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Memorial - Consagração Ideias e reflexões

No documento Grupo de Acólitos da Paróquia da Camacha (páginas 25-32)

A oração continua com a narração das coisas maravilhosas que Deus fez por nós. Momento extraordinariamente importante da Oração Eucarística, mas também o mais difícil de explicar, é a inovação (em língua grega “epiclese”) do Espírito Santo, para que Ele santifique os dons e os transforme no corpo e sangue de Jesus.

Devemos aprender a apreciar a solenidade deste momento, e compreender que Jesus nos pediu que partilhássemos com Ele este sacrifício (SNEC).

Nós devemos dar o exemplo às crianças: durante a consagração mantemos o olhar fixo no altar, evitando distracções; prestamos atenção às orações e à solenidade da consagração.

Depois da oração, segue-se o relato da instituição da Eucaristia, que repete as palavras de Jesus referidas pelos Envangelhos (Mt 26, 26-29; Mc 14, 22-25; Lc 22, 19-20).

Que dizer

O momento em que o sacerdote repete as palavras e as acções realizadas por Jesus durante a Última Ceia chama-se consagração. Este é o momento mais importante de toda a Missa.

Devemos ficar tranquilos e escutar o sacerdote com atenção.

Durante a Última Ceia, Jesus abençoou e partiu o pão a fim de reparti-lo pelos seus discípulos. Depois, tomou o cálice de vinho, abençoou-o e partilhou-o com os seus amigos. Jesus disse: «Fazei isto em memória de Mim.» O sacerdote abençoa a hóstia maior e eleva-a para que todos possam vê-la; em seguida faz o mesmo com o cálice do vinho. Depois desta elevação, ajoelha-se ou inclina-se diante do altar. Quando o sacerdote eleva a hóstia e o cálice, prestamos atenção, observando em silêncio e pensando na Última Ceia, em que Jesus disse aos seus discípulos que estaria sempre presente no pão e no vinho.

Página n.º 26 10. Aclamação da Assembleia

Ideias e reflexões

A aclamação comemorativa da assembleia recorda-nos o mistério da nossa fé. A anamnese (palavra grega que significa “aclamação comemorativa”) é uma espécie de “pro-memória” que nos recorda a morte, a ressurreição e a ascenção ao céu de Jesus. Nós estamos reconhecidos por este “sacrifício vivo e santo”.

A Liturgia permite a recitação (ou o canto) de três tipos diferentes de aclamação, que a assembleia pronuncia depois de o sacerdote dizer, no fim da consagração: «Mistério da fé ».

Que dizer

Depois da consagração, proclamamos com muita fé que Jesus está verdadeiramente presente nas hóstias e no vinho consagrados pelo sacerdote por meio do Espírito Santo, que desce sobre o altar para santificar os dons. Por isso, também recitamos uma breve oração que nos ajuda a recordar os episódios mais importantes da nossa redenção: a morte, a ressurreição e a ascenção ao céu de Jesus. Escolhemos uma de entre estas três orações:

«Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa Ressurreição, vinde, Senhor Jesus»;

«De cada vez que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos a vossa morte, Senhor, enquanto esperamos a vossa vinda»;

«Vós nos redimistes com a vossa cruz e a vossa ressurreição; Salvador do mundo, salvai-nos»;

11. “O Grande Ámen”

Ideias e reflexões

A Oração Eucarística termina com uma grandiosa aclamação de louvor e de adoração a Deus Pai por Cristo, à qual toda a assembleia é convidada a unir-se com um “Ámen” unânime e jubiloso.

São Jerónimo recorda que no seu tempo o Ámen ressoava como um trovão. Seja assim também as nossas igrejas! De facto, este Ámen corresponde ao nosso assentimento ao convite de Jesus a participar na sua vida.

A participação activa e devota na Missa confirma-se e assume um significado importante na vida de cada cristão com esta breve mas significativa aclamação: um “Ámen” que nos recorda que o louvor e a adoração pertencem ao Senhor: que a redenção realizada por Jesus, que nos libertou da escravidão do pecado e da morte, nos é dada graças a Ele, com Ele e n'Ele, em união com o Espírito Santo.

