Quem e de onde se pensa? Hoje no... (você pensou naquele programa de tv,
é um produto gráfico impresso e foi criada (sim, no feminino) com o intuito de ser um instrumento criativo de circulação de
informações sobre museologia, museus, espaços museais, patrimônio, bens culturais e áreas afins na cidade de Goiânia – GO.
O tema desse número é “objeto”
DIFERENÇAS DIFERENÇAS DIFERENÇAS DIFERENÇAS DIFERENÇAS DIFE Objeto/Musealia Coisa
coisa musealizada estatuto ontológico aquilo que o sujeito coloca em face de si como distinto de si produto
O objeto é um dos elementos essenciais que nos cercam. Constitui um dos dados primários do contato do indivíduo com o mundo. MOLES,
Abraham A. Objeto e comunicação. In: __. Semiologia dos objetos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1972. p.09.
“O objeto não é mais a celebração e sim a reflexão crítica. Se antes os objetos são contemplados, agora devem ser analisados. O museu coloca-se, então, como o lugar onde os objetos são expostos para compor um discurso crítico”
RAMOS, Francisco Régis Lopes. Museu, ensino de História e sociedade de consumo. In: Trajetos. v. 1, n. 1. Fortaleza: Departamento de História da UFC, 2001.
Nossos trecos, troços e face de um sujeito, que o trata como diferente de si, mesmo que este se tome ele mesmo como objeto. “descontextua-lizados”, o que significa que eles não servem mais ao que eram destinados antes, mas que entraram na ordem do simbólico que lhes confere uma nova significação. São portadores de significado. Semióforos. Testemu-nhos (con)sagrados da cultura.
Signos. Discurso...
A partir do momento em que os objetos foram considerados como elementos de linguagem, eles permi-tem construir exposições-discursos.
Todavia, não podemos esquecer que os objetos mudam de sentido em seu meio de origem a critério das gerações.
***
DESVALLÉS, André; MAIRESSE, François.
Conceiotos-chave de Museologia. Tradução e comentários: SOARES, B B; CURY, M.X. São Paulo:
Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus:
Pinacoteca do Estado de São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura, 2013.
“o objeto não é a verdade de absolutamente nada.
Polifuncional em primeiro lugar, polissêmico em seguida, ele só adquire sentido se colocado em um
Os objetos estão em todas as partes, desempenham funções práticas e exercem funções simbólicas. Eu Nós humanos, demasiadamente humanos ou nem tanto assim relacionamo-nos com ele e a partir dele. Somos impulsionados a criá-los e a lidar com eles sejam artísticos, sejam utilitários, sejam religiosos ou não (FERREIRA, 2018). Eles, citando Abraham A. Moles (1972, p. 09) são “um dos elementos essenciais que nos cercam. Constitui um dos dados primários do contato do indivíduo com o mundo” e influem, segundo José Reginaldo Santos Gonçalves (2007, p. 10) “secretamente na vida de cada um de nós”.
Perguntas como “o que é objeto? O que entendemos por objeto? Para que(m) serve? Quem pensa e de onde se pensa o objeto? Como a Museologia entende o objeto? Qual o papel/função do deles nos museus e no fazer museal?” são comuns (?) às museólogas e futuras museólogas, pois o objeto é um conceito-chave na Museologia. Ele tem tanta importância nesse campo do conhecimento que possui até nome próprio: musealia.
Ainda sobre a importância do objeto nos estudos de museus e Museologia, temos, na UFG, como disciplina obrigatória as “Teorias do Objeto e Estudos de Cultura Material”, cuja ementa é:
Teorias do objeto e semióforos. Semiologia aplicada a museus. Desfun- cionalização, interpretação, ressignificação, recortes, tipologias, materialidade / não-materialidade / virtualidade. Teorias da percepção.
Coleções e colecionismo como prática social e construção discursiva. A dimensão simbólica dos objetos e coleções. As perspectivas dos estudos de cultura material. A cultura material e seus processos de produção, utilização, descarte e ressignificação (UFG, 2014, p. 29).
