Outras recorrências –
E- mail: [email protected] (orientadora) [email protected] (pesquisadora)
Contato: (55) 9917-7780 (Pesquisadora), (55) 3220 – 8023 (PPGE/UFSM) Endereço: CE/UFSM- Sala 3336B – Sala da pesquisadora responsável.
Local da coleta de dados: Escola Municipal Fundamental Joaquim Porto Villanova –
Ijuí/RS.
Prezado(a) Professor(a):
A pesquisa aqui proposta tem o objetivo de compreender a aprendizagem docente de professores de uma escola municipal, a partir de experiências de conhecimento compartilhado no contexto da inclusão.
Sua participação nesta pesquisa consiste em responder as perguntas, expondo suas concepções acerca dos questionamentos realizados pelo pesquisador.
A coleta de dados será realizada através de entrevistas semiestruturadas, que serão gravadas em áudio na perspectiva de facilitar a compreensão global do contexto das narrativas/vozes/falas. Os áudios serão transcritos e o conteúdo será entregue ao professor colaborador da pesquisa para possíveis alterações, inclusões ou exclusões de conteúdos que considerar pertinentes.
Os colaboradores podem deixar de participar do estudo caso assim o desejarem, a qualquer momento, sem nenhuma penalidade. Não haverá riscos de danos morais aos
colaboradores; contudo, poderão surgir situações de desconforto e sentimentos ao rememorarem sua história. Também não acarretará custos ou despesas ao colaborador.
As informações obtidas serão utilizadas única e exclusivamente para esta pesquisa, sendo acessadas somente pela pesquisadora e pela orientadora e, estando sob responsabilidade das mesmas para responder por eventual extravio ou vazamento de informações confidenciais. As informações fornecidas terão sua privacidade garantida pelos pesquisadores responsáveis. Em nenhum momento, os sujeitos da pesquisa serão identificados, inclusive durante a divulgação dos resultados. As informações coletadas serão mantidas na sala 3336B - CE/UFSM durante o período de 5 anos e após serão destruídas através da queima dos arquivos.
Os resultados obtidos através desta pesquisa serão divulgados em revistas, periódicos e eventos relacionados à área da Educação e Educação Especial.
Antes de concordar com a participação neste estudo é importante que você compreenda a pesquisa e as informações contidas neste documento. É dever do pesquisador responder a todas as dúvidas antes da realização da entrevista.
Em caso de qualquer dúvida, em qualquer fase de desenvolvimento da pesquisa, ou para cessar a participação no estudo aqui proposto, o colaborador deverá entrar em contato com a pesquisadora ou com a orientadora, através de e-mail ou dos seguintes telefones: (55) 9917-7780 (autora) (55) 3220 – 8023 (PPGE/UFSM).
Eu _________________________________________, acredito ter sido suficientemente informada a respeito das informações que li, tendo ficado claro para mim quais são os propósitos do estudo, os procedimentos a serem realizados, as garantias de confidencialidade e de esclarecimentos permanentes. Concordo voluntariamente em participar deste estudo e poderei retirar o meu consentimento a qualquer momento, antes ou durante, sem penalidade ou prejuízo.
___________________________ ______________________ Professor Colaborador Número de Identidade
DECLARAMOS, ABAIXO ASSINADOS, QUE OBTIVEMOS DE FORMA APROPRIADA E VOLUNTÁRIA O CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO DESTE SUJEITO DE PESQUISA OU REPRESENTANTE LEGAL PARA A PARTICIPAÇÃO NESTE ESTUDO.
____________________________ ____________________________
Orientador(a) Pesquisador(a)
Anexo B – Termo de confidencialidade
Universidade Federal de Santa Maria Centro de Educação
Programa de Pós- Graduação Mestrado em Educação
TERMO DE CONFIDENCIALIDADE
Título do estudo: Aprendizagem docente: o conhecimento compartilhado sobre inclusão e
a formação continuada no ensino fundamental
Pesquisadora Responsável: Doris Pires Vargas Bolzan Instituição: UFSM/CE/ Curso de Mestrado em Educação
E-mail: [email protected] (orientadora) [email protected] (pesquisadora)
Contato: (55) 9917-7780 (Pesquisadora), (55) 3220 – 8023 (PPGE/UFSM) Endereço: CE/UFSM- Sala 3336B – Sala da Orientadora responsável.
Local da coleta de dados: Escola Municipal Fundamental Joaquim Porto Villanova –
Ijuí/RS.
Autora: Tásia Fernanda Wisch.
Os pesquisadores da presente pesquisa se comprometem a preservar a privacidade dos colaboradores cujos dados serão gravadas em áudio durante a entrevista semiestruturada. Concordam, igualmente, que estas informações serão utilizadas única e exclusivamente para execução da presente pesquisa. As informações somente poderão ser divulgadas de forma anônima e serão mantidas na sala número 3336b, Centro de Educação da UFSM, por um período de cinco anos sob os cuidados da pesquisadora responsável Profª Doris Pires Vargas Bolzan. Após este período, os dados serão destruídos.
Santa Maria, 01 de Setembro de 2012.