Página n.º 27 Que dizer

Tudo aquilo que acontece, e aquilo que dizemos e fazemos durante a Missa, é muito importante. De modo particular, depois da consagração das hóstias e do vinho, queremos demonstrar que somos felizes e que entendemos aquilo que aconteceu. Sabemos que todos os dons provêm de Deus, por isso, de pé, recitamos (ou cantamos) uma única palavra, que, embora seja uma só e muito breve, é muito importante. Pronunciamos a palavra hebraica “Ámen”

que significa: “Sim! Estou de acordo! Certo!”. Trata-se de uma palavra que por vezes recordamos com a expressão “Grande Ámen”.

Acontece o seguinte: depois da consagração, o sacerdote eleva as hóstias (ou a hóstia maior) e o cálice do vinho, e diz: «Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a Vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, pelos séculos dos séculos.»

Todos nós respondemos em voz alta: «Ámen!»

Página n.º 28 12 - ESQUEMA DA EUCARISTIA

1. Os acólitos acolhem o sacerdote (já com as suas tarefas preparatórias cumpridas) devidamente revestidos da sua veste liturgia e ajudam o sacerdote a paramentar-se. Enquanto isso, os acólitos destacados acedem os círios e os acólitos do turíbulo e da naveta aproximam-se para o sacerdote colocar incenso.

2. Chegada a hora do inicio da Missa, inicia-se a procissão de entradapor esta ordem:

1. Acólitos com a naveta e turíbulo;

2. Acólito com a cruz ladeado por dois ou mais acólitos com os círios;

3. Restantes Acólitos;

4. Diácono ou um Acólito com o Evangeliário;

5. Concelebrantes;

6. Presidente da Celebração.

3. 1 Entrada Solene: Chegados à entrada do presbitério, os acólitos que não levam as mãos ocupadas, fazem dois a dois, a reverência prevista (vénia ou genuflexão) e ocupam os seus lugares. O Evangeliário é colocado sobre o altar.

2 Entrada Simples: Os acólitos entram em fila indiana, já com os seus lugares definidos, genuflectindo juntamente com o sacerdote, e tocando com o joelho direito no chão. Se estiverem muitos acólitos para prestar o serviço ao altar deverão entrar aos pares fazendo apenas uma pequena vénia com a cabeça; no entanto, os dois (ou três) últimos acólitos deverão genuflectir com o(s) sacerdote(s).

Os restantes acólitos até ao fim da incensação, dispõe-se do seguinte modo:

1. O acólito com a cruz junto à coluna do altar;

2. Os acólitos com os círios ficam a ladear a cruz processional.

4. Depois deste beijar o altar, os acólitos encarregues do turíbulo e da naveta aproximam-se do Sacerdote. Imposto o incenso, o acólito do turíbulo entrega-o ao sacerdote (pode entregá-lo ao cerimoniário ou ao diácono e este ao sacerdote).

5. Durante a incensação da Cruz todos os Acólitos fazem uma saudação prevista. O cerimoniário, pegando a ponta direita da casula, acompanha o sacerdote durante a incensação. Finda esta o acólito aproxima-se para receber o turíbulo.

6. O sacerdote ocupa a presidência ou a mesa de altar. O turíbulo vai para a sacristia e a naveta é colocada sobre a credência. A Cruz é colocada no seu lugar. Os círios podem ser colocados sobre o altar dum e doutro lado do Evangeliário, e os restantes podem arrumar-se junto da credência. Todos os acólitos ocupam os seus lugares. O acólito ao livro apresenta ao sacerdote o Missal para os ritos iniciais para a oração colecta.

7. Finda a oração colecta, todos os acólitos sentam-se, quando o sacerdote se sentar O acólito deve ter sempre a atenção de verificar se os leitores designados àquela celebração podem realizar o seu dever, e se não, arranjar um leitor substituto, em último caso, o próprio acólito.

Se for um acólito a realizar qualquer uma das leituras, deverá levantar-se do seu lugar, fazer uma vénia perante o sacerdote e outra perante o altar (dependendo se deslocar-se perante qualquer um deles), e só então dirigir-se para o ambão para realizar a leitura.

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8. No final do Salmo Responsorial, o acólito destacado vai à sacristia buscar o turíbulo.

9. No início do Aleluia(ou outro cântico, conforme o tempo litúrgico determinar) os acólitos com o turíbulo e a naveta aproximam-se do sacerdote que impõe e benze o incenso. O que vai proclamar o Evangelho recebe o Evangeliário. Dirige-se para o ambão com o turíbulo à frente e ladeado pelos círios.