Diante disso, e ancorado na bibliografia básica e complementar dessa disciplina11, o objeto é entendido nesta monografia-ensaio de acordo com o “etos” (ethos, um conjunto de valores de grupos/movimentos) de cada sociedade. Desse modo, um conceito que se constrói histórico, social e culturalmente a partir de lugares e contextos dos mais diversos possíveis.
André Desvallés e François Mairesse (2013, p. 68), por exemplo, entendem o objeto como “um estatuto ontológico que vai englobar, em certas circunstâncias, uma coisa ou outra, estando entendido que a mesma coisa, em outras circunstâncias, não constituirá necessariamente um
11... mas em diálogo com outras disciplinas que tocam, direta ou indiretamente, nesse ponto como, por exemplo, Comunicação Patrimonial II, III e IV; Salvaguarda Patrimonial I, II, III e IV, e, dentre tantas, Antropologia das Expressões Estéticas.
objeto”. Para eles, “o objeto não é, em nenhum caso, uma realidade bruta ou um simples item cuja coleta é suficiente para sua entrada no museu, assim como, por exemplo, se coletam conchas numa praia” (DESVALLÉS; MAIRESSE, 2013, p. 68). Ademais, o “objeto será sempre aquilo que o sujeito coloca em face de si como distinto de si; ele é, logo, aquilo de que se está
‘diante’ e do qual é possível se diferenciar” (DESVALLÉS; MAIRESSE, 2013, p. 69).
Krzysztof Pomian (1984, p. 70), por sua vez, argumenta que “a história das coisas, assim como a [dos seres humanos], explana-se no tempo geológico. A história do interesse humano por objectos que não são coisas, embora também situada neste tempo, é todavia incomparavelmente mais breve”. O autor faz menção ao passado para situar no tempo “o aparecimento dos objectos que representam o invisível, para datar, ainda que aproximadamente, a sua aparição [... e]
mostrar as consequências desta alteração no geral da vida” (POMIAN, 1984, p. 70) das pessoas.
Pomian discute também que o que engendra o invisível é a linguagem, porém, ela não é, nas palavras dele, “condição suficiente da relação de representação entre os objectos e, em geral, os fenómenos, por um lado, e os elementos do mundo invisível, por outro” (POMIAN, 1984, p.
69).
Desvallés e Mairesse (2013, p. 70), à luz de Jean Davallon (1992), abordam que
‘os musealia são considerados menos como coisas (do ponto de vista de sua realidade física) do que como seres de linguagem (eles são definidos, reconhecidos como dignos de serem conservados e apresentados) e como suportes de práticas sociais (eles são coletados, catalogados, expostos, etc.)’
(Davallon, 1992). Os objetos podem, então, ser utilizados como signos, do mesmo modo que as palavras de um discurso, quando são utilizados em uma exposição. Mas os objetos não são mais do que signos, uma vez que, meramente pela sua presença, eles podem ser percebidos diretamente pelos sentidos. (DESVALLÉS; MAIRESSE, 2013, p. 70).
Pomian (1984, p. 51) – ao dizer que “as locomotivas e os vagões reunidos num museu ferroviário não transportam nem os viajantes nem as mercadorias [assim como] as espadas, os canhões e as espingardas depositadas num museu do exército não servem para matar” – e Francisco Régis Lopes Ramos (2004, p. 110) – quando diz que “ninguém vai a uma exposição de relógios antigos para saber as horas” – abordam a desfuncionalização e a descontextualização do objeto, ou seja, ao adentrar o espaço museal os objetos perdem a sua função original. “De um lado estão as coisas, os objetos úteis [...] De um outro lado estão os semióforos, objetos que não têm utilidade” (POMIAN. 1984, p. 71, grifos do autor). Mesmo sem “utilidade”, compete
destacar que, os objetos são rodeados de cuidados (POMIAN, 1984). Ao chamar tais objetos de semióforo, Pomian, que cunhou o termo, atribui ao objeto um novo valor, qual seja: os objetos são portadores de significado, testemunhos de um tempo, de uma cultura, estão na ordem do simbólico.