____________________________________ Assinatura da Pesquisadora responsável
Anexo C – Termo de Autorização de divulgação do nome da Instituição
Universidade Federal de Santa Maria Centro de Educação
Programa de Pós- Graduação Mestrado em Educação
Eu, ___________________________________, diretora da Escola Municipal Fundamental Joaquim Porto Villanova, Ijuí/RS, autorizo a pesquisadora responsável Profª Drª Doris Pires Vargas Bolzan e a estudante de mestrado Tásia Fernanda Wisch a divulgar nome desta instituição na pesquisa intitulada “Aprendizagem docente: o conhecimento compartilhado sobre inclusão e a formação continuada no ensino fundamental”. A referida investigação discute a formação continuada de professores desta instituição.
_________________________________________ Diretora da E.M.F. Joaquim Porto Villanova
Anexo D – Texto “Disbicicléticos”
Disbicicléticos
Dani é uma criança que não sabe andar de bicicleta. Todas as outras crianças do seu bairro já andam de bicicleta; os da sua escola já andam de bicicleta; os da sua idade já andam de bicicleta. Foi chamado um psicólogo para que estude seu caso.
Fez uma investigação, realizou alguns testes (coordenação motora, força, equilíbrio e muitos outros; falou com seus pais, com seus professores, com seus vizinhos e com seus colegas de classe) e chegou a uma conclusão: esta criança tem um problema, tem dificuldades para andar de bicicleta. Dani é disbiciclético.
Agora podemos ficar tranquilos, pois já temos um diagnóstico. Agora temos a explicação: o garoto não anda de bicicleta porque é disbiciclético e é disbiciclético porque não anda de bicicleta. Um círculo vicioso tranquilizador.
Pesquisando no dicionário, diríamos que estamos diante de uma tautologia, uma definição circular. “Por qué la adormidera duerme? La adormidera duerme porque tiene poder dormitivo”. Pouco importa, porque o diagnóstico, a classificação, exime de responsabilidade aqueles que rodeiam Dani. Todo o peso passa para as costas da criança. Pouco podemos fazer. O garoto é disbiciclético! O problema é dele. A culpa é dele. Nasceu assim. O que podemos fazer?
Pouco importa se na casa de Dani seus pais não tivessem tempo para compartilhar com ele, ensinando-o a andar de bicicleta. Porque para aprender a andar de bicicleta é necessário tempo e auxílio de outras pessoas.
Pouco importa que não tenham colocado rodinhas auxiliares ao começar a andar de bicicleta. Porque é preciso ajuda e adaptações quando se está começando. Pouco importa que não haja, nas redondezas de sua casa, clubes esportivos com ciclistas com quem ele pudesse se relacionar, ou amigos ciclistas no bairro que o motivassem. Porque, para aprender a andar de bicicleta não pode faltar motivação e vontade de aprender. E pessoas que incentivem!
Pouco importa, enfim, que o garoto não tivesse bicicleta porque seus pais não puderam comprá-la. Porque para aprender a andar de bicicleta é preciso uma bicicleta. (Felizmente, os pais de Dani, prevendo a possibilidade de seu filho ser disbiciclético, preferiram não comprar uma bicicleta até consultar um psicólogo.)
Transportando este exemplo para o campo da síndrome de Down, o processo é semelhante. Desde quando a criança é muito pequena, apenas um recém-nascido, é feito um diagnóstico – trissomia do cromossomo 21 – por um médico especialista, e verificado, com uma prova científica, o cariótipo. A partir disso, entramos em um círculo vicioso no qual os problemas justificam o diagnóstico, o qual, por sua vez, é justificado pelos problemas.
Por que a criança não cumprimenta, não diz bom-dia quando chega, nem adeus quando vai embora? “É que ela tem síndrome de Down”. Ah, bom! Achei que era mal-educada.
Por que a criança não se veste sozinha, e sua mãe a veste e despe todos os dias, se já tem oito anos? “É que ela tem síndrome de Down”. Ah, bom! Pensei que não lhe tinham ensinado.
Por que continua a tomar mamadeiras se já tem seis anos? “É que ela tem síndrome de Down”. Ah, bom! Imaginei que era comodismo de seus pais.
Por que a criança não sabe ler? “É que ela tem síndrome de Down”. Ah, bom! Pensei que não lhe haviam ensinado.
Por que não anda de ônibus ? “É que ela tem síndrome de Down”. Ah, bom! Pensei que não lhe permitiam fazer isso.
E, assim, uma lista interminável de supostas dificuldades que, por estarem justificadas pela síndrome de Down, não necessitam de nenhuma intervenção, além da resignação. Todas as suas dificuldades se devem à síndrome de Down.
Podemos estender a qualquer outra deficiência em que o diagnóstico médico ou psicológico possa ser utilizado como desculpa para nos eximirmos de responsabilidades. Se classificamos a criança como disfásica, disléxica, discalcúlica, disgráfica, deficiente visual ou auditiva, mental ou motora, disártrica ou simplesmente disbiciclética, estamos fazendo algo mais do que “colocar um nome” no que pode acontecer com uma criança. Estamos criando expectativas naqueles que a cercam.
Por isso, eu sugiro que antes de comprar uma bicicleta para seu filho ou sua filha, comprove que não sejam disbicicléticos. Vá que aconteça imediatamente após a compra dar-se conta de que se jogou dinheiro fora?