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A Lei n.º 9.394 de Diretrizes e Bases (LDB) de 20 de dezembro de 1996, também chamada de Lei Darcy Ribeiro, Senador mentor dessa Lei, foi publicada no Diário Oficial da União em 23 de dezembro de 1996, e segundo Demo (2012, p.9): foi aprovada pelo Congresso Nacional “depois de um parto interminável e em meio a algumas satisfações e muitas insatisfações”.

Essa Lei foi aprovada em um clima não muito favorável, visto que já existia um projeto que tinha sido discutido com a sociedade, e que trazia propostas mais avançadas. No entanto, por decisão do Congresso Nacional, a LDB apresentada pelo antropólogo Darcy Ribeiro foi aprovada e continua em vigência, ainda sendo alvo de muitas críticas, e com algumas pequenas mudanças emanadas de algumas “brechas”, quanto à interpretação do texto aprovado em 1996. No Título II, Art.2.º da LDB, encontramos a principal finalidade da educação brasileira, ou seja: “A educação é dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Dessa forma,

podemos ainda destacar na LDB, alguns pontos relevantes, que são relatados por Carneiro (2009, p.14):

Os grandes eixos da Lei 9.394/96 estão identificados pelas definições relevantes: i) conceito abrangente de educação; ii) vinculação da educação com o mundo do trabalho e com as diferentes práticas sociais; iii) padrões mínimos de qualidade do ensino; iv)pluralidade de formas de acesso aos diversos níveis de ensino, como forma de ensejar o cumprimento da obrigatoriedade de ensino; v) avaliação da qualidade do ensino pelo Poder Público; vi) definição das responsabilidades da União, dos Estados, dos Municípios, das Escolas e dos docentes; vii) configuração dos sistemas federal, estaduais e municipais do ensino; viii) mapa conceitual preciso da educação escolar e de educação básica; ix) requesito de relação adequada entre o número de alunos e o professor, a carga horária e as condições materiais da escola; x) construção da identidade do ensino médio; xi) resgate da natureza e da finalidade da educação profissional; xii) precisão conceitual para os elementos de despesas no âmbito da manutenção e do desenvolvimento do ensino; xiii) fortalecimento das fontes e dos canais de financiamento da educação, incluída a fixação dos prazos de repasses de recursos para Estados e Municípios; xiv) reconfiguração de toda a base curricular tanto da educação básica como um todo, como do ensino médio em particular. Neste caso, ganha relevância a educação tecnológica básica.

Esses são os principais eixos da LDB, ressaltando que alguns pontos importantes foram revistos e acrescentados com emendas constitucionais e novas resoluções, sem substituir o texto original. Acreditamos que essas “emendas complementares” abrem novas possibilidades para melhoria da Educação no Brasil, que conforme Demo (2012, p.12), a LDB passa a ter:

dispositivos inovadores e sobretudo – flexibilizadores, permitindo avançar em certos rumos. Tomando um exemplo concreto, ao introduzir a ideia importante de formação superior para os professores básicos, juntamente com a dos institutos superiores de educação e do curso normal superior, não deixa de manter o sistema atual. Assim, para quem não quer mudar, tudo permanece como está. Mas, para quem pretende mudar, abre-se uma avenida promissora.

Com base nessa posição de Demo (2012), é possível vislumbrar um sistema educativo mais flexível para adequação com o atual momento histórico, que requer adaptações no Sistema Educacional do Brasil. É muito interessante o que salienta o mesmo autor: “Mais do que a letra, interessa-nos a “filosofia de fundo” que perpassa o texto inteiro” (Demo, 2012, p.12).

Realmente, é a partir de uma política educativa com diferentes visões na educação que o Brasil poderá tomar outras direções e alcançar números elevados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e manter um equilíbrio com os países chamados de primeiro mundo.

Ainda nessa direção, o Congresso Nacional aprovou na Gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, o qual sancionou a Lei n.º 11.700 de 13 de junho de 2008, acrescentando a LDB no Art. 4.º, que passa a vigorar com o inciso X: “vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 anos de idade”.