Nesse sentido, os objetos museológicos, segundo Gonçalves (2007), possuem uma dimensão contingente e perecível enquanto objetos materiais e uma dimensão abstrata e transcendente enquanto representações de ideais e valores sociais. Sendo assim, destacam Desvallés e Mairesse (2013, p. 69) “o objeto do museu é feito para ser mostrado, com toda a variedade de conotações que lhe estão intrinsecamente associadas, uma vez que podemos mostrar para emocionar, distrair ou instruir”. Logo, o objeto, de acordo com Ramos (2004, p. 110) “não é mais a celebração e sim a reflexão crítica. Se antes os objetos são contemplados, agora devem ser analisados. O museu coloca-se, então, como o lugar onde os objetos são expostos para compor um discurso crítico”.
E por falar em objetos expostos, o conceito de exposição, como vimos na seção anterior, está intimamente atrelado ao objeto. García Blanco (2009, p. 05), por exemplo, diz que “os objetos constituem uma das razões de ser da exposição”. Para ela, sem eles não haveria exposição.
Vale mencionar que, em conformidade com Daniel Miller (2013), não podemos analisar a cultura do outro segundo os valores da nossa própria cultura. Nesse sentido, Arjun Appadurai e Carol A. Breckenridge (2004), alheias a distinções e relacionamentos europeus habituais, pontuam que a presença dos objetos “nos museus representa um estágio nas biografias culturais dos objetos (Kopytoff, 1986) [e que] os significados dos objetos sempre refletiram um acordo negociado entre o significado cultural de longa duração e os interesses e objetivos mais voláteis dos grupos”. Ante o exposto, e retomando Pomian (1984, p. 72), um objeto só pode ter um valor atribuído, individual ou coletivamente, se for útil ou se for carregado de significado. Caso contrário, “já não são objetos, são desperdícios”.
Museus ainda precisam de objetos?
Esta é a pergunta que intitula um dos livros de Steven Conn (2010), nele é discutido o papel de objetos dentro de museus americanos. Estes são apresentados por Conn como produtores de um
certo tipo de civilidade e o caminho para civilizar o povo, discorre Mörsch (2016, p. 09) “está no contato com artefatos culturais expostos no museu, como enunciou Matthew Arnold” (1994).
Allison C. Marsh (2011), em suas aulas de Seminário de Museus, História e Teoria costuma perguntar a suas discentes se os museus ainda precisam de objetos. O professor aponta que as/os estudantes, espantadas/os com a pergunta, respondem que “é claro que eles precisam de objetos!” (MARSH, 2011, p. 353). E se fosse aqui, na Universidade Federal de Goiás, o que responderíamos?
Penso, a partir do que dispõe a estrutura curricular do curso de Museologia, e a tirar pela pergunta feita pela professora de conservação, que a resposta seria (e talvez sem espanto) igual ou bem parecida com a das/dos estudantes estadunidenses. Compete mencionar que o estranhamento causado pela pergunta de Conn e Marsh é comum também para as/os colegas da Espanha, França e Portugal. Na Espanha, por exemplo, os estudos de Hernández Hernández (2001) e García Blanco (2009), esta conservadora de museus e aquela professora da Universidade Complutense de Madrid, vão ao encontro dessa afirmação.
Voltando à pergunta de Conn, não é tão simples respondê-la com apenas um sim ou um não.
Esse é o tipo de pergunta que nos faz ficar horas, dias, enfim, anos pensando. Mas, enquanto museólogas, e mesmo sendo parte considerável do nosso trabalho, não podemos ficar reféns do que se convencionou chamar de objeto enquanto coisa, mas pensá-lo em sua multiplicidade.
