• Nenhum resultado encontrado

Mapeamento das posições discursivas e dos agentes

Capítulo 3 – Descrição dos agentes de discurso CSUTCB x CONAMAQ: Tensões

3.1. Mapeamento das posições discursivas e dos agentes

Podemos dizer que na Bolívia, hoje, encontramos evidenciados no processo de construção do Estado Plurinacional dois discursos com base nos quais se estabelecem posições discursivas (entendidas como compostas por conjuntos de ideias e práticas), como se organizam movimentos sociais e criam agentes na esfera política pública. Um identificado como camponês-indígena, e o outro como indígena-originário. Propomos que aconteceu um deslocamento no eixo dos debates e demandas sobre direitos e que hoje a tendência é que os discursos se articulem ao redor de identidades étnicas, mas que, no caso boliviano, a operacionalização/implantação das reivindicações ainda se baseia nas formas tradicionais de atuação política no país, baseadas na experiência sindical. Para demonstrá- lo, iremos tomar como objeto de análise a CSUTCB (Central Sindical Única de Trabalhadores de Bolívia) e o CONAMAQ (Conselho Nacional de Ayllus e Markas do Qullasuyu), ambas organizações influenciadas pelo katarismo e seus desdobramentos (como a criação do THOA, mencionada no capítulo anterior) e que têm sua sede no altiplano boliviano. A intenção neste capítulo é, ao descrever as trajetórias dessas organizações, poder traçar o modo como, quando e porque adquiriram reconhecimento e legitimidade como porta-vozes de discursos identitários específicos na arena política boliviana.

52 Parte das ideias apresentadas neste capítulo foi discutida por ocasião de minha participação (com a

apresentação intitulada: Estado Plurinacional de Bolívia: entre camponeses e indígenas, identidade e

reivindicações) no evento Estudos Andinos no Brasil: Seminário Multidisciplinar, promovido pelo Centro de

Estudos Mesoamericanos e Andinos (CEMA/USP) e pelo Centro de Estudos Ameríndios (CEsTA/USP), realizado na FFLCH/USP, entre os dias 14 e 15 de junho de 2012.

105

Como já discutido no capítulo 2, a mobilização dos movimentos sociais indígenas bolivianos ganhou força e visibilidade a partir de finais dos anos 1980, quando houve uma mudança no eixo discursivo, em um contexto de crise geral do marxismo, de enfraquecimento dos discursos baseados neste, e o surgimento de novos referentes ideológicos. Os novos discursos reivindicativos, inspirados em especial pelo indianismo- katarismo, passam a propor revisões e transformações sociais e políticas profundas, em especial no sentido de superar o que é identificado por esses movimentos como a negação de si que caracterizaria as populações mestiças e indígenas no país, e o chamado “colonialismo interno”, “diagnosticado” por Fausto Reinaga (1970), que reforça a exclusão-segregação percebida como a marca da vivência dessas parcelas da população.

Nos anos 1970 e 1980, o katarismo foi fundamental para a mudança de atuação dos movimentos sociais indígenas bolivianos, ao recuperar certas ideias indianistas e sugerir a superação do termo “camponês” para identificar os indígenas e mestiços bolivianos. Nos anos 1980, com o fim das ditaduras militares (1964-1982)53 e a implantação de políticas de orientação “neoliberal”, conduzidas por Víctor Paz Estenssoro, destaca-se uma mudança significativa na atuação do movimento social indígena boliviano. A participação e mobilização nacionalmente articulada dos movimentos sociais de base camponesa- indígena e indígena-originária foi um marco fundamental, uma vez que estes puderam perceber sua força de mobilização e pressão na vida política do país. O momento da luta pela redemocratização foi identificado por Zavaleta Mercado (1983) como um dos “momentos constitutivos”54 da nação boliviana.

