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Socioambiental 8,54% 8,54% 5,47% 5,47% 71,99% 71,99% 23,26% 23,26%

Mobilidade e Acessibilidade 8,54% 0,73% 53,36% 2,92% 4,17% 3,00% 23,47% 5,46% Impactos Ambientais na Implantação 28,43% 2,43% 30,89% 1,69% 18,24% 13,13% 8,20% 1,91% Impactos Ambientais na Operação 13,45% 1,15% 4,97% 0,27% 15,96% 11,49% 23,47% 5,46%

Qualidade de Vida 49,58% 4,24% 10,78% 0,59% 61,63% 44,37% 44,86% 10,43%

Econômico-financeiro 28,43% 28,43% 21,62% 21,62% 15,14% 15,14% 12,13% 12,13% Impactos Econômicos 63,33% 18,01% 46,67% 10,09% 77,66% 11,76% 64,79% 7,86% Capacidade Financeira p/ Implantação 26,05% 7,41% 46,67% 10,09% 15,49% 2,35% 22,99% 2,79% Capacidade Financeira p/ Operação 10,62% 3,02% 6,67% 1,44% 6,85% 1,04% 12,22% 1,48% Político-institucional 13,45% 13,45% 62,34% 62,34% 6,44% 6,44% 57,91% 57,91% Ambiente Político 63,33% 8,52% 80,84% 50,40% 5,67% 0,37% 64,79% 37,52% Ambiente Regulatório 26,05% 3,50% 7,40% 4,61% 64,86% 4,18% 12,22% 7,08% Ambiente Empresarial 10,62% 1,43% 11,76% 7,33% 29,46% 1,90% 22,99% 13,31% Administrativo-contratual 49,58% 49,58% 10,57% 10,57% 6,44% 6,44% 6,70% 6,70% Risco de Engenharia 29,62% 14,69% 4,04% 0,43% 4,09% 0,26% 18,56% 1,24% Risco Econômico 48,39% 23,99% 62,35% 6,59% 28,43% 1,83% 18,56% 1,24% Risco Financeiro 14,50% 7,19% 11,66% 1,23% 56,50% 3,64% 9,72% 0,65%

Gestão dos Riscos 7,49% 3,72% 21,95% 2,32% 10,98% 0,71% 53,17% 3,56%

Nessa análise, observa-se raciocínio interpretativo heterogêneo, comportamento dentro do esperado para um grupo intelectualmente diverso e plural como o acadêmico. Enquanto os especialistas B e D conferem maior peso ao critério Político-Institucional, com 62,34% e 57,91%, respectivamente, os especialistas A e C atribuem maior importância aos critérios Administrativo-Contratual (49,58%) e Socioambiental (71,99%). Em todos eles, constata-se uma linha de raciocínio coerente entre critérios e subcritérios. Os especialistas B e D conferem maior peso ao subcritério Ambiente Político, com globais 50,40% e 37,52%, respectivamente. Já os especialistas A e C atribuíram maiores pesos globais aos subcritérios Risco Econômico (23,99%) e Qualidade de Vida (44,37%).

O alto grau de importância atribuído ao critério Político-Institucional por dois dos quatro entrevistados certamente influenciou a balança geral do grupo, embora o desequilíbrio maior esteja a cargo do especialista C e sua preferência relativa pelo tema socioambiental. Individualmente, portanto, pode-se inferir que o especialista A considera que os riscos econômicos, dentre eles o de demanda, influenciam de forma sensível no equilíbrio das relações trilaterais, assim como os aspectos de influência direta ou indireta relacionados à qualidade de vida são os fatores que devem ser priorizados na avaliação do modelo contratual a ser adotado no caso estudado sob a ótica do contexto atual.

Como dito anteriormente, a pluralidade de raciocínio deste grupo era esperada, uma vez que as decisões são fruto de linhas específicas de pesquisa e histórico de influências ao longo da carreira acadêmica dos entrevistados, livres de responsabilidades políticas acerca dos objetos, com posições, embora por definição subjetivas, técnicas em sua essência.

