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4 MATERIAL E MÉTODOS

MAXILA E MANDÍBULAMAXILA

MAXILA MANDÍBULA -10 -20 -30 -40 -50 -60 -70 -80 TIPO SP R EA D -44 -37.5 -42.5 BOXPLOT CIRURGIA

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Tabela 3 - Avaliação da melhora da qualidade de vida no período pré-operatório (T0) e no período pós-operatório (T1). Utilizado o teste T student.

T0 T1 Diferença Estatística t P-valor Efeito

B-OQLQ 46,52 [16,89] 4,00 [4,73] 42,52 [16,24] 13,09 <0,001 2,62 Estética facial 3,02 [0,84] 0,22 [0,35] 2,79 [0,80] 17,47 <0,001 3,49 Função 1,94 [0,85] 0,12 [0,18] 1,81 [0,84] 10,75 <0,001 2,15 Consciência da deformidade 1,50 [0,92] 0,25 [0,33] 1,26 [0,83] 7,57 <0,001 1,51 Aspectos sociais da deformidade 1,78 [1,01] 0,13 [0,20] 1,65 [1,00] 8,20 <0,001 1,64

* Significância estatística para α=0,05

Figura 3- Gráfico comparando os 4 domínios no período pré-operatório e e no pós-operatório.

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Realizada a Análise de Variância (ANOVA), foi possível avaliar que as médias entre os domínios diferiram entre si (Tabela 4). Por meio da análise de comparações simultâneas de Post Hoc de Tukey, observou-se que apenas o domínio estética facial apresentou diferença estatística significativa quando comparados os domínios entre si (Figura 4).

Tabela 4 - Avaliação entre os quatro domínios: estética facial, função, consciência da deformidade e aspectos sociais da deformidade. Utilizado o teste ANOVA

* Significância estatística para α=0,05

Figura 4- Gráfico de comparações simultâneas de Tuckey. A- Estética facial; B- Função; C- Consciência da deformidade; D- Aspectos Sociais das deformidades.

GL Soma de quadrados Quadrado médio Estatística F P-valor

Fatores 3 32,92 10,97 13,36 <0,001*

Erro 96 78,88 0,82

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6 DISCUSSÃO

As características amostrais de gênero e idade do presente trabalho foram semelhantes a de diversos outros estudos (Bortolluzzi et al., 2011; Choi et al., 2010; Göelzer et al., 2014; Murphy et al., 2011; Nicodemo et al., 2008; Rustemeyer e Gregersen, 2012), diferindo, no entanto, daquele realizado por Motegi et al. (2002), que dos 93 pacientes amostrados 71% eram mulheres e apenas 29% homens. Observa-se que pacientes do gênero feminino apresentam uma preponderância percentual em relação aos pacientes do gênero masculino. Por envolver um tratamento funcional e estético, as mulheres geralmente procuram mais esse tipo de procedimento cirúrgico.

A média geral de idade dos pacientes foi de 29,25 anos, apresentando as mulheres uma média (26,11 anos) menor que a dos homens (31,13 anos), dados estes que corroboram com o encontrado na literatura, no qual a grande maioria dos pacientes submetidos à cirurgia ortognática encontra-se entre a terceira e quarta décadas de vida (Reyneke, 2003).

Quanto ao tipo de procedimento realizado, o estudo apresentou nove pacientes submetidos à cirurgia combinada (36%), dez cirurgias de avanço da maxilar (40%) e seis cirurgias de recuo mandibular (24%), totais estes que diferem do estudo de Murphy et al. (2011), que tratou pacientes Classe III apenas com recuo de mandíbula ou procedimentos bimaxilares, porém são bastante semelhantes ao trabalho realizado por Modig et al. (2005) em que 33% dos pacientes pesquisados realizaram cirurgias bimaxilares, 43% cirurgia de maxila e 24% cirurgia de mandíbula. Atualmente pacientes com deformidade dentoesquelética Classe III, na sua grande maioria, são tratados com cirurgias de avanço maxilar ou cirurgias combinadas, sendo que somente em alguns casos específicos são tratados com cirurgia de recuo mandibular. Reyneke (2003) afirmou que recentemente 10% dos pacientes classe III são submetidos à cirurgia de recuo mandibular, sendo os demais tratados com cirurgia de avanço maxilar ou cirurgia bimaxilar.