Com as reformas empreendidas por Paz Estenssoro no início da década de 1980 e a forte crise econômica que assolou o país, a configuração de forças entre os tradicionais sindicatos bolivianos mudou, como já mencionamos no capítulo anterior. A crise do setor mineiro impulsionou uma forte migração de trabalhadores desempregados para a região do Chapare, e estes levaram sua experiência de mobilização sindical para a região. Em decorrência da chegada desses migrantes, houve o fortalecimento das organizações de

53 No final da ditadura militar, em 1982, com a queda do General Hugo Bánzer, foi eleito novamente como

presidente Hernán Siles Zuazo e, em 1985, Victor Paz Estenssoro o sucedeu – ambos heróis da Revolução Nacional de 1952.

54 Zavaleta Mercado explica que o momento constitutivo fornece um contexto em que o momento econômico

de formação nacional e o momento ideológico ou cultural são paralelos e se fundam nesse dito contexto. É a circunstância em que se substitui o caráter localista pelo caráter nacional, o que, segundo o autor, está profundamente ligado ao desenvolvimento do modo de produção capitalista. (Zavaleta Mercado, 2009)

106

cocaleiros. Segundo Urquidi (2007), a originalidade do movimento cocaleiro está na sua composição identitária, constituída não só por camponeses-indígenas migrantes de todas as regiões rurais do país, mas também por ex-trabalhadores operários mineiros e setores populares urbanos55. A experiência sindical dos mineiros foi algo que contribuiu para a proeminência política conquistada pelo movimento cocaleiro nos anos 1990. Foi nesse movimento que Evo Morales adquiriu sua experiência sindical, despontou no cenário político do país e se formou o MAS-IPSP56 (Movimiento al Socialismo – Instrumento Político para la Soberanía de los Pueblos).

As reformas empreendidas pelo governo de Paz Estenssoro levaram a um contexto de agudização da pobreza da população, gerando uma reconfiguração das forças políticas entre as organizações e movimentos sociais. Como exemplo, temos que foi enfraquecida a tradicional organização sindical mineira, eixo da articulação política e das resistências sociais até aquele momento, chegando quase a desaparecer.

Sem dúvidas, o maior impacto social, com repercussão política, foi a desarticulação dos sindicatos mineiros e da Central Obrera Boliviana (COB)57. Pouco a pouco, o que se

55 Para maiores detalhes sobre o movimento cocaleiro, conferir Urquidi (2007).

56 O Movimiento al Socialismo (MAS) se apresenta como mais do que um partido político, como um

instrumento político, em especial dos cocaleiros. O MAS é uma coalização de muitos movimentos sociais indígenas ou não, rurais e urbanos, trabalhistas, associativos, camponeses, que, desse modo, expandiram suas estruturas de mobilização. Segundo Zuazo (2009), o surgimento do MAS-IPSP é produto da confluência de quatro fatores históricos, políticos e sociais, no momento de crise enfrentada pela Bolívia entre 2000 e 2005. Os quatro fatores são: 1) o surgimento politizado da ruptura campo-cidade; 2) a crise do modelo econômico neoliberal e a visibilização social da dívida social que o modelo gera; 3) a crise de representatividade dos partidos tradicionais e 4) o processo de municipalização iniciado em 1994 com a Lei de Participação Popular. Também em 1994, no VI Congresso da CSUTCB, decide-se e aprova-se a tese da necessidade de criação de um instrumento político dos camponeses. Materializando essa resolução, em março de 1995, é realizado em Santa Cruz o Congreso Tierra, Territorio e Instrumento Político, de que participam a CSUTCB; a Federação Nacional de Mulheres Campesinas de Bolivia- Bartolina Sisa, FNMCB-BS; a Confederação Sindical de Colonizadores de Bolivia, CSCB; e a Central Indígena do Oriente de Bolivia, CIDOB. Nesse congresso, nasce o MAS-IPSP sob o nome de Asamblea por la Soberanía de los Pueblos, ASP. A presença desses diferentes atores nos mostra que esse foi o momento da construção da unidade política campesina indígena e originária. A nascente ASP será liderada por Alejo Véliz, camponês quechua, dirigente dos camponeses do vale de Cochabamba. A ASP não consegue sua inscrição na Corte Nacional Eleitoral, o que leva posteriormente à adoção de outra sigla. No entanto, como símbolo da importância deste momento, se mantém o conceito “soberania dos povos”, que explica por que, para a militância camponesa originária, a segunda parte do nome (IPSP, Instrumento para a Soberania dos Povos) é a que descreve a criatura. A formação de um instrumento político e não de um partido se baseia na ideia de formar algo que, diferentemente de um partido, seja produto da experiência democrática que o mundo camponês-indígena desenvolveu, com base na percepção de que “os partidos dividem”; e com a necessidade de criar algo que desse uma resposta à crise de legitimidade dos partidos que também era sentida na área rural. (Zuazo, 2009: 37, 38)