No grupo Poder Público, o critério Econômico-Financeiro, com 41,75% de peso atribuído, assume protagonismo nas percepções de influência dos fatores. Em termos globais, o subcritério eleito como o mais importante foi o de Impactos Econômicos, com 22,92% de peso atribuído. Neste caso, observa-se a preocupação do grupo os efeitos regionais induzidos pela oferta da infraestrutura e os reflexos dessas relações na viabilidade do projeto em alinhamento ou não com as diretrizes institucionais da Administração Pública.

De forma individual, três dos entrevistados deste grupo elegeram o mesmo critério, embora tenham divergido quanto aos subcritérios. Pode-se observar nas Tabelas 11 e 12 a seguir que os especialistas E e G guardam certa semelhança nas decisões, inclusive quanto ao subcritério. Já o entrevistado F, embora convirja ao mesmo critério dos parceiros E e G, elege os subcritérios referentes às capacidades financeiras para implantação e para operação, com empatados 18,29%, como os mais importantes na análise, evidenciando preocupação com as incertezas de mercado. A exceção fica por conta do especialista H, que atribuiu maior peso

relativo ao critério Socioambiental (43,50%), com o subcritério de Impactos Ambientais na Implantação (17,05%) com a maior importância a nível global.

A preferência do entrevistado H demonstra certa preocupação com as soluções tidas como viáveis à implantação do traçado da rodovia caso de estudo, onde a solução adotada em todos os anteprojetos prevê o seccionamento da APA Beberibe. Contudo, mesmo dentro de um desvio ao senso comum do grupo, o resultado do entrevistado H externa a abordagem a um tema em voga no contexto atual: a gestão ambiental.

Tabela 11 - Pesos Locais e Globais dos Critérios e Subcritérios do Grupo “Poder Público”

CRITÉRIO/SUBCRITÉRIO PESO LOCAL PESO GLOBAL

Socioambiental 18,28% 18,28%

Mobilidade e Acessibilidade 26,77% 4,89%

Impactos Ambientais na Implantação 22,09% 4,04%

Impactos Ambientais na Operação 18,87% 3,45%

Qualidade de Vida 32,26% 5,90%

Econômico-financeiro 41,75% 41,75%

Impactos Econômicos 54,90% 22,92%

Capacidade Financeira p/ Implantação 27,90% 11,65% Capacidade Financeira p/ Operação 17,20% 7,18%

Político-institucional 21,99% 21,99% Ambiente Político 45,94% 10,10% Ambiente Regulatório 23,46% 5,16% Ambiente Empresarial 30,61% 6,73% Administrativo-contratual 17,98% 17,98% Risco de Engenharia 9,96% 1,79% Risco Econômico 25,44% 4,57% Risco Financeiro 18,10% 3,25%

Gestão dos Riscos 46,50% 8,36%

TOTAL SUBCRITÉRIOS 100,00%

TOTAL CRITÉRIOS 100,00%

CRITÉRIO/SUBCRITÉRIO

ESPECIALISTAS

E F G H

LOCAL GLOBAL LOCAL GLOBAL LOCAL GLOBAL LOCAL GLOBAL

Socioambiental 7,68% 7,68% 12,29% 12,29% 9,67% 9,67% 43,50% 43,50%

Mobilidade e Acessibilidade 36,93% 2,84% 37,50% 4,61% 25,00% 2,42% 7,67% 3,34% Impactos Ambientais na Implantação 11,67% 0,90% 12,50% 1,54% 25,00% 2,42% 39,20% 17,05% Impactos Ambientais na Operação 7,33% 0,56% 12,50% 1,54% 25,00% 2,42% 30,66% 13,34%

