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Método 5W2H

No documento ANGICOS 2019 (páginas 53-57)

3.2 ETAPAS DO TRABALHO

3.2.5 Método 5W2H

Nesta fase da pesquisa são propostas as ações necessárias para melhoria do uso da água,

levando em consideração todas as especificidades dos aparelhos laboratoriais de alto consumo

de água, dos equipamentos hidrossanitários e dos bebedouros instalados nas edificações,

verificadas na fase de levantamento em campo. Para isto, foram assinaladas ações a serem

tomadas a curto, médio e longo prazo.

Nesta pesquisa foi utilizada a ferramenta 5W2H, a qual foi introduzida por profissionais

do ramo automobilístico do Japão, com o intuito de auxiliar a utilização da ferramenta de

qualidade PDCA (play, do, check e action

)

, principalmente em seu planejamento (SILVA et

al., 2013). De acordo com Franklin (2006), a ferramenta 5W2H é entendida como um plano de

ação, ou seja, resultado de um planejamento como forma de orientação de ações que deverão

ser executadas e implementadas, sendo uma forma de acompanhamento do desenvolvimento

na etapa de planejamento. Um bom plano de ação deve deixar claro tudo o que deverá ser

realizado e, assim, desenvolver um pequeno check list, apontando os principais pontos de ação

(MESQUITA; VASCONCELOS, 2009).

A terminologia 5W2H é uma abreviatura de 7 termos da língua inglesa que embasam o

método, conforme o Quadro 3. Esta ferramenta descreve um plano de ação com as atividades

que precisam ser desenvolvidas com a maior clareza possível para obter o entendimento de

quem irá executá-la. O objetivo da ferramenta 5W2H é responder as sete questões básicas e

assim planejá-las de forma eficiente (MEIRA, 2003).

Quadro 3: Método 5W2H

Indagações Interpretações

5W

What? O que? O que deve ser implantado?

Why? Por quê? Por que deve ser implantado?

Who? Quem? Quem irá executar/participar da ação?

Where? Onde? Onde irá executar a ação?

When? Quando? Quando a ação será executada?

2H How? Como? Como será executada a ação?

How much? Quanto custa? Quanto custa para ser implantado?

Fonte: Adaptado de Nakagawa (2014)

As ações sugeridas (Whats?) nesta pesquisa foram determinadas após o diagnóstico dos

aparelhos laboratoriais de alto consumo de água, dos equipamentos hidrossanitários e

bebedouros existentes nas edificações visitadas e revisão da literatura. As ações foram definidas

considerando os critérios ambientais (redução do consumo de água e reúso da água) e técnico

(instalação e manutenção dos equipamentos poupadores e disponibilidade de mercado). As

motivações (Why?) das implantações foram determinadas com base em revisão literária. Os

responsáveis pelas ações (Who?) foram definidos através de consulta à Superintendência de

Infraestrutura (SIN) da UFERSA. Os locais onde as ações devem ser executadas (Where?)

foram definidos de acordo com as visitas às edificações. Os prazos (When?) foram estipulados

com o auxílio da matriz GUT (Gravidade x Urgência x Tendência), que será descrita. Os

métodos de implementação (How?) foram definidos segundo consulta à SIN da UFERSA. Os

custos (How much?) foram estimados com o auxílio de uma planilha orçamentária baseada no

Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), já que a

planilha é a fonte oficial de referência de preços de insumos e de custos para elaboração do

orçamento de obras e serviços de engenharia, contratados e executados com recursos dos

orçamentos da União. Para serviços que não constavam nessas bases de dados, foram feitas

composições de custos unitários, através de pesquisas de mercado na cidade de Mossoró.

As ações resultantes do plano do método 5W2H e as referências utilizadas em sua

percepção são mostrados no Quadro 4.

Quadro 4: Método de elaboração do checklist 5W2H

Ação Circunstâncias Resultados

5W

What? Ação

Determinadas através de revisão bibliográfica

consulta de funcionários da universidade e

visita às edificações.

