Os trabalhos foram desenvolvidos no Laboratório de Ecossistemas Aquáticos, do Departamento de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Durante o período de dez dias, 300 camarões com peso médio de 0,68g, mantidos em 20 tanques, providos de aeradores e filtro biológico, com capacidade de10L, foram submetidos a um bioensaio, alimentando-os durante cinco dias com as quatro dietas (A, B, C e D), cinco repetições cada uma, sendo10% da biomassa a ração ofertada. Logo após, a alimentação foi suspensa por 24 horas, com a finalidade de esvaziar o tubo digestivo, para em seguida, iniciar a alimentação, com as dietas testadas. Depois a quantidade de ração fornecida foi de 8% da biomassa segundo as técnicas de (Vidal Jr., 2004), em duas porções diárias: às 8h e às 14h; sendo 40% pela manhã e 60% à tarde.
As macroalgas que participaram das rações foram as rodofíceas Cryptonemia
estudos feitos por Silva (2003), que durante um ano, as identificou como predominantes do banco de macroalgas marinhas arribadas, na praia de Candeias, município de Jaboatão dos Guararapes, situado no estado de Pernambuco, Brasil e que posteriormente realizou análise da composição centesimal da farinha de macroalga úmida (composto das diversas espécies encontradas no banco, sendo peso úmido), da farinha de macroalga seca e das espécies de C. crenulata e H. cervicornis (Tabela 1).
Os ingredientes das dietas foram: de farinha de macroalgas (constituído das algas rodofíceas: Cryptonemia crenulata e Hypnea cervicornis, em 50 % cada), farelo de soja, farelo de milho, farinha de peixe, farinha de carne-osso, farinha de trigo, óleo de soja, mistura mineral e vitamínica e sal iodado (Tabela 2). As macroalgas
Cryptonemia crenulata e Hypnea cervicornis são rodofíceas pertencentes às famílias Corallinaceae e Hypneaceae.
O balanceamento e a composição centesimal das dietas formuladas isoprotéicas e isocalóricas, com 30% de proteína bruta e 300 Kcal/100g aproximadamente, foram calculadas de acordo com Correia (1993), EMBRAPA (1989) e nas análises dos ingredientes, inclusive da farinha de macroalgas (Tabelas 1 e 2) e em dados do National Research Council – NRC (1989). Calvin (1977) sugere níveis de proteínas para L.
vannamei de 30%.
Nos quatro tratamentos (dietas), a farinha de macroalgas e farinha de soja participaram com 39 e 0% (Ração A), 26 e 13%, 0 e 39%, respectivamente. Deste modo atingiram as exigências das rações isoprotéicas e isocalórica.
Os ingredientes das rações foram triturados em desintegrador de grãos até a forma de pó, homogeneizados com 40 % de água à temperatura de 60ºC, levados a um picador de carne formando péletes de 2 mm, depois secados em estufa à 80ºC, por
quatro horas. As rações acondicionadas em depósitos de plástico foram armazenadas à temperatura ambiente.
As quatro dietas formuladas foram analisadas para quantificar sua composição centesimal, segundo método da AOAC (2002).
Diariamente os tanques eram sinfonados, no período da manhã, antes da alimentação, eliminando qualquer material orgânico proveniente de restos de rações e exúvias.
A coleta das excretas para estudo foi realizada 90 minutos após as refeições, por sinfonamento. O material fecal coletado foi colocado em recipientes de plásticos, com identificação das dietas e de suas repetições, filtrado em papel filtro quantitativo JP42- Faixa azul, 9cm Ø, 80g/m2, cinza 0,00005g, permeabilidade ao ar: 3L/s/m2, poros: 8 µm, depois colocados em estufas a 80ºC , por 4 horas e congelado em freezer, para realizar as análises da digestibilidade aparente de matéria seca, proteína, cinzas, no Laboratório de Nutrição Animal, do Departamento de Zootecnia, da UFRPE. Os restos das rações também seguiram o mesmo processo de secagem e pesagem.
Para cálculo da digestibilidade foi utilizado a fórmulla: D = (I – E/I).100, onde I é ração ingerida e E as excretas.
