No presente trabalho foram utilizados 24 caninos superiores humanos, pertencentes ao Banco de Dentes do Laboratório de Pesquisas em Odontologia da Universidade de Ribeirão Preto, extraídos por razões diversas, armazenados em solução de timol 0,1% a 9 ºC e selecionados aqueles com achatamentos radiculares mesio-distal menos pronunciados, sem curvatura, sem preparo do canal radicular e que apresentassem aproximadamente 15 mm de comprimento.
Os dentes foram previamente lavados em água corrente por 24 horas, com a finalidade de remover os resíduos do timol.
Após a remoção de cálculos e de remanescentes teciduais, os dentes foram seccionados transversalmente na porção cervical da raiz, com disco de carborundum montado em peça de mão à baixa rotação, sob refrigeração ar/água, mantendo-se um comprimento de 15mm e padronizando-se os diâmetros mésio- distal e vestíbulo-lingual aproximadamente iguais.
A seguir, foram realizados sulcos perpendiculares ao longo eixo das raízes, com discos carborundum, com o objetivo de proporcionar retenções nas mesmas, evitando assim, que se desalojassem do bloco de resina acrílica que as revestiu quando dos testes de tração dos pinos metálicos fundidos. (Figura 01A)
Na seqüência, as raízes foram centradas verticalmente, com auxílio de bastões de cera, em matriz metálica desmontável, com formato de um paralelograma, de secção quadrada de 16,0 mm de lado. Resina acrílica autopolimerizável foi vertida nos moldes em etapas, para evitar o aquecimento durante a polimerização, incluindo as raízes até a 1 mm do término de sua porção cervical (Figura 01B, 01C e 01D).
Figura 01. (A) Preparo dos sulcos na raiz para retenção na resina acrílica; (B) Vista lateral da matriz metálica desmontada com as raízes posicionadas (longo eixo na posição vertical); (C) Vista
D C
B
superior; (D) Colocação da resina acrílica para confecção dos corpos-de-prova.
Os conjuntos raiz-bloco de resina, a partir de então, foram denominados de corpos-de-prova, e em seguida, foram executados os seguintes procedimentos:
Tratamento Endodôntico
Todas as raízes tiveram seus canais tratados, sendo que o início do preparo do canal radicular foi realizado nas porções cervical e média com brocas de Gates- Gliden números 2, 3 e 4, finalizando com o preparo do batente apical confeccionado até a lima tipo Kerr número 50 (Dentisply-Maillefer, Ballaigues, Suíça). Durante todo o preparo endodôntico, a irrigação do canal radicular era efetuada com hipoclorito de sódio a 1 % e uma irrigação final de 10 ml de água destilada, seguida de aspiração com cânulas metálicas e secagem com cones de papel absorvente (Dentisply-Herpo, Petrópolis-RJ) eram realizados.
Os corpos-de-prova foram divididos, aleatoriamente, em 2 grupos iguais contendo 12 amostras em cada grupo.
No grupo I, os dentes foram obturados com cones principais e acessórios de guta-percha (Dentisply-Heerpo, Petrópolis, RJ), usando a técnica da condensação lateral. Para a realização desta técnica, foi utilizado como cimento obturador, o EndoFill (Dentisply-Herpo,, Petrópolis, RJ, Brasil), à base de óxido de zinco e eugenol, sendo a espatulação do cimento realizada de acordo com as orientações do fabricante. O cone principal foi levado com cimento e, a seguir, com o auxílio
de um espaçador digital foram criados espaços para a colocação de cones acessórios, impregnados de cimento. O espaçador foi usado com movimentos oscilatórios e pressão em direção ao ápice, forçando-o até criar um espaço além do terço cervical. Esta manobra foi repetida até que o espaço obtido ficasse restrito ao terço cervical e não coubessem mais cones acessórios no canal. Uma vez concluída a condensação lateral, ou seja, preenchido completamente o canal radicular, realizou-se o corte do excesso de cones extracoronários, com instrumento manual aquecido, realizando, posteriormente, a condensação vertical com condensadores de Paiva.