57 A Central Obrera Boliviana (COB) foi fundada após a Revolução Nacional de1952, é a central sindical que

reúne todos os sindicatos e grêmios bolivianos. Sua principal afiliada é a Federação Sindical de Trabalhadores Mineiros de Bolívia (FSTMB). Teve papel preponderante na tradição organizativa boliviana no século XX, influenciada por correntes marxistas, tende a se posicionar de acordo com interpelações da

107

observou é que a tradição operária mineira na direção sindical do país e sua força de mobilização popular foram progressivamente sendo substituídas pelos grupos indígenas, pautados por sua experiência sindical como camponeses, e uma identidade que, inspirada pelo discurso katarista, foi reformulada a partir das reminiscências de sua vivência comunitária. A nova forma de organização dos povos indígenas das terras altas bolivianas assumiu, a partir das reivindicações por terra/território58, a luta pela reconstituição dos Ayllus como sua maior demanda. Essa reivindicação pela reconstituição dos “territórios originários”, das autoridades originárias e das formas de organização tradicionais entre os povos de origem quechua e aymara localizados, em especial nas terras altas bolivianas, é a principal bandeira do CONAMAQ.

Como já mencionamos no capítulo anterior, o ayllu59, ou comunidade, é a base dos movimentos camponeses e indígenas bolivianos nas terras altas. A comunidade é uma importante referência da cultura andina60. Partindo da ideia de recuperação e valorização da forma organizativa ayllu, como também já afirmamos anteriormente, um conjunto de organizações começam a ser criadas a partir de 1983. E foi em 1997 que tais organizações se reuniram e fundaram o CONAMAQ – Consejo Nacional de Ayllus y Markas del Qullasuyu. O CONAMAQ é hoje a organização indígena-originária mais influente do altiplano, e seu discurso se baseia na defesa dos direitos dos povos indígena originário campesinos.

Enquanto as organizações das terras altas, como CSUTCB e CONAMAQ, são profundamente influenciadas pelos discursos kataristas e têm uma forte tradição associativa (que descreveremos adiante), as organizações das terras baixas se caracterizam por outra trajetória.

A CIDOB, originalmente Confederación de Pueblos Indígenas del Oriente Boliviano, foi fundada em 1982, como legítima representante nacional do movimento indígena das terras baixas bolivianas. Nessa ocasião, congregava Chiquitanos, Ayoreos,

esquerda operária tradicional. Para maiores detalhes sobre a COB, sua história e organização, conferir García Linera (coord.) (2010).

58 As reivindicações por terra dizem respeito a demandas relativas à redistribuição e titulação destas. Já as

relativas a território se dão por estes serem entendidos como uma jurisdição geográfica de propriedade coletiva da terra e sobre a qual se exerce o autogoverno, sendo em geral uma demanda de povos e nações indígena originário camponeses.

59 O ayllu é uma das unidades da organização política territorial dos povos indígenas do altiplano, o território

se divide em ayllus, markas e suyus – sendo o ayllu a menor unidade política, mas que também está dividida em unidades menores as sapxi ou sayañas.