Para se obter informações sobre a perda de matéria seca foi avaliada a hidroestabilidade das quatro rações empregando-se a metodologia usada por Lovell (1975), com base nas técnicas de Correia (1993). Dois gramas de matéria seca de cada ração (peso à temperatura ambiente) de cada uma, colocado em recipientes cúbicos de 2 cm de lado, de arame galvanizado com malha de 2mm.
Os cubos foram secos em estufas à 105ºC por 30 minutos, resfriados em dessecador, pesados imersos em água com cada ração, em recipientes plásticos de 2000ml, por períodos de tempos 30’, 60’, 90’, 120’e 240’, com três réplicas.
Posteriormente, os recipientes foram emersos por um período de 15’ e em seguida levados a estufa à 105ºC, por 4 horas, depois resfriados em dessecador e pesados, obtendo-se a perda de peso pela fórmula: %PMS = [(Pi-Pf).100]/Pi, onde PMS = perda de peso da matéria seca %; Pi = peso inicial do alimento antes de lixiviar e Pf = peso final do alimento depois de lixiviar.
O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com três repetições para cada período de tempo, de cada ração (A, B, C, D) perfazendo um total de 60 amostras testadas.
Os experimentos: hidroestabilidade das dietas e digestibilidade aparente foram interpretados e avaliados utilizando-se o programa Stat. Foi aplicada a análise de variância e complementada pelo teste de Tukey, com nível de probabilidade de 5%.
As variáveis hidrológicas: oxigênio, temperatura, salinidade e pH, foram avaliados, por duas vezes, no período de dez dias, utilizando-se o instrumento
Multiparameter, modelo YSI 556.
3. Resultados e discussão
A determinação do coeficiente de digestibilidade aparente (DA) em organismos aquáticos como peixes, crustáceos e moluscos, dentre outros, não é simples. 0s resultados podem apresentar diferenças significativas entre os métodos de coletas do material fecal. No meio aquático as excretas podem sofrer perdas de matéria seca por lixiviação ou lavagem, alterando os valores podendo levar a superestimação dos coeficientes. Vários autores, em seus trabalhos usando métodos diferentes para determinação da digestibilidade mostraram haver diferenças entre os coeficientes de DA. Bomfim (2004) estudou a digestibilidade de farinha de arenque como dieta para truta arco-íris obteve os seguintes coeficientes de digestibilidade aparente da matéria seca (DAMS) 73,3%, 79,1%, 80,2%, 80,3% e 84,4%, utilizando os métodos de
compressão, sucção anal, sistema Guelph e pipetagem, respectivamente. Vidal Jr. et al. (2004) determinou a digestibilidade da matéria seca e da proteína bruta do fubá de milho e do farelo de soja para tambaqui (Colossoma macropomum), utilizando técnicas com uso de indicadores internos e externos. Os resultados foram para o fubá de milho: 83,29%, 84,10%, 77,93%, 76,45%, 71,82%, 75,52% e 84,53% de DAMS, utilizando os indicadores Óxido de cromo, Carbonato de bário, Cinza insolúvel em ácido, cinza insolúvel em detergente ácido, fibra bruta, fibra detergente ácido e coleta total de fezes, respectivamente. A DAMS do farelo de soja também apresentou diferença significativa (p<0,05).
3.1. Digestibilidade
A digestibilidade aparente da matéria seca para as quatro dietas foi de: 77,52±8,73 (ração A); 76,94±8,86 (ração B); 75,13±8,36 (ração C) e73,12±8,08 (ração D), média entre elas foi de 75,83%. As análises estatísticas mostram que não houve diferença significativa (p>0,05), entre os tratamentos (Tabela 4).