Eles podem, como pontua Marsh (2011) ser a corrente do debate, mas eles não são os principais atores da história. Penso, como quase museóloga que sou, que seja importante se perguntar o porquê de os museus precisarem de objetos. São eles que realmente importam ou as questões que suscitam e/ou ideias que representam?
A Universidade de Copenhague, por meio da Escola de Verão em Estudos Culturais, por exemplo, já pensa na “vida após a morte do objeto” e se propõe a estudar, em 2019, como estabelecemos narrativas do passado e do eu através de objetos. A ideia, de acordo com chamada12 de artigos, é pensar os objetos, não apenas amados, mas também odiados, ignorados, colecionados, jogados fora, executados, escritos, reescritos, traduzidos, perdidos e achados. Os objetos geram questionamentos, #éverdade? Mas ele, o objeto, segundo Jacques Hainard (1984)
12 http://aihr.uva.nl/content/news/2018/11/cfp-esscs.html?origin=lMxvL63HSbyfDxikbzDTHQ
“não é a verdade de absolutamente nada. Polifuncional em primeiro lugar, polissêmico em seguida, ele só adquire sentido se colocado em um contexto”.
Pelo que se delineou até aqui, já é possível responder à pergunta que abre esta seção:
– Mas nós temos objeto!
EXPO-
REFLEXÃO
Envolvimento diferente eu ensino, explico proponho a vocês, a vocês... (LOMA, 2018). Pode até parecer fraqueza, presunção ou arrogância de um/a graduando/a em eterna formação propor ou experimentar um conceito e/ou uma definição. Entretanto e, de a propósito, a ideia e o intuito aqui é provocar e provocar-se, questionar e gerar questionamentos, afetar e permitir-se afetar e ser afetada/o (sempre), indagar, por que não? Criar reflexos, propor reflexões, repercutir-se, transmitir(-se), reverberar e, quiçá, responder ou pelo menos tentar responder aos questionamentos, às provocações, às afetações, às indagações e reflexões geradas, geráveis, gestadas e gestantes, inclusive.
Constituído por duas palavras – ligadas e separadas por um hífen, ambas inclassificáveis, mas classificadas morfologicamente enquanto substantivos e sintaticamente como sujeitos, sendo a primeira uma redução da palavra exposição, que é polissêmica, e a segunda enquanto espelho e que remete ao verbo pensar – o conceito/definição de a expo-reflexão é se constitui enquanto uma mostra (um tipo de exposição) que suscita pensamentos e questionamentos sobre o que está sendo exposto, que ao passo que se expõe gera indagações, ao passo que se concebe vai gerando outras questões, novas pautas, demandas e urgências. Não é, vai sendo... vai sendo criada, experimentada.
Mas uma exposição, por si, não pressupõe reflexão? Sem dúvida, mas mais que expor objetos e/ou ideias a expo-reflexão questiona | faz questionar, não necessariamente com o intuito de buscar resposta, mas no intuito visando ativar o pensar, o pensamento questionador e lançar luz, por meio da indagação, sobre pontos, sobre a multiplicidade de aspectos ao que se propõe ao tema que se propõe.
Hernández-Hernández (2001, p. 230, traduzi) argumenta que estamos, ainda que lentamente,
“assistindo a uma inversão das funções que tradicionalmente se consideravam prioritárias na instituição museal”. A professora espanhola se refere à perda de espaço, segundo ela, que as
áreas de conservação, pesquisa e educação tem sofrido nas instituições museais em decorrência do serviço de difusão. Ela explica que a melhor expressão destas transformações, à luz de Bringer e Martini (1988), são as “‘exposições interpretativas’ ou ‘exposições temáticas’, que vem definidas como exposições sem objetos e são concebidas como ‘práxis’ da comunicação e meio de estabelecer relações com o público” (HERNÁNDEZ-HERNÁNDEZ, 2001, p. 230, traduzi). Mas será mesmo? Será? E agora trazendo a discussão para o lado debaixo da linha do Equador, será que a realidade europeia pode, irrefletidamente, ser aplicada à brasileira? Nesse sentido, do objeto, a expo-reflexão é uma não-tradução do que se convencionou chamar de objeto.