Qualidade de Vida 44,07% 3,38% 37,50% 4,61% 25,00% 2,42% 22,47% 9,78%

Econômico-financeiro 50,11% 50,11% 42,68% 42,68% 55,49% 55,49% 18,70% 18,70% Impactos Econômicos 64,34% 32,24% 14,29% 6,10% 72,35% 40,15% 68,64% 12,84% Capacidade Financeira p/ Implantação 28,28% 14,17% 42,86% 18,29% 19,32% 10,72% 21,14% 3,95% Capacidade Financeira p/ Operação 7,38% 3,70% 42,86% 18,29% 8,33% 4,62% 10,22% 1,91% Político-institucional 26,30% 26,30% 21,73% 21,73% 25,16% 25,16% 14,78% 14,78% Ambiente Político 60,00% 15,78% 7,69% 1,67% 62,32% 15,68% 53,74% 7,94% Ambiente Regulatório 20,00% 5,26% 23,08% 5,01% 23,95% 6,03% 26,80% 3,96% Ambiente Empresarial 20,00% 5,26% 69,23% 15,04% 13,73% 3,45% 19,46% 2,88% Administrativo-contratual 15,91% 15,91% 23,31% 23,31% 9,67% 9,67% 23,02% 23,02% Risco de Engenharia 13,30% 2,12% 8,33% 1,94% 5,90% 0,57% 12,29% 2,83% Risco Econômico 7,35% 1,17% 8,33% 1,94% 43,40% 4,20% 42,68% 9,83% Risco Financeiro 21,16% 3,37% 8,33% 1,94% 21,18% 2,05% 21,73% 5,00%

Gestão dos Riscos 58,18% 9,26% 75,00% 17,48% 29,51% 2,85% 23,31% 5,37%

No grupo Iniciativa Privada constata-se uma lógica não convencional. Com peso atribuído de 32,74%, o critério Socioambiental surge como o mais importante, segundo a percepção dos entrevistados, sendo o subcritério Qualidade de Vida, com 15,81% o mais relevante em termos globais. O senso comum e as expectativas apontariam para a eleição de qualquer um dos outros três critérios. Em que pese a pequena distância para o segundo colocado, o critério Econômico-Financeiro, com 31,52% e seu respectivo subcritério, Capacidade Financeira para Implantação, com 15,62% de peso atribuído, permite-se extrair destes resultados a linha tênue da percepção privada entre o seu atendimento às demandas das outras partes interessadas e o atendimento às soluções de suas dificuldades internas. Os resultados gerais dos pesos desse grupo podem ser vistos na Tabela 13.

Outro aspecto a se observar é o universo amostral deste grupo, com três entrevistados, evidenciando certa sensibilidade em caso de desvio de qualquer um dos especialistas em relação à percepção da maioria. Estes resultados podem ser analisados na Tabela 14.

Tabela 13 - Pesos Locais e Globais dos Critérios e Subcritérios Grupo “Iniciativa Privada”

CRITÉRIO/SUBCRITÉRIO PESO LOCAL PESO GLOBAL

Socioambiental 32,74% 32,74%

Mobilidade e Acessibilidade 28,77% 9,42%

Impactos Ambientais na Implantação 13,66% 4,47%

Impactos Ambientais na Operação 9,28% 3,04%

Qualidade de Vida 48,29% 15,81%

Econômico-financeiro 31,52% 31,52%

Impactos Econômicos 24,92% 7,85%

Capacidade Financeira p/ Implantação 49,56% 15,62% Capacidade Financeira p/ Operação 25,52% 8,04%

Político-institucional 18,41% 18,41% Ambiente Político 60,73% 11,18% Ambiente Regulatório 22,91% 4,22% Ambiente Empresarial 16,35% 3,01% Administrativo-contratual 17,33% 17,33% Risco de Engenharia 13,87% 2,40% Risco Econômico 44,88% 7,78% Risco Financeiro 18,78% 3,25%

Gestão dos Riscos 22,48% 3,90%

TOTAL SUBCRITÉRIOS 100,00%

TOTAL CRITÉRIOS 100,00%

Tabela 14 – Pesos Locais e Globais Individuais do Grupo “Iniciativa Privada”

CRITÉRIO /