108

Guarayos e Guaranís. No entanto, o processo de unificação dos povos indígenas do Oriente se iniciou por volta de 1979, quando aconteceram os primeiros contatos entre lideranças dos povos indígenas da região pela iniciativa do Capitán Grande guaraní, Mburuvichaguasu Bonifacio Barrientos Iyambae, também conhecido como ‘Sombra Grande’. (García Linera (coord.), 2010: 217, 218). Com a fundação da CIDOB, iniciou-se um processo de fortalecimento a nível institucional e dos povos (com a criação de centrales comunales, intercomunales, capitanías como instâncias de organização e decisão). Os quatro povos fundadores da CIDOB se reúnem com o fim de fortalecer a unidade dos mesmos e suas estruturas de mobilização, respeitando suas formas ancestrais e tradicionais de organização. Paulatinamente foram organizados congressos e cabildos indígenas, com a intenção de fortalecer os vínculos entre os distintos povos do Oriente. Em 1989, após a realização de importantes encontros, deu-se a conversão de CIDOB em Central de Pueblos y Comunidades Indígenas del Oriente, Chaco y Amazonia de Bolivia. Nesse processo, até o ano de 1990, quando conclamaram a Grande Marcha por Dignidade e Território, o esforço em criar laços e unificar critérios entre as já existentes formas de autogoverno local e regional dos indígenas das terras baixas foi intensa e sistemática. Desde então, até hoje, a CIDOB reúne e representa outros povos indígenas, além dos quatro fundadores, e a confederação é composta por 11 organizações regionais, um dado significativo de sua presença nacional.

“No caso dos povos das terras baixas, não só foi necessário criar níveis de representação em uma escala maior no interior de cada povo para agrupar as distintas formas de autogoverno comunal e local, territorialmente descontínuos, mas foi preciso também unificar esses níveis superiores de representação de cada povo com o de outros povos (mojeños, chimanes, yuracarés, sirionós, entre outros) a partir da construção de critérios compartilhados sobre suas demandas, sobre seus opositores, suas ações etc.” (García Linera (coord.), 2010, 2010: 218) Assim, a convocação da marcha em 1990 e sua realização foram o resultado de um longo processo de formação organizativa, discursiva e identitária dos povos indígenas das terras baixas, o que, por sua vez, consistiu em um marco fundamental na reelaboração das redes de associação prática, no imaginário coletivo e na autoidentificação dos povos indígenas, além de ter favorecido a adesão de outros povos à organização, algo que a fortaleceu.61

61

Para maiores detalhes sobre a estrutura organizativa, estruturas de mobilização e marcos interpretativos da CIDOB, conferir García Linera (coord.) (2010).

109

Como já mencionamos, em consequência de vários fatores, externos e internos, nos anos de 1990 ganharam ênfase os debates sobre a problemática dos direitos dos povos indígenas na Bolívia. O ano de 1990, em especial, foi um marco. Neste ano, os povos indígenas bolivianos se organizaram em torno da Marcha por la Dignidad y el Territorio, conclamada pela CIDOB, nas terras baixas. Tal conjunto de acontecimentos – a promulgação de normativas internacionais concernentes aos direitos dos povos indígenas, mudanças nas políticas nacionais que tinham impacto na vida de ditos povos, como as de enfoque ecológico, e as mobilizações dos povos indígenas – possibilitou a consolidação da mobilização pelo respeito aos direitos, já consagrados em diferentes textos legais, bem como a organização de reivindicações e demandas “novas” por parte dos povos indígenas bolivianos.

O eixo em torno do qual se articulavam as reivindicações, sintetizadas a partir da marcha de 1990, tanto por parte dos povos indígenas das terras altas quanto dos das terras baixas bolivianas, foi o direito ao território. Nascia aí um conjunto de práticas discursivas concernentes a uma nova forma de ser indígena e de atuar politicamente como tal.