Why? Motivo

Who? Responsável

Where? Local

When? Metodologia

2H How? Prazo Matriz GUT

How much? Valor Planilha orçamentária

Fonte: Autoria própria (2019)

Como mencionado, a matriz GUT foi utilizada para estipular os prazos das ações.

Segundo Fáveri e Silva (2016) o método GUT foi desenvolvido por Kepner e Tregoe na década

de 1980, com o intuito de se escalonar as prioridades a partir da necessidade de resolução de

problemas complexos nas indústrias americanas e japonesas. De acordo com Gomes (2006), a

matriz GUT é uma forma de tratar problemas com o objetivo de priorizá-los, levando em

consideração:

 a gravidade, que é o impacto que o problema causaria a longo prazo sobre pessoas,

coisas, organizações ou processos, na hipótese de o mesmo não ser resolvido;

 a urgência que seria a relação com o tempo necessário ou disponível para resolver o

problema;

 a tendência que é a avaliação do crescimento, redução ou desaparecimento do problema.

A classificação dos problemas está relacionada a pontuação dada aos problemas. Essa

pontuação varia de 1 a 5 para a gravidade, urgência e tendência de cada ação (Quadro 5), os

valores devem ser multiplicados (G x U x T) e organizados em ordem decrescente (Quadro 6),

estabelecendo as ações prioritárias. Conforme a multiplicação das pontuações atribuídas, as

metas para implantação das ações assinaladas foram definidas em curto, médio e longo prazo,

a partir de estudos realizados na IES, mostrado o Quadro 7.

Quadro 5: Pontuação utilizada na matriz GUT

Pontos

Gravidade – G Urgência – U Emergência – E

Consequência da não

realização da ação

Urgência de realização

da ação

Agravamento do problema caso não

realize a ação

1 Sem gravidade Não tem pressa Não vai piorar

2 Pouco grave Pode esperar um pouco Vai piorar a longo prazo

3 Grave O mais cedo possível Vai piorar a médio prazo

4 Muito grave Com alguma urgência Vai piorar a curto prazo

5 Extremamente grave Ação imediata Tende a piorar de imediato

Fonte: Adaptação de Gomes (2006)

Quadro 6: Estabelecimento de prioridades na matriz GUT

Problema G U T GUT Priorização

1 G1 U1 T1 Ordem

decrescente Ordem crescente

2 G2 U2 T2

N Gn Um Tn

Fonte: Adaptação de Gomes (2006)

Quadro 7: Prazo para implantação das ações, conforme classificação da matriz GUT

G x U x T Prazo

61 - 125 Curto prazo - 1 a 3 meses

21 - 60 Médio prazo - 3 meses a 1 ano

1 - 20 Longo prazo - 1 a 2 anos

Fonte: Adaptação de Vale (2019)

De acordo com Ferreira et al. (2018), a partir da multiplicação dos valores obtidos na

matriz, obtém os valores para cada problema ou fator de risco analisado e, quanto maior for o

resultado dos valores dos fatores de risco (Fator de Risco = GxUxT), mais prioritária será a

busca para a solução do problema.

A atribuição de pontuações aos problemas ou ações, classificando-os de acordo com sua

gravidade, urgência e tendência é algo subjetivo. Assim sendo, a análise varia de acordo com

quem a faça. Desta forma, neste trabalho seguiu a mesma orientação realizada no trabalho de

Vale (2019), visto que a mesma utilizou os dados na mesma instituição de ensino e a

metodologia será utilizada no projeto de pesquisa existente na universidade. Neste estudo foi

levado em consideração o ponto de vista de funcionários da SIN da UFERSA. O formulário

aplicado aos funcionários para obter as pontuações na matriz GUT encontra-se no Apêndice C.

Para o cálculo do produto G x U x T foi utilizado a média das pontuações sugeridas pelos

funcionários.

No documento ANGICOS 2019 (páginas 53-57)

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