No grupo II os dentes foram obturados empregando a mesma técnica que no grupo I, entretanto, somente com cones de guta-percha, sem o cimento obturador.
Após a obturação dos canais radiculares, a cavidade cervical foi selada com cimento restaurador provisório Coltosol (Vigodent, Rio de Janeiro, Brasil).
Os corpos-de-prova foram, então, mantidos em soro fisiológico a 37 °C, em recipientes hermeticamente fechados.
Preparo do Espaço protético, Moldagem e Fundição
Decorrido o processo de presa do cimento (120 minutos), os corpos-de- prova foram removidos do soro fisiológico e secos com jatos de ar e gaze.
O cimento provisório da entrada dos canais foi removido com broca esférica em baixa rotação e parte da obturação foi retirada, inicialmente com condensadores endodônticos aquecidos, até um comprimento aproximado de 5 mm.
Procedeu-se, então, o preparo dos condutos radiculares com o uso da broca de Largo nº. 6 (diâmetro de 1,7 mm), com comprimento padronizado de 8 mm, limitado por um cursor. A extremidade cônica da broca de Largo foi cortada com um disco carborundum, com a finalidade de proporcionar ao preparo uma forma cilíndrica.
Os preparos foram realizados em baixa rotação, com peça reta acoplada a um paralelômetro, com o objetivo de proporcionar um preparo padronizado ao longo eixo das raízes para todos os corpos de prova (Figura 02). Dessa forma, após estes preparos de 8 mm de comprimento, ainda restaram 6 mm de material obturador no canal radicular.
B
D
Figura 02. (A) Remoção da guia de penetração da broca de Largo; (B) Aferição da broca de Largo, em 8 mm, com o paquímetro digital; (C) Corpo-de-prova: vistas lateral e superior; (D) Preparo do espaço protético do corpo-de-prova com peça-de-mão no delineador.
Em seguida, os condutos foram lavados com jatos de água destilada e secos com jatos de ar e cones de papel absorvente (Dentisply-Herpo, Petrópolis-RJ).
Para a obtenção dos padrões dos pinos foi utilizada a técnica direta de moldagem com resina acrílica quimicamente ativada Duralay (Reliance Dental, USA) e dispositivos de plástico pré-fabricados Pin-jet (Angelus Ind. Produtos Odontológicos Ltda., Londrina, Paraná) (Figura 03A).
Os preparos dos canais radiculares foram lubrificados com vaselina que acompanha o kit da resina autopolimerizável e, com auxílio de um alargador endodôntico, a resina foi levada aos canais preparados, seguida da inserção dos pinos para moldagem. Após a polimerização do conjunto, o padrão do pino era analisado por meio de uma lupa e, se necessário, reembasado. A porção externa dos pinos apresentava comprimento constante de 5 mm e diâmetro de 1,7 mm. Nesta extremidade do pino foi colocado um fio de cera em forma de argola de 8 mm de diâmetro, para ser preso na Máquina Universal de Ensaios de Instron 4444 durante os testes (figura 03B).
Figura 03. (A) Material utilizado para moldagem dos pinos; (B) Padrão de pino moldado.
Os padrões foram incluídos, em número de quatro, em anéis de silicone com revestimento fosfatado Termocast (Polidental, São Paulo) e fundidos em liga do sistema cobre-alumínio Goldent-L. A. (Com. Imp. Exp., São Paulo), de acordo com as instruções do fabricante.
Após a desinclusão das fundições, as mesmas foram limpas, lavadas em água corrente e colocadas em um aparelho de ultra-som para remoção de possíveis partículas do revestimento que ficaram incrustadas. Seguiu-se o jateamento das peças com óxido de alumínio, com partículas de 60µ, a uma distância aproximadamente de 3,0 cm. Os pinos foram medidos com auxílio de um paquímetro digital Digimess (Shiko Precision Gaging Ltd., China) e provados nos seus respectivos condutos, previamente identificados, para verificação da fidelidade das fundições (Figura 04). Foi admitida uma usinagem leve quando o núcleo necessitasse de pequenos ajustes, mas nos casos em que as peças se mostraram inadequadas, novos padrões e nova fundição foram realizados (Figura 05).
