3.3 Resíduos Sólidos Urbanos – RSU
3.3.7 Coleta Seletiva de Materiais Reutilizáveis
3.3.7.2 Logística Reversa
A logística reserva é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a devolução dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos.
A logística reversa é realizada por meio do retorno dos produtos e embalagens após o uso pelo consumidor aos comerciantes e distribuidores, e destes para os fabricantes e importadores para que seja dada a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos.
De acordo com a Lei Nacional 12.305/2010 são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reserva, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:
I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso observado as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas.
II - Pilhas e baterias. III – Pneus.
V - Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista. VI - Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
A logística reversa também poderá ser ampliada aos produtos comercializados em embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, e aos demais produtos e embalagens, por meio de regulamento ou de acordos setoriais e de termos de compromisso realizados entre o poder público e o setor empresarial.
Em relação aos produtos eletroeletrônicos e seus componentes e lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, foi determinada pela Lei 12.305/2010 a implementação progressiva da logística reversa, segundo cronograma a ser estabelecido em regulamento específico.
O Ministério de Meio Ambiente já realizou três acordos setoriais com as seguintes associações de empresas fabricantes de:
• Embalagens plásticas de óleos lubrificantes.
• Lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista.
• Embalagens em geral.
Destes, já está em funcionamento o sistema de logística reversa de embalagens plásticas de óleos lubrificantes, mas ainda existem outros quatro sistemas em operação em nível nacional, implantados por iniciativas sem acordo setorial, que são: embalagens de agrotóxicos; óleo lubrificante usado ou contaminado; pilhas e baterias; e pneus.
Existem ainda os Termos de Compromisso firmados entre o Governo do Estado de São Paulo, através da CETESB, e as empresas fabricantes dos seguintes produtos:
• Embalagens de Produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria, Cosméticos, de Limpeza e Afins.
• Pilhas e Baterias Portáteis.
• Embalagens de Agrotóxicos.
• Embalagens Plásticas Usadas de Lubrificantes.
• Pneus Inservíveis.
• Aparelhos de Telefonia Móvel Celular e seus respectivos Acessórios.
• Óleos Lubrificantes.
• Óleo Comestível (individual).
• Óleo Comestível (associação).
• Baterias Automotivas Chumbo-ácido.
• Filtros Usados de Óleo Lubrificante Automotivo.
Dentre os produtos englobados nos sistemas de logística reversa estadual e nacional, no Município do Guarujá a Prefeitura atua diretamente com pneus inservíveis e embalagens de produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, de limpeza e afins, através de convênios com a Reciclanip (Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis Implantado pela Associação Nacional da
Indústria de Pneumáticos) e com as associações ABIHPEC, ABIPLA e ABIMA (respectivamente, Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, Associação Brasileira de Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins, e Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias e Pão & Bolo Industrializados).
O convênio com a Reciclanip foi renovado em 27/07/2015, ficando a cargo da Prefeitura de Guarujá disponibilizar e operacionalizar uma área para armazenamento dos pneus inservíveis seja eles provenientes de fontes conhecidas ou não (pneus abandonados pela população em vias públicas, que são recolhidos pela Secretaria de Operações Urbanas). Tal local foi denominado informalmente de “Ecoponto”, situado na Rua Afonso Nunes, 57 – Jd. Boa Esperança e, quando saturado, a transportadora contratada pela Reciclanip realiza o recolhimento dos pneus, a pedido da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e sem custos para o município.
Ainda, a Prefeitura de Guarujá fica responsável por comunicar e estimular a população a destinar de forma ambientalmente adequada os pneus inservíveis, enquanto que a Reciclanip se compromete a dar tal destinação, além de fornecer a quantidade de pneus retirados do Ecoponto, para fins de controle e monitoramento.
Já em relação à Parceria com a ABIHPEC, ABIPLA e ABIMA, esta está em vigor desde 26/03/2014, com validade de três anos. A Prefeitura é responsável, entre outras ações, por providenciar e manter a infraestrutura adequada para o funcionamento das cooperativas de catadores, ampliar e melhorar a coleta seletiva municipal, direcionar os resíduos dessa coleta para as cooperativas cadastradas no município, desenvolver e ampliar seu programa de educação ambiental, fornecer capacitação e treinamentos para os cooperados. Em contrapartida, as associações ABIHPEC, ABIPLA e ABIMA fornecem os recursos financeiros para capacitação dos catadores, para campanhas de educação ambiental e para aquisição de equipamentos e máquinas para as cooperativas, além de acompanhamento técnico para elas.
Há ainda sistemas de logística reversa em que a Prefeitura não atua diretamente, como pilhas e baterias, celulares usados, embalagens de agrotóxicos, entre outros, mas que estão implantados no município através de empreendimentos particulares, de venda ou distribuição desse tipo de produto.