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3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.2 MEMÓRIA DO PROCESSO

O presente estudo, foi realizado visando encontrar as possíveis causas dos problemas encontrados no setor de laminação, em específico os problemas de canaletas e ondas de compressão. Portanto, a seguir há o desenvolvimento das variáveis encontradas e questões subsidiárias descritas no item 1.2, utilizando como base as bibliografias mais utilizadas atualmente, descritas nas referências deste trabalho.

3.2.1 Canaletas

Como citado no item 1.4.1, as canaletas (Tunneling, figura 17) surgem por algum motivo durante o processo de laminação. Tais motivos que, após estudos, geraram questões subsidiárias, sendo explicadas nos itens a seguir.

Figura 17 - Exemplo de bobinas com canaletas (Tunneling).

Fonte: do autor, 2019.

Como mostrado na figura acima, o defeito possui um comportamento periódico no qual por motivos de aumento do diâmetro da bobina, tende a espalhar-se por diversas localizações da bobina e diminuir sua intensidade.

Túneis TD (canaletas) geralmente ocorrem no nip de laminação; - Quando esse defeito é visto no estreitamento da laminação, a causa mais comum é uma teia frouxa que se acumula por trás do estreitamento e passa periodicamente.(...); (...) Se essa força for suficiente para esticar as bordas do filme ou comprimir o centro, os túneis DT podem se formar;- (...) Os túneis TD que se formam mais tarde no processo exigem que uma camada esteja sob compressão suficiente para superar a força adesiva e se dobrar(...). (SMITH, 2007, p. 350 - nossa tradução).

Na citação acima, pode-se notar que o NIP é considerado como lugar ideal para que o defeito aconteça, ou seja, onde todas as variáveis estão propensas a se encontrar/unir e ainda onde exige um maior cuidado e sensibilidade no processo.

Certifique-se de que a teia esteja sob tensão a largura total (não precisa estar em tensão uniforme); - Reduza a força de aperto nos rolos de borracha que causar túneis (abra o nip ou adicione um rolo conduzido, se necessário). (...). (SMITH, 2007, p. 351 - nossa tradução).

Smith (2007) ainda considera como alternativas para resolução do problema, algumas das questões subsidiárias que serão explicadas abaixo o motivo de sua investigação/verificação, para o sucesso dos resultados da pesquisa e minimização/anulação dos problemas.

3.2.1.1 Alinhamento do cilindro de laminação (NIP)

O alinhamento do cilindro de laminação, garante um alinhamento uniforme de pressão sobre o filme. Uma pressão desalinhada, faz com que o filme seja tensionado ou pressionado em regiões diferentes, ocasionando assim o aparecimento de ondas ou dobras de laminação.

3.2.1.2 O ajuste da pressão do cilindro de laminação (NIP)

O ajuste de pressão do cilindro de laminação (NIP) de acordo com a espessura do material, faz com que haja o ajuste conforme a necessidade do material, uma vez que ao atuar com cilindros diferentes e espessuras de material diferentes e em máquinas diferentes, não é indicado atuar com um mesmo intervalo, sabendo que cada demanda irá, por consequência, se comportar de maneira diferente também.

Por consequência de seu diâmetro e área de contato, o cilindro de laminação (NIP) atua de diferentes maneiras. Quanto maior o diâmetro do cilindro, menor pressão sobre o filme é necessária.

Outro fator importante é a espessura do material. Ao laminar materiais mais espessos, o entendimento é de que o filme com maior espessura, possua maior dificuldade de passar pelo cilindro de laminação, sendo que este, atuando em conjunto com outras variáveis como a variação de espessura, tensão do filme, desgaste do cilindro de laminação e pressão não uniforme, acaba gerando não conformidades no filme em formato de túneis (canaletas) ou dobras de laminação.

3.2.1.3 O tensionamento adequado dos filmes

O tensionamento adequado dos filmes, garante que os filmes passem pelo cilindro de laminação uniformemente e diminuindo o efeito das variáveis de pressão não uniforme e variação de espessura do filme e por fim, rebobinar o filme laminado sem que haja o aparecimento de canaletas horizontais ou diagonais na bobina.

1.1.1.1 Tubete irregular

Os tubetes são cruciais para o processo de laminação, uma vez que estes atuam diretamente na rebobinagem dos filmes após a passagem pelo NIP de laminação, no qual é realizada a união dos filmes. Desta forma, as irregularidades presentes nos tubetes acabam somando em grande escala as variáveis do processo, pois geram variações de tensionamento, além das existentes no processo por motivos de espessura irregular do filme, bobinas cônicas e ainda, variações comuns da própria máquina de laminação.

Figura 18 – Exemplo de Tubetes

Fonte: Winding Better Rolls, [s.d.].

3.2.2 Ondas de compressão

Como explicado no item 1.4.2 deste trabalho, após o processo de laminação do filme, há a formação de ondas laterais no filme. A investigação no presente estudo propõe-se a minimizar ou anular o problema, sendo as questões subsidiárias explicadas a seguir.

Figura 19 - Starring / Ondas de compressão.

Fonte: Winding Better Rolls, [s.d.].

Na figura 19 vemos um exemplo do problema encontrado nas bobinas durante o processo de cura.

3.2.2.1 A adequação à temperatura de estocagem das bobinas

A adequação da temperatura de estocagem das bobinas no processo de cura, evitará o enrugamento dos filmes, evitando o surgimento de ondas de compressão? Tal questionamento se dá após alguns experimentos, no qual confirmou-se um forte “efeito de memória” de um dos materiais estudados no presente trabalho, o PET.

(...) - Embobinamento em alta temperatura, encolhe com resfriamento; (...). (WALKER, [s.d.], p.329 – nossa tradução).

Nota-se que a teoria relata comportamentos do filme e adesivo quanto a variações de temperatura, principalmente de estocagem. Tal fenômeno encontrado comumente no atual local em que se encontra a indústria estudada, por consequência de variações das condições de climáticas.

3.2.2.2 O ajuste adequado ao taper de tensão da bobina

O ajuste do taper de tensão no processo de rebobinagem da bobina, evitará o efeito de compressão sobre o núcleo da bobina, resultando em uma bobina simétrica e de melhor qualidade? Este questionamento surgiu, após o estudo e comparação do comportamento das bobinas com as bibliografias e em contato com especialista do processo de laminação. No qual deu-se que o percentual de taper utilizado atualmente nas bobinas fabricadas, indicaria um forte “aperto” ou pressão sobre o núcleo, resultando assim em ondas na lateral da bobina, danificando o material e alterando sua qualidade.

Benefícios do taper de tensão: (...) - Constrói camadas iniciais apertadas para reforçar o núcleo como base para o enrolamento contínuo. - Aumenta a pressão e a capacidade de torque perto do núcleo(tubete). Reduz a pressão máxima do núcleo em baixo módulo rolo de filme, reduzindo defeitos de alta pressão (estrelamento, esmagamento do núcleo, impressões, bloqueio). (WALKER, [s.d.], p.176 – nossa tradução).

Como citado acima, ao utilizar o taper ideal, evita-se a alta pressão sobre o núcleo reduzindo assim os defeitos consequentes deste efeito.

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