ANEXO VII – MÁQUINAS E IMPLEMENTOS PARA USO AGRÍCOLA E DH
16. Meios de acesso permanentes a máquinas e implementos
16.1 As máquinas e implementos devem dispor de acessos a todos os seus pontos de operação, abastecimento, inserção de matérias-primas e retirada de produtos trabalhados, preparação, manutenção e de intervenção habituais, permanentemente fixados e seguros.
16.2 Consideram-se como meios de acesso: elevadores, rampas, passarelas, plataformas ou escadas de degraus.
16.2.1 Na impossibilidade técnica de adoção desses meios, poderá ser utilizada escada fixa tipo marinheiro.
16.2.2 Na impossibilidade técnica de adoção dos meios de acesso dispostos no caput, o acesso aos postos de trabalho de máquinas autopropelidas e implementos deve ver dotado de meios de apoio como manípulos ou corrimãos e degraus, garantindo ao operador apoio em 3 pontos de contato durante todo o tempo de acesso, de modo a torná-lo seguro.
16.3. Os meios de acesso e de apoio permanentes a máquinas e equipamentos devem estar localizados e instalados de modo a prevenir riscos de acidente e facilitar o seu acesso e utilização pelos trabalhadores.
16.4. O emprego dos meios de acesso, de máquinas estacionárias, deve considerar o ângulo de lance conforme Figura 1 do apêndice III desta NR.
16.5 Todos os locais ou postos de trabalho acima do nível do solo onde haja acesso de trabalhadores, para comando ou quaisquer outras intervenções habituais nas máquinas e equipamentos, como operação, abastecimento, manutenção, preparação e inspeção, devem dispor de plataformas de trabalho estáveis e seguras.
16.6 As passarelas, plataformas, rampas e escadas de degraus devem propiciar condições seguras de trabalho, circulação, movimentação e manuseio de materiais.
16.7 As passarelas, plataformas, rampas e escadas de degraus devem:
e) ser dimensionadas, construídas e fixadas de modo seguro e resistente, de forma a suportar os esforços solicitantes e movimentação segura do trabalhador; f) ter pisos e degraus constituídos de materiais ou revestimentos antiderrapantes; g) ser mantidas desobstruídas;
h) estar localizadas e instaladas de modo a prevenir riscos de queda, escorregamento, tropeçamento e de esforços físicos excessivos despendidos pelos trabalhadores ao utilizá-las.
16.8 As rampas com inclinação entre 10 e 20 graus em relação ao plano horizontal devem possuir em toda extensão peças transversais horizontais fixadas de modo seguro, para impedir escorregamento, distanciadas entre si de 0,40 m em toda extensão da rampa.
16.8.1 É proibida a construção de rampas com inclinação superior a 20 graus em relação ao piso.
16.9 Nas máquinas estacionárias, os meios de acesso, exceto escadas e do tipo marinheiro e elevador, devem ser dotados de sistema de proteção contra quedas com as seguintes características:
f) ser dimensionados, construídos e fixados de modo seguro e resistente, de forma a suportar os esforços solicitantes;
g) ser constituídos de material resistente a intempéries e corrosão;
h) possuir travessão superior (corrimão) com altura mínima de 1,10m em relação ao piso ao longo de toda a extensão, em ambos os lados;
i) o travessão superior não deve ter superfície plana, a fim de evitar a colocação de objetos;
j) possuir rodapé de, no mínimo, 0,20 m de altura e travessão intermediário a 0,70 m de altura em relação ao piso, localizado entre o rodapé e o travessão superior;
16.9.1 Havendo o risco de queda de objetos e materiais, o vão entre o rodapé e o travessão superior do guarda corpo deve receber proteção fixa, integral e resistente.
16.9.1.1 A proteção mencionada pode ser constituída de tela resistente, desde que sua malha não permita a passagem de objeto ou material que possa causar lesões aos trabalhadores.
16.10. Para o sistema de proteção contra quedas em plataformas utilizadas em operações de abastecimento ou que acumulam sujidades, podem ser adotadas as dimensões da Figura 5 do apêndice III desta NR.
16.11 As passarelas, plataformas e rampas devem ter as seguintes características: a) largura útil mínima 0,60 m para máquinas, exceto para as autopropelidas e
implementos que devem atender a largura mínima determinada conforme norma técnica especifica;
b) meios de drenagem, se necessário;
c) não ter rodapé colocado no vão de acesso.
