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MATERIAL E MÉTODOS

No documento danieladealmeidapereiraduarte (páginas 37-40)

Este estudo foi realizado em duas etapas, a saber: (1) Revisão Integrativa de Literatura; (2) Estudo Ecológico.

Para alcançar os objetivos deste estudo, optou-se por realizar uma Revisão Sistemática de Literatura, na modalidade denominada Revisão Integrativa, com a finalidade de se sintetizar o conhecimento sobre a temática proposta.

A Revisão Sistemática é um tipo de metodologia rigorosa que permite a identificação de estudos sobre determinado tema, a partir de métodos explícitos e sistematizados de busca, com a finalidade de se avaliar a qualidade, validade e aplicabilidade destes achados no contexto em que se pretende aplicá-los. Esta forma sistemática de pesquisa possui duas abordagens: quantitativa e qualitativa. Na abordagem quantitativa em saúde, que permite avaliações de intervenções em saúde, tais como: terapia, prognóstico, profilaxia e outras, busca-se responder questões relacionadas à políticas, práticas sociais e educacionais de serviços de saúde. Já na abordagem qualitativa busca-se entender e compreender questões sociais, emocionais, culturais, comportamento e outras situações que acontecem no âmbito da saúde dentro de uma sociedade. Quando as duas abordagens são utilizadas ao mesmo tempo, tem-se então a modalidade de Revisão Sistemática denominada: Revisão Integrativa (DE-LA- TORRE-UGARTE-GUANILO; TAKAHASHI; BERTOLOZZI, 2011).

A Revisão Integrativa é definida por Souza; Silva; Carvalho (2010) como um método amplo que permite a inclusão de estudos experimentais e não experimentais para se compreender inteiramente o fenômeno analisado e, a partir disto, proporcionar a síntese de conhecimento e a incorporação da aplicabilidade de resultados de estudos significativos na prática.

Para Whitemore e Knafl (2005), uma boa Revisão Integrativa apresenta o estado da arte sobre um tema, contribuindo para o desenvolvimento de teorias, porém Galvão; Sawada; Trevizan (2004) acrescentam que este referencial integra diferentes dados extraídos de distintos estudos, que por sua vez adotaram desiguais metodologias, portanto, é necessário, ao se utilizar a revisão integrativa, adotar um método específico para lidar com essa variedade de dados.

Dessa forma, a Revisão Integrativa de Literatura foi construída com base nas seis fases propostas por Souza; Silva; Carvalho (2010): (1) Elaboração da pergunta norteadora; (2) Busca ou amostragem na literatura; (3) Coleta de dados; (4) Análise crítica dos estudos incluídos; (5) Discussão dos resultados; (6) Apresentação da Revisão Integrativa. Cada uma

dessas fases será melhor detalhada na metodologia no Artigo 1: Revisão Integrativa de Literatura.

O estudo ecológico trata-se de um método de natureza quantitativa do tipo observacional, definido por Medronho (2009) como um desenho de pesquisa cuja unidade de análise é uma população ou grupo de pessoas pertencentes a uma área geográfica específica, ou seja, grupos de indivíduos que residem em um país, estado, município ou setor censitário. Neste tipo de estudo, busca-se avaliar contextos sociais e ambientais que podem ser prejudiciais à saúde de grupos populacionais.

De acordo com Grady; Hearst (2008), no estudo ecológico, a informação está disponível de forma agregada para o grupo de indivíduos e, por meio desses dados, é possível medir associações correlacionando informações sobre um determinado fator de risco com as respectivas taxas de um desfecho no grupo em estudo.

O estudo teve como cenário o estado de Minas Gerais, sendo a unidade de análise as microrregiões de saúde deste estado. O período de análise compreendeu os anos de 2008 a 2012 e os dados foram extraídos do Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM), do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Site de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde (PROADESS).

Os óbitos foram corrigidos por causas mal definidas, “Capítulo XVIII - Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório não classificados em outra parte” da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, décima revisão. Posteriormente, foram calculadas as taxas de mortalidade específicas por idade e as taxas padronizadas por idade para MG e suas 77 microrregiões.

Após a coleta de variáveis, os indicadores foram construídos, a saber: Grau de Urbanização, Taxa de Fecundidade, Gasto Público em Saúde per Capita, Número de Médicos, Enfermeiros e Leitos por mil habitantes, Número de Mamógrafos por 100.000 habitantes, Cobertura da Estratégia Saúde da Família, Distância Percorrida para Realização de Mamografia, Razão de Mamografia, Razão de Exame Papanicolau, Índice de Desenvolvimento Humano Regional (IDHR) e Índice de Vulnerabilidade à Saúde (IVS).

A análise exploratória dos dados compreendeu: construção de mapas temáticos, cálculo do estimador bayesiano empírico, do Índice de Moran Global e Local (LISA), construção do diagrama de espalhamento de Moran e Regressão Linear.

A extração, processamento, geoprocessamento e análise dos dados foram realizados pelos programas TAB para Windows (TABWIN) disponibilizados pelo DATASUS,

Microsoft Excel 2007, Terra View 4.2.2 e Geoda, cujos resultados são apresentados neste artigo em formato de mapas e tabela com posterior discussão.

Como a coleta das informações foi realizada em base de dados secundária, este projeto foi submetido ao Comitê de Ética da Universidade Federal de Juiz de Fora, juntamente com o documento de solicitação de dispensa do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Anexo I), sendo aprovado sob o parecer nº 1376660. Este estudo faz parte de um projeto aprovado no âmbito do Edital nº 14/2012, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG), sob o título “Controle do câncer de mama feminina e do colo do útero em Minas Gerais: avaliação do desempenho e resultados das ações previstas na Rede Viva Vida”.

No documento danieladealmeidapereiraduarte (páginas 37-40)

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