Tal fato vem demonstrar mais um avanço na educação, posto que a criança a partir de 4 anos de idade já inicia sua formação escolar gratuita. Há uma colaboração entre a União, os Estados e Municípios, como está disposto no Título IV da Organização da Educação Nacional no Art. 8.º: “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino”.

No mesmo título, no Art. 9.º, inciso I, diz que: “A União incumbir-se-á de elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios”. Esse Plano foi aprovado na Gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, quando sancionou a Lei n.º 10.172 de 9 de janeiro de 2001. O referido plano foi aprovado como consta no Art. 1.º “com duração de dez anos”. Com a aprovação do Plano Nacional de Educação publicada em Diário Oficial da União (2001), torna- se público sete Artigos, com dois incisos no Artigo 3.º, da Lei n.º 10.172 de 9 de janeiro de 2001 dos quais vale sublinhar os Artigos 2.º e 3.º desta Lei:

Art. 2.º A partir da vigência desta Lei, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão com base no Plano Nacional de Educação, elaborar planos decenais correspondentes.

Art. 3.º A União, em articulação com os Estados, o Distrito Federal, os municípios e a sociedade civil, procederá a avaliações periódicas da implementação do Plano Nacional de Educação.

§1.º O Poder Legislativo, por intermédio das Comissões de Educação, Cultura e Desporto da Câmara dos Deputados e da Comissão de Educação do Senado Federal, acompanhará a execução do Plano Nacional de Educação.

§2.º A primeira avaliação realizar-se-á no quarto ano de vigência desta Lei, cabendo ao Congresso Nacional aprovar as medidas legais decorrentes, com vistas à correção de deficiências e distorções.

Assim, a aprovação do Plano Nacional de Educação foi um marco relevante para a educação do país. É possível verificar que, no Artigo 6.º da Lei citada anteriormente, foi instituído o dia 12 de dezembro para ser comemorada anualmente a criação do PNE. No entanto, fica evidente que em apenas dez anos não é possível solucionar um problema de várias décadas. Por isso, conforme o MEC, foi aprovado pelo Congresso Nacional, o Projeto de Lei n.º 8.035/2010 do Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020. São várias as

metas prioritárias para que o PNE seja desenvolvido com resultados que venham favorecer a educação no Brasil, até 2020.

Dentre outras propostas a ser alcançadas, merece destaque a erradicação do analfabetismo, que ainda impera em nosso país com um elevado número de analfabetos e muitos deles funcionais. Vejamos alguns pontos relevantes que podem ser descritos nessa Lei, de acordo com o MEC, disposto no Documento da Comissão de Educação e Cultura, do Projeto de Lei do PNE-2011/2020, através do Centro de Documentação e Informação, em que o Congresso Nacional decreta (2010, p.19):

Art. 1.º Fica aprovado o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011- 2020 (PNE – 2011/2020) constante do Anexo desta Lei, com vistas ao cumprimento do disposto no art. 214 da Constituição.

Art.2.º São diretrizes do PNE – 2011/2020: I- erradicação do analfabetismo;

II- universalização do atendimento escolar; III- superação das desigualdades educacionais; IV- melhoria da qualidade do ensino;

V-formação para o trabalho;

VI- promoção da sustentabilidade sócio-ambiental;

VII- promoção humanística, científica e tecnológica do País;

VIII- estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto;

IX- valorização dos profissionais da educação; e

X- difusão dos princípios da equidade, do respeito à diversidade e a gestão democrática da educação.

Nesse contexto, verifica-se que algumas medidas estão sendo estabelecidas para que o Brasil possa melhorar nas avaliações externas, isto é, no IDEB, como estão dispostos no Art. 11 dessa Lei:

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) será utilizado para avaliar a qualidade do ensino a partir dos dados de rendimento escolar apurados pelo censo escolar da educação básica, combinados com os dados relativos ao desempenho dos estudantes apurados na avaliação nacional do rendimento escolar.