10. Depois de o sacerdote (ou diácono) saudar o Povo e anunciar o Evangelho (“Leitura do Evangelho de NSJC segundo...”), o acólito apresenta o turíbulo permanecendo até ao final do Evangelho.

11. Durante a proclamação do Evangelho, os acólitos com os círios ladeiam o ambão voltados um para o outro.

12. Finda a proclamação do Evangelho, o Evangeliário permanece no ambão ou na mesa do altar e os círios são colocados atrás do sacrário. Todos sentam-se enquanto o que presidente faz a homilia.

13. Após a homilia, o acólito ao livro apresenta o Missal para a recitação do “Credo”. Às palavras “E encarnou pelo Espírito Santo...e Se fez homem” ou “que foi concebido...nasceu da Virgem Maria”, todos fazem a inclinação prevista (genuflectem nas solenidades do Natal e Anunciação do Senhor).

14. O acólito ao livro apresenta ao sacerdote o texto da oração dos fiéis. O acólito responsável pelo livro da Oração Universal é o único que sai do seu lugar, afim de que apresente esse mesmo livro ao sacerdote. Este acólito leva então o livro para o ambão onde o leitor recita a Oração dos Fiéis, e volta a apresentar o livro ao sacerdote que está no altar ou presidência. A Liturgia da Palavra termina com a Oração dos Fiéis.

15. Quando o sacerdote se senta, todos os acólitos que não tenham tarefas a cumprir sentam-se também. Entretanto, dois acólitos levam ao altar o Missal, o corporal, o cálice, a patena com a hóstia e o sanguíneo. O cerimoniário prepara o altar.

16. O sacerdote recebe os dons e passa-os aos acólitos. Tudo é colocado conforme o costume. À frente do corporal deverá ficar a bandeja com as caixas de cibório abertas (caso existam).

17. Aquando da procissão do ofertório, o sacerdote celebrante dirige-se para a frente do altar e juntamente com ele, também os acólitos que estejam colocados na Presidência (no mínimo 1 para cada lado). Durante o ofertório, os acólitos ajudam da melhor maneira possível, e discreta, a colocar todas as oferendas perante o altar.

18. Entretanto, o sacerdote já ocupou o seu lugar ao centro do altar. O acólito do livro coloca-se do seu lado esquerdo, ligeiramente recuado. Entretanto os acólitos que têm as galhetas apresenta-as pelo lado direito do sacerdote.

19. Nesta altura, o turíbulo já deve estar junto ao ambão juntamente com a naveta. Quando o sacerdote pousa o cálice, é-lhe apresentado o turíbulo e a naveta para incensar dos dons. Em seguida o cerimoniário incensa o celebrante, os concelebrantes (se os houver), os acólitos e o povo.

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20. Um dos acólitos apresenta o lavabo e o jarro (lavabo na mão esquerda, jarro na mão direita), e o outro acólito com o manustérgio. Aguardam que o sacerdote se aproxime.

21. Quando o sacerdote regressa ao centro do altar, o acólito ao livro, apresenta-lhe o Missal.

Todos os acólitos devem de colocar-se em redor do altar, criando uma espécie de meia-lua.

22. Cantado o “Sanctus”, o acólito impõe o incenso no turíbulo e desloca-se discretamente para a frente do altar, colocando-se de costas para a assembleia e no início da Narração da Instituição todos ajoelham. Neste momento um acólito já foi buscar o comando dos sinos.

Nota: “ Um pouco antes da Consagração, se for oportuno, um dos acólitos poderá chamar a atenção dos fiéis com um toque de campainha. Esta pode-se também tocar a cada elevação, segundo os costumes locais” (IGMR, 109).

23. A cada elevação, permanecendo de joelhos, o acólito incensa. E quando o sacerdote diz

“Mistério da fé!”, todos se levantam. O turíbulo vai para a sacristia.

24. Se o sacerdote (ou o diácono) disser “ Saudai-vos na paz de Cristo”, os acólitos saúdam-se. Os acólitos recebem a Paz do celebrante. O presidente: “A Paz esteja contigo” O acólito: “Consigo também”. No caso dos acólitos dizem mutuamente “A Paz de Cristo”.

