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Medidas de Coordenação e Controle da AAAe

No documento ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS (páginas 55-59)

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.3 O EMPREGO DA AAAE EM OPERAÇÕES DE NÃO GUERRA

2.3.4 Medidas de Coordenação e Controle da AAAe

De acordo com o novo manual Vetores Aéreos da Força Terrestre, EB20-MC

10.204 (2014, p. 5-1), a coordenação do espaço aéreo tem por objetivo garantir a

maior liberdade de ação possível a todos os vetores que o utilizam, preservando

simultaneamente a sinergia do emprego de múltiplas plataformas e sistemas, e a

segurança nas Op. Evita-se, assim, o fratricídio e acidentes aeronáuticos.

As medidas de coordenação e controle da AAAe são estabelecidas visando

possibilitar a coordenação e o controle entre os meios das FFAA. Têm por finalidade

a redução das possibilidades de ataques a aeronaves amigas, bem como evitar a

duplicação de esforços e interferência mútua e, também, possibilitar o intercâmbio de

informações entre a Defesa Aérea e a DA Ae (BRASIL, 2001, p. 3-22).

O Cmt do COMDABRA estabelece as Medidas de Coordenação do Espaço

Aéreo (MCCEA) de acordo com grau de ameaça aérea, e cabe ao COMDABRA a

confecção do Plano de Coordenação do Espaço Aéreo (PCEA) (BRASIL, 2014e,

p.45). As medidas de coordenação da AAAe estão inseridas no contexto das MCCEA

e, de acordo com o estabelecido no PCEA, o Cmdo AAAe estabelecerá as medidas

de coordenação da AAAe para as Op.

2.3.4.1 VRDAAe

O Volume de Responsabilidade da Defesa Antiaérea (VRDAAe) (FIGURA 6) “é

a porção do espaço aéreo sobrejacente a uma DA Ae onde vigoram procedimentos

específicos para o sobrevoo de Anv amigas e para o fogo AAe” (BRASIL, 2014c, p.56).

Os manuais C 44-1 (2001, p. 3-26) e MD33-M-13 (2014d, p. 56) apresentam a

definição e a classificação dos VRDAAe, de acordo com a liberdade de circulação de

aeronaves amigas apresentadas abaixo:

- Volume de responsabilidade de sobrevoo proibido - interdito às aeronaves

amigas, podendo ser aberto fogo contra qualquer vetor em penetração;

- Volume de responsabilidade de sobrevoo restrito - as aeronaves amigas

poderão penetrar, desde que autorizadas e obedecendo a normas de sobrevoo

preestabelecidas;

- Volume de responsabilidade de sobrevoo livre - sobrevoo livre, sendo o fogo

antiaéreo aberto somente em autodefesa ou contra alvos previamente designados por

um centro de controle.

É definido pela DA Ae do Esc considerado, ficando sujeito à aprovação da

Autoridade de Defesa Aeroespacial (ADA) e da Autoridade do Espaço Aéreo (AEA).

2.3.4.2 Estado de Ação

A definição do manual C 44-1 (2001, p. 3-26) esclarece que o estado de ação

define o grau de liberdade de abrir fogo das armas AAe de determinada DA Ae, sendo

aplicado ao VRDAAe e, por vezes, aos corredores de segurança ou rotas Ae.

d. O estado de ação da AAAe é relacionado com a classificação do volume

de responsabilidade de D AAe. De acordo com a maior ou menor liberdade

de abrir fogo, as defesas antiaéreas estão sujeitas aos seguintes estados de

ação:

(1) fogo livre - abrir fogo contra quaisquer Anv não identificadas como amigas;

(2) fogo restrito - abrir fogo somente contra Anv identificadas como inimigas;

(3) fogo interdito - não abrir fogo (ou cessar fogo), exceto no caso de

autodefesa antiaérea; e

(4) fogo designado - abrir fogo contra alvos especificamente designados por

um centro de controle ou em autodefesa.

e. Quando em autodefesa, a AAAe abre fogo qualquer que seja seu estado

de ação (BRASIL 2001, p. 3-26).

FIGURA 6: VRDAAe PSen.

Fonte: BRASIL, 2001, p. 3-23.

2.3.4.3 Estado de Alerta

O estado de alerta representa a probabilidade de ocorrência de ataque aéreo a

determinada DA Ae e define os meios que devem ser aprestados e as providências a

serem tomadas, permitindo a redução do tempo de resposta dos meios envolvidos,

minimizando os danos causados por um ataque aéreo (BRASIL, 2001, p. 3-28).

O estado de alerta é definido pelo Cmt do maior escalão de AAAe presente,

através do COAAe P, sendo estabelecido um estado de alerta para o sistema de

armas de cada DA Ae. Porém, um Cmt de AAAe a ele subordinado pode, através de

um COAAe S, estabelecer um estado superior ao estado de alerta estabelecido pelo

COAAe P (BRASIL, 2001, p. 3-28):

Como exemplo: numa situação em que uma incursão aérea inimiga não foi

detectada pelo escalão superior (radares de vigilância da AAAe ou F Ae), mas

por um elemento avançado daquela AAAe, que provavelmente estará sob

ataque aéreo, o comandante da defesa antiaérea poderá declarar alerta

vermelho, fazendo os meios antiaéreos sob seu comando se aprestarem

completamente para se contraporem à ameaça aérea detectada,

independente do estado de alerta do Esc Sp (BRASIL, 2001, p. 3-28).

O estado de alerta compreende os seguintes tipos e condições:

- Alerta vermelho: ataque pela ameaça aérea é iminente ou está ocorrendo; a

ameaça Ae está dentro da DA Ae ou em aproximação;

- Alerta amarelo: ataque ameaça Ae é provável; a ameaça Ae ou aeronaves

e mísseis desconhecidos podem se dirigir para a DA Ae;

- Alerta branco: ataque pela ameaça Ae é improvável; o alerta branco pode

ser declarado antes ou depois dos alertas amarelo ou vermelho.

2.3.4.4 Condições de Aprestamento

A condição de aprestamento é o estado de prontidão dos meios AAe de uma

determinada DA Ae frente a um ataque aeroespacial. Está diretamente relacionada

ao estado de alerta e ao tempo de resposta necessário para os meios AAe estarem

prontos para engajar uma ameaça aérea (BRASIL, 2001, p. 3-29).

- Aprestamento 3 - postos de combate;

- Aprestamento 2 - prontidão;

- Aprestamento 1 - segurança.

A condição de aprestamento é estabelecida pelo COAAe S considerado. A O

Op Cmt da DA Ae deve listar a quantidade de meios que estarão em aprestamento 1,

2 ou 3, bem como os respectivos procedimentos (BRASIL, 2001, p. 3-29).

TABELA 2: Relação entre Condição de Aprestamento e Estado de Alerta.

Fonte: O autor.

2.3.4.5 Corredor de Segurança

“São rotas de tráfego aéreo de risco mínimo, a serem cumpridas pelas

aeronaves amigas, a fim de se minimizar o risco de serem engajadas pela AAAe”

(BRASIL, 2001, p. 3-29). Visam permitir às aeronaves amigas ingressarem nos

VRDAAe de baixa altura com segurança. Conforme a dificuldade de coordenação,

detecção e identificação das Anv amigas em voo no corredor, a AAAe nele

desdobrada pode um estado de ação de fogo interdito ou restrito (BRASIL, 2001, p.

3-29).

FIGURA 7: Exemplo de Corredor de Segurança.

Fonte: BRASIL, 2001, p. 3-30.

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