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4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

4.5. MODELOS DE MATRIZ DE RISCO

4.5.3. MATRIZ DE RISCO DO INSTITUTO FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (IFRN)

O PAINT-2012 do IFRN apresenta os critérios de pontuação de sua matriz de risco no item “2 - Mapeamento, hierarquização e priorização das atividades que serão acompanhadas”, afirmando que as atividades a serem realizadas serão priorizadas por meio da apuração do risco segundo a materialidade, relevância e criticidade.

A matriz de risco atribuiu pontuação para cada ação de governo presente no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2012 do IFRN, sendo no máximo 5 (cinco) pontos para cada variável retromencionada. A pontuação total de cada ação governamental será atribuída por meio da multiplicação das pontuações obtidas em cada variável, podendo chegar a 125 pontos.

Quanto à materialidade, a atribuição de pontuação é realizada de forma idêntica àquela do IFMS. Portanto, considerando X o valor percentual da ação de governo em relação ao Orçamento do IFRN, tem-se a classificação no Quadro 11:

Quadro 11 – Critério de pontuação por materialidade na matriz de risco do IFRN

Critério Classificação Pontuação

X > 25% Muito alta materialidade 5 10% < X < 25% Alta materialidade 4 1% < X < 10% Média materialidade 3 0,1% < X < 1% Baixa materialidade 2 X < 0,1% Muito baixa materialidade 1 Fonte: PAINT-2012 do IFRN (Adaptado)

Quanto à relevância, a atribuição de pontuação ocorre de forma semelhante àquela utilizada pelo IFMS, pois também se refere à análise da aderência de cada ação a 5 (cinco) aspectos, sendo 4 deles exatamente iguais aos utilizados pelo IFMS e somente o último divergente:

- atividade ligada diretamente ao cumprimento da missão da instituição; - atividade pertencente ao Planejamento Estratégico da Instituição; - atividades que possam comprometer serviços prestados aos cidadãos; - atividades que possam comprometer a imagem da instituição; e - programas prioritários.

Diferentemente do IFMS, que atribuiu 1 ponto para cada aspecto aderente e classificou as ações governamentais de “Muito baixa relevância” a “Muito Alta relevância”, na matriz de risco do IFRN é mantida a pontuação de 1 a 5, porém existem apenas 3 classificações: Coadjuvante, Essencial e Relevante, conforme Quadro 12:

Quadro 12 – Critério de pontuação por relevância na matriz de risco do IFRN

Classificação Pontuação Relevante 5 4 Essencial 3 2 Coadjuvante 1

Fonte: PAINT-2012 do IFRN (Adaptado)

Importante destacar que não constam definições de “Relevante”, “Essencial” e “Coadjuvante” que contribuam para reduzir a subjetividade da classificação das ações governamentais, além de que não há qualquer referência à diferenciação na atribuição de

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pontuação 2 ou 3 para as ações classificadas como essenciais e na atribuição de pontuação 4 ou 5 para as ações classificadas como relevantes.

Quanto à criticidade, a atribuição de pontuação decorre da utilização da média aritmética da pontuação de 3 componentes, sendo eles:

Componente 1) Intervalo de tempo entre a última auditoria realizada e o momento do

planejamento (quanto maior o intervalo de tempo maior a pontuação), conforme Quadro 13:

Quadro 13 – Critério de pontuação do Componente 1 da criticidade na matriz de risco do IFRN

Intervalo de tempo entre a última auditoria e o planejamento Pontuação

Até 6 meses 0 De 7 a 12 meses 1 De 13 a 18 meses 2 De 19 a 24 meses 3 De 25 a 30 meses 4 Acima de 30 meses 5

Fonte: PAINT-2012 do IFRN (Adaptado)

Componente 2) Atividade descentralizada realizada por unidade gestora pertencente à

instituição (quanto mais descentralizada maior a pontuação), conforme Quadro 14:

Quadro 14 – Critério de pontuação do Componente 2 da criticidade na matriz de risco do IFRN

Descentralização da atividade Pontuação

Não descentralizada 1 2 3 Descentralizada 4 5 Fonte: PAINT-2012 do IFRN (Adaptado)

Novamente cabe destacar a falta de critério para a definição de diferentes pontuações vinculadas a uma classificação, como ocorre para as atividades “Não descentralizada” que podem receber pontuação 1, 2 ou 3 e para as atividade “Descentralizadas” que podem receber pontuação 4 ou 5.