Penso que sejam necessárias outras maneiras de se pensar as exposições. Novos estilos de concepção, expografia, montagem, ... e penso que a expo-reflexão possa nos ajudar nesses processos. George Yúdice (2010) quando discute museu molecular e desenvolvimento cultural salienta a necessidade de programas públicos no museu e espaços museais para gerar uma nova institucionalidade, pois o museu é um lugar bom para pensar (APPADURAI;
BRECKENRIDGE, 2004); pensar, sentir e agir (CHAGAS, STORINO, 2004); de encontro (YÚDICE, 2010) e a exposição, por sua vez, também é um lugar de encontro (SCHÄRER, 2007), uma vez que “elas são espelhos em que contemplamos nossa aparência de indivíduos e de coletividade; onde nos percebemos melhor quando melhor percebemos os outros, a alteridade” (GUARNIERI, [1986] 2010, p. 143).
Intento, portanto, a partir da experiência vivida, apresentar constituir a expo-reflexão como um conceito, uma abordagem e metodologia que se calca no pensamento questionador e no movimento contínuo, o “estar sendo”. E por isso a ideia de “da questão ao objeto”. Quando exponho isso, dessa forma, estou propondo que questionemos as estruturas em que estamos inseridas, o que entendemos delas (nelas e fora delas) e de que modo, a partir das práticas em articulação com as teorias, podemos propor possibilidades e soluções para os nossos desafios enquanto museólogas. Sem esquecer, no entanto, que este desafio também diz respeito a outros agentes do museu e/ou espaço museal.
Compete a nós, estando ou não nesses lugares de poder, ativar politicamente as nossas ações individuais e/ou coletivas. Se tudo, como defende Mário Chagas (1994), é musealizável, porque não poderíamos expor questões? Comunicar e tornar públicos nossos processos? Instigar?
Implicar o e com o museu?
É corrente, no imaginário coletivo, pensar que o museu é algo distante de sua própria vida e/ou o museu enquanto lugar de “velharias”. No entanto, sabemos, que isso não é bem assim (mas é assim também). Eles são, poeticamente falando, “janelas, portas e portais; elos poéticos entre a memória e o esquecimento, entre o eu e o outro; elos políticos entre o sim e o não, entre o indivíduo e a sociedade. Tudo o que é humano tem espaço nos museus” (CHAGAS; STORINO, 2004, p. 06), mas para ser isso é necessário, também, vontade política do corpo do museu.
É preciso, tal como postula Yúdice (2010), gerar novas pautas, demandas e urgências com a comunidade do museu. É preciso também pensar, como sugerem Appadurai e Breckenridge (1988), uma “cultura pública como uma nova arena cosmopolita, que é uma ‘zona de contestação’”.
Nessa zona, interesses privados e governamentais, mídia cultural alta e baixa e diferentes classes e grupos formulam, representam e debatem o que a cultura é (e deve ser). A cultura pública se articula e se revela em um conjunto interativo de experiências e estruturas cosmopolitas, das quais os museus e as exposições constituem uma parte crucial (APPADURAI;
BRECKENRIDGE, 2004, p. 11, grifei).
Ao discutir o patrimônio em cena na Índia a partir dos museus, Appadurai e Breckenridge (2004, p. 11) pontuam que “os museus também pertencem às formas alternativas da vida e do pensamento modernos, que estão emergindo em nações e sociedades por todo o mundo”. A reflexão, nos ajuda neste sentido. E nos ajuda, reitero, por que a experiência da expo-reflexão se dá por meio de processos de expo-refletir, refletir-expor com e no fluxo dos acontecimentos propiciando debates públicos e políticos. Expo-reflexão é uma reflexão que intervém, não conclui, mas que está pensando as questões dentro das questões.