1,7
8,0
Argola para apreensão do cabo durante o tracionamento
Pino 5,0
Figura 04. Desenho esquemático do pino intra-radicular (dimensões em milímetros).
Figura 05. Corpo-de-prova e seu respectivo pino fundido.
Cimentação dos pinos intra-radiculares
Nessa etapa, os grupos I e II foram subdivididos em dois conjuntos de 6 espécimes, a saber:
Grupo I:
• I a. pinos metálicos fundidos cimentados com Enforce, em raízes onde se utilizou cimento EndoFill na obturação endodôntica; • I b. pinos metálicos fundidos cimentados com fosfato de zinco, em
raízes onde se utilizou cimento EndoFill na obturação endodôntica;
Grupo II:
• II a. pinos metálicos fundidos cimentados com Enforce, em raízes onde se realizou a obturação endodôntica sem cimento obturador, somente com guta-percha;
• II b. pinos metálicos fundidos cimentados com fosfato de zinco, em raízes onde se realizou a obturação endodôntica sem cimento obturador, somente com guta-percha.
Os corpos-de-prova em que os pinos foram cimentados com Enforce (Grupos Ia, IIa), seguiram as instruções do fabricante.
A cimentação foi realizada aplicando-se uma camada uniforme do cimento sobre a superfície do pino, e também no espaço preparado para o mesmo. O pino, corretamente adaptado, foi mantido em posição por pressão digital durante 60
segundos. Em seguida, por meio de um pincel descartável, foram removidos os excessos de cimento das margens. O cimento foi fotopolimerizado por 20 segundos em cada face da raiz (vestibular, lingual e proximais), aguardando-se 6 minutos pela autopolimerização no interior do preparo.
Os pinos metálicos foram cimentados com fosfato de zinco (LS-Vigodente, Rio de Janeiro, RJ, Brasil).
O cimento foi usado na proporção de uma medida de pó para 4 gotas de líquido. Utilizou-se uma placa de vidro e uma espátula de aço inoxidável nº. 24 para misturar o pó ao líquido. O pó foi dividido em 4 porções iguais. Um quarto de porção foi dividido em duas partes e, ainda, uma oitava foi dividida em duas partes (Figura 09). Espatulou-se 1/16 da porção na quantidade toda de líquido por 10 segundos. Adicionou-se o outro 1/16 e misturou-se por mais 10 segundos. Adicionou-se 1/8 da porção espatulando-se por 10 segundos. As outras 3 quartas partes foram espatuladas por 10 segundos após cada adição e, finalmente, a quantidade toda por mais 30 segundos, totalizando um tempo de 1 minuto e 30 segundos.
A cimentação foi realizada aplicando-se uma camada uniforme do cimento sobre a superfície do pino e também no espaço do preparo para o pino.
O pino, corretamente adaptado, foi mantido por pressão digital em posição, por 60 segundos. Em seguida, com auxílio de um explorador, foram removidos os
excessos de cimento das margens. Aguardou-se 8 minutos para a presa final do cimento estabelecidos em testes previamente realizados.
Os 24 corpos-de-prova foram acondicionados em estufa a 37 °C, por 72 horas. Após este período, foram submetidos ao teste de tração na Máquina Universal de Ensaios Instron 4444 (Instron Corporation, Canton, Massachusetts, USA). Para tanto, foram posicionados na máquina através de um dispositivo que mantinha o corpo-de-prova na posição vertical, para que o eixo de tração se mantivesse ao longo eixo do pino, eliminando forças laterais. Posicionado o corpo- de-prova, uma força de tração crescente foi aplicada ao pino a uma velocidade de subida de 0,5 mm/minuto, até que este fosse desalojado da raiz (Figura 06). Os valores de força obtidos para cada corpo-de-prova foram anotados e submetidos à análise estatística.
A análise estatística foi realizada com auxílio do software GMC 8.1, desenvolvido pelo Prof. Dr. Geraldo Maia Campos, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (CAMPOS, 2001).