Estes resultados comparados ao de Cruz-Suárez et al. (2002), quando analisaram a digestibilidade de nove rações comerciais para camarão no México, obtiveram resultados que variaram entre 65 e 74%, utilizando o método da digestibilidade in vivo, através da determinação do óxido de cromo. Sendo valores inferiores aos do presente experimento. Dentre as nove dietas testadas duas continham farinha de Kelp ou ficocolóides em sua fórmula. Usando o método colorimétrico e da absorção atômica para determinação da digestibilidade aparente da matéria seca os resultados mostraram haver diferença significativa estatisticamente. Diaz et al. (2001), usaram 31% de farinha de camarão, de farinha de peixe e de farinha de alga em três dietas diferentes para camarão Litopenaeus vannamei, obteve os melhores resultados de coeficientes de digestibilidade da matéria seca com as duas primeiras (92,62±1,34 e 89,77±1,75) e a
dieta com alga 78,6±1,66, sendo semelhante ao resultado obtido no presente trabalho com a dieta A. Kureshy & Davis (2002), estudando os requerimentos nutricionais para manutenção e máximo ganho de peso do camarão Litopenaeus vannamei, com três dietas contendo 16%, 32% e 48% de proteína bruta, durante 28 dias, com pesos entre 1,3 e 1,4g, obteve 61,6%, 59,5% e 66,9% de coeficientes de digestibilidade aparente da matéria seca, respectivamente. Forster et al. (2003), utilizando vários ingredientes em quatro dietas para Litopenaeus vannamei, durante 28 dias de cultivo teve como resultados os seguintes coeficientes de DAMS 78,46%, 74,25%, 68,08% e 63,60%.
Todos os experimentos citados acima demonstram que os resultados obtidos estão em sintonia com os valores obtidos por este experimento (Tabela 4). Podendo assim dizer que macroalgas marinhas e principalmente arribadas, usadas como ingrediente em dietas para camarão Litopenaeus vannamei, são raramente utilizadas, tendo poucos registros de trabalhos publicados sobre o assunto. Daí a dificuldade de relacionar outros que tenham usado as macroalgas.
Tratando-se de um ingrediente de baixo custo e de grande aproveitamento, podem-se ter excelentes resultados econômico, social e ecológico (por se tratar de um alimento natural), necessitando-se de mais pesquisas sobre o assunto.
3.2. Hidroestabilidade
A hidroestabilidade das quatro dietas testadas, para verificação das perdas de matéria seca (PMS), foi avaliada pelos tempos de imersão em recipientes com 2L, em 30, 60, 90, 120 e 240 minutos, com três repetições. Os dados foram submetidos análise estatística pela análise de variância e complementados com o teste de Tukey.
A perda de matéria seca foi diretamente proporcional ao do tempo de imersão (TI). Até 60 minutos de imersão as quatro rações, não mostraram perda de matéria seca significativa (p>0,05), resultados semelhantes aos de Correia (1993) com diferentes
níveis de raspa mandioca. A inclusão de resíduo de pipoca em dietas melhora a estabilidade em água e conseqüentemente reduz a perda da matéria seca Pedreschi Neto (1999).
A ração A, formulada com 39% de farinha de macroalgas teve perdas de peso da matéria seca de 11,51%±0,12, 14,98%±0,17, 29,88%±0,53, 31,01%±1,47 e 40,83%±3,66, respectivamente para os tempos de 30, 60, 90, 120, e 240 minutos. A ração B com 26% de macroalgas, as perdas foram de 11,37%±0,50, 11,43%±0,15, 18,13%±0,11, 23,50%±0,51 e 25,10%±0,61, respectivamente nos mesmos tempos de imersão; na ração C, 13% de macroalgas as perdas foram de 21,50%±0,30, 26,39%±0,00, 29,87%±0,60, 31,11%±0,68 e 41,17%±0,51, respectivamente, nos mesmos tempos e a ração D com 0% de macroalgas apresentaram perdas de 16,49%±0,06, 18,23%±0,15, 29,15%±0,10, 56,12%±0,46 e 56,47%±0,38, respectivamente nos cinco tempos de imersão (Tabelas 4 e 5, Figura 1).
Todas as rações apresentaram perda de matéria seca diretamente proporcional ao do tempo de imersão (TI). Até 60 minutos de imersão as quatro rações, não mostraram perda de matéria seca significativa (P>0,05). Observando-se que a imersão prolongada de alimentos em água doce pode ocasionar perdas de 20 a 30% do conteúdo da matéria seca (Taechanuruk, 1982), pode-se dizer que até o tempo de 90 minutos todas as rações testadas tiveram pequenas perdas (Tabela 4).
