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Material necessário:

No documento Internet na escola (páginas 31-34)

Laboratório de Informática com acesso à Internet e um computador com leitor de DVD;

Datashow e telão ou uma TV grande e um aparelho de DVD;

Uma máquina fotográfica digital para cada cinco participantes da oficina (pode-se solicitar que eles tragam e não se esqueçam do cabo para poder baixar as imagens no computador);

A VÍDEO-AULA INTERNET NA ESCOLA.

Atividades:

1. Comece relembrando e mostrando novamente os espaços de publicação do EducaRede (Ga-leria, Fórum, Oficina de Criação). Em seguida, apresente a proposta da oficina, que é publicar um texto-legenda na Galeria. Explique que o texto-legenda (TL) é um recurso bastante utiliza-do na mídia impressa: é aquele pequeno texto que acompanha uma foto e esgota a notícia. É diferente de uma legenda de foto, que chama atenção para uma notícia que vai ser detalhada.

Diz o Manual de Redação e Estilo do jornal O Estado de S. Paulo: “Como é ao mesmo tempo uma notícia e uma legenda, deve, por isso, descrever a fotografia e relatar o fato em linguagem direta e objetiva (...) O ideal é que o texto-legenda contenha pelo menos duas frases, a primeira descritiva e a segunda complementar e informativa como título”. (15 minutos)

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2. Em, seguida, explique a proposta de trabalho: percorrer os espaços do local onde está sendo realizada a oficina (sem sair à rua), observando e fotografando aquilo que chamar a atenção do grupo. Sugira que a pessoa dona da máquina explique também aos colegas como bater fo-tos e divida a função de fotógrafo. Combine que a volta ao laboratório deve ser em meia hora e acerte os relógios! (30 minutos)

3. De volta ao laboratório, oriente os grupos para selecionar uma foto e salvá-la na Área de Trabalho (Desktop). Em seguida, criem um texto para ela. (15 minutos)

4. Chegou a hora de publicar na Galeria. Peça que todos acompanhem no Tutorial as instru-ções e auxilie os grupos que tiverem alguma dificuldade. (15 minutos)

5. Oriente os grupos que forem terminando a publicação a conhecerem o que há na Galeria, deixando seus comentários. (30 minutos)

6. É hora de retomar os objetivos da oficina, relembrar como foi feito o aprofundamento em publicação, reforçar os outros espaços de publicação do EducaRede além da Galeria. (30 mi-nutos)

7. Encerre a oficina e distribua as avaliações. (15 minutos)

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Comunicar

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Presenciamos um momento

em que é possível olhar para o mundo todo, sem sequer ir à janela de casa. A interligação do planeta pelas Tecnologias de Informação e Comunicação redi-mensiona as escalas do espaço: o que antes era desconhecido por ser distante, agora pode fazer parte de nossa vida tanto quanto aquilo que nos é próximo. Vamos percorrer um pouquinho essa trajetória das tecnologias da comunicação.

Significativas mudanças na comunicação entre os seres humanos ocorreram com o surgimen-to da escrita e seus suportes, passando pela pedra, argila, madeira, papiro, pergaminho e papel.

Quando este último passou a ser usado como o suporte preferencial - o que facilitava a troca de informações e a comunicação - ainda faltava velocidade para a sua circulação.

Diferentemente do que à primeira vista se poderia supor, a invenção do papel não foi muito bem recebida na Europa, fato que, aliás, explica a lentidão, medida a séculos, de sua passagem de um país europeu a outro. Apesar de o papiro andar desaparecido desde o séc. VIII e de o pergaminho ser escasso, os europeus armaram-se de variados preconceitos contra o papel. (COSTELLA, 1984:32).

A invenção do trem a vapor a partir da primeira metade do século XIX alterou radicalmente as possibilidades de locomoção e comunicação entre as populações. Foi também nesse século que a humanidade viu a descoberta e o aperfeiçoamento de tecnologias importantes para a memória e a reprodução visual da realidade, assim como para sua distribuição: o telégrafo e o microfilme; a fotografia e o cinema. Também os ouvidos foram contemplados, com o gravador de som, o rádio e o telefone – se o primeiro permite o registro, o segundo estabelece a comunicação sonora em tempo real, enquanto o último permite interatividade. Por outro lado, a velocidade de locomoção é potencializada pela invenção do automóvel a gasolina e, no limiar do século seguinte, do avião.

E o planeta passa a se ver pela televisão.

Todos estes novos meios instauraram uma outra organização do mundo, pelo seu potencial de comunicação, de aproximação entre realidades distantes, e também porque apresentam sempre uma maior possibilidade de reprodução.

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A segunda metade do século XX assistiu aos pés do ser humano pisando na Lua e ao surgimento do satélite, do microcomputador e suas redes digitais, estes últimos baseados na tecnologia di-gital. A apropriação das tecnologias de informação e comunicação por parcelas cada vez maiores da sociedade e a incorporação às técnicas cotidianas contribuem para que surjam novas maneiras de estar no mundo e de relacionamento social, as quais agora passam a ser também mediadas pelas relações nominadas como cibernéticas. Esse tipo de relação não está restrito apenas ao uso da Internet, mas instaura-se, também, na comunicação não-presencial interativa, multidirecional e descentralizadora – a comunicação em rede. A rede não é o produto de tecnologias, mas o im-bricamento destas com as relações e organizações sociais que foram se modificando ao longo do tempo nos diversos âmbitos: trabalho, lazer e educação.

Tecnologia digital : Temos acesso aos produtos da tecnologia analógica graças a mecanismos de reprodução de meios físicos. Na tecnologia digital o meio físico é convertido em símbolos abstratos que são, depois, decodificados. Isto significa uma nova maneira de transmitir e obter informações, que não mais depende dos proces-sos de reprodução, mas de dispositivos de conversão.

Assim, quando se entra na rede nunca se está sozinho, pelo contrário - a comunicação por rede de computadores inaugura uma maneira diferente de partilha, em que é possível estar conectado simultaneamente com pessoas de todo o mundo, a partir de cada computador pessoal. Estar à frente de uma tela de computador significa, portanto, estar em um processo de integração e diá-logo que nada tem a ver com isolamento.

Cibernética é definida como comunicação e controle nas máquinas e animais, entre os quais figuram os seres humanos. Este é o conceito do matemático Norbert Wiener que reinventou, em 1948, a palavra Cibernética (Kubernetes, em grego), que signifi-ca ‘a arte de pilotar navios’ e, por extensão, a arte de conduzir homens e, em sentido mais amplo, a arte de governar o Estado (Nave Social). (SANGIORGI, 1999: 116).

Também por meio da rede Internet é possível comunicar - e optamos pela definição de “comuni-car” a partir de seu significado original em Latim – partilhar, pôr em comum, dividir, misturar –, o que pressupõe que a comunicação se situa em um contexto de inter-relações entre pessoas e entre as pessoas e a sociedade em que vivem.

No documento Internet na escola (páginas 31-34)

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