Figura 06. (A) Máquina Universal de Ensaios INSTRON 4444; (B) Painel de controle da Máquina indicando a velocidade de 0,5 mm/minuto de aplicação da força de tração; (C) Partes constituintes da base posicionadora dos corpos-de- prova; (D) Corpo-de-prova posicionado: vista frontal próxima; (E) vista frontal mostrando existir somente a direção vertical de força; (F) vista lateral mostrando também existir somente a direção vertical de força.
Os dados utilizados foram os valores correspondentes aos resultados obtidos com os diferentes materiais endodônticos obturadores e agentes cimentantes dos pinos intra-radiculares. Cada um dos 4 grupos utilizou 6 corpos-de-prova. (Tabela I)
Tabela I. Valores de Força de Tração, em Newton (N), obtidos com os diferentes materiais endodônticos obturadores e cimentantes dos pinos intra- radiculares.
Materiais Endodônticos Obturadores Agentes Cimentantes EndoFill + Guta-percha Guta percha (sem cimento) Média e desvio padrão dos cimentos
Enforce
Média e desvio padrão
81,7 109,7 78,7 113,3 121,9 103,7 101,5 ± 17,5 135,3 139,1 155,9 301,7 156,3 120,9 168,2 ± 66,8 134,9 ± 58,1 Fosfato de Zinco
Média e desvio padrão
375,8 423,1 325,6 430,1 323,3 308,9 364,5 ± 53,3 270,9 318,6 335,4 489,7 363,3 276,4 342,4 ± 80,3 353,4 ± 66,0
Média e desvio padrão dos materiais
obturadores 233,0 ± 142,4 255,3 ± 115,0
Os dados foram submetidos a uma série de testes preliminares, visando verificar se a distribuição amostral seria normal. O cálculo dos parâmetros
amostrais sugeriu que a distribuição amostral não era normal, uma vez que há 4 dados acima e 8 abaixo da média. (Tabela II)
Tabela II. Cálculo dos parâmetros amostrais. Valores originais.
Parâmetros Valores
Soma dos erros amostrais 0,0002
Soma dos quadrados dos erros amostrais 70205,8359
Termo de correção 0,0000
Variação total 70205,8359
Média geral da amostra 0,0000
Variância da amostra 3052,4277
Desvio padrão da amostra 55,2488
Erro padrão da média 11,2776
Mediana (dados agrupados) -9,2081
Número de dados da amostra
Dados abaixo da média 24,0000 8,000
Dados iguais à média 12,0000
Dados acima da média 4,0000
Calculou-se, então, a distribuição de freqüências por intervalo de classe e acumuladas, nas quais os intervalos de classe baseiam-se na média e no desvio padrão amostral, como mostra a Tabela III.
Tabela III. Distribuição de freqüências por intervalos de classe e acumuladas. Valores originais.
A. Freqüências por intervalos de classe:
Intervalos de classe: M-3s M-2s M-1s Med. M+1s M+2s M+3s Freqüências absolutas 0. 0 8 12 2 1 1 Em valores percentuais 0,0 0,0 33,3 50,0 8,3 4,2 4,2 B. Freqüências acumuladas
Intervalos de classe: M-3s M-2s M-1s Med. M+1s M+2s M+3s Freqüências absolutas 0 0 8 20 22 23 24 Em valores percentuais 0,0 0,0 33,3 83,3 91,7 95,8 100,0
Com os dados de freqüências acumuladas, traçou-se uma curva experimental à qual foi sobreposta uma curva normal matemática. A discrepância entre as duas curvas demonstra seu grau de aderência (Figura 07).
Observa-se na Figura 07, que a curva normal e a curva experimental apresentam uma moderada discrepância entre elas, mostrando assim, a possibilidade da distribuição amostral não ser normal.
Figura 07. Curva experimental e normal dos percentuais acumulados de freqüências.
Traçou-se o histograma de freqüências da distribuição dos erros amostrais e a curva normal, os quais podem ser vistos na Figura 08, onde nota-se uma
assimetria na distribuição central dos dados experimentais dos dados ao redor da média, com números abaixo e acima dela, que não se equivalem, o que é um indício de que a distribuição dos erros amostrais não é normal.
