais;

4. utilização de um modelo contextual semântico baseado em normas;

5. adaptação de conteúdos ao terminal e à rede.

No documento U M MODELO PARA A COMPOSIÇÃO DINÂMICA DE (páginas 155-158)