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MARCO GUIMARÃES

No documento Literatura e Lusofonia 2015 (páginas 83-85)

[Brasil]

Marco Guimarães, nascido em 1951, no Rio de Janeiro, possui nacionalidade brasileira e portuguesa, dividindo atualmente sua moradia entre Paris e Rio de Janeiro. Tem formação acadêmica com pós -doutorado e doutorado em Medicina e passagens pelos cursos de Astronomia, Física, Fisioterapia e Veterinária. A partir de 1997 passou a escrever crônicas, contextualizadas no campo da filosofia, da literatura ficcional e da sociologia, para uma revista da área de saúde. Escreveu o seu primeiro romance, De escritores, fantasmas e

mortos, sob o pseudônimo de Paul Lodd. O seu segundo romance, Meu pseudônimo e eu,

foi nomeado como um dos 20 finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura em 2012 e, em 2014, foi publicado na Croácia pelo grupo editorial Ljevak. O seu terceiro romance, A bicha e a fila, escrito a quatro mãos com o escritor angolano Manuel Rui, foi publicado no Brasil e em Angola. Possui dois romances inéditos (A Escolha e O Espelho) e escreve, agora, o seu sexto romance (A carta). Fez leituras e ministrou conferências sobre os seus livros nas seguintes instituições e eventos: Universidade Paris IV / Sorbonne; Universidade de Colônia (Alemanha); Universidade de Aachen (Alemanha); Feira de Livros de Porto Alegre, edição 2013. Artigos e resenhas sobre os seus dois primeiros romances foram publicados em França e em Portugal. Atualmente é cronista colaborador do Jornal Diário do Comércio de Minas Gerais.

golano Embaixador da Boa Vontade para a Desminagem e Apoio às Vítimas de Minas; 2010, Doutor Honoris Causa pela Universidade do Algarve (Portugal).

BIBLIOGRAFIA

As aventuras de Ngunga (romance juvenil), 1973 Muana puó, 1978

A revolta da casa dos ídolos (teatro), 1979 Mayombe, 1980

Yaka, 1985

O cão e os calús, 1985 Lueji, 1989

Luandando, 1990 - apresentação histórico-

-sociológica da cidade de Luanda.

A geração da utopia, 1992 O desejo de Kianda, 1995 Parábola do cágado velho, 1996 A gloriosa família, 1997

A montanha da água lilás, Fábula para todas as idades, 2000.

Jaime Bunda, agente secreto, 2001 Jaime Bunda e a morte do americano, 2003 Predadores, 2005

O terrorista de Berkeley, Califórnia, 2007 O quase fim do mundo, 2008

Contos de morte (contos), 2008 O planalto e a estepe, 2009

Crónicas com fundo de guerra (crónicas), 2011 A sul. O sombreiro, 2011

O tímido e as mulheres, 2013

*Além de Angola, os seus livros estão todos publicados em Portugal e quase todos no Brasil e tem tra- duções publicadas em mais 21 línguas: alemão, basco, búlgaro, catalão, dinamarquês, espanhol, estónio, finlandês, francês, grego, hebraico, holandês, inglês, italiano, japonês, norueguês, polaco, russo, servo­ -croata, sueco, ucraniano.

PEPETELA

[Angola]

Pepetela, pseudónimo literário de Artur Pestana, nasceu em Benguela, Angola, em 1941, onde fez o ensino secundário. Partiu para frequentar a Universidade em Lis- boa, em 1958. Por razões políticas, em 1962 saiu de Portugal para Paris, depois para a Argélia, onde se licenciou em Sociologia e trabalhou na representação do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e no Centro de Estudos Angolanos, que ajudou a criar.

Participou diretamente na luta de libertação angolana, tendo na altura adotado o nome de guerra de Pepetela, que mais tarde viria a utilizar como pseudónimo lite- rário. Em novembro de 1974 integrou a primeira delegação do MPLA que se fixou em Luanda, desempenhando os cargos de Director do Departamento de Educação e Cultura e do Departamento de Orientação Política.

Em 1975, participou na fundação da União de Escritores Angolanos (UEA). De 1976 a 1982 foi Vice -Ministro da Educação, passando posteriormente a lecionar Sociologia na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, até 2008. Desde a funda- ção, tem desempenhado cargos diretivos na UEA, sendo atualmente Presidente da Assembleia -Geral da Associação Cultural “Chá de Caxinde” e da Sociedade de Soció- logos Angolanos. Também é membro da Academia de Ciências de Lisboa.

Foi galardoado com os prémios seguintes: Prémio Nacional de Literatura de 1980 pelo livro Mayombe, Prémio Nacional de Literatura de 1985 pelo livro Yaka, Prémio especial dos críticos de S. Paulo (Brasil) em 1993 pelo A Geração da Utopia, Prémio Camões de 1997 pelo conjunto da obra (Portugal/Brasil), Prémio Prinz Claus (Ho- landa) de 1999, pelo conjunto da obra, Prémio Nacional de Cultura e Artes de 2002, pelo conjunto da obra, Prémio Internacional 2007 da Associação dos Escritores Gale- gos (Espanha), Prémio do Pen da Galiza “Rosália de Castro”, em 2014.

Distinções principais concedidas: 1985, Medalha de Mérito de Combatente da Li- bertação pelo MPLA; 1999, Medalha de Mérito Cívico da Cidade de Luanda; 2003, Ordem do Rio Branco da República do Brasil, com o grau de Oficial; 2005, Medalha do Mérito Cívico pela República de Angola; 2006, Ordem do Mérito Cultural da República do Brasil, com o grau de Comendador; 2007, nomeado pelo Governo An-

ESCRITORES DO V ENCONTRO DE LÍNGUA PORTUGUESA LITERATURA E LUSOFONIA | REFERÊNCIAS BIOBIBLIOGRÁFICAS

TONY TCHEKA

[Guiné ‑Bissau]

Tony Tcheka (António Soares Lopes Jr.), natural de Bissau (Guiné -Bissau), poeta e jor- nalista, é um autor de referência no panorama da literatura do seu país. Foi um dos chamados “Meninos da hora do Pindjiguiti” que, no dealbar da independência do seu país, lançou a antologia poética, Mantenhas para quem luta, o primeiro livro publicado após a independência. Foi um dos fundadores da UNAE (União Nacional de Escrito- res e Artistas) da Guiné -Bissau. Dinamizador de várias iniciativas literárias e culturais, integrou o grupo de escritores, animadores e professores que criou e animou o GREC (Grupo de Expressão Cultural) que, durante algum tempo, entre várias atividades, edi- tou a revista Tcholona. Foi ainda editor da revista África Lusófona e colaborador da revista Lusografias.

Tony Tcheka coordenou as primeiras e mais importantes antologias poéticas da Guiné- -Bissau: Mantenhas Para Quem Luta, Momentos Primeiros da Construção, Antologia da

Poesia Moderna Guineense e Ecos do Pranto, todas com poesias em crioulo.

O seu trabalho poético está integrado em diferentes antologias, publicadas em várias partes do mundo e em diversas línguas, como a Anthologie Littéraire de l´Afrique de

l´Ouest (França); No Ritmo dos Tantãs (Brasil); Na Liberdade (Portugal); Rumos dos Ventos

(Portugal); Anna (Alemanha) e Poesia da Guiné -Bissau (Grã -Bretanha). Tony Tcheka é citado no Dicionário Temático da Lusofonia.

Entre prémios e distinções que lhe foram atribuídos, destacam -se: Diploma com Es- tatueta do ISCE – Instituto Superior das Ciências da Educação de Lisboa; Diploma de Mérito em Literatura, Grau de Engenheiro de Alma da SGA - Sociedade de Autores Gui- neenses. Esta mesma Instituição distinguiu -o ainda com três outros diplomas de Mérito em Jornalismo, nas áreas de Televisão, Rádio e Imprensa Escrita.

Autor de Noites de Insónia na Terra Adormecida e de Guiné Sabura que dói, tem três livros de poesia aguardando publicação: O vazio da semente seca, Insónias & Sabura, Kriol

sabi kriol sibi. Na modalidade de contos, regista alguns títulos por publicar: “Madrugada

que não amanhece”, “O paraíso dos derrotados”, “Pecador de Sambasabi”, “Excisadas”, “Camarada melhor amanhã”, “O triunfo dos Tchokas”, “Vida de aguenta”, “Há sandes mas o pão acabou”.

ESCRITORES DO IV ENCONTRO DE LÍNGUA PORTUGUESA LITERATURA E LUSOFONIA | REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

No documento Literatura e Lusofonia 2015 (páginas 83-85)