Foi avaliado se o tipo de cirurgia realizada nos pacientes diferiu no padrão de respostas apresentadas nos questionários B-OQLQ, não tendo sido verificada

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diferença estatisticamente significativa nos resultados. Acredita-se que o tamanho da amostra (25 pacientes) e o fato da avaliação ser realizada somente seis meses após a cirurgia, podem ter influenciado nesse resultado, já que supõe ser um pós- operatório mais desconfortável em pacientes submetidos a cirurgias mandibulares, quando comparados a cirurgia na maxila.

Em relação ao questionário B-OQLQ utilizado nesta pesquisa, existem vários questionários disponíveis para avaliação dos pacientes submetidos à cirurgia ortognática: questionários de avaliação geral (SF-36), questionários de avaliação geral da saúde bucal (OHIP-14) e questionários de condição específica para deformidade dentoesquelética (OQLQ). Alguns autores utilizaram o questionário genérico da saúde (SF-36), como Lee et al.(2007) ao avaliarem pacientes com deformidade dentoesquelética e pacientes sem deformidade. Como resultado não observaram diferença estatística significativa, o que demonstrou pouca aplicabilidade desse tipo de questionário para a condição estudada.

Lee et al. (2008) e Choi et al. (2010) utilizaram o questionário genérico de saúde (SF-36), questionário geral de saúde bucal (OHIP-14) e o questionário condição-específica (OQLQ) para avaliar pacientes no período pré e pós-cirúrgico. Os autores observaram melhora nos resultados com o SF-36, porém os escores dos questionários OHIP-14 e OQLQ foram menores (indicando melhora na qualidade de vida), com evolução dos resultados conforme aumentava o tempo de pós-operatório. A adoção de apenas um tipo de instrumento de avaliação no presente estudo (B- OQLQ) justifica-se por se tratar de um questionário voltado à condição-específica (deformidade dentoesquelética), e com diversos resultados positivos na avaliação da qualidade de vida de pacientes com essa deformidade. A aplicação dos questionários gerais não acrescentaram informações importantes para os resultados alcançados por Lee et al., 2007; Lee et al., 2008; Al-Ahmad et al., 2009; Choi et al., 2010; Khadka et al., 2011; Murphy et al., 2011. De acordo com o que foi observado na literatura pode-se afirmar que a utilização do questionário específico para avaliar a deformidade dentoesquelética é o método mais sensível para captar as alterações decorrentes das deformidades dentoesqueléticas e a melhora na qualidade de vida de pacientes.

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Nicodemo et al. (2008) avaliaram os pacientes no período de 30 dias antes da cirurgia e seis meses depois da cirurgia, análogo ao período adotado no presente estudo. As características amostrais foram semelhantes, sendo a amostra composta por 29 pacientes (55% mulheres e 45% homens), porém utilizando o questionário SF-36 para mensurar as mudanças. Apenas quatro dos oito domínios do questionário apresentaram diferença estatística significativa, o que difere do presente estudo, no qual todos os domínios do B-OQLQ apresentaram notável melhora. Os autores avaliaram o overjet, não obtendo diferença estatística significativa nos resultados ao correlacioná-lo com a satisfação dos pacientes, à semelhança do que foi observado neste estudo. Pode-se inferir que o tamanho da amostra e o fato de poucos pacientes apresentarem uma discrepância dentária (overjet) maior que 6mm podem ter influenciado na não correlação da melhora da qualidade de vida versus overjet.