25. Nos ritos da comunhão o acólito deve, nesta altura, ter em atenção se o número de Ministros que vão administrar a comunhão são suficientes e se o número de píxides está certo ao número de Ministros. Convém, antes do início da Eucaristia, verificar tudo isto; e durante esta parte da Eucaristia, trazer diante do celebrante o número certo de píxides necessárias. Os primeiros a comungar são os sacerdotes e diáconos que possam existir na celebração, seguidos pelos Ministros Extraordinários da Comunhão, e então os Acólitos. Para os acólitos é preciso ter uma certa ordem, sendo que uma metade da “meia-lua” anteriormente formada, vá em primeiro lugar, e depois a outra metade.

26. ATENÇÃO: apesar deste ser um momento de relativa descontracção no total da Eucaristia, não deve ser tratado com menos respeito ou solenidade. Os acólitos devem de permanecer nos seus lugares, silenciosos e calmos, e nunca, exceptuando casos extraordinários, deverão ir à Sacristia para beber água ou ir à casa de banho! Tudo isso tem lugar antes e depois da missa, nunca durante!

27. Finda a Comunhão dos fiéis, o sacerdote ou um dos ministros da Comunhão, no altar ou na credência, purifica os vasos. Um dos acólitos, pegando a galheta da água com a mão direita, aproxima-se pelo lado direito do ministro que procede à purificação. Terminadas estas, um dos acólitos dobra o corporal e o sanguíneo e coloca-os, tal como os vasos sagrados sobre a credência.

28. Se antes ou depois da Comunhão dos fiéis houver necessidade de ir ao sacrário, e este estiver no presbitério, os acólitos voltam-se para o local onde ele se situa. Se o sacrário estiver fora do presbitério, o cerimoniário e dois acólitos (sem os círios) acompanham o ministro, formando um pequeno cortejo.

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29. Após a Comunhão dos fiéis, os acólitos sentam-se se o sacerdote se sentar. Dito o “Ide em paz...”, o cortejo forma-se como durante a entrada (sem o turíbulo e a naveta que não devem tomar lugar na procissão de saída), dirige-se para a sacristia. Depois da despedida, o celebrante beija novamente o altar, ao mesmo tempo, os acólitos fazem uma vénia profunda, enquanto a cruz começa a descer do presbitério. Depois desta vénia, os restantes Acólitos descem do presbitério (conforme a meia-lua, e vão-se espalhando e criando espaço para os que ainda estão a descer), voltam-se para o altar e quando o celebrante fizer a genuflexão, todos genuflectem simultaneamente. De seguida, e com a cruz no início da procissão, todos dirigem-se para a Sacristia com a mesma solenidade e respeito com que entraram.

30. Na sacristia, todos fazem reverência à Cruz e respondem à jaculatória dita pelo sacerdote (Ex., V/ “ Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo”; R/ “ Para sempre seja louvado e Sua Mãe Maria Santíssima”; “ Demos Graças ao Senhor; R/ Graças a Deus”).

Em suma as tarefas são as seguintes:

- Cerimoniário: Coordenar todas as tarefas e distribuir os lugares;

- Acólito do turíbulo (turiferário) e acólito da naveta (naveteiro): Entrada, ritos iniciais, aclamação do Evangelho, ofertório e consagração;

- Acólitos dos Círios (ceroferários): Entrada, ritos iniciais, aclamação do Evangelho, consagração e saída (ritos finais);

- Acólito do Livro: Ritos iniciais, oração dos fiéis, exortações e avisos paroquiais e ritos finais.

- Acólito da Cruz (cruciferário): Leva a cruz processional na entrada e saída da Eucaristia.

Se a Missa é presidida pelo bispo, ter em conta o seguinte:

a) O bispo, de acordo com o costume, faz uso do báculo durante a procissão de entrada e saída, enquanto escuta a proclamação do Evangelho e faz a homilia, na bênção final;

b) Pode usar mitra: sempre que se senta (naturalmente, enquanto ministra o sacramento da Confirmação) e nas circunstâncias em que usa báculo;

c) O acólito mitreiro entrega e recebe a mitra do diácono ou sacerdote que assiste o bispo;

d) Durante a Missa, o bispo só não usa o solidéu desde o início da Oração Eucarística até acabar de distribuir a Comunhão. Nesta altura, quando o bispo se senta, um acólito deve levar-lhe o solidéu numa bandeja;

e) Quando administra o sacramento da Confirmação, antes da celebração prosseguir, o bispo lava as mãos. No lavabo devem ir algumas rodelas de limão e pão.

Página n.º 32 13 – COMO UTILIZAR O TURÍBULO

No documento Grupo de Acólitos da Paróquia da Camacha (páginas 25-32)

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