A ração A, com 39% de macroalgas, apresentou diferenças significativas entre os cinco tratamentos (P≤0,05), porém foram semelhantes entre os tempos de 30 e 60 minutos e 90 e 120 minutos. A ração B, com 26% de macroalgas, apresentou diferenças significativas (P≤0,05), mas foram similares entre os tempos de 30, 60 e 90; 90, 120 e 240 minutos. A ração C com 13% de macroalgas, também apresentou diferenças significativas entre os tratamentos, porém foram semelhantes entre os tempos de 30, 60,
90 e 120 minutos e entre 90, 120 e 240 minutos. Para a ração D com zero 0% de macroalgas, as perdas de matéria seca foram maiores entre todas as rações, por período de tempo, exceto nos tempos de 30 e 60 minutos diante da ração C.
Correia (1993) testou quatro rações, com diferentes níveis de raspa mandioca, em substituição ao farelo de milho, constatou que a perda de peso da matéria seca foi diretamente proporcional ao tempo de imersão, o que corrobora com o presente trabalho, e que as perdas foram ligeiramente maiores à medida que se aumentou o nível de mandioca na ração. Quando usou na ração R1, sem raspa de mandioca, mas com 2% de lignossulfato de sódio (aglutinante), obteve os melhores resultados de hidroestabilidade nos tempos de imersão de 30, 60, 120, 240 e 360 minutos, com 10,57%; 14,19%; 15,18%; 17,88% e 17,60%, respectivamente. Verificando-se os resultados obtidos com a ração B deste experimento, vê-se que os dados são próximos (Tabela 5). Em sua conclusão afirma que a raspa de mandioca pode servir como aglutinante em rações peletizadas, porém a estabilidade diminui à medida que se aumentam os níveis de substituição do milho pela raspa, em tempos de imersão superiores há 30 minutos.
A pesquisa realizada por Pedreschi Neto (1999), utilizando seis tipos de rações, formuladas a partir de farinha de peixe, farinha de carne e osso, farelo de soja, farelo de trigo, farelo de milho, óleo de soja, fosfato bicálcico, mistura mineral e vitamínica, sal iodado e resíduo com vários níveis de resíduos do milho-pipoca, com seis tratamentos: 30, 60, 90, 120, 240 e 360 minutos de imersão em água e três repetições, obteve resultados melhores de hidroestabilidade com ração contendo 15% de farelo de milho e 10% de resíduo do milho-pipoca com 4,64%; 6,08%; 7,20%; 8,46% e 10,48% em perda de peso da matéria seca, respectivamente. Conclui que a inclusão de resíduo de pipoca em dietas melhora a estabilidade em água e conseqüentemente reduz a perda da matéria
seca. Os valores obtidos variaram entre 4,64 e 14,31% de PMS, sendo melhores que os obtidos no presente trabalho.
A utilização de Alginato de Sódio associado com hexametafosfato de sódio em quantidades adequadas aumenta a estabilidade e melhoram as características texturais, permanecendo intactas dentro d’água por 24 horas ou mais em rações comerciais (Meyers, 1971). O alginato de sódio é um ficocolóide que pode ser obtido de algas feofíceas.
Machado (1988) comprovou que quando utilizado alginato de sódio 2,5%, com hexametafosfato de sódio, as rações obtêm um excelente aproveitamento, pois se não houver um balanceamento adequado os alginatos reagem com íons metálicos polivalentes para formar um gel ou solução com alta viscosidade. A solução começa a se tornar espessa, forma um gel e se precipita à medida que aumenta o número de ligações alginato-cálcio.