Em relação aos quatro domínios avaliados no estudo, a maior diferença de pontuação do questionário foi obtida no domínio “estética facial”, seguido de “função” e “aspectos sociais” sendo que “consciência da deformidade” representou o domínio com menor escore. Nos trabalhos realizados por Lee et al. (2008), Al- Ahmad et al. (2010) e Choi et al. (2010) a estética se apresentou como domínio mais importante. Bock et al. (2009) observaram que na população estudada o maior incômodo foi constatado nos “aspectos sociais”, seguido de “função” e em terceiro lugar o fator “estética”. Cunningham et al. (2002) correlacionaram os “aspectos sociais” como principal fator avaliado pelos pacientes, seguido de “estética facial” e “função”. Modig et al. (2005) constataram que os problemas funcionais foram a principal queixa dos pacientes no pré-operatório, o que difere dos resultados observados no presente estudo e em outros trabalhos, em que a estética facial foi o que mais incomodou os pacientes avaliados. Acredita-se que a insatisfação com a estética facial se caracteriza como a principal queixa dos pacientes portadores de deformidade dentoesquelética, devido ao prognatismo mandibular, e reflete também a grande procura observada na sociedade brasileira nas áreas médicas e odontológicas por procedimentos estéticos. Observa-se neste trabalho e em outros estudos que a consciência da deformidade foi o domínio com menor desconforto para a população, provavelmente pela falta de informação e acesso que os pacientes têm em relação às deformidades dentoesqueléticas. Talvez um

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diagnóstico precoce da deformidade, com esclarecimentos sobre as formas de tratamento desde cedo pelos ortodontistas e cirurgiões, possibilitaria melhor compreensão do problema.

Cunningham et al. (2002), ao realizarem a validação e teste de responsividade do questionário OQLQ com 62 pacientes observaram que o domínio mais importante para os pacientes foi o aspecto social, seguido da estética, função e por último a consciência da deformidade. O domínio social diferiu do presente estudo, ocupando o terceiro lugar em ordem decrescente de pontuação para os pacientes. Os autores verificaram que os pacientes apresentaram uma melhora na qualidade de vida nos quatros domínios, resultado esse semelhante ao obtido neste trabalho.

Em 2007, Lee et al. avaliaram dois grupos: 76 pacientes com deformidade dentoesquelética e 76 pacientes sem deformidades. Aplicaram os questionários SF- 36, OHIP-14 e o OQLQ. O questionário SF-36 não apresentou significância estatística dentre o grupo com deformidade e sem deformidade. Os questionários OHIP-14 e OQLQ apresentaram diferença estatística significativa em todos os domínios de cada questionário, com os pacientes apresentando uma melhora na qualidade de vida com resultado semelhante ao obtido no presente estudo. O maior efeito dos domínios do OQLQ foi obtido para “função”, seguido de “estética facial”, “aspectos sociais” e “consciência da deformidade”. No presente trabalho a estética se configurou como o principal domínio, seguido da função. A consciência da deformidade foi o domínio com menor pontuação no presente estudo, assim como o observado pelo referido autor.

Lee et al. (2008) realizaram um estudo com 36 pacientes, avaliando em três períodos: pré-operatório, pós-operatório de seis semanas e de seis meses. As mulheres corresponderam a 69,4% da amostra e os homens 30,6%. Os questionários utilizados foram SF-36, OHIP-14 e OQLQ. O fator social foi o domínio no pré-operatório que mais incomodou os pacientes avaliados, com a estética em segundo e a função em terceiro lugar. A consciência da deformidade também foi o que menos afetou os pacientes. Houve melhora estatisticamente significativa na qualidade de vida dos pacientes, diferindo do presente estudo apenas no efeito dos domínios: o fator social se apresentou menos importante que estética e função.

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Choi et al. (2010) avaliaram 32 pacientes utilizando os questionários SF- 36, OHIP-14 e OQLQ no período pré-operatório, seis semanas e seis meses depois da cirurgia. Como resultado os pacientes apresentaram uma melhora na qualidade de vida quando comparado o período de seis semanas com seis meses. Provavelmente o período de seis semanas seja muito curto para avaliar a melhora dos domínios e da qualidade de vida no pós-operatório, devido o paciente ainda apresentar edema, que pode levar a assimetrias do tecido mole, dificuldade e limitação da mastigação, presença de elásticos para melhorar a intercuspidação e dificuldade de fonação. Considerando esses motivos, não foi aplicado o questionário no pós-operatório recente, por se acreditar que não refletiria a melhora da qualidade de vida observada em pacientes submetidos à cirurgia ortognática.

