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IB-810 Rio Imboassú

1980 1991 1991 2000 1980 2000 MELHOROU OU MANTEVE-SE 104 84

PIOROU 3 23 2

NÃO ANALISADO 1 1 1

Fonte: Este estudo

5.1.2.3.2 Serviços de Infra-estrutura de Carência na Oferta de Serviços Essenciais à Habitação – ICH (2000)

5.1.2.3.2.1 Abastecimento de água (AAB)

Com base no Censo Demográfico de 2000, verifica-se que 125.054 (84,79%) habitantes da Bacia Ambiental possuíam abastecimento de água por rede geral. Nesse contexto, vale à pena destacar que dentro desse percentual de atendimento (84,79%), devem estar computadas canalizações ilegalmente ligadas à rede de abastecimento da CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos).

Tomando-se por base os 125.054 habitantes (IBGE, 2001d) que possuíam água fornecida pela CEDAE, tinham um consumo per capita de água 242,16 l/hab.dia (CIDADES, 2005) e nesse processo, eram consumidos 30.283,07 m3/água.dia. Considerando agora, os 22.434 habitantes que não dispunham do serviço de abastecimento de água por rede geral, tendo um consumo per capita de água 100 l/hab.dia (ABNT, 1993) e que consumiam 2.243,40 m3/água.dia. Somando-se então, os consumos per capita de água dos dois grupos, estima-se que na Bacia Ambiental do Rio Imboassú, eram gastos 32.526,47 m3/água.dia.

Por último, avaliando-se o enquadramento dos ASC`s nas quatro faixas encontradas, observa-se que 90 (84,12 %) aglomerados na faixa ótimo estavam distribuídos por toda área de estudo e que desse total, 38 ASC`s detinham o ICH máximo (1,0). Já, os dois clusters que apresentavam a classificação ruim, estavam situados na APA do Engenho Pequeno e tinham 2.557 moradores (Figura 28).

Grupo: Ruim

Nota: Classificação e Faixa Percentual

Figura 28 Indicador de Abastecimento de Água por Rede Geral nos Domicílios Particulares Permanentes da Bacia Ambiental do Rio Imboassú em 2000, Segundo o Índice de Carência na Oferta de Serviços Essenciais à Habitação (ICH)

Fonte: Este estudo

5.1.2.3.2.2 Instalações sanitárias (ISN)

Primeiramente, é importante lembrar que o Município de São Gonçalo dispõe de uma área de 251 km2 (IBGE, 2000c) e que existiam apenas, 13 km de rede geral coletora de esgotos da CEDAE (OLIVEIRA, 2000).

Diante desses dados, cumpre citar que dos 147.488 habitantes registrados em 2000 (IBGE, 2001d) na área de estudo, 66.725 (45,24 %) pessoas possuíam seus domicílios ligados à fossa séptica (IBGE, 2001d) e que em algumas residências, existiam ligações com a rede geral de esgotos da CEDAE (Figura 29). Por esses dados, pode-se verificar que grande parte

ICH/água = 0,373 Hab.=1.514 ICH/água = 0,363 Hab.=1.043 Ruim  20 a 39,9 % Péssima  0 a 19,9 % Aceitável  40 a 59,9 %

Bom  60 a 79,9 % Ótimo  80 a 100,0 % Cluster não analisado

km 0 5 10 km 0 5 10 0 5 10 0 5 10 P re fe it u ra Morro do Castro

dos esgotos gerados na área de estudo, corria a céu aberto, através de valas negras, ou seja, eram canalizados para a rede de águas pluviais, sem nenhum tipo de tratamento. O restante era jogado diretamente nos recursos hídricos locais (OLIVEIRA, 2000).