1.º O IDEB é calculado pelo Instituto Nacional de Educação e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, vinculado ao Ministério de Educação. 2.º O INEP empreenderá estudos para desenvolver outros indicadores de qualidade relativos ao corpo docente e à infra-estrutura das escolas de educação básica.

Partindo desses pressupostos, medidas estão sendo tomadas para que o Brasil alcance um índice elevado no IDEB e possa ter novos horizontes de progresso na educação do país. No entanto, para Demo a LDB (2012, p.67):

Introduz componentes interessantes, alguns atualizados, mas, no todo, predomina visão tradicional, para não dizer tradicionalista. A Lei reflete, aí, nada mais do que a letargia nacional nesse campo, que impede de perceber o quanto as oportunidades de desenvolvimento dependem da qualidade educativa da população.

Certamente, não se pode descartar o pensamento crítico de Demo (2012), quanto à visão tradicional dessa Lei, que impera na educação brasileira com lacunas que precisam ser revisitadas, nas quais é visível que os números são mais importantes do que os saberes. As avaliações externas, metas propostas para este decênio, com o PNE, devem ser atingidas e os resultados são cruciais, além de sua importância para confirmar o desenvolvimento da qualidade de ensino no país.

A aprendizagem acontece quando há condições favoráveis e respeito às individualidades dos sujeitos envolvidos nesse processo, que são os professores, os quais medeiam o conhecimento com competência, e os alunos que estão em busca desse conhecimento, para poderem não só fazer uma avaliação e serem julgados por ela, mas aprender para a vida como seres pensantes. O mesmo autor faz uma alusão à aprendizagem quando diz: “A aprendizagem legítima supõe, ao lado do esforço reconstrutivo do aluno, que precisa pesquisar, elaborar, reconstruir conhecimento com qualidade formal e política, o ambiente humano favorável, no qual se destaca o papel do professor” (Demo, 2012, p.69).

É nessa direção que se deve privilegiar o papel do professor, aquele que conduz como mediador o conhecimento e precisa estar assegurado dos seus direitos e deveres como um profissional que educa e tem um conceito relevante diante dos seus alunos, pois é dele a responsabilidade de abrir caminhos que os tornem críticos, em busca do seu próprio conhecimento através da pesquisa, propiciando-lhes, assim, autonomia para criar seus próprios saberes como alunos autores, e tornarem-se cidadãos autônomos.

A LDB é bem clara no Título IV, Art. 10.º, inciso VI: “Os Estados incumbir-se-ão de assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio.” No Art. 11.º, inciso V, apresenta:

Os Municípios incumbir-se-ão de oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino.

Dessa maneira, os Estados e Municípios têm essas incumbências de gerir o ensino básico no país, com autonomia e recursos financeiros que são fornecidos pela União para essa finalidade. Para dar melhor condição a que todos tenham acesso à escola e à formação básica, o Congresso Nacional decretou e o Presidente da República à época, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei n.º10.709, de 31 de julho de 2003, acrescentando incisos aos Art. 10 e 11 da LDB:

Art. 1.º O art. 10 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso: VII – assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. Art. 2.º O art. 11 da Lei n.º 9394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso: VI – assumiro transporte escolar dos alunos da rede municipal. Art. 3.º Cabe aos Estados articular-se com os respectivos Municípios, para prover o disposto nesta Lei da forma que melhor atenda aos interesses dos alunos.

Neste articulado são visíveis as providências tomadas pela Presidência da República para dar mais condição à população brasileira de ter acesso à educação básica. Mesmo as crianças, jovens e adultos que moram em lugares mais distantes, e até na zona rural, têm transporte gratuito para ter acesso à escola. Isso daria oportunidade para que a população brasileira pudesse ingressar em sua formação pela acessibilidade, já que com transporte público fica mais fácil isso acontecer.

No Título IV, Art. 12.º da LDB onde se lê no inciso VII: “informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica”, houve uma alteração na Gestão do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que sancionou a Lei N.º 12.013 de 06 de agosto de 2009:

Art. 1.º O art. 12 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996 –Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 12. VII – informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola.

