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5 RESULTADOS

5.5 Índice de Qualidade do Ar

5.5.2 Material Particulado 2,5 µm

A partir da análise da Figura 34, observa-se que o MP2,5 apresentou índice de qualidade do ar “moderado” para os dois anos monitorados pela Estação 3. Além disso, o aumento da porcentagem da faixa “boa” no ano de 2016, pode ser indicativo de controle das fontes de lançamento desse poluente.

Figura 34 - Índice de Qualidade do Ar em relação ao MP2,5 para a Estação 3.

5.5.3 Material Particulado 10 µm

As Figuras 35 e 36 ilustram a porcentagem de cada faixa de classificação do índice de qualidade do ar anual obtido para o MP10. Pode-se verificar que a qualidade vêm sendo afetada pelos poluentes, visto que foi considerada “moderada” para a Estação 3 e obteve classificação “muito ruim” durante 2011 e 2013, “péssima” em 2012, “ruim” em 2014 e “moderada” em 2016 para a Estação 1, a exceção ocorreu em 2015 , quando obteve seu limite no índice “boa”.

Apesar disso, é possível observar uma significativa melhora no ar da região, uma vez que a porcentagem da faixa “boa” tem aumentado nas Estações 1 e 3 com o passar dos anos.

Figura 35 - Índice de Qualidade do Ar em relação ao MP10 para a Estação 1.

Figura 36 - Índice de Qualidade do Ar em relação ao MP10 para a Estação 3.

Fonte: Autoria própria.

5.5.4 Dióxido de Nitrogênio

Em relação ao NO2, a qualidade do ar foi considerada “boa” para todo período, e “moderada” (0,17%) para o ano de 2015 amostrados pela Estação 3. As Figuras 37 e 38 ilustram os valores anuais do IQA para o NO2.

Figura 37 - Índice de Qualidade do Ar em relação ao NO2 para a Estação 2 .

Figura 38 - Índice de Qualidade do Ar em relação ao NO2 para a Estação 3.

Fonte: Autoria própria.

5.5.5 Ozônio

A partir das Figuras 39 e 40, pode-se observar que para o O3 a Estação 1 apresentou classificação péssima entre 2012 a 2015 e boa em 2011 e 2016. Enquanto que na Estação 2 obteve classificação “ruim” durante os anos de 2003, 2009 e 2010, “boa” entre 2012 e 2014 e “moderada” para os demais anos monitorados.

Estas ultrapassagens do padrão podem estar associadas a condições meteorológicas desfavoráveis à dispersão ou as emissões dos precursores de ozônio pelas fontes fixas e móveis da região.

Figura 39 - Índice de Qualidade do Ar em relação ao O3 para a Estação 1.

Fonte: Autoria própria.

Figura 40 - Índice de Qualidade do Ar em ralação ao O3 para a Estação 2.

Fonte: Autoria própria.

5.5.6 Dióxido de Enxofre

Para o SO2, a qualidade do ar na Estação 1, conforme visualizado na Figura 41, foi considerada “ruim” para os anos de 2013 e 2014, “boa” em 2011 e moderada para os demais anos. Entretanto a maior porcentagem se manteve na faixa “boa” ao longo de todo o período, o que pode estar associado a redução do teor de enxofre dos combustíveis, tanto industrial como automotivo.

Figura 41 - Índice de Qualidade do Ar em relação ao SO2 para a Estação 1.

6 CONCLUSÃO

O desenvolvimento do presente estudo possibilitou caracterizar a qualidade do ar do município de Três Lagoas, englobando os níveis de concentração dos poluentes ao longo dos anos, a análise do atendimento das legislações vigentes e os efeitos da meteorologia sob a dispersão dos poluentes.

Os resultados obtidos evidenciaram a presença de similaridades no comportamento dos poluentes monitorados. De modo geral, ocorreram quedas nas concentrações anuais, exceto para o CO e SO2, e elevação nos níveis dos poluentes durante o outono e o inverno, causado pelas condições de estabilidade e clima seco, com exceção do NOX e do SO2. Além disso, foi possível identificar baixa variação nos valores obtidos para os finais de semana, associando a maior porcentagem de contribuição dos poluentes na atmosfera da região às fontes fixas ou a episódios de queima de biomassa.

As médias horárias demonstraram picos leves no início de expediente de trabalho, associado a atividade veicular; e valores elevados no período noturno (em torno das 20:00 horas), podendo estar relacionado às condições meteorológicas desfavoráveis de dispersão, a redução da altura da camada limite e ao aumento da circulação de veículos entre o final do dia e o início da noite. A exceção ocorreu para o O3, com níveis mais elevados entre 09:00 e 19:00h, em virtude da maior ocorrência de reações fotoquímicas no período em que a radiação solar é mais intensa.

A avaliação comparativa entre os dados dos monitoramentos e os padrões estabelecidos pela Resolução CONAMA n° 003/90, CETESB, EPA e OMS revelaram ultrapassagens das concentrações máximas permitidas. Em quatro dos cinco poluentes analisados (MP2,5, MP10, PTS, SO2, NO2) houveram desconformidades, apenas o NO2 se manteve dentro de todos os limites estabelecidos.

Em contrapartida, o cálculo do IQA demonstrou que as emissões de CO, NO2 e MP2,5 praticamente não vêm afetando a qualidade do ar de Três Lagoas; e apesar de encontrar índices “ruins” ou “péssimos” para o MP10, SO2 e O3 na Estação 1, observou-se uma significativa melhora no ar da região para os últimos anos monitorados.

Destaca-se, ainda, que a metodologia utilizada permitiu uma ampla abordagem meteorológica e da concentração dos poluentes no município de Três

Lagoas. Entretanto, a continuidade e o aprofundamento de estudos na área são necessários para se obter um significativo controle dos efeitos causados sob o meio ambiente e à saúde da população.

Desta forma, recomenda-se para futuros trabalhos: a utilização de dados da Estação 4, permitindo obter maiores resultados; a incorporação de imagens de satélite e modelagem numérica para estudo da dispersão dos poluentes; e a avaliação apenas dos dados representativos, possibilitando maior exatidão e compatibilidade com o comportamento real dos poluentes.

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APÊNDICE A - Representatividade dos dados

Tabela A1 - Porcentagem de representatividade dos dados das Estações 1, 2 e 3. Variável Média Diária (%) Média Mensal (%) Média Anual (%)

Est. 1 Est. 2 Est. 3 Est. 1 Est. 2 Est. 3 Est. 1 Est. 2 Est. 3

MP1 - - 98 - - 80 - - 80 MP2,5 - - 99 - - 85 - - 100 MP10 99 - 97 97 - 80 100 - 80 PTS 99 - - 95 - - 87 - - NO - 69 - - 63 - - 76 - NO2 - 91 57 - 84 48 - 89 60 NOX 89 96 - 77 89 - 73 89 - O3 92 92 - 88 88 - 93 93 - CO 79 79 79 76 76 80 87 87 100 SO2 90 - - 80 - - 87 - - TRS 85 - - 68 - - 80 - - Temperatura 100 100 98 95 95 84 100 100 100 Umidade Relativa 98 98 98 94 94 84 100 100 100 Velocidade Vento 99 99 98 95 95 84 100 100 100 Direção Vento 99 99 98 95 95 84 100 100 100

APÊNDICE B – Médias diárias dos poluentes

Figura B1 - Concentrações médias diárias de CO nas Estações 1, 2 e 3.

Fonte: Autoria própria.

Figura B2 - Concentrações médias diárias de MP1 na Estação 3.

Figura B3 - Concentrações médias diárias de MP2,5 na Estação 3.

Fonte: Autoria própria.

Figura B4 - Concentrações médias diárias de MP10 nas Estações 1 e 3.

Figura B5 - Concentrações médias diárias de PTS na Estação 1 com todos os dados.

Fonte: Autoria própria.

Figura B6 - Concentrações médias diárias de PTS na Estação 1.

Figura B7 - Concentrações médias diárias de NO na Estação 2.

Fonte: Autoria própria.

Figura B8 - Concentrações médias diárias de NOX nas Estações 1 e 2.

Figura B9 - Concentrações médias diárias de NO2 nas Estações 2 e 3.

Fonte: Autoria própria.

Figura B10 - Concentrações médias diárias de O3 nas Estações 1 e 2.

Figura B11 - Concentrações médias diárias de SO2 na Estação 1.

Fonte: Autoria própria.

Figura B12 - Concentrações médias diárias de TRS na Estação 1.

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