Figura 08. Histograma de freqüências da distribuição dos erros amostrais e curva normal.
A seguir, realizou-se o teste de aderência da distribuição de freqüências por intervalo de classe da distribuição normal em relação à mesma distribuição dos dados amostrais. Verificou-se que a probabilidade da distribuição experimental não ser normal foi de 0,02% (Tabela IV).
Tabela IV. Teste de aderência à curva normal. Valores originais.
A. Freqüências por intervalos de classe:
Intervalos de classe: M-3s M-2s M-1s Med. M+1s M+2s M+3s Curva normal 0,44 5,40 24,20 39,89 24,20 5,40 0,44 Curva experimental 0,00 0.00 33.33 50.00 8.33 4,17 4,17 B. Cálculo do Qui quadrado:
Graus de liberdade 4 Interpretação: Valor do Qui quadrado 22,09
Probabilidade de H0: 0,0200 %
A distribuição amostral testada não é normal
A análise do conjunto de resultados obtidos nesses testes preliminares levou à conclusão de que a distribuição amostral não era normal, o que nos conduziu para a realização da análise estatística não paramétrica, cujos resultados encontram-se a seguir.
O teste estatístico não paramétrico que melhor se adaptou ao modelo experimental foi o de Kruskal-Wallis, pelo fato de se tratar de um teste que permite a comparação de múltiplos dados independentes. Os resultados do teste de Kruskal-Wallis podem ser vistos na Tabela V.
Tabela V. Teste de Kruskal-Wallis. Dados originais.
Resultados do teste de Kruskal-Wallis
Valor (H) de Kruskal-Wallis calculado: 18.7333 Valor do Xý para 3 graus de liberdade: 18.73 Probabilidade de Ho para esse valor: 0.03 %
O teste de Kruskal-Wallis acusou diferença estatística significante ao nível de 1% de probabilidade para análise dos diferentes cimentos estudados.
Com finalidade de esclarecer quais dentre as comparações duas a duas, entre os componentes do fator de variação dos cimentos testados, seriam significantemente diferentes entre si, efetuou-se a comparação entre as médias dos postos das amostras, como podemos observar na Tabela VI.
Tabela VI. Comparação entre as médias dos postos das amostras.
Amostras comparadas (duas a duas) Diferença
entre médias Significância
Enforce/ guta-percha/ EndoFill X Enforce/ guta-percha 6,0000 **
Enforce/ guta-percha/ EndoFillX Fosfato de Zinco/ EndoFill/ guta-percha 15,6667 ***
Enforce/ guta-percha/ EndoFill X Fosfato de Zinco/ guta-percha 13,6667 ***
Enforce/ guta-percha X Fosfato de Zinco/ EndoFill/ guta-percha 9,6667 ***
Enforce/ guta-percha X Fosfato de Zinco/ guta-percha 7,6667 ***
Fosfato de Zinco/ EndoFill/ guta-percha X Fosfato de Zinco/ guta-percha 2,0000 ns
Valores críticos : α (0,05) = 3,9334 *; α (0,01) = 5,3646 **; α (0,001) = 7,2596 ***; ns = não significante.
A análise dos postos amostrais evidenciou diferença significante (p<0,01) entre os agentes cimentantes, sendo que os pinos cimentados com fosfato de zinco foram significantemente mais retentivos (353,4 N) que os cimentados com Enforce (134,9 N). Em relação à influência do cimento à base de óxido de zinco eugenol (Endofill) na retenção dos pinos intra-radiculares cimentados com Enforce e Fosfato de zinco houve diferença significante entre eles. Nas interações entre os agentes cimentantes e os materiais obturadores endodônticos houve diferença significante ao nível de 1% entre todas, com exceção aos subgrupos de fosfato de
zinco + EndoFill + guta-percha e fosfato de zinco + guta-percha, que se apresentaram iguais.
Para melhor entendimento foram construídos os gráficos: tipos de cimentos obturadores e tipos de agentes cimentantes. (Figura 09 e 10).
Figura 09. Gráfico dos valores de força, em Newton (N), em função do tipo de material obturador endodôntico independente do agente cimentante.
Endo Fill Sem cimento