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2. PROJETO E PROCESSO CONSTRUTIVO DO PARQUE DA MAIA

2.3. PROCESSO CONSTRUTIVO – OBRA

2.3.4. MEDIDAS E SEGURANÇA E SAÚDE

referidas ao longo dos vários tópicos, e este tem em atenção os cuidados a ter com os intervenientes em obra, a prevenção e as medidas a tomar durante a execução dos trabalhos.

O Plano de Segurança e Saúde encontra- se ao longo da proposta da MCA, S.A. sendo referido em diferentes pontos. Este aspeto é relevante pois o que torna o espaço em obra são as pessoas.

49 presente no projeto entregue pelo Gabinete: Laura Costa, Arquitetura Paisagista. O Plano de Segurança e Saúde do projeto reflete-se na obra no Modelo de Gestão e Segurança entregue pelo construtor na fase de concurso. O Plano de Segurança e de Saúde tem por objetivo indicar as diversas sinalizações de carácter temporário de obras e dos respetivos obstáculos que possam interferir com a via pública, a sinalização de acordo com as frentes de trabalho, as proteções coletivas e individuais, e por fim, o controlo relativo a subempreiteiros, trabalhadores e equipamentos. Este Plano de Segurança e Saúde e o Modelo de Gestão e Segurança tornam-se num modelo mais específico e detalhado em alguns aspetos, pois refletem sobre a planificação da obra, as políticas de gestão, a implementação e operação da empreitada, o controlo dos documentos e registos, quer de equipamentos como dos trabalhadores, e a gestão do Plano de Segurança e Saúde no trabalho, entre outros.

O Plano de Segurança e Saúde em obra obriga a permanentes atualizações face ao modo como a obra decorre, e contempla os diversos trabalhos e equipamentos.

O que se pretende neste tema é compreender o que se integra o Plano de Segurança e Saúde no decorrer da empreitada e como foi tido em conta por parte da MCA, S.A. Este Plano é essencialmente direcionado ao bem-estar e proteção de todos os elementos que se encontrem dentro dos limites e fora da obra. Por isso, o empreiteiro analisa aspetos como:

• A sinalização de carácter temporário na via pública, que visa constituir-se como um elemento de salvaguarda da segurança dos utilizadores da via pública. Este tipo de sinalização será utilizado quando existir necessidade por estarem a decorrer trabalhos em via pública. Pretende-se que seja de fácil leitura, simples e objetiva (MCA Construções, 2016a).

• A sinalização das frentes de trabalho complementará a sinalização fixa que a obra conterá. Este complemento será utilizado para a sinalização de obstáculos, zonas de perigo, aviso para o uso de veículos de dentro da obra, indicação de áreas restritas entre outras que sejam necessárias. Este tipo de sinalização é importante, pois vai de encontro à proteção dos intervenientes diretos e indiretos à obra. Se a sinalização for correta e coerente as pessoas poderão adaptar as suas rotinas de forma mais simples e concisa. A sinalização também é relevante para impedir que as pessoas se desloquem para os locais onde máquinas e equipamentos estejam a ser manobrados, servindo como meio de prevenção. • As proteções coletivas ou designadas por EPC, são elementos que se devem

colocar em obra e que têm por objetivo a proteção em altura dos trabalhadores, as quedas ao mesmo nível, quedas de objetos, soterramento, atropelamentos

50 ou acidentes de viação e por fim, a eletrização.

• As proteções individuais ou designadas por EPI, são elementos usados individualmente por cada trabalhador ou pessoas que entrem em obra, de modo a os proteger de riscos como, pancadas, esmagamentos, perfurações, cortes entre outros. Esses elementos são capacetes, coletes, luvas de proteção, botas de proteção e outros (MCA Construções, 2016ª).

• Por norma, as proteções coletivas são aplicadas primordialmente, às proteções individuais. Quando a equipa está protegida serão menos os perigos representados individualmente e será menor o número de proteções a utilizar. Contudo, as proteções de uso obrigatório deverão ser sempre respeitadas. • O controlo de equipamentos utilizados no decorrer da obra, onde o que se

pretende é que os elementos mecânicos utilizados se encontrem em condições e que não causem danos em obra ou aos trabalhadores que nela se encontrem.

Quando analisados os elementos referentes ao Plano de Segurança e Saúde, realizado pela MCA, S.A, este contempla os perigos que são eminentes em obra. A reflexão sobre os mesmos leva a que sejam tidos em conta as proteções coletivas, individuais e manutenção de máquinas e equipamentos. O Plano de Segurança e Saúde do construtor adequa-se ao projeto e encontra-se coerente com o Plano de Segurança e Saúde do projeto.

2.3.5. PLANO DE TRABALHOS

“Através da elaboração do planeamento de produção será possível esquematizar e datar os objetivos a atingir, atribuir os meios materiais, de pessoal e de equipamentos necessários à sua realização e escalonar as necessidades destes em obra, assim como prever problemas e criar atempadamente as condições para a sua resolução” (MCA Construções, 2016ª, p.27).

Para ser possível um planeamento lógico, organizado e encadeado, realizou-se um programa de trabalhos pelo construtor. De acordo com o que foi solicitado em concurso a MCA, S.A. apresentou um diagrama de GANTT. 1

Deste modo, no Plano de Trabalhos são indicadas as tarefas e qual a sua duração, realizando-se uma estimativa de data de início e conclusão dos trabalhos. Para além dos períodos temporais também são referidas as quantidades de trabalhos e materiais.

1 Diagrama de GANTT consiste num gráfico de barras organizado de acordo com os trabalhos a realizar. A duração dos

trabalhos corresponde a largura das barras. O diagrama de GANTT permite o acompanhamento da execução dos trabalhos de acordo com os trabalhos descritos no projeto (Oliveira, 2013).

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