Já em 1996, os movimentos sociais e organizações indígenas de toda a Bolívia começam a reivindicar mais fortemente a convocação de uma assembleia nacional constituinte e a elaboração de uma nova constituição. Grandes marchas começam a ser organizadas, assim como bloqueios de estradas sistemáticos, numa clara recuperação de formas de organização e resistência indígena que remontam às revoltas indígenas andinas do século XVIII, visando a pressionar os governos pela convocação da constituinte.

Paralelamente a esses processos, o início do século XXI foi marcado na Bolívia pelo ciclo de “guerras antineoliberais” (Iamamoto, 2011). Tal ciclo começou com a Guerra da Água (2000), seguida pela Guerra da Coca (2002), pela Guerra do Gás (2003) – da qual emergiu a Agenda de Outubro, pautada pela reivindicação de nacionalização dos recursos naturais e industrialização do país – e terminou com as mobilizações populares de 2005, que, com a Agenda de Outubro, pediam a efetivação da nacionalização dos hidrocarbonetos, derrubaram Carlos Mesa e abriram caminho para a eleição de Evo Morales ao seu primeiro mandato como presidente. Em dezembro de 2005, Evo Morales promulgou a Ley Especial de Convocatoria a la Asamblea Constituyente, e, em 5 de março 2006, foi convocada a assembleia constituinte.

O novo texto constitucional foi aprovado em uma consulta popular, após a realização de um referendo em 25 de janeiro de 2009, e promulgado em 7 de fevereiro de

110

2009. Desde 2009, os debates e articulações entre governo e movimentos sociais têm se concentrado na elaboração das regulamentações das leis do texto constitucional e nos modos como viabilizar tanto a implantação dos direitos previstos na carta magna quanto a construção do Estado Plurinacional. Se é fato que muitas das reivindicações dos grupos indígenas e dos grupos mestiços foram atendidas no novo texto constitucional boliviano, também é que, após quase quatro anos da promulgação da Nova Constituição, as dificuldades para regulamentar os direitos que foram reconhecidos, tão fundamental como o próprio texto constitucional, e, consequentemente, implantá-los é ainda objeto de intensos debates na Bolívia.

O processo de construção das regulamentações, que visam a dar conta dos “espaços vazios” que foram deixados no texto constitucional, tem sido objeto de intensas disputas. Em muitos momentos, o que se percebe é uma reativação dos discursos e mecanismos daquilo que os movimentos indígenas identificam, desde Fausto Reinaga (1970), como “colonialismo interno”, pondo em xeque a “descolonização” proposta pelo Proceso de cambio, conduzido por Morales - García Linera e fazendo com que, pouco a pouco, os discursos indígenas voltem a se tornar mais duros, combativos, e se oponham ao governo. Ocorre que os tradicionais discursos associados aos detentores do poder, às elites, pautados por representações depreciativas dos indígenas e mestiços ainda são mobilizadores e operam como forte oposição aos discursos dos movimentos indígenas, pautados pela defesa da incorporação da dimensão comunitária ao Estado boliviano e à concessão de autonomias, tanto em termos territoriais quanto políticos, aos povos indígenas. Mas não é apenas essa a questão, é preciso levar em conta também as dissensões existentes entre os movimentos indígenas, que têm gerado um embate, em especial, entre a identidade de “camponês-indígena”, sobretudo associada ao pertencimento a alguma organização sindical, e a de “indígena-originário”, geralmente associada a algum dos “novos” movimentos sociais indígenas. Esse embate é revelador de visões de mundo e projetos nacionais distintos para o país e é nesse contexto que as cisões internas aos movimentos sociais aparecem, inclusive entre aqueles que se identificam como indígenas. Centraremo- nos no altiplano e analisaremos a Confederación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Bolivia (CSUTCB) e o Consejo Nacional de Ayllus y Markas del Qullasuyu (CONAMAQ) para discutir tais cisões e as tensões entre as identidades camponesa-indígena e indígena.

111