Componente 3) Falha/falta conhecida nos controles internos da instituição (quanto

Quadro 15 – Critério de pontuação do Componente 3 da criticidade na matriz de risco do IFRN

Falhas nos controles internos Pontuação

Desconhecidas 0 1 2 Conhecidas 3 4 5 Fonte: PAINT-2012 do IFRN (Adaptado)

Novamente cabe destacar a falta de critério para a definição de diferentes pontuações vinculadas a uma classificação, como ocorre para as atividades com falhas de controles internos “Desconhecidas” que podem receber pontuação 0, 1 ou 2 e para as atividade com falhas de controles internos “Desconhecidas” que podem receber pontuação 3, 4 ou 5.

Por fim, apura-se a média aritmética das pontuações obtidas nestes 3 subcritérios para obter a pontuação da variável de criticidade por meio da fórmula:

Criticidade = Componente 1 + Componente 2 + Componente 3 3

Para obtenção da pontuação total de cada ação governamental utilizou-se a seguinte fórmula:

RISCO = Materialidade * Relevância * Criticidade

Após a obtenção das pontuações totais de cada ação governamental, claramente visualizadas em quadros no PAINT do IFRN, o item “2.3. Priorização de atividades” informou que as ações priorizadas foram aquelas com o resultado da matriz de risco superior a 15 (quinzes)pontos. Apesar de não haver nenhuma referência ao critério utilizado para definir o quantitativo de 15 pontos como limiar para as ações a serem priorizadas, constata-se que as ações com pontuação superior a este limiar foram efetivamente priorizadas, de modo que

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ações de auditoria referentes às demais ações governamentais sequer foram incluídas no PAINT.

Da análise da matriz de risco utilizada no PAINT do IFRN, pode-se constatar que a falta de critérios mais objetivos para definição de pontuação, quando há duas ou mais opções de pontuação vinculadas a uma mesma classificação, possibilita o gerenciamento do resultado da matriz de risco, de forma que o autor da matriz de risco pode incluir ou excluir ações governamentais dentre aquelas prioritárias com a alteração de uma única pontuação. Tal possibilidade é facilitada devido ao cálculo da pontuação total ser realizado por meio da multiplicação da pontuação das variáveis, pois a operação de multiplicação tem um efeito de distorção superior à operação de adição neste caso.

Como exemplo, podemos citar uma ação governamental X, com as seguintes classificações:

 Materialidade (M): Baixa Materialidade – 2 pontos;  Relevância (R): Essencial – 3 ou 4 pontos;

 Criticidade (C): Média aritmética igual a 2 pontos.

Na Tabela 5, foi realizada uma simulação da possibilidade de gerenciamento de resultado na matriz de risco do IFRN:

Tabela 5 – Exemplo de possibilidade de gerenciamento de resultado na matriz de risco do IFRN

Possibilidades Materialidade (M) Relevância (R) Criticidade (C) Total (M*R*C) Priorizar ação? (acima de 15 pontos) Atribuir 3 pontos para Relevância 2 3 2 12 Não Atribuir 4 pontos para Relevância 2 4 2 16 Sim Fonte: Elaboração própria (2013)

Neste caso, o autor da matriz de risco tem a possibilidade de atribuir 3 ou 4 pontos para a variável de Relevância, de modo que se a escolha for por 3 pontos, a pontuação total será igual a 12 pontos e a ação governamental não será priorizada, enquanto que se a escolha for atribuiu 4 pontos, a pontuação total será igual a 16 pontos e ação deverá ser priorizada no PAINT.

4.5.4. MATRIZ DE RISCO DO INSTITUTO FEDERAL SUL-RIO-GRANDENSE

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