Al-Ahmad et al. (2009) avaliaram por meio dos questionários SF-36 e OQLQ 36 pacientes no período pré-cirúrgico, 35 pacientes no pós-cirúrgico, 35 pacientes que se recusaram a realizar a cirurgia ortognática e 37 pacientes como grupo controle que não apresentavam nenhum tipo de deformidade dentoesqulética, em um total de 143 pacientes. De acordo com os resultados obtidos com o questionário OQLQ, quando comparados os pacientes pré-cirúrgicos com os de outros grupos, houve diferença estatística significativa em todos os domínios, sendo a estética o de maior pontuação, condizendo com os resultados aqui obtidos. Ao comparar os grupos pós-cirúrgico, grupo controle e os que se recusaram a realizar cirurgia, não houve diferença estatística significativa. Podendo-se inferir com esses resultados, que pacientes que optaram por não realizar o tratamento cirúrgico não apresentaram piora em sua qualidade de vida, convivendo bem com a deformidade. Porém não foi especificado no trabalho qual tipo de deformidade dos pacientes que decidiram não operar, nem o(s) motivo(s) pelo(s) qual(is) eles resolveram não realizar o procedimento.

Khadka et al. (2011) avaliaram 115 pacientes com deformidade dentoesquelética e 43 pacientes com deformidade facial (com zigomas proeminentes e faces quadradas). Foram utilizados os questionários SF-36 e o OQLQ, no pré e pós-operatório de seis a oito meses. Comparando os dois grupos no pré-operatório com o questionário SF-36 houve diferença estatisticamente significativa em apenas dois domínios (papel físico e dor corporal). No pós-operatório não houve diferença estatística significativa entre os grupos. Utilizando o OQLQ houve diferença

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estatística significativa no pré-operatório para os domínios função e estética facial, pois o grupo com deformidade facial não apresentava problemas com a oclusão, claramente demonstrado no questionário. No pós-operatório apenas o domínio “função” apresentou diferença estatística significativa entre os dois grupos. Os resultados, quando analisados somente os pacientes com deformidade dentoesquelética, foram semelhantes aos obtidos no presente trabalho, apresentando melhora na qualidade de vida dos pacientes.

Murphy et al. (2011) analisaram 62 pacientes por meio do questionário OQLQ, Escala Visual Analógica e Escala Global de Transição. Os pacientes foram avaliados no pré-operatório e pós-operatório de seis meses. A principal pontuação no OQLQ foi para o fator estética facial, seguida da função, aspectos sociais e consciência da deformidade. Da literatura pesquisada, este foi o único estudo cujos resultados foram equivalentes àqueles ora apresentados, no que diz respeito aos domínios. Foram avaliados pacientes com deformidades dentoesquelética Classe II e Classe III, o que divergiu do presente trabalho, no qual foram selecionados apenas pacientes classe III. Acredita-se que a padronização do tipo de deformidade permite obter um perfil mais claro e específico do tipo da deformidade e as suas principais queixas.

De acordo com toda a bibliografia científica pesquisada, os trabalhos que avaliaram a melhora na qualidade de vida em pacientes com deformidade dentoesquelética submetidos à cirurgia ortognática tiveram como resultado uma melhora na satisfação geral dos pacientes, resultado esse também obtido neste estudo. Os resultados deste estudo evidenciam a importância de uma avaliação integral do indivíduo e não apenas os fatores técnicos do procedimento, já que a cirurgia ortognática representa mudanças na vida do paciente, incluindo a forma como eles interagem com a sociedade.

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7 CONCLUSÃO

Frente as condições experimentais deste estudo foi possível concluir que os pacientes com deformidade dentoesquelética classe III submetidos à cirurgia ortognática apresentaram uma melhora na qualidade de vida, quando comparados os períodos antes da cirurgia e seis meses após.

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