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Lucro do ETF VALU11

No documento ETF Book-To-Market (páginas 50-57)

5. Backtest: comportamento ao longo do tempo

5.6 Lucro do ETF VALU11

0, 0022 0,0033 0, 0047 0, 0066 0, 0091 0, 0123 0,0151 0, 0186 0, 0228 0, 0279 0, 0342 2 0 1 9 2 0 2 0 2 0 2 1 2 0 2 2 2 0 2 3 2 0 2 4 2 0 2 5 2 0 2 6 2 0 2 7 2 0 2 8 2 0 2 9 0,0022 0,0032 0,0045 0,0064 0,0088 0,01200,0147 0,01800,0221 0,0271 0,0332 0,0000 0,0100 0,0200 0,0300 0,0400 0,0500 0,0600 0,0700 0,0800 0,0900 0,1000 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 5.7 Análise de cenários

Para efeito de simulação, consideramos variações em algumas variáveis utilizadas nas projeções de receita e lucro, e observarmos seus impactos no resultado final do ETF VALU11. Os resultados seguem abaixo:

Cenário : taxa de administração cair pela metade (0,2% a.a)

Gráfico 8 – Projeção de Crescimento da Receita Bruta (Bilhões R$)

Fonte: Elaboração Própria

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo realizado demonstrou que o mercado de ETF’s em termos globais tem crescido de forma significativa e de maneira mais intensa do que no Brasil. Esse fato demonstra que o mercado doméstico ainda possui muito espaço relativamente a outras economias para crescer nesse tipo de investimento, sobretudo em ETF’S de renda variável. Há no Brasil apenas 16 produtos desse tipo disponíveis para os investidores e todos são indexados. Os testes realizados demostraram que a maioria desses possui alta correlação com seu benchmark e assim, cumprem com seu objetivo principal (entregar retorno próximo ao do bench). Ao analisar as taxas de administrações cobradas, nota-se que de fato a dos fundos de Ações, em geral, são bem maiores que as dos ETF’s, ainda que consideremos fundos indexados ou monoativos que, em tese, deveriam ter taxas menores pois são passivos, notamos que isso não ocorre no caso brasileiro.

Assim sendo, a estratégia quantitativa desenvolvida para o VALU11 surge como uma alternativa de investimento para os players de mercado. Através do backtest realizado, essa estratégia se mostrou consistente ao longo do período de janeiro de 20002 a dezembro de 2008, e vem suprir a ausência desse tipo de ETF no mercado doméstico. Ao longo do período, a metodologia gerou retorno de 1531%, contra 547,5% do IBOV. Além disso, indicadores como Índice de Sharp, Índice de Treynor e medidas de risco mostraram-se consistentes ao longo do tempo e melhores do que os ETF’s existentes.

Por ser tratar de uma metodologia quantitativa, a estratégia necessita de pouca ou nenhuma intervenção humana, o que possibilita que o produto sugerido tenha baixa taxa de administração. De fato, o trabalho demostra que o principal fator utilizado na estratégia do VALU11, o book-to-market, funciona para o mercado brasileiro e que é possível a criação de um ETF melhor dos que os existentes, com cobrança de taxa de administração equivalente aos disponíveis atualmente e que possa ser lucrativo tanto para os investidores quanto para as distribuidoras e administradoras de fundos.

As projeções para os indicadores como receitas e lucro do VALU11 foram feitas de forma conservadora. De fato, o mercado de ETF tende a crescer de forma crescente uma vez que diversas vantagens são percebidas nesse produto comparativamente aos fundos tradicionais. Vale destacar que cerca de 10% da indústria de fundos globais, atualmente, é representada por ETF’s, enquanto que no Brasil esse valor é de apenas 0,03%. Todavia, ainda que as projeções

tenham sido realizadas com precaução, o valor de receita bruta ao longo 2019 a 2029 é de cerca de R$313 milhões. Ao considerarmos a estratégia em si com custo zero e 3% de despesas e custos anuais (corrigidos pela inflação), chegamos a um lucro estimado em R$304 milhões no período projetado.

Nota-se que a indústria de fundos de investimentos vem sofrendo, assim como outros setores, uma rápida transformação ocasionada sobretudo pelo rápido avanço tecnológico. Nesse sentido, há cada vez mais tipos de produtos financeiros que visam a atender as diversas necessidades dos investidores. Além disso, o maior acesso a informação faz com que os produtos nesse mercado sejam comparados pelos investidores mais facilmente. Sendo assim, os ETF’s, em geral, se apresentam como um produto de menor custo e que, no caso do VALU11, pode entregar um retorno acima do benchmark sugerido. Portanto, a criação de outros tipos de ETF’s em um futuro próximo mostra-se muito provável, seja através da utilização de modelos quantitativos, econométricos, matemáticos ou através de machine learning.

É importante destacar que o trabalho em si tem por objetivo sugerir a criação de um tipo de ETF através de uma metodologia específica, o que não quer dizer que não haja outras metodologias que possam gerar retornos positivos e atender outras demandas dos investidores brasileiros.

Por fim, a sugestão de criação do ETF VALU11 mostrou-se factível, rentável e consistente no período testado, porém pode ser interessante que em estudos posteriores, teste- se outros fatores além do P/L, EV/EBTIDA e P/VPA para criação de outros ETF’s no Brasil, visto que esse mercado está em fase de expansão. Note que para a criação da metodologia utilizamos apenas dados históricos (passados), todavia existe também a possibilidade de criação de estratégias que tentem capturar expectativas futuras.

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