Ao testar nove tipos de dietas comerciais para juvenis de camarão, Litopenaeus
vannamei, com 35% de proteína Cruz-Suárez et al. (2002), em uma hora de imersão em
água salgada sintética obteve resultados de PMS entre 1,7 e 4,9%, sendo três com 2%, considerada baixa e os seis restantes com cerca de 5%. Cruz-Suárez et al (2000), reportam valores de PMS de alimentos comerciais peletizados com aplicação externa de azeite, com diferentes níveis de proteína (25 a 40%) e com aglutinante sintético tendo maiores níveis de proteína animal que vegetal e outro com farinha de Kelp, em níveis entre 1,8 e 8,5%, obtendo os melhores valores com o segundo aglutinante (Farinha de
Kelp). Enfatiza a importância do uso de aglutinantes em ração. Ao avaliar diferentes
aglutinantes em P. serratus, Forster (1972) verificou que os alimentos tipo gel, apesar de ter valores menores de digestibilidade, proporcionavam crescimentos superiores, aos dos alimentos em pasta e aos dos alimentos peletizados secos e Cruz-Suárez (2000) ao
avaliar alimentos micro particulados com carrageninas encontraram que o maior conteúdo de umidade nos alimentos havia maior palatabilidade e consumo do que com alimentos secos. Com a inclusão de farinha de kelp e seus ficocolóides, Teshima (2000) detectou uma maior capacidade de absorção de água nos alimentos ao entrar em contato com água e o desenvolvimento de uma textura suave tipo gel, que aumenta o consumo e o crescimento. Ainda precisando de estudos mais detalhados, verifica-se que o resultado desse experimento corrobora com estes autores.
Segundo Gomes (2001) as propriedades físicas e químicas das rações são essenciais para um bom aproveitamento, tais como: hidroestabilidade, aceitabilidade, palatabilidade, digestibilidade, dimensões dos péletes, ecológico e higiênico.
Dietas que não tenham uma boa formulação (hidroestabilidade) começam a perder suas características físicas e químicas logo após a imersão na água. Segundo Cuzon et al. (1982) após uma hora de imersão, rações contendo 15% de glúten como aglutinante perdem 15% de peso seco, 21% proteína bruta e 50% de carboidrato.
A utilização de ração de boa qualidade aumenta não somente a produção de camarões permite a estocagem de camarões em densidades maiores e aumenta os lucros do produtor. Entretanto, a poluição ambiental causada por fazendas de cultivo de camarões marinhos diretamente relacionados ao uso excessivo de rações. Para cada tonelada de camarão produzido, com uma conversão alimentar de 1:1, são produzidos efluentes com aproximadamente 500Kg de matéria orgânica, 26Kg de nitrogênio e 13Kg de fósforo. Mesmo com um bom manejo e ração adequada há perda de 15% (pela manipulação do camarão e lixiviação), dos 85% restante estima-se que apenas entre 17- 25% seja efetivamente transformada em carne (Barbieri, 2001). Por isso a hidroestabilidade da ração é importante na manutenção da qualidade físico-química,
evitando as perdas seja pela manipulação do camarão, lixiviação ou manejo, impactando menos possível o ecossistema pelo lançamento de efluentes.
3.3. Avaliação dos custos das dietas
As Tabelas 10 e 11 mostram os custos dos equipamentos usados na fabricação das dietas, com a depreciação e as despesas com todos os itens para se produzi-las, respectivamente. Estes dados foram baseados no trabalho de Pedreschi Neto (1999), adaptado para este experimento, considerando a produção mensal de seis toneladas por mês de ração. Este valor pode ser considerado de pequeno aqüicultor.
No que refere aos valores das quatro rações, vê-se que oscilou entre R$ 0,89 e
R$ 0,95, tendo como média R$ 0,91, representando menos da metade dos preços das rações comerciais adquiridas na região Nordeste do Brasil. Isto indica que considerando uma conversão alimentar de 1,5, considerada como ótima, os valores com custo das rações testadas podem representar mais de 50% de economia, baseando-se na média da conversão alimentar obtida no presente trabalho que foi de 1,93.
4. Conclusão
A digestibilibilidade aparente teve melhores resultados com as rações com maiores níveis de macroalgas.
A ração b, com 26% de macroalgas (50% de H. cervicornis e 50% de C. crenulata), obteve a melhor hidroestabilidade para todos os tempos de imersão.
Rações alternativas diminuem os custos na carcinicultura. 5. Referências
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