16.12 Em máquinas estacionárias as escadas de degraus sem espelho devem ter: h) largura mínima de 0,60 m;
i) degraus com profundidade mínima de 0,15 m;
j) degraus e lances uniformes, nivelados e sem saliências; k) altura máxima entre os degraus de 0,25 m;
l) plataforma de descanso com, no mínimo, 0,60 m de largura e 0,60 m de comprimento a intervalos de, no máximo, 3 m de altura.
m) projeção mínima de 0,01 m (dez milímetros) de um degrau sobre o outro;
n)
degraus com profundidade que atendam à fórmula: 600≤ g +2h≤ 660 (dimensões em milímetros), conforme Figura 2 do apêndice III desta NR.16.13 Em máquinas estacionárias as escadas de degraus com espelho devem dispor de:
g)
ter degraus com profundidade mínima de 0,20 m;h) ter degraus e lances uniformes, nivelados e sem saliências; i) ter altura entre os degraus de 0,20 a 0,25 m;
j) ter plataforma de descanso com, no mínimo, 0,60 m de largura e 0,60 m de comprimento a intervalos de, no máximo, 3 m de altura.
16.14 Em máquinas estacionarias as escadas fixas do tipo marinheiro devem:
m) ser dimensionadas, construídas e fixadas de modo seguro e resistente, de forma a suportar os esforços solicitantes;
n) ser constituídas de materiais ou revestimentos resistentes a intempéries e corrosão (caso estejam expostas em ambiente externo ou corrosivo);
o) ter gaiolas de proteção caso possuam altura superior a 3,5 m, instaladas a partir de 2,0 m do piso, ultrapassando a plataforma de descanso ou o piso superior em pelo menos 1,20 m;
p) ter corrimão ou continuação dos montantes da escada ultrapassando a plataforma de descanso ou o piso superior em pelo menos 1,20 m;
q) ter largura entre 0,40 e 0,60 m, conforme Figura 3 do apêndice III desta NR; r) ter altura total de no máximo 10 m, se for de um único lance;
s) ter altura de, no máximo, 6 m entre duas plataformas de descanso, se for de múltiplos lances, construídas em lances consecutivos com eixos paralelos, distanciados no mínimo em 0,70 m, conforme Figura 3 do apêndice III desta NR;
t) ter espaçamento entre barras de 0,25 m a 0,30 m, conforme Figura 3 do apêndice III desta NR;
u) ter espaçamento entre o piso da máquina ou da edificação e a primeira barra não superior a 0,55 m, conforme Figura 3 do apêndice III desta NR;
v) ter distância entre a escada e a estrutura em que ela é fixada de, no mínimo, 0,15 m, conforme Figura 4 do apêndice III desta NR;
w) ter barras de 0,025 m a 0,038 m de diâmetro ou espessura;
x) ter barras com superfícies, formas ou ranhuras a fim de prevenir deslizamentos.
16.14.1 As gaiolas de proteção devem dispor de:
c) diâmetro entre 0,65 e 0,80 m, conforme Figura 4 do apêndice III desta NR; d) vãos entre grades protetoras de, no máximo, 0,30 m, conforme Figura 3 do
apendice III desta NR.
16.15 O bocal de abastecimento do tanque de combustível e de outros materiais deve ser localizado, no máximo, a 1,5 m acima do ponto de apoio do operador.
16.15.1 Caso não seja possível atender o caput para as operações de abastecimento de combustível e de outros materiais das máquinas autopropelidas deve ser instalado nas mesmas, degrau de acesso com manípulos garantindo 3 pontos de contato durante toda a tarefa.
16.15.2 Caso não seja possível atender o caput para as operações de abastecimento de combustível das máquinas autopropelidas que possuam o tanque localizado na parte traseira ou lateral, poderá ser utilizada uma plataforma ou escada externa que servirá de apoio para execução segura da tarefa.
16.16 Em máquinas autopropelidas meios de acesso devem ser fornecidos se a altura do solo ao posto de operação for maior que 0,55 m. (prazo fabricante)
16.17 Em máquinas autopropelidas da indústria de construção civil com aplicação agro- florestal, os meios de acesso devem ser fornecidos se a altura do solo ao posto de operação for maior que 0,60 m.
16.18 Em colhedoras de arroz de rodas ou de esteiras, e outras colhedoras equipadas com sistema de auto-nivelamento, os meios de acesso devem ser fornecidos se a altura do solo ao posto de operação for maior que 0,70 m.
16.19 A direção não pode ser considerada como manípulo de apoio.
16.20 Pneus, cubos, rodas e paralamas não são considerados degraus para acesso aos postos de trabalho.
16.20.1 Paralamas podem ser considerados degraus para acesso desde que projetados para esse fim.
16.21 Em máquinas de esteira, as sapatas e a superfície de apoio das esteiras podem ser utilizadas como degraus de acesso desde que projetados para esse fim e se for garantido ao operador apoio em três pontos de contato durante todo tempo de acesso.
16.22 Os meios de acesso das máquinas autopropelidas e implementos devem possuir as seguintes características:
a) ser dimensionados, construídos e fixados de modo seguro e resistente, de forma a suportar os esforços solicitantes;
b) ser constituídos de material resistente a intempéries e corrosão;
c) não ter, o travessão superior do sistema de proteção queda, superfície plana, a fim de evitar a colocação de objetos.
16.23 As escadas usadas no acesso ao posto de operação das máquinas autopropelidas e implementos, devem atender a um dos seguintes requisitos:
a) a inclinação (α) deve estar entre 70 e 90° em relação à horizontal conforme figura 2 deste anexo.
b) inclinação (α) menor que 70° as dimensões dos degraus devem atender a equação (2B + G) ≤ 700 mm, onde B é a distância vertical (em mm) e G a distância horizontal (em mm) entre degraus. As dimensões restantes devem permanecer conforme figura 2 deste anexo.
16.23.1 Os degraus devem: a) ter superfície antiderrapante;
b) ter batentes verticais em ambos os lados;
c) ser projetado de modo a minimizar o acúmulo de água e de sujidades, nas condições normais de trabalho;
d) ter altura do primeiro degrau alcançada com os maiores pneus indicados para a máquina;
e) ter espaço livre adequado na região posterior do degrau, quando utilizado sem espelho, de forma a proporcionar um apoio seguro para os pés;
g) altura do primeiro degrau em relação ao solo para colhedoras de arroz ou de esteiras pode ser de até 0,70 m.
16.23.1.1 A conexão entre o primeiro degrau e o segundo degrau pode ser articulada. Não deverá haver riscos de corte, esmagamento ou movimento incontrolável para o operador na movimentação de meios de acesso móveis.
16.24 Em de máquinas autopropelidas e implementos, corrimãos ou manípulos (pega- mãos) devem ser fornecidos em um ou ambos os lados do(s) meio(s) de acesso que ofereçam risco de queda ou acesso às áreas de perigo, de forma a atender os seguintes requisitos mínimos:
a) devem ser projetados de forma que o operador possa manter contato de apoio em três pontos durante todo o tempo de acesso;
b) ter largura da seção transversal entre 0,025m e 0,038 m;
c) ter extremidade inferior em pelo menos um corrimão/manípulo localizada no máximo a 1600 mm da superfície do solo;
d) ter espaço livre mínimo de 0,050 m entre o corrimão/manípulo e as partes adjacentes para acesso da mão, exceto os pontos de fixação;
e) ter um manípulo instalado do ultimo degrau superior do meio de acesso a uma altura entre 0,85 m e 1,10 m;
f) ter manípulo com comprimento mínimo de 0,15 m.
16.24.1 Todos os pontos de apoio para mãos devem estar a pelo menos 0,30 m de qualquer elemento de articulação.
16.25 A plataforma de operação ou piso de trabalho das máquinas autopropelidas e imple- mentos deve:
a) ser plana, nivelada e fixada de modo seguro e resistente; b) ter superfície antiderrapante;
c) ter meios de drenagem, se necessário;
d) ser contínua, exceto para tratores denominados “acavalados” que poderá ser em dois níveis.
e) nenhum rodapé deve ser colocado no vão de entrada da plataforma.
16.25.1 Se os meios de acesso das plataformas e cabines são móveis (retráteis), para fins de transporte, deve ser previsto sistema para limitação do vão de acesso à plataforma ou cabine.
16.26 As plataformas de máquinas autopropelidas e implementos que apresentem risco de queda de trabalhadores devem ser dotadas de sistema de proteção contra quedas de acordo as dimensões da Figura 5 do apêndice III desta NR.
16.27 O acesso ao posto de trabalho, de máquinas autopropelidas e implementos, onde a presença do trabalhador é necessária, para inspeção e manutenção e que não são acessíveis desde o solo, deve ser dotado de manípulos ou corrimãos e apoio para os pés, barras ou degraus com superfície antiderrapante de modo que o trabalhador possa manter contato de apoio em três pontos durante todo o tempo de acesso. .
a) ter superfície antiderrapante;
b) ter batentes verticais em ambos os lados;
c) ser projetado de modo a minimizar o acúmulo de água e de sujidades, nas condições normais de trabalho;
d) ter altura do primeiro degrau alcançada com os maiores pneus da máquina;
e) ter espaço livre adequado na região posterior do degrau, quando utilizado sem espelho, de forma a proporcionar um apoio seguro para os pés.
16.27.1.1 Onde não são aplicáveis estes meios, deve-se utilizar uma forma de acesso seguro indicado no manual de operação.