Assim sendo, houve um acréscimo nessa Lei para que, não só os pais, mas também os responsáveis pelos alunos ficassem cientes do rendimento deles na escola. Isso permite mais oportunidade de um crescimento no aproveitamento escolar do aluno, porque a escola não pode caminhar sem essa parceria com a família.

Há propósitos importantes na LDB no que diz respeito à educação básica no Brasil, pois princípios são levados em consideração para o desenvolvimento do educando, a fim de lhe

além de propiciar-lhe condições de ingressar na universidade, como um direito garantido pelo Estado. No título V, no Capítulo II, a LDB vigente no país determina que:

Art.22.º. A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Art. 23.º. A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não- seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.

§1.º. A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no exterior, tendo como base as normas curriculares gerais.

§2.º. O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei.

Art. 24.º. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:

I – a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver;

II – a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira do ensino fundamental, pode ser feita:

a) por promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola;

b) por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas;

c) independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada, conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino;

Essas são algumas finalidades do Ensino Básico brasileiro, que também conforme o Ministério de Educação, no Título III, Art. 4.º da LDB, inciso I, é obrigação do Estado: “ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiverem acesso na idade própria”. O Congresso Nacional decretou e a Presidente da República Federativa do Brasil à data, Dilma Rousseff, sancionou a Lei n.º12.796, de 04 de abril de 2013, quando alterou alguns artigos:

Art. 4.º inciso I- educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma:

a)pré-escola;

b)ensino fundamental; c)ensino médio;

II- educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade; III- atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino;

IV- acesso público e gratuito aos ensinos fundamental, médio para todos os que não os concluíram na idade própria;

VIII-atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde;

Art. 6.º. É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade”(NR).

Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.

Dentro desse contexto, pode-se perceber que a LDB apresenta caráter flexível, havendo alterações em alguns dos seus artigos, mas sempre com melhoras significativas para atender metas que possam melhorar a educação do país. Ainda a mesma Lei n.º 12.796, com a finalidade de melhorar o índice de aprendizagem no país, com um quadro de professores que tenham formação superior determina:

Art.62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino fundamental, oferecida em nível médio na modalidade normal. §4.ºA União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios adotarão mecanismos facilitadores de acesso e permanência em cursos de formação de docentes em nível superiorpara atuar na educação básica pública.

§5.º A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios incentivarão a formação de profissionais do magistério para atuar na educação básica pública mediante programa institucional de bolsa de iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos de licenciatura, de graduação plena, nas instituições de educação superior.

Para aqueles que querem seguir o caminho do Magistério e exercer essa profissão com competência, realizando um curso superior, há um incentivo no Art. 62, inciso 5.º da Lei n.º 12.796, que dá oportunidade a esses alunos de terem estágios remunerados e prática docente antes de finalizarem seus respectivos cursos. Ações estão sendo fomentadas para que o Brasil possa desenvolver uma educação básica de qualidade, com a valorização dos professores, responsáveis por esse caminho educativo. Nessa mesma Lei, evidencia-se no Parágrafo único: “Garantir-se-á a formação continuada para os profissionais a que se refere o caput, no local de trabalho ou em instituições de educação básica e superior, incluindo cursos de educação profissional, cursos superiores de graduação plena ou tecnológicos e pós-graduação” (Lei n.º

Outro ponto relevante da LDB é quanto ao capítulo II, Seção III, Art. 32, que determina o período de oito anos de escolaridade para o Ensino Fundamental. Porém, a partir da Lei n.º 11.274 de 6 de fevereiro de 2006, na Gestão do Presidente da República Federativa do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, o tempo de duração do Ensino Fundamental deixou de ter oito, passando para nove anos, a partir da data citada e publicada no Diário Oficial da União:

Art. 3.º O Art. 32 da Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão mediante:

I-o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II- a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que fundamenta a sociedade;

III- o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a