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3.6 Desenvolvimento do Tocador

4.2.8 Melhorias de Interface

Para as especificações do sistema proposto por (REIS,2013), a interface atende aos requisitos. Contudo, não são suficientes para que pessoas com baixa visão façam distinção e tenham percepção do que está sendo mostrado em tela. Atendendo aos requisitos, o Tocador foi redimensionado por completo, os labels passaram a estar centralizados e os botões agora possuem mesma dimensão. Em tempo de execução, os botões são destacados, as informações textuais são ampliadas e a contraste de tela pode ser alterado.

4.2.9

Uso do Teclado

O uso do Tocador não se dá apenas pela interface gráfica através do uso do mouse, pelo teclado também somos capazes de utilizar todos os comandos disponíveis acessíveis para navegação e controle de execução do conteúdo de áudio gravado. O recurso de ajuda

4.2. O Tocador 73

Figura 29: Destacando botão sob o mouse.

é comumente representada pela tecla h fazendo referência ao nome inglês help. Para na- vegação no conteúdo do audiobook, as teclas direcionais são utilizadas. Os comandos pelo teclado responsáveis pelo controle da execução do audiobook são:

Play/Pause: o comando pode ser executado alternativamente pela tecla de espaço;

Pular uma marcação a frente: esta funcionalidade do player pode ser acionada

através da tecla de seta para a direita;

Voltar uma marcação: esta funcionalidade do player pode ser acionada através

da tecla de seta para a esquerda;

Subir a marcação para o nível 1: o comando pode ser acionado quando pressi-

onada a tecla de seta para cima. Esta funcionalidade foi pensada com o intuito de contemplar a referência de capítulos contidas nos livros impressos;

Descer a marcação para o nível 2: esta funcionalidade do player pode ser aci-

onada através da tecla de seta para a baixo. Esta funcionalidade do player visa contemplar a referência para os subcapítulos como encontrado nos livros impressos, tornando a busca de informação ainda mais otimizada.

O Tocador possue outras teclas de atalhos que inicializam os recursos de acessibi- lidade. As respectivas teclas e seus atalhos funcionais estão detalhados abaixo:

74 Capítulo 4. Resultados Alcançados

Figura 30: Funcionalidade ampliador de tela do Tocador.

tecla i: quando pressionada, o sintetizador de voz irá ler os metadados do audiobook

de acordo com a seção Sintetizador para informação de conteúdo;

tecla h: ao pressionar esta tecla, o sintetizador de voz irá pronunciar ao usuário os

atalhos disponíveis como mencionado na seção Sintetizador para ajuda;

tecla c: o usuário poderá alternar entre dois contrastes de telas diferentes a cada

vez que esta tecla for pressionada em acordo com a seção Contraste de tela;

tecla m: presionando esta tecla o sintetizador de voz irá ler a marcação atual em que

a execução do audiobook se encontra como dito na seçãoSintetizador para informação de conteúdo;

tecla n: e, por último, o usuário terá um retorno audível sobre qual o nível atual

em que está o salto das marcações pressionando esta tecla conforme falado na seção

Sintetizador para informação de conteúdo.

O Tocador foi testado nos sistemas operacionais Ubuntu e Mac OS X. Nos dois ambientes o Player não apresentou erro durante a sua execução. Importante ressaltar que o Editor também é funcional nestes dois sistemas operacionais.

4.3. A Engenharia de Produto 75

4.3 A Engenharia de Produto

O processo de desenvolvimento do Tocador foi automatizado. Na parte da im- plementação do software, o script elaborado e a box selecionada são capazes de montar um ambiente estável para colaboração com o desenvolvimento do software utilizando-se do VirturalBox através da ferramenta Vagrant. O script para montagem do ambiente é necessário rodar somente a primeira vez. Após, a máquina precisou apenas ser iniciada. Do momento inicial ao uso subsequente da máquina virtual gerenciada pelo Vagrant o mesmo não apresentou falhas durante o uso ou instabilidade que poderia tornar o ambi- ente instável.

O processo de Entrega Contínua inicia-se quando um commit é realizado no repo- sitório GitHub que atua no controle de versão do projeto. Com isso, inicia-se também o pipeline de implantação. No repositório é possível visualizar o histórico de commits que ocasionaram falha em algum ponto do pipeline ou sucesso em todo o processo. Se não ocorrer falha durante os testes, o Pipeline de Implantação especificado é capaz de entregar o executável ao final do processo em ambiente de produção simulado. Os demais estágios do pipeline que compõe o processo de integração e implantação contínua estão descritas a seguir.

A cada novo commit efetuado no repositório GitHub, o Codeclimate, por meio do plugin Cppcheck, analisou estaticamente todo o código fonte e registrou, quando ocorrido, as issues conforme mencionado em Automação da Infraestrutura. Para potenciais erros do projeto, o Codeclimate notifica a equipe de desenvolvimento sobre a issue de maior risco. Para visualização dos dados coletados, acesse CodeClimate.

Paralelo a análise estática, o Travis passa a cuidar do restante do processo do pipeline de implantação. Como um próximo passo, o Travis foi capaz de configurar o ambiente corretamente de maneira a preparar o ambiente virtual para compilação, teste e implantação do Tocador. Uma vez que o provisionamento do ambiente é realizado, o projeto é compilado em modo teste com suporte do QtTest. Os testes automatizados são executados e em caso de sucesso, o Travis segue para a construção do binário a ser implantando. Por fim, o binário é disponibilizado para download e assim o pipeline de implantação é concluído. Vale mencionar que ao término de cada execução, o Travis cuida em notificar a equipe de desenvolvimento sobre o resultado da execução. Durante a elaboração do trabalho, o script que direciona o Travis para os passos do pipeline a serem executados não apresentou falhas ou inconsistência durante o processo. Para visualização dos logs acesse Travis CI.

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5 Conclusão

Este trabalho demonstrou que a acessibilidade dificilmente é lembrada e faz parte do processo do desenvolvimento de uma solução tecnológica. Este fato é ainda mais evi- dente quando a solução não é estritamente focada para este público alvo. Tornar um sistema acessível para pessoas que possuam deficiência visual não é criar algo comple- tamente novo mas é sabermos usar o que já existe e manejarmos de forma combinativa e integrada todo o aparato tecnológico disponível como suporte ao desenvolvimento de sistemas acessíveis.

No início de um processo de desenvolvimento de software, requisitos de acessibli- dade devem ser pensados e postos em prática. Por conta das restrições de acesso e uso de softwares existentes, muitas pessoas não conseguem fazer uso da solução tecnológica. O formato OGG, do qual foi derivado o formato especificado neste trabalho, é de código aberto e seus desenvolvedores não só permitem como incentivam a comunidade para con- tribuir com o formato. A partir desta plataforma, uma novo direcionamento é dado ao formato OGG. Como conclusão deste trabalho, novos pacotes foram criados e inseridos na estrutura do formato de áudio de forma a proporcionar a inserção de metadados e marcações do conteúdo do pacote de áudio. Com o uso deste novo modelo, além do áudio é possível adicionar informações referentes ao audiobook (tais como: título, ano, editora, autor, entre outros) e navegar por capítulos e marcações. Deste modo, ao compartilhar o arquivo de audiobook, o usuário não só terá o áudio mas a informação decorrente dele.

Com os requisitos necessários para tornar um Player acessível aos deficientes visu- ais, observou-se que o interfaceamento da aplicação foi completamente replanejado. Não somente a tela, mas o teclado recebeu novas funcionalidades também. Devido a tais modi- ficações, constatou-se que os recursos de acessibilidade definem a interface e interação do Player com o usuário, de modo a garantir que o deficiente visual possa ter o conhecimento de todas as informações disponíveis.

Espera-se que este trabalho contribua para uma nova forma de leitura de livros didáticos de maneira agradável e acessível para um número maior de pessoas dos que os livros impressos proporiconam. O arquivo gerado pelo Editor, faz uso da compressão de dados tornando seu tamanho reduzido o que facilita a disseminação dos audiobooks pela Internet. O formato é open source o que não trás um custo adicional para as editoras, diminuindo, consequentemente, o custo dos audiobooks. Em um ambiente escolar, por exemplo, o ensino pode ser maximizado e pessoas com deficiência visual podem atingir seu potencial e fazerem sua plena contribuição a sociedade.

78 Capítulo 5. Conclusão

5.1 Trabalhos Futuros

Como continuação deste trabalho, o próximo passo seria a avaliação da solução tecnológica em um ambiente real. Uma metodologia de pesquisa de campo definida e utilizada como suporte a avaliação do uso da ferramenta por pessoas com deficiência visual. Os dados coletados e analisados podem gerar um relatório conclusivo sobre a proposta apontando seu desempenho como material didático de apoio aos deficientes visuais.

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85

APÊNDICE A – User Stories

Segue-se abaixo as User Stories descritas que define e prioriza os requisitos de acessibilidade para o Tocador. Aqui é possível identificar os atores, o cenário de possível interação com o utilizador do sistema, as funcionalidades e suas restrições, além dos pré- condições e pós-condições. Os critérios de aceitação para cada User Story estão descritos no Apêndice B.

Tabela 3: US01 - Interação por Teclado

Narrativa da Story Interação por Teclado

Como deficiente visual

Eu quero manter o controle do tocador por meio do teclado

Para que seja possível acessar e navegar pela informação contida no áu- dio.

Critérios de Aceitação AC01, AC02, AC03, AC04, AC05, AC06, AC07, AC08,

AC09, AC10, AC11, AC12, AC23 e AC24

Tabela 4: US02 - Sintetizador para Leitura de Tela

Narrativa da Story Sintetizador para Leitura de Tela

Como deficiente visual

Eu quero ter uma resposta audível do que está na tela

Para que saiba o que visualmente é mostrado da qual não consigo ver. Critérios de Aceitação Tabelas AC13 e AC14

86 APÊNDICE A. User Stories

Tabela 5: US03 - Contraste de tela

Narrativa da Story Contraste de tela

Como deficiente visual com baixa visão

Eu quero poder alterar o contraste da tela

Para que eu consiga enxergar a informação visual e fazer distinção entre o conteúdo apresentado.

Critérios de Aceitação AC15 e AC25

Tabela 6: US04 - Sintetizador para informação de conteúdo

Narrativa da Story Sintetizador para informação de conteúdo

Como deficiente visual

Eu quero ter uma resposta audível da informação do audiobook

Para que eu tenha conhecimento do autor, ano de publicação, editora, número de páginas, título, endereço e idioma do livro que está sendo falado. Também quero ter conhecido da marcação e nível da marcação atual.

Critérios de Aceitação AC16, AC17, AC23 e AC24

Tabela 7: US05 - Sintetizador para ajuda

Narrativa da Story Sintetizador para ajuda

Como deficiente visual

Eu quero ter uma respota audível das funcionalidades da aplicação Para que eu seja ajudado quanto as funcionalidades e comandos dispo-

níveis do Tocador. Critérios de Aceitação AC18 e AC19

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Tabela 8: US06 - Destaque visual

Narrativa da Story Destaque visual

Como deficiente visual com baixa visão

Eu quero gostaria que os botões sob o mouse fossem destacados

Para que eu saiba onde está o cursor e também identifique o botão antes de apertá-lo.

Critérios de Aceitação AC20

Tabela 9: US07 - Ampliador de tela

Narrativa da Story Ampliador de tela

Como deficiente visual com baixa visão

Eu quero que os textos sob o mouse sejam ampliados Para que seja tornar possível ou facilitar a leitura. Critérios de Aceitação AC21

Tabela 10: US08 - Anúncio automático de botão sob o mouse

Narrativa da Story Anúncio automático de botão sob o mouse

Como deficiente visual com baixa visão

Eu quero que ao mover o mouse o botão sob ele seja anunciado Para que eu saiba qual o botão antes mesmo de clicá-lo.

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APÊNDICE B – Critérios de Aceitação

Tabela 11: AC01 - Executar audiobook

Critério para Aceitação Executar Audiobook

Dado que o audiobook não esteja sendo executado

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