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MÉTODOS PARA PROCESSO DE DESIGN DE INTERFACE

4.2 DESIGN DE INTERFACE WEB

4.2.2 MÉTODOS PARA PROCESSO DE DESIGN DE INTERFACE

Os métodos de projeto propiciam a realização de um trabalho estruturado, sistemático e organizado, auxiliam a identificar especificidades do problema, tornam as tarefas mais claras e precisas, pois fornecem um suporte lógico ao desenvolvimento das atividades projetuais. (BOMFIM, 1995)

A seguir são apresentados alguns métodos representados graficamente sob a forma de fluxogramas ou esquemas, que demonstram a seqüência de etapas a serem desenvolvidas pelos projetistas durante o Design de Interface.

‹ Processo de Design de Interface Iterativo

Mandel (1997) promove um Processo de Design de Interface Iterativo que envolve usuários, concentra prototipagem e avaliação do projeto, desde os estágios iniciais até o desenvolvimento do produto final. O modelo do processo é apresentado na Figura 26:

Figura 26 – Processo de Design de Interface Iterativo Fonte: Mandel (1997, p. 251)

As quatro fases do Processo estão descritas no Quadro 10:

Quadro 10 – Fases do Processo de Design de Interface Iterativo

Fase Título Atividades

1 Coleta e análise da informação sobre o usuário

– Determinar o perfil do usuário

– Realizar a análise da tarefa do usuário – Coletar requisitos do usuário

– Analisar ambientes do usuário

– Equiparar requerimentos para tarefas do usuário

2 Projetar a interface com o usuário

– Definir as metas e objetivos da usabilidade do produto

– Desenvolver cenários do usuário e tarefas – Definir objetos de interface e ações

– Determinar ícones de objetos, janelas e representações visuais

– Projetar objetos e menus das janelas/telas – Refinar projeto visual

3 Construir a interface – Prototipar

4 Validar a interface – Testes de Usabilidade Fonte: Mandel (1997, p. 255-290)

‹ Metodologia aplicada ao Ciclo de Vida de Produtos de Tecnologia da Informação

Crampes (1997) apresenta um esquema que contém as principais fases do ciclo de vida de uma aplicação, conforme ilustra a Figura 27:

Figura 27 – Fases do Ciclo de vida de uma aplicação Fonte: Crampes (1997, p. 7).

‹ Metodologia Projetual para Interfaces Gráficas

A preocupação com o usuário em relação às interfaces, em um âmbito geral, tornou importante ao processo projetual, as seguintes perguntas: como? por quem? em que contexto?, entre outras. Surgiu a idéia de que o projeto é interdisciplinar e dependente do entorno em que se encontra o usuário. Em consonância com esses pressupostos, Bürdek (1999) definiu uma metodologia geral para o projeto de interfaces gráficas, apresentado na Figura 28:

INTERFACE

Superfície de Uso

Organização Funcional Projeto Estético - Redução da complexidade

- Inteligibilidade - Auxílio

- Níveis de formas

- Funções indicativas dos elementos interativos

- Funções simbólicas (culturais) Protótipos

Provas de utilização

Produto

Figura 28 – Metodologia Projetual para Interfaces gráficas Fonte: Bürdek (1999).

‹ Processo de Design Centrado no Usuário – DCU

Design Centrado no Usuário (DCU) é um processo de Design de Interface com o usuário que concentra metas de usabilidade, características do usuário, ambiente, tarefas e fluxo de trabalho, no projeto de uma interface. DCU segue uma série de métodos bem definidos e técnicas para análises, planejamento e avaliação de desempenho do hardware, software e interface web. O processo de DCU é um processo iterativo, onde as etapas de projeto e avaliação são construídas desde as fases iniciais até a implementação. (HENRY e MARTINSON - Accessibility in User- Centered Design apud SMITH et al., 2004)

Fases do Processo DCU: existem diferentes variações do processo de design centrado no usuário, quando os princípios básicos e as técnicas são as mesmas. Conforme Smith et al. (2004), a Figura 29 é um exemplo típico de um processo de DCU para projetar aplicações web:

– Visão, metas, objetivos Imagem (sensibilidade) Desafios e restrições

– Usuário/ Análise das audiências

ƒ Lista de categorias de usuários ƒ Matriz de categorias de usuários com

conhecimento, experiência, e habilidades em www, acessibilidade, html, etc.; conexão, ambiente; hardware, software; freqüência de uso

ƒ perfis (detalhes, fatos, figuras)

ƒ Personas / Caracterizações (construa uma "pessoa" com nome, etc.)

ƒ Técnica: Estudos de campo, pesquisa contextual

– Tarefa/Análise da Finalidade ƒ Lista de tarefas

ƒ Matriz de tarefas do usuário – Análise da arquitetura da

informação

ƒ Lista de conteúdo

ƒ Matriz do conteúdo do usuário ƒ Hierarquia, relacionamentos web ANÁLISE

– Análise do fluxo de trabalho ƒ Fluxo de trabalho ƒ Cenários

DESIGN

– 10% apresentação, 30% interação, 60% modelo conceitual – Conceitual/modelo mental, metáforas, design de conceitos – Design da navegação

– Storyboards, wireframes (esquema da estrutura) – Projeto detalhado

– Protótipos de papel – Mock ups on-line

– Protótipos on-line funcionais AVALIAÇÃO

(volta ao design)

– Avaliação heurística – Revisões de diretrizes

– Testes de Usabilidade – em papel, baixa e alta fidelidade; formal - informal IMPLEMENTAÇÃO

DISTRIBUIÇÃO

Figura 29 - Fases do Processo DCU

‹ Design de Interface com o Usuário

O American Institutes for Research, sob o enfoque da Engenharia de Usabilidade, apresenta um modelo de Design de Interface com o usuário, ilustrado na Figura 30:

Compreensão Pesquisa do Usuário

Criação Cenário de Metas (visão)

Descrição Design Conceitual Apresentação Esboço de Soluções Projeto Preliminar Prototipagem (limitada) Teste de Usabilidade - no 1 Projeto Detalhado Prototipagem (avançada) Teste de Usabilidade - no 2 Projeto Final Especificação

Figura 30 – Design de Interface com o usuário Fonte: American Institutes for Research (2007).

‹ Algumas Considerações sobre Métodos de Projeto de Interface

Nos últimos anos, muitos métodos de projeto de interface foram definidos. Em geral, partem da captura e análise do perfil do usuário e de suas tarefas, análise dos objetivos da interface, definição do projeto das telas, da navegação e teste da interface prototipada. Em muitos aspectos possuem similaridade; apresentam diferentes números de etapas/fases; são genéricos, por isso algumas ferramentas tem sido implementadas para suportar o processo de desenvolvimento; e, na maioria das vezes, não expõem de fato como ocorre a concepção dos componentes gráficos, dos aspectos estéticos e semiológicos da interface, a partir do contexto do usuário. Também, não prevêem em que momento do processo o desenvolvedor de interface web irá aplicar os requisitos estabelecidos pelos Padrões Web; e não fazem menção sobre como trabalhar com as apresentações personalizadas/adaptativas.

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