Ainda de acordo com o autor, estavam previstas pelo PDBG (Programa de Despoluição da Baía da Guanabara) as seguintes realizações: construção de uma estação de tratamento de esgotos no Bairro do Gradim (no ponto jusante da Área de Estudo); instalação de 31.114 ligações domiciliares (abrangiam praticamente a região central em estudo); implantação de quatro estações elevatórias (sendo duas localizadas no médio e baixo curso da bacia ambiental) (Figura 29).

Infelizmente, hoje, boa parte das obras realizadas pelo PDBG na região, apresenta vários tipos de problemas, tais como: a rede geral de esgotamento sanitário, apresenta problemas construtivos de engenharia e de manutenção em vários pontos; ligações clandestinas de águas pluviais à rede do PDBG; e, a estação de tratamento de esgotos, está paralisada por problemas construtivos.

Quanto a classificação do ICH para os ASC`s da bacia em 2000, verifica-se a seguinte distribuição entre as cinco faixas estabelecidas: 82 (76,64 %) ótima; 12 (11,21 %) bom; 10 (9,35 %) aceitável; 2 (1,87 %) ruim; e, 1 (0,93 %) péssimo. Ainda com relação aos ASC`s pertencentes às faixas ótimo e boa, estavam localizados fora das áreas das APA’s (Engenho Pequeno e Guapimirim) (Figura 29).

Em vista das informações que foram apresentadas anteriormente, a situação das instalações sanitárias na região não deve ser considerada como satisfatórias (Figura 29). Já que ter banheiro no domicílio, não supre as necessidades dos outros serviços sanitários (abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta/destinação de lixo) e de educação (sanitária e ambiental) para população.

Nota: Classificação e Faixa Percentual

Figura 29 Indicador das Instalações Sanitárias nos Domicílios Particulares Permanentes da Bacia Ambiental do Rio Imboassú em 2000, Segundo o Índice de Carência na Oferta de Serviços Essenciais à Habitação (ICH)

Fonte: Este estudo

5.1.2.3.2.3 Coleta de lixo (CLO)

A partir do número de habitantes (147.488) do Censo 2000 da área de estudo (IBGE, 2001d) e adotando-se o valor per capita de 0,74 kg/hab.dia (IBGE, 2002f) para a produção per capita de lixo, estima-se que eram gerados 110 toneladas de resíduos domiciliares por dia nessa região (Figura 30).

Quanto à operacionalização do serviço de coleta na área de estudo seguem o roteiro e a estratégia predeterminada, pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do Município de São Gonçalo.

Os métodos de coleta podem ser modificados de um local para outro, já que estes possuem características diferentes tais como: hábitos da população, topografia, situações de emergência e etc. Portanto a coleta de lixo pode ser feita através do método direto ou indireto (p.ex.: ruas de difícil acesso para os caminhões).

ICH/Ins. Sant = 0,373 Hab.=1.043 Grupo Ruim

Ruim  20 a 39,9 %

Péssima  0 a 19,9 % Aceitável  40 a 59,9 %

Bom  60 a 79,9 % Ótimo  80 a 100,0 % Cluster não analisado

km

0 5 10 km

0 5 10

0 5 10

0 5 10

De posse dos dados de 2000 da área de estudo, verifica-se que 135.833 (92,09 %) habitantes e 40.440 domicílios particulares permanentes, tinham o lixo coletado diretamente pelo SLU da prefeitura municipal. Do total de 3.366 domicílios que sobram, boa parte dos resíduos gerados era coletada indiretamente pelo mesmo serviço municipal e o restante disposto em inadequadamente vários locais (p.ex.: terrenos baldios, no leito do rio) (Figura 30).

Quanto aos cálculos do ICH para o lixo, verifica-se 100 ACS`s (93,45 %) encontravam-se na faixa ótimo (Figura 30). Já, os dois clusters localizados na APA de Guapimirim, estavam respectivamente nas faixas ruim e péssimo (Figura 30). Devido, as condições das vias de acesso (extremamente esburacadas) existentes para o transito de caminhões na APA de Guapimirim. Bem como, pela ausência do Poder Público no estabelecimento de um programa continuo de educação ambiental e sanitária em toda a região da bacia ambiental.

Finalmente, é importante mencionar que na área de estudo várias doenças relacionadas com a disposição inadequada dos resíduos sólidos (lixo) no meio ambiente estão reaparecendo e aumentando o número de casos a cada ano. Dentre essas doenças estão à leptospirose (alimentos ou águas infectadas com a leptospira dos ratos), a tuberculose e a dengue.

Figura 30 Indicador de Coleta de Resíduos nos Domicílios Particulares Permanentes da Bacia Ambiental do Rio Imboassú em 2000, Segundo o Índice de Carência na Oferta de Serviços Essenciais à Habitação (ICH)

Fonte: Este estudo Grupo Péssimo

Grupo Ruim

Ruim  20 a 39,9 %

Péssima  0 a 19,9 % Aceitável  40 a 59,9 %

Bom  60 a 79,9 % Ótimo  80 a 100,0 % Cluster não analisado

km 0 5 10 km 0 5 10 0 5 10 0 5 10 APA de Guapimirim APA do Engenho Pequeno

Morro Menino Deus

5.1.2.3.3 - Serviços de Infra-estrutura do Índice de Salubridade Ambiental – ISA/BA (2000) 5.1.2.3.3.1 – Cobertura do abastecimento de água (ICA)

Na Figura 31, os resultados obtidos mostram que 75 (69,44%) Aglomerados dos Setores Censitários (ACS`s) estavam enquadrados na faixa ótimo para o abastecimento de água por rede geral. Dentro deste montante, encontravam-se incluídos 91.211 (61,84%) habitantes, distribuídos em 27.441 DPP’s (AZEVEDO et al, 2005) (Figura 31).

Segundo CIDADES (2005), o consumo per capita de água por rede geral no município de São Gonçalo em 2000, era de 242,16 l/hab.dia. Segundo o IBGE (2001d) 125.054 moradores da região recebiam água da CEDAE e consumiam 30.283,07 m3/água.dia, resultando nesse processo 24.226,45 m3/esgotos.dia. Por outro lado, adotou-se a contribuição de esgoto per capita de 100 l/hab.dia (ABNT, 1993) para uma pessoa de baixo padrão residente na região que não tinham água da CEDAE. Calcula-se que esses habitantes (22.434), produziam 17.947,20 m3/esgoto.dia. Somando-se então, as duas quantidades de esgotos gerados, teríamos uma produção diária de 42.173,65 m3/esgoto (Figura 31).

Seguindo nessa linha de raciocínio, outros fatos importantes devem ser mencionados sobre o abastecimento de água por rede geral que interferiam na qualidade do serviço oferecido pela CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) à população. Dentre esses fatores podem ser mencionados: (a) o número expressivo de DPP’s (Domicílios Particulares Permanentes) que não possuíam hidrômetros; (b) DPP’s que não recebiam conta do serviço abastecimento de água da CEDAE; (c) problemas constantes de vazamentos na rede de abastecimento; e, (d) ligações clandestinas. Neste ponto cumpre citar, que alguns desses problemas contribuíam para um desperdício (evasão) de 59,71% da água tratada pela CEDAE (SOARES29, 2003). Ainda com relação a este tipo de problema, deve-se mencionar que os índices de perdas elevados como estes, podem ser sinais de que a Empresa (p. ex.: CEDAE) está repassando para os consumidores o custo de sua ineficiência (CESAR FILHO, 1995).

29

Comunicação pessoal do Dr. Alberto José Soares (Engenheiro da Superintendência da CEDAE de São Gonçalo) ao autor em 02 de setembro de 2003, através de entrevista, na sede da CEDAE.

Figura 31 Indicador de Abastecimento de Água por rede Geral da Bacia Ambiental do Rio Imboassú em 2000, Segundo o Índice de Salubridade Ambiental

Fonte: Este estudo

5.1.2.3.3.2 Cobertura da coleta de esgoto e tanques sépticos (ICE)

Com relação ao ICE, constata-se que quase 50% da população da área de estudo residiam em 48 ASC`s distribuídos entre as faixas de classificação péssima e ruim. Já, o grupo ótimo tinha 12 ASC`s, com apenas 6,34% dos habitantes espalhados pela região central da bacia (Figura 32).

A pesquisa demonstrou ainda que as cinco faixas de classificações utilizadas estavam distribuídas por toda área de estudo, com os respectivos valores (percentuais): 24 (22,43%) ASC`s, péssimo; 24 (22,43%) ASC`s, ruim; 25 (23,37%) ASC`s, aceitável; 22 (20,56%) ASC`s, bom; e, 12 (11,21%) ASC`s, ótimo (Figura 32).

Nesse sentido, vale notar que o valor médio do ICE (0,44), foi o mais baixo entre os quatorze indicadores que compunham a metodologia do ISA-BA. Os resultados dos ASC`s localizados nas APA do Engenho Pequeno (7 ASC`s no grupo péssimo e 6 ASC`s no grupo ruim) e na APA de Guapimirim (100% dos ASC`s no grupo péssimo) certamente contribuíram para essa situação (Figuras 32 e 33).

km 0 5 10 km 0 5 10 0 5 10 0 5 10 APA do Engenho Pequeno

Morro Menino deus APA de Guapimirim Bairro do Boa Vista Morro do Castro Bairro do Camarão Bairro do Porto Rosa Bairro do Colubande Bairro do Zumbi Bairro do Boaçú Bairro de Itaóca

Diante desse contexto, cumpre informar que o tanque séptico é a principal unidade de tratamento de esgoto utilizada pela população na região. Já que boa parte dos domicílios não possuía a rede geral de esgotamento sanitário e tratamento das águas servidas.

Finalmente, deve-se mencionar que existem muitos tanques sépticos funcionando em todas as regiões do país (ÁVILA, 2005).

Fonte: Este estudo Fonte: Este estudo

km 0 5 10 km 0 5 10 0 5 10 0 5 10 Prefeitura Municipal Prefeitura Municipal

Figura 32 Indicador de coleta de esgoto e tanques sépticos na Bacia Ambiental do Rio Imboassú em 2000, Segundo o Índice de Salubridade Ambiental

Figura 33 Localização do ASC`s contidos nas APA’s, Segundo a Bacia Ambiental do Rio Imboassú

5.1.2.3.3.3 Coleta de lixo (ICR)

Observando-se a Figura 34, verifica-se que 85 (79,43%) dos ASC`s da faixa ótima encontravam-se distribuídos praticamente pela área central da bacia e 19 (17,75%) clusters do grupo bom estavam espalhados pelos três cursos (segmentos) da bacia.

Em relação à coleta de lixo, encontrava-se em melhor situação se comparada com o abastecimento de água e a coleta de esgoto, não representando ainda um indicador favorável para a região, pois existiam dois ASC`s na faixa péssimo. Sendo que um deles pertencia a APA de Guapimirim e o outro a APA do Engenho Pequeno (Figura 34).

Figura 34 Indicador de Coleta de Lixo na Bacia Ambiental do Rio Imboassú em 2000, Segundo o Índice de Salubridade Ambiental

Fonte: Este estudo

5.1.2.3.3.4 Varrição (IVA)

Observando-se a Figura 35, verifica-se que dos 107 ASC`s existentes para a bacia, apenas três unidades espaciais eram varridas adequadamente pela prefeitura e beneficiavam 3.398 habitantes30. Por isso, essas unidades espaciais foram enquadradas na faixa ótima.

30

Comunicação pessoal do Engenheiro Carlos Alberto Moreira Moscoso (Coordenador de Limpeza Urbana da PMSG), através de entrevista sobre "Estimativa do número de domicílios particulares permanentes de 2000 que dispunham do serviço de varrição”, na Secretaria Municipal de Infra-

Bairro de Itaóca (APA de Guapimirim) Bairro do Pita km 0 5 10 km 0 5 10 0 5 10 0 5 10 APA do Engenho Pequeno

Ainda, com relação ao serviço de varrição praticado pela prefeitura, apenas os aglomerados próximos à faixa ótima, tinham de forma irregular algum atendimento. Por isso, 4 ASC`s que tinham 4.272 moradores, foram encaixados no grupo aceitável e 18 clusters que detinham 22.311 habitantes, estavam na faixa ruim (Figura 35). Nesse ponto, cumpre citar alguns dos motivos que durante o levantamento de campo orientaram as classificações adotadas quanto ao serviço de varrição. Dentre esses motivos podem ser citados: a periodicidade com que era efetuado o serviço; os métodos de varrição empregados; e, os utensílios e ferramentas utilizadas.

Diante desses dados, calculou-se que 82 ASC`s com 124.388 habitantes encontravam-se na faixa péssimo, já que praticamente não possuíam o serviço de varrição (Figura 35).

Quanto ao serviço de varrição das ruas pela população da região, pode-se considera- lo inexistente.

Figura 35 Indicador de Varrição da Bacia Ambiental do Rio Imboassú em 2000, Segundo o Índice de Salubridade Ambiental

Fonte: Este estudo

estrutura e Ambiental - SEMIEUA, localizada no interior da Prefeitura Municipal de São Gonçalo, em 05/07/04. km 0 5 10 km 0 5 10 0 5 10 0 5 10 Prefeitura Municipal Área central da Bacia Ambiental

5.1.2.3.3.5 Energia elétrica (IEL)

De acordo com os dados obtidos com as associações de moradores da bacia e pelas conversas mantidas com moradores de diversos locais, verificou-se que quase toda população tinha energia elétrica em seus domicílios (Figura 36). Nesse sentido, pode-se concluir que esse indicador é ruim para avaliar o serviço em questão.

Por outro lado, cabe citar que durante o levantamento de campo foram encontrados vários domicílios e estabelecimentos comerciais ligados à rede de energia elétrica da concessionária, através de ligações clandestinas (Figura 36).

Segundo Almeida (1999), este serviço é de fundamental importância para garantir os patamares mínimos de condições de vida para a população, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável da área em questão.

Figura 36 - Indicador de Energia Elétrica da Bacia Ambiental do Rio Imboassú em 2000, Segundo o Índice de Salubridade Ambiental

Fonte: Este estudo

5.1.2.3.3.6 Iluminação pública (IEP)

Na Figura 37 é possível observar o elevado grau de heterogeneidade espacial do indicador IIP em toda área de estudo.

Tomando-se ainda por base a Figura 37, verifica-se que 46.495 (31,52%) moradores em 2000, estavam residindo em 14.147 (32,29%) DPPs que estavam distribuídos por 42 km 0 5 10 km 0 5 10 0 5 10 0 5 10 Prefeitura Municipal

ASC`s da faixa ótimo. Já, o grupo bom, possuía 14 ASC`s que formavam uma faixa quase que contínua no médio curso da bacia e possuíam 16.508 (11,19%) habitantes em 4.998 DPPs (11,40%) da bacia ambiental. Quanto aos ASC`s localizados nas APAs, identificou-se que a maioria pertencia à faixa ruim (Figura 37).

Segundo HNLUZ (2006), um bom projeto de iluminação pública torna-se cada vez mais importante para a qualidade de vida nos grandes e turbulentos centros urbanos. Afinal, mais que mero agente físico, a luz interfere diretamente na rotina das pessoas em sua volta.

Portanto, “o tema iluminação pública é tão importante para contar aspectos de degradação urbana, que o governo federal instituiu como meta o aumento dos pontos luminosos nas grandes cidades brasileiras, com o objetivo de combater o crescimento da violência” (HNLUZ, 2006).

Figura 37 Indicador de Iluminação Pública da Bacia Ambiental do Rio Imboassú em 2000, Segundo o Índice de Salubridade Ambiental

Fonte: Este estudo

Bairro de Itaóca Bairro do Colubande Área de ocupação mais recente Área de ocupaçã o mais recente Prefeitura Municipal 0000 5 105 105 105 10 kmkm A P A d e G u a p im ir im A P A d o E n g e n h o P e q u e n o

Bairro do Boa Vista

Área central da Bacia Ambiental

5.1.2.3.4 - Resultados dos índices (IQV-UFF, ISA/BA e ICH) finais utilizados nessa pesquisa

5.1.2.3.4.1 - Índice de Qualidade de Vida – IQV-UFF (1980, 1991 e 2000)

Observando-se a Figura 38, verifica-se que o Censo de 2000 possuía os resultados mais positivos para a classificação da qualidade vida dos ASC`s entre as três pesquisas censitárias. Pois em 2000, 87,85% dos aglomerados estavam distribuídos entre os grupos de qualidade de vida: aceitável (27,10%), bom (50,47%) e ótimo (10,28%).

Além dessas informações, a Figura 38 mostra que dentre os cinco grupos utilizados para avaliação da qualidade de vida entre censos, o que sofreu as modificações mais positivas, foi o do grupo bom do Censo de 2000.

Com base na Tabela 27, verifica-se que a média e o desvio padrão aumentaram para a pesquisa de 1991, provocando a ampliação do número de ASC`s. Já, na análise da variação dos dados, constata-se que o Censo de 1980 apresentou menor variabilidade do que as outras duas pesquisas.

No que concerne à variância, teve um pequeno aumento entre o período de 1980/1991 e uma diminuição no levantamento seguinte, provavelmente pela dispersão dos dados do IQV-UFF, em relação à média de 1980 a 2000 (Tabela 27).

Finalmente, o valor do desvio padrão para o período de 1980 a 2000 e para a pesquisa de 1991, foi de 0,22 (Tabela 27).

A P A d e G u a p im ir im

Notas: Classificação e Faixa do IQV-UFF nos ASC`s

Figura 38 Condições da qualidade de vida nos Aglomerados de Setores Censitários dos

Censos Demográficos de 1980, 1991 e 2000, Segundo a bacia ambiental do Rio Imboassú

Fonte: Este estudo

Tabela 27 Avaliação estatística dos dados gerais dos Índices de Qualidade de Vida dos Aglomerados dos Setores Censitários da área de estudo, Segundo os Censos Demográficos de 1980, 1991 e 2000.

Função Estatística

IQV-UFF do período de 1980-2000

Censos demográficos No período

1980/2000

1980 1991 2000

Média e desvio padrão 0,42 ± 0,21 0,59 ± 0,22 0,62 ± 0,18 0,54 ± 0,22 Faixa de variação 0 - 0,82 0,04 - 1,00 0,05 - 0,98 0 – 1,0

Variância 0,04 0,05 0,03 0,05

Fonte: Este estudo.

5.1.2.3.4.1.1 Grupo: Ótimo

Analisando-se o IQV de 1980, é possível observar que existiam quatro clusters formando uma faixa praticamente contígua na região central da área de estudo, próximo a

Ruim  0,200 a 0,399 Péssima  0 a 0,199 Aceitável  0,400 a 0,599 Boa  0,600 a 0,799 Ótimo  0,800 a 1 Não analisado km 0 5 10 km 0 5 10 0 5 10 0 5 10 Prefeitura Municipal A P A d e G u a p im ir im A P A d o E n g en h o P e q u en o Á re a d e o c u p a ç ã o m a is r e c en te Censo 1991 Censo 1980 Censo 2000 Á re a d e o c u p a ç ã o m a is r e c e n te

Prefeitura Municipal de São Gonçalo (Figura 39). Já, na pesquisa de 1991, verifica-se que a partir da faixa de clusters identificada na pesquisa anterior, ocorre um aumento de 425% no número de ASC`s nesse grupo de qualidade de vida. Provavelmente, uns dos motivos que colaboraram para isso foram às construções de condomínios de prédios de apartamentos nesses clusters, devido às condições de acesso a alguns tipos de serviços (p. ex.: saneamento básico) (AZEVEDO et al., 2004a). A partir desses dados, constata-se o aumento da renda mensal em salários mínimos dos chefes dos domicílios e da renda per capita da população residente nesses domicílios (Figura 39).

Com relação ao IQV de 2000, os resultados mostram a existência de 11 ASC`s nesse grupo ótimo (Figura 39). Portanto, pode-se concluir que houve uma redução de 35,29 % no número de clusters em relação à pesquisa de 1991. Possivelmente, alguns dos fatores que corroboraram para isso foram às crises internas ocorridas no país em 1998 (p.ex.: Problemas com o Plano Real). Em vista desses problemas, o PIB do país cai pela primeira vez desde o início do Plano Real, o rendimento médio das pessoas ocupadas passa a regredir e o desemprego supera os recordes dos últimos quinze anos (FILGUEIRAS, 1999).

Segundo a mesma referência bibliográfica, no mesmo ano ocorreram problemas internacionais (p.ex.: moratória russa) que se refletiu sobre a renda e o desemprego no mundo.

Notas:

Fonte: Este estudo

Figura 39 Disposição espacial dos aglomerados dos setores censitários da Bacia Ambiental do Rio Imboassú, segundo o grupo ótimo do IQV-UFF (Censos Demográficos: 1980, 1991 e 2000)

Fonte: Este estudo

5.1.2.3.4.1.2 Grupo: Bom

No que se refere ao IQV de 1980, é possível observar que dos 20 aglomerados dos setores censitários encontrados no grupo bom, 95% (19) desses, formavam três importantes conjuntos de manchas espaciais distribuídas pela região central da área de estudo (Figura 40).

Assim, numa comparação dos dados de 1980 e 1991, conclui-se que houve um aumento de 125% no número de ASC`s no grupo bom em 1991 (Figura 40). Baseando-se, ainda no mesmo procedimento para o período de 1991/2000, constata-se que houve um acréscimo de aproximadamente 17% nessa faixa de classificação. Portanto, os resultados indicam que o grupo bom detinha mais de 50% dos clusters dos setores censitários de 2000 (Figura 40).

Censo 1980 Censo 1991 Censo 2000

km 0 5 10 km 0 5 10 0 5 10 0 5 10 Á re a d e o c u p a ç ã o m a is r e c e n te Prefeitura Municipal Área central da Bacia Ambiental A P A d e G u a p im ir im

Este fato sugere que os aglomerados do grupo bom apresentam dinâmica de ocupação espacial muito parecida com o grupo ótimo na região central da bacia ambiental (Figura 40).

Notas:

Fonte: Este estudo

Figura 40 Disposição espacial dos aglomerados dos setores censitários da Bacia Ambiental do Rio Imboassú, segundo o grupo bom do IQV-UFF (Censos Demográficos: 1980, 1991 e 2000)

5.1.2.3.4.1.3 Grupo: Aceitável

Observando-se o cartograma do IQV de 1980 do grupo aceitável, verifica-se que existiam 39 ASC`s concentrados próximos à região central da área de estudo. Dentre alguns dos fatores que contribuíram para essa situação, podem ser mencionados: (a) Apenas 5% dos chefes dos domicílios ganhavam até dois salários mínimos. (b) Menos de 10% dos chefes dos DPP, possuíam até três anos de estudo (Figura 41).

Já, para os resultados do IQV de 1991, observa